Mostrando postagens com marcador Salvação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Salvação. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Os braços de Deus estão sempre abertos

    Existe uma grande consolação em saber que Deus não é como os homens. Os homens podem se cansar de nós; Deus, porém, é “longânimo e grande em misericórdia” (Salmos 103:8). Podemos nos afastar dEle, mas Sua misericórdia não se afasta de nós. Podemos fechar o coração à Sua voz, mas Ele continua chamando. Podemos cair muitas vezes, mas Sua graça continua sendo suficiente para aquele que se volta para Ele com arrependimento. 
 
    Quando pensamos nos braços de Deus, somos naturalmente conduzidos à imagem do pai que recebe o filho pródigo. O filho havia desperdiçado sua herança, abandonado a casa paterna e experimentado a miséria para a qual seus próprios desejos o haviam conduzido. Entretanto, quando caiu em si e decidiu voltar, encontrou o pai disposto a recebê-lo. 
 
    Observe que o pai não o recebeu porque o filho havia se tornado digno. Ele o recebeu porque era seu filho e porque seu coração estava cheio de compaixão. Essa é uma das grandes maravilhas da misericórdia divina: Deus não espera que o pecador se torne digno para então amá-lo; Ele o chama ao arrependimento para que, pela Sua graça, possa restaurá-lo. 
 
    Muitas vezes imaginamos que precisamos primeiro corrigir nossa vida para depois nos aproximarmos de Deus. Mas isso seria como dizer que o enfermo precisa curar-se antes de procurar o médico. O Evangelho nos mostra justamente o contrário. É porque estamos enfermos que precisamos do Médico; é porque estamos perdidos que precisamos do Pastor; é porque somos pecadores que precisamos do Salvador. Os braços de Deus estão abertos não para aprovar o pecado, mas para receber o pecador arrependido. 
 
    Há uma diferença importante entre essas duas coisas. A misericórdia de Deus nunca deve ser usada como desculpa para permanecer no pecado. O mesmo Deus que diz “Vinde a mim” também diz “Ide e não peques mais”. Sua graça não é uma licença para continuar distante dEle; é um convite para retornar à Sua presença e começar uma nova vida. O verdadeiro arrependimento, portanto, não consiste simplesmente em lamentar as consequências do pecado. O filho pródigo não voltou apenas porque estava com fome. Ele voltou porque compreendeu que havia deixado a casa do pai. Seu coração foi despertado, e seus passos acompanharam essa mudança. Assim deve acontecer conosco. 
 
    Quando reconhecemos nossa condição, não devemos permanecer prostrados diante da culpa. Devemos levantar-nos e voltar. Quem sabe alguém diga: “Mas meus pecados são muitos.” É verdade. Mas a misericórdia de Deus é maior. “Eu me afastei durante muitos anos.” Então volte hoje. “Eu já prometi mudar e voltei a cair.” Então arrependa-se novamente e busque a graça novamente. “Não me sinto digno de estar diante de Deus.” 
 
    Ninguém chega diante de Deus apresentando sua própria dignidade. Chegamos confiando em Sua misericórdia. O perigo não está em voltar para Deus muitas vezes; o verdadeiro perigo está em decidir que não vale mais a pena voltar. O coração humano frequentemente transforma a culpa em uma espécie de prisão. O homem peca, sente vergonha, afasta-se de Deus por causa da vergonha e, afastado de Deus, torna-se ainda mais vulnerável ao pecado. Assim, aquilo que deveria conduzi-lo ao arrependimento acaba sendo usado para mantê-lo distante. Mas a Escritura nos chama para outro caminho. “Cheguemo-nos, pois, com confiança ao trono da graça” (Hebreus 4:16). Que palavra extraordinária: trono da graça. 
 
    Deus continua sendo Rei, mas para aquele que busca misericórdia Ele apresenta Seu trono como lugar de graça. Ali o coração quebrantado encontra perdão; o cansado encontra descanso; o fraco encontra força; o perdido encontra direção. Portanto, não permita que a distância faça você pensar que Deus está distante. Às vezes, Deus parece silencioso não porque tenha abandonado Seus filhos, mas porque deseja ensiná-los a buscá-Lo com mais sinceridade. 
 
    Não confunda o silêncio de Deus com ausência. Não confunda Sua disciplina com rejeição. Não confunda o peso do arrependimento com falta de misericórdia. O Pai continua olhando para a estrada. E se hoje você estiver voltando, saiba disto: há braços abertos para recebê-lo. Pode ser que você não encontre aplausos ao voltar. Talvez algumas pessoas se lembrem do seu passado. Talvez aqueles que conheceram seus erros não compreendam imediatamente sua mudança. Mas Deus conhece o coração. Ele viu quando você partiu. Viu quando caiu. Viu quando chorou. Viu quando decidiu voltar. E é justamente por isso que a esperança permanece. 
 
    Aquele que abriu os braços para o filho pródigo continua recebendo todos os que, sinceramente, se voltam para Ele. Não tenha medo de voltar para casa. Os braços de Deus não estão cruzados. Estão abertos. E enquanto estiverem abertos, sempre haverá esperança para o coração que decide voltar. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

A grande ilusão da humanidade

    Antes de inventarmos a eternidade, aprendemos a fabricar ferramentas. Uma pedra afiada, uma roda, um relógio, um motor, um computador. Cada invenção carregava uma promessa silenciosa: a de que, enfim, a vida se tornaria menos pesada. E, de fato, ela se tornou. A tecnologia encurtou distâncias, venceu doenças, iluminou noites, levou a voz humana aos confins do espaço e fez do conhecimento uma centelha acessível na palma da mão. Mas, aos poucos, confundimos ferramenta com salvação. 
 
    Passamos a acreditar que toda dor seria um defeito de programação, toda angústia um erro de sistema, todo fracasso um algoritmo ainda não otimizado. Sonhamos com máquinas capazes de apagar arrependimentos como se fossem arquivos inúteis, de reescrever memórias como quem atualiza um software, de substituir a consciência por cálculos precisos e a sabedoria por estatísticas impecáveis. É uma ilusão antiga vestida com roupas novas. 
 
    Não há inteligência artificial capaz de desfazer uma palavra cruel dita no momento errado. Não existe processador suficientemente veloz para devolver o tempo desperdiçado com o orgulho. Nenhuma nuvem digital arquiva os abraços que deixamos de dar, nem restaura os olhares que evitamos por medo ou indiferença. 
 
    A tecnologia pode reconstruir um rosto, mas não remenda um coração endurecido. Pode prolongar a existência, mas não ensina o sentido da vida. Pode multiplicar as vozes, mas continua incapaz de produzir silêncio interior. Há erros que não pedem correção, mas arrependimento. Há feridas que não precisam apenas de remédios, mas de perdão. Há vazios que não se preenchem com dados, porque nasceram da ausência de amor. 
 
    Talvez o maior engano do nosso tempo seja imaginar que o avanço das máquinas caminhe necessariamente ao lado do amadurecimento da alma. Os circuitos tornam-se mais sofisticados enquanto o ser humano continua enfrentando as mesmas batalhas que atravessaram os séculos: a inveja, a vaidade, a ambição desmedida, o medo da morte, a necessidade de ser amado. 
 
    Construímos satélites capazes de mapear continentes inteiros, mas ainda nos perdemos dentro de nós mesmos. Criamos redes que conectam bilhões de pessoas, enquanto multidões permanecem solitárias diante de uma tela iluminada. 
 
    A cada nova descoberta científica, cresce também a tentação de acreditar que o homem finalmente ocupará o lugar de Deus. Entretanto, há fronteiras que não cedem ao poder da técnica. A consciência não cabe em um chip. A esperança não pode ser programada. A culpa não desaparece com um clique. E o amor jamais será produzido em escala industrial. 
 
    Pode ser que o progresso verdadeiro não esteja apenas na máquina que aprende, mas no ser humano que continua aprendendo a ser humano. Porque, no fim, não será a tecnologia que apagará nossos erros. Ela poderá registrar cada passo, prever tendências, oferecer soluções extraordinárias e aliviar inúmeros sofrimentos. Mas permanecerá incapaz de realizar o único milagre que sempre pertenceu ao coração: transformar culpa em sabedoria, dor em compaixão, queda em recomeço. 
 
    E, provavelmente, seja justamente essa limitação que nos recorde uma verdade esquecida: nem tudo o que precisa ser salvo pode ser consertado. Algumas coisas precisam, antes de tudo, ser reconciliadas. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 8 de agosto de 2026

Já não há condenação

    “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” Romanos 8:1 
 
    Há palavras que parecem simples, mas carregam dentro de si uma liberdade imensa. “Nenhuma condenação.” Não é “pouca condenação”, nem “uma condenação menor”. Paulo afirma que, para aquele que está em Cristo Jesus, já não existe condenação. Isso significa que Deus não olha para mim apenas através dos meus erros, das minhas quedas, dos meus fracassos ou do meu passado. Ele me vê através da graça que encontrei em Cristo. 
 
    Durante muito tempo, podemos carregar dentro de nós aquilo que Deus já decidiu não usar mais para nos condenar. O pecado passado continua falando à nossa consciência: “Você não merece”, “Você ainda é aquele que errou”, “Você nunca vai mudar”. Mas o Evangelho responde: “Em Cristo, você não é mais prisioneiro daquilo que foi.” Isso não significa que o pecado deixou de existir ou que nunca mais enfrentaremos tentações. Significa algo ainda mais profundo: o pecado perdeu o direito de ser o nosso senhor. 
 
    “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.” Romanos 8:2 
 
    Antes de Cristo, eu poderia pensar que minha história estava determinada pelas minhas fraquezas. Mas, em Cristo, descubro que existe uma nova possibilidade. Posso cair, mas não preciso permanecer caído. Posso errar, mas o erro não precisa definir quem sou. Posso enfrentar tentações, mas não preciso obedecer a todas elas. Existe dentro de mim uma nova vida, conduzida pelo Espírito de Deus. 
 
    Eu já não sou escravo do pecado. Essa talvez seja uma das maiores mudanças que a fé produz em nós. O pecado ainda pode bater à porta, mas já não possui a chave da casa. A tentação pode surgir, mas não precisa receber autorização. O passado pode tentar me acusar, mas não tem autoridade para determinar o meu futuro. 
 
    Ser livre em Cristo não significa viver como se nunca tivéssemos pecado. Significa viver sabendo que o pecado não tem a última palavra sobre nós. Por isso, quando a culpa tentar me prender ao passado, lembrarei da cruz. Quando a acusação tentar definir minha identidade, lembrarei da graça. Quando a tentação disser que não consigo resistir, lembrarei que não caminho sozinho. E quando eu cair, não fugirei de Deus como alguém condenado; voltarei para Ele como um filho que sabe onde está a sua esperança. 
 
    A graça não me dá licença para permanecer no pecado. Ela me dá força para sair dele. Cristo não morreu para que eu continuasse vivendo como escravo, dominado pelo medo, pela culpa e pelas antigas cadeias. Ele morreu e ressuscitou para que eu pudesse experimentar uma vida nova. 
 
    Por isso, hoje posso dizer: 
    Meu passado não é meu senhor. 
    Minha culpa não é minha identidade. 
    Minha fraqueza não determina meu destino. 
    O pecado não é mais meu dono. 
    Cristo é meu Senhor. 
 
    E se estou em Cristo, posso caminhar de cabeça erguida, não porque sou perfeito, mas porque fui alcançado pela graça. Já não há condenação. Já não sou escravo. Há perdão para o meu passado, graça para o meu presente e esperança para o meu futuro. E talvez essa seja uma das maiores expressões de liberdade cristã: não precisar mais fugir de Deus por causa daquilo que fiz, mas correr para Deus por causa daquilo que Cristo fez por mim. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 1 de março de 2026

Ao pensar sobre a vida eterna

    "Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" Marcos 8.36 
 
    Pensar a vida eterna como objetivo não é fugir da terra, é aprender a caminhar sobre ela sem se deixar possuir por ela. Quando a eternidade se torna horizonte, muita coisa perde o brilho. Aquilo que ontem parecia urgente revela-se apenas barulho. Aquilo que parecia indispensável mostra-se acessório. A vida eterna funciona como uma espécie de filtro invisível: ela separa o que é peso do que é propósito. 
 
    Vivemos acumulando: objetos, opiniões, mágoas, disputas, vaidades. Guardamos ressentimentos como se fossem tesouros. Defendemos posições como se delas dependesse nossa identidade. Mas quando olhamos para a vida sob a perspectiva do eterno, perguntamos: Isso atravessa o tempo? Isso edifica a alma? Isso me aproxima de Deus ou apenas alimenta meu ego? 
 
    Grande parte do que nos consome é lixo emocional e espiritual: comparações, invejas, excessos, distrações vazias. A eternidade nos convida a uma limpeza. Não uma limpeza superficial, mas uma purificação interior. É como abrir as janelas da alma e permitir que o vento de Deus leve o pó acumulado. Pensar no eterno não nos torna alienados, nos torna seletivos. Passamos a investir mais em caráter do que em aparência. Mais em fidelidade do que em aplauso. Mais em verdade do que em conveniência. 
 
    A perspectiva eterna também relativiza o sofrimento. Não elimina a dor, mas impede que ela se torne absoluta. O problema de hoje deixa de ser sentença final e passa a ser capítulo de uma história maior. A eternidade nos lembra que a vida não termina no que vemos. Talvez o maior lixo de todos seja viver como se tudo acabasse aqui. Quando vivemos apenas para o imediato, nos tornamos escravos do agora. Mas quando vivemos mirando o eterno, o agora ganha sentido. A eternidade não nos chama a desprezar a vida presente, ela nos chama a vivê-la com profundidade. 
 
    Quem vive para o eterno aprende a amar melhor, porque sabe que o amor é o que atravessa o tempo. Aprende a perdoar mais rápido, porque entende que mágoas não cabem na bagagem da alma. Aprende a escolher com mais consciência, porque sabe que cada escolha molda o ser que continuará além da morte. Pensar na vida eterna é aprender a viver leve. É entender que o essencial é invisível aos olhos, mas eterno no espírito. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 11 de outubro de 2025

Deus é o suficiente

    Viver reconhecendo que somente Deus é o suficiente é um exercício constante de desapego e fé. É compreender que nada do que é passageiro — bens, glórias, pessoas ou certezas humanas — pode preencher o vazio profundo que habita no coração. Quando a alma entende que Deus basta, o medo perde força, o orgulho se dissolve e a paz deixa de depender das circunstâncias. 
 
    É caminhar na leveza de quem confia, mesmo sem ver o caminho todo; é aceitar que o que vem de Deus, mesmo quando parece perda, é parte de um propósito maior. Reconhecer que Ele é o suficiente é aprender a repousar na presença divina, sem buscar naquilo que se desfaz o que só o Eterno pode oferecer. 
 
    No silêncio, na dor, na espera — quando tudo o mais se cala — é aí que se revela a suficiência de Deus: um amor que não exige comprovação, uma força que não depende de méritos, uma presença que não abandona. Viver assim é finalmente compreender que a plenitude não está em ter tudo, mas em pertencer completamente a Ele. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 14 de setembro de 2025

Há um lugar vazio no coração humano?

    O que você pensa sobre a vida? Tens sentido um vazio existencial em sua jornada? Uma ausência que não pode ser preenchida por nada neste mundo? O que você sente é o vazio de Deus. Um lugar no seu coração que só pode ser preenchido pelo Criador. Tens se distanciado de Deus. Tens buscado em outros lugares a felicidade que só podes encontrar no Deus que te criou. 
 
    Alguns até tentam zombar de Deus. Dizem não acreditar que exista um Criador. Não importa o que essas pessoas dizem. Queira acreditar ou não, Deus existe de qualquer forma. Ele não está sujeito a conjecturas humanas. Não está preso a dogmas ou crendices. Ele é Deus no céu como é na Terra. 
 
    A busca pela compreensão desesperada do ser humano é a busca pela revelação divina. Todos que se distanciam de Deus abre espaço para que Satanás possa ocupar esse espaço. Por isso, encha-se de Deus e todo o esforço do inimigo em encher a sua mente será em vão. No lugar onde Deus está há abundância de paz. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

O desejo de Deus

    Deus não tem prazer na morte do ímpio. O desejo de Deus é que todos os homens venham ao conhecimento da verdade e que aceite a salvação oferecida por Ele à humanidade. Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único Filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Jesus é a fonte da salvação. Ele deu sua vida em resgate da humanidade e quer que todos sejam salvos. 
 
    O segredo para permanecermos de pé é nos revestirmos da graça de Deus. Quando nos colocamos diante dEle e suplicamos a sua graça na nossa vida temos condições de permanecer de pé. O mundo é mal, as lutas são constantes e o inimigo não descansa no objetivo de nos tirar da presença de Deus. Por isso, urge-nos estarmos, a todo instante, vigiando e orando. De nós mesmos nada temos, mas, de Deus temos a vitória. Que o Senhor possa nos ajudar nessa caminhada. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

De onde viemos?

    A linguagem, como algo peculiar ao ser humano, é muito preciosa para ser usada iniquamente. Não permitamos, pois, que a nossa língua seja instrumento de um dos pecados que Deus mais abomina: a disseminação de contendas entre os irmãos. À luz da Palavra de Deus, somos encorajados a andar em união, harmonia e paz. Portanto, com a nossa língua abençoemos o nosso semelhante, pois assim fazendo, bendiremos também ao Senhor nosso Deus. Nossas vidas devem servir de exemplos a outros. Portanto, que a nossa língua seja controlada. 
 
    Um dos maiores males que podemos cometer é nos esquecermos de onde o Senhor Deus nos tirou. Éramos pecadores perversos e estávamos atolados no mundo de corrupção e podridão espiritual. Estávamos perdidos para sempre. Não havia nenhuma esperança. Tudo era escuridão. No entanto, o Senhor foi misericordioso e nos resgatou de um mundo perdido. O Senhor nos tirou de um charco de lodo. Nos resgatou da escravidão do pecado e nos garantiu a salvação eterna. Não podemos nos esquecer desse amor tão grande. Não merecíamos. Não fizemos nada para merecer este amor. 
 
    Tem momentos na vida que parece que chegamos no fundo do poço. Parece que tudo está perdido e que não existe mais solução para os nossos problemas. No entanto, é nesses momentos que podemos contar com a misericórdia de Deus. Quando chega o abatimento na alma devemos clamar com fé ao Senhor nosso Deus e Ele irá nos socorrer. Nossos inimigos podem até parecerem invencíveis, mas, Deus é maior e vai nos ajudar. Ele é Senhor e está vivo cuidando de cada um de nós. Creia na bondade e proteção de Deus e viva uma vida de vitória. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Guarda o que tens

    “Guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Apocalipse 3:11) 
 
    A coroa, na linguagem bíblica, não é apenas um símbolo de glória futura, mas da dignidade, da fé e da vitória que cada pessoa carrega em sua caminhada espiritual. Guardar o que se tem não se refere somente a bens ou talentos, mas sobretudo à fé, à esperança e ao amor que foram cultivados ao longo da vida. 
 
    O aviso é claro: há forças externas e internas que podem tentar nos desviar — o cansaço, as tentações, a pressa, a indiferença, a frieza espiritual, a voz dos outros ou até mesmo nossas próprias dúvidas. O perigo maior não é apenas perder a coroa, mas entregá-la pouco a pouco, sem perceber, ao deixar que o essencial se dilua no cotidiano. 
 
    Guardar o que tens é vigiar, é manter firme o coração no que realmente importa, é não negociar aquilo que é eterno por aquilo que é passageiro. É lembrar que a coroa não é imposta por reis humanos, mas recebida do próprio Cristo como recompensa da fidelidade. 
 
    “Guarda o que tens, para que ninguém roube a tua coroa” também pode ser lido como uma metáfora da vida interior. A coroa não é apenas um prêmio religioso, mas a representação do que há de mais íntimo em nós: dignidade, coerência, fidelidade a si mesmo. 
 
    Guardar o que tens significa não permitir que a pressa do mundo, as pressões externas ou as ilusões de poder e reconhecimento esvaziem o que é essencial. O que se possui de mais precioso não é visível — é a lucidez, a consciência, o sentido que damos à vida. A coroa, portanto, é a integridade: aquilo que nos torna inteiros diante de nós mesmos. 
 
    O roubo da coroa não acontece por violência repentina, mas pelo desgaste silencioso. É o hábito de se render ao que não acreditamos, de viver segundo expectativas alheias, de esquecer valores por conveniência. Cada pequena concessão abre espaço para que a coroa se torne apenas um enfeite vazio. 
 
    O texto bíblico visto do ponto de vista filosófico nos lembra de que o verdadeiro poder está em vigiar a própria alma. Guardar o que temos é permanecer fiéis ao que nos constitui, mesmo quando o mundo oferece atalhos fáceis. Pois nada é mais trágico do que chegar ao fim da caminhada e perceber que se conquistou muitas coisas, mas se perdeu a própria coroa. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 22 de julho de 2025

Jesus e a mulher samaritana

    O encontro de Jesus com a mulher samaritana à beira do poço de Jacó é, à primeira vista, um episódio simples: um homem cansado pede água a uma mulher desconhecida. No entanto, esse momento contém camadas profundas de sentido — teológicas, éticas e existenciais — que atravessam o tempo e nos desafiam até hoje. 
 
    1. O poço como lugar de sede e encontro 
 
    Do ponto de vista bíblico, o poço é símbolo de necessidade, de limite humano. Todos precisamos de água, todos chegamos ao poço — não importa nossa origem. Jesus, embora divino, revela aqui sua humanidade: tem sede. Mas logo revela também a sua missão: saciar uma sede mais profunda, não de água, mas de sentido. 
 
    Filosoficamente, o poço pode ser visto como uma metáfora do inconsciente, do interior profundo onde se busca aquilo que está escondido. A mulher vai ao poço em meio ao sol do meio-dia — hora incomum, possivelmente para evitar julgamentos sociais — e encontra não apenas um homem, mas um espelho. Jesus a vê, a conhece, a confronta com doçura. Ele não a julga, mas a revela a si mesma. 
 
    2. Ruptura de fronteiras: gênero, etnia, religião 
 
    A conversa em si já é uma transgressão: 
    Judeu falando com samaritana – barreira étnica quebrada. 
    Homem falando com mulher em público – barreira de gênero desfeita. 
    Profeta conversando com alguém considerado impuro – barreira religiosa ultrapassada. 
 
    Jesus, nesse gesto, vive o que filósofos como Emmanuel Levinas mais tarde propuseriam: o encontro com o outro como rosto e responsabilidade. Ele não vê a mulher como categoria (samaritana, mulher, pecadora), mas como pessoa única, capaz de acolher a verdade. 
 
    3. A sede existencial 
 
    Jesus diz: “Quem beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede...” (Jo 4:13-14) Aqui, há uma mudança de eixo: da água física para a sede da alma. A mulher, como todos nós, está à procura de algo que sacie a incompletude interior. Ela buscou em relacionamentos, talvez em status, talvez em rotina. Mas a sede continua. 
 
    Filosoficamente, isso remete à inquietação descrita por pensadores como Agostinho (“inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti”) ou Kierkegaard, que falava da angústia como condição existencial. A mulher representa a alma humana diante da própria sede de verdade e redenção. 
 
    4. A transformação silenciosa 
 
    Após o encontro, a mulher deixa seu cântaro — símbolo do antigo modo de viver — e corre para a cidade anunciando: “Vinde ver um homem que me disse tudo quanto tenho feito.” Não houve imposição, apenas revelação. E isso basta para mudar sua trajetória. 
 
    Esse encontro nos ensina que Deus vai ao nosso poço — onde estamos cansados, com sede, talvez envergonhados — e ali nos encontra. Jesus não começa com juízo, mas com um pedido: “Dá-me de beber.” É um convite ao diálogo, à escuta, ao reconhecimento mútuo. 
 
    No fim, a mulher deixa de ser apenas alguém com sede para se tornar fonte: uma anunciadora, uma ponte. É assim que a fé verdadeira age: não aliena, mas transforma o olhar sobre si, sobre o outro e sobre o mundo. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 16 de julho de 2025

A verdadeira religião

    “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo.” — Tiago 1:27 
 
    A Bíblia não define a verdadeira religião como um conjunto de rituais vazios, aparências ou discursos piedosos. Tiago, em sua carta direta e prática, afirma que a verdadeira religião é feita de ação compassiva e integridade moral. Deus não se impressiona com sacrifícios oferecidos por vaidade, mas se agrada daquele que age com justiça, ama a misericórdia e anda humildemente com Ele (Miquéias 6:8). 
 
    Cuidar dos órfãos e das viúvas não é apenas uma metáfora — é um chamado concreto. A fé que não se traduz em cuidado com o próximo é esté­ril. Jesus reforçou isso em Mateus 25:35-40, quando disse: “Estive com fome, e me destes de comer… o que fizestes a um dos meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” 
 
    Além da compaixão, Tiago nos lembra da pureza: guardar-se da corrupção do mundo. Não basta fazer o bem publicamente e alimentar vícios em secreto. A verdadeira religião é aquela que transforma o ser inteiro — mãos, boca e coração. 
 
    Jesus também criticou fortemente a religião hipócrita dos fariseus — que lavavam os corpos por fora, mas estavam sujos por dentro (Mateus 23:25-28). A religião verdadeira começa dentro, no coração, mas não termina ali. Ela se espalha pelos gestos, pelas escolhas, pela coragem de amar mesmo quando não há aplausos. 
 
    A verdadeira religião, à luz da Bíblia, não é construída por títulos, templos ou tradições humanas. Ela é vivida na entrega humilde, no serviço silencioso, na luta por justiça e na santidade do cotidiano. É uma fé que se ajoelha diante de Deus e se levanta para servir os que sofrem. Praticamente o oposto do que vemos nas igrejas hoje em dia.
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 15 de julho de 2025

Amor incondicional e sublime

    Não há, na história humana, maior amor do que este. Deus ama cada um de nós como se não houvesse mais ninguém a quem pudesse dar o seu amor. É um amor incondicional e sublime. Um amor que “excede todo entendimento”. Quem sabe sua vida tem sido de sofrimento e desespero onde as pessoas tem te abandonado e demonstrado pouca afeição por você. Saiba, porém, que Deus tem um propósito muito especial para a sua vida. Creia que Deus te ama de forma incondicional e quer te salvar! 
 
    Deus se interessa pelo ser humano porque o seu amor não é egoísta. Ele conclama a todos as pessoas que venham aceitar a salvação por Ele oferecida. E essa salvação está estendida a todos os homens. Jesus pagou o alto preço para nos garantir à salvação eterna e não é desejo de Deus que alguém se perca. Mas, a salvação está condicionada a aceitação pelo pecador. Todo homem deve saber que é pecador e está condenado a perdição eterna a não ser que se arrependa e aceite a Jesus como salvador. 
 
    Não sei quantos dias mais ainda terei nesta terra. Mas peço-Te graça e sabedoria para viver uma vida de acordo com teus mandamentos. Que minha ocupação seja meditar na Tua Palavra dia e noite e transmitir o seu evangelho de boas novas para os que necessitam ouvir a mensagem de salvação. Usa-me em Tuas mãos como um vaso de bênção. Quero ser cheio do Espírito Santo para proclamar a Tua Palavra com ousadia e autoridade. Que eu possa confiar só em Ti. Que meus pés não vacilem, mas que estejam firmes na rocha. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 6 de julho de 2025

Deus não está salvando o mundo

    "Deus não está salvando o mundo; isso já foi feito. Nossa tarefa é levar homens e mulheres a se dar conta disso." - Oswald Chambers, professor e capelão britânico, século 20. 
 
    A ideia de Chambers — de que Deus não está salvando o mundo porque isso já foi feito — é profunda e convida a uma reflexão teológica e existencial. Ela toca em uma verdade essencial de muitas tradições cristãs: a salvação já foi realizada em Cristo. A cruz não é um projeto em andamento, mas uma obra consumada. Como disse Jesus, "Está consumado" (João 19:30). 
 
    1. A Salvação como Ato Já Cumprido 
A ideia central é que Deus não está mais "tentando" salvar o mundo porque, do ponto de vista divino, a salvação já foi oferecida plenamente. Ela não depende de Deus fazer algo novo, mas de nós aceitarmos, vivermos e expandirmos essa salvação em nossas ações, escolhas e relações. Deus não está ausente; Ele está esperando que percebamos que já fomos alcançados. 
 
    2. O Mundo como Espaço de Liberdade 
    Deus respeita a liberdade humana. A salvação não é uma imposição, mas uma oferta. Isso explica por que o mal ainda existe, por que há sofrimento, guerra, injustiça: não porque Deus não agiu, mas porque a humanidade ainda resiste à salvação já oferecida. 
 
    3. Viver a Salvação: um Chamado 
    Se a salvação já foi feita, então o tempo presente é o tempo de resposta. Nossa missão não é esperar que Deus resolva tudo, mas atuar como portadores dessa salvação no mundo: com compaixão, justiça, perdão e reconciliação. O mundo será salvo quando cada pessoa viver como se já fosse salva — e agir em favor da redenção do próximo. 
 
    4. O Mistério do "Já e Ainda Não" 
    Teologicamente, vivemos no que se chama de "já e ainda não". A salvação já aconteceu, mas ainda está se manifestando na história, nas vidas que a acolhem, nas estruturas que estão sendo transformadas. É como uma semente já plantada que está crescendo, mas cuja plenitude ainda virá. 
 
    Deus não está salvando o mundo — porque Deus já salvou. Agora, somos nós os chamados a viver essa verdade. Não se trata de esperar o céu cair, mas de reconhecer que o céu já tocou a terra, e o milagre maior é quando decidimos viver como se essa salvação fosse real — porque ela é. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 30 de maio de 2025

O que é a natureza pecaminosa?

    A natureza pecaminosa é aquele aspecto no homem que o faz rebelde contra Deus. Quando falamos da natureza pecaminosa, referimo-nos ao fato de que temos uma inclinação natural ao pecado; dada a escolha de fazer a vontade de Deus ou a nossa, naturalmente escolheremos fazer a nossa. 
 
    Prova dessa natureza é abundante. Ninguém tem que ensinar uma criança a mentir ou ser egoísta; em vez disso, temos que nos esforçar para ensinar as crianças a dizer a verdade e colocar os outros em primeiro lugar. O comportamento pecaminoso vem naturalmente. O jornal está cheio de exemplos trágicos da humanidade agindo mal. Onde quer que as pessoas estejam, há problemas. Charles Spurgeon disse: “Como o sal tempera cada gota no Atlântico, o pecado afeta todos os átomos da nossa natureza. Está tão tristemente lá, tão abundantemente lá, que se você não puder detectá-lo, então está enganado”. 
 
    A Bíblia explica a razão do problema. A humanidade é pecadora, não apenas na teoria ou na prática, mas por natureza. O pecado faz parte da própria fibra do nosso ser. A Bíblia fala da “carne pecaminosa” em Romanos 8:3. É a nossa “natureza terrena” que produz a lista de pecados em Colossenses 3:5. E Romanos 6:6 fala do “corpo do pecado”. A existência de carne e osso que vivemos nesta terra é moldada por nossa natureza pecaminosa e corrupta. 
 
    A natureza pecaminosa é universal na humanidade. Todos nós temos uma natureza pecaminosa, e ela afeta cada parte do nosso ser. Essa é a doutrina da depravação total, e é bíblica. Todos nós nos desviamos (Isaías 53:6). Paulo admite: “eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Romanos 7:14). Paulo continua: “de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado” (Romanos 7:25). Salomão concorda: “Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque” (Eclesiastes 7:20). O apóstolo João talvez ponha a questão da maneira mais franca: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (1 João 1:8). 
 
    Até as crianças têm uma natureza pecaminosa. Davi insiste no fato de que nasceu com o pecado já em ação dentro dele: "Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe" (Salmos 51:5). Em outra passagem, Davi declara: “Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras” (Salmo 58:3). 
 
    De onde veio a natureza pecaminosa? As Escrituras dizem que Deus criou os humanos bons e sem uma natureza pecaminosa: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). No entanto, Gênesis 3 registra a desobediência de Adão e Eva. Por aquela ação, o pecado entrou em sua natureza. Eles foram imediatamente atingidos por uma sensação de vergonha e inaptidão, e esconderam-se da presença de Deus (Gênesis 3:8). Quando tiveram filhos, a imagem e a semelhança de Adão foram transmitidas aos seus descendentes (Gênesis 5:3). A natureza pecaminosa manifestou-se no início da genealogia: o primeiro filho nascido de Adão e Eva, Caim, tornou-se o primeiro assassino (Gênesis 4:8). 
 
    De geração em geração, a natureza pecaminosa foi passada para toda a humanidade: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). Este versículo também apresenta a verdade inquietante de que a natureza do pecado leva inexoravelmente à morte (ver também Romanos 6:23 e Efésios 2:1). 
 
    Outras consequências da natureza pecaminosa são a hostilidade para com Deus e a ignorância de Sua verdade. Paulo diz: “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Romanos 8:7-8). Além disso, “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14). 
 
    Há apenas uma pessoa na história do mundo que não tem uma natureza pecaminosa: Jesus Cristo. Seu nascimento virginal permitiu que entrasse em nosso mundo sem ser contaminado pela maldição transmitida por Adão. Jesus então viveu uma vida sem pecado de perfeição absoluta. Ele era “o Santo e o Justo” (Atos 3:14) que “não tinha pecado” (2 Coríntios 5:21). Isso permitiu que Jesus fosse sacrificado na cruz como nosso perfeito substituto, “um cordeiro defeito e sem mácula” (1 Pedro 1:19). João Calvino coloca isso em perspectiva: “Certamente, Cristo é muito mais poderoso para salvar do que Adão foi para arruinar.” 
 
    É através de Cristo que nascemos de novo. “O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:6). Quando nascemos de Adão, herdamos sua natureza pecaminosa; mas quando nascemos de novo em Cristo, herdamos uma nova natureza: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17). 
 
    Não perdemos a nossa natureza pecaminosa quando recebemos a Cristo. A Bíblia diz que o pecado permanece em nós e que uma luta com essa velha natureza continuará enquanto estivermos neste mundo. Paulo lamentou sua luta pessoal em Romanos 7:15–25. No entanto, temos ajuda na batalha - ajuda divina. O Espírito de Deus habita em cada crente e fornece o poder de que precisamos para vencer a atração da natureza pecaminosa dentro de nós. “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1 João 3:9). O plano final de Deus para nós é a santificação total quando virmos Cristo (1 Tessalonicenses 3:13; 1 João 3:2). 
 
    Através de Sua obra consumada na cruz, Jesus satisfez a ira de Deus contra o pecado e deu aos crentes a vitória sobre sua natureza pecaminosa: “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça” (1 Pedro 2:24). Em Sua ressurreição, Jesus oferece vida a todos os que estão amarrados pela carne corrupta. Aqueles que são nascidos de novo agora têm esta ordem: "Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus" (Romanos 6:11). 
 

domingo, 27 de abril de 2025

Ando errante como ovelha perdida

    "Ando errante como ovelha perdida; busca o teu servo, pois não me esqueço dos teus mandamentos." Salmos 119.176 (ARA) 
 
    O salmista encerra o mais longo capítulo da Bíblia com um clamor de humildade. Apesar de todo o amor que expressa pela Lei de Deus ao longo do Salmo 119, ele reconhece sua vulnerabilidade. "Ando errante como ovelha perdida" — essa imagem carrega a fragilidade do ser humano: mesmo desejando seguir o caminho de Deus, ainda assim se perde, ainda assim precisa ser buscado e resgatado. 
 
    Essa confissão não é de desespero, mas de esperança. O salmista admite sua necessidade e lança-se nos braços do Pastor que busca suas ovelhas. Ele confia que Deus não o abandonará, mesmo em sua errância. É um chamado para todos nós: reconhecer que nossa caminhada com Deus não depende apenas do nosso esforço, mas sobretudo da Sua graça constante que nos busca, mesmo quando nos desviamos. 
 
    O versículo também nos lembra que, embora possamos tropeçar, o amor pela Palavra de Deus permanece em nós. "Pois não me esqueço dos teus mandamentos" — mesmo perdido, o salmista guarda em seu coração a memória da verdade. Há esperança para aqueles que, mesmo em queda, continuam amando o que Deus ensinou. 
 
    Em nossa vida, quantas vezes somos como essa ovelha errante? Mas a boa notícia é que temos um Pastor incansável, que nos chama de volta para perto, com paciência e amor. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

No deserto da vida

    Não podemos deixar que a nossa fé nos falte, pois senão corremos o sério risco de nos tornarmos cadáveres espirituais e sucumbirmos no deserto da vida. Deus precisa de pessoas corajosas que creia que Ele existe e que é galardoador dos que o buscam. Quando nos falta fé e já não cremos no milagre, a tendência natural é começarmos a murmurar e queixar da situação. Isso não é agradável a Deus e nem poderia ser, pois uma das piores coisas do mundo é conviver com uma pessoa queixosa e murmuradora.  
 
    Olhe bem para dentro de si mesmo e veja qual caminho está trilhando. O Senhor nosso Deus está de braços abertos para perdoar os seus pecados se, arrependido e contrito, vier a Ele. Aceite-o neste momento e não permaneça no caminho dos pecadores.  
 
    Para alcançarmos o conhecimento precisamos ser humildes o bastante para aprender com os outros. Precisamos escutar os demais e dar valor as lições que vemos diariamente acontecer a nossa volta para que possamos crescer. Quando a Bíblia nos orienta a crescer na graça e no conhecimento ela se refere a dois tipos de crescimento. Crescer na graça está relacionado a busca pela misericórdia de Deus através da oração e súplica. Afinal, é de Deus que alcançamos essa graça. Crescer no conhecimento está relacionado aos estudos e compreensão dos acontecimentos a nossa volta.  
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

O fim do mundo

    Se existe uma coisa que todos deveriam saber é que Deus sempre irá cumprir as suas promessas. Não podemos cair no erro de achar que tudo está perdido, que o mundo está um caos, sem controle. Não podemos cair nesse engodo. Existe uma certeza no universo: Deus está no controle da História. 

    Ele veio para restaurar os contritos de coração. Só em Jesus encontramos a paz espiritual para o coração que sofre. Ele é o bálsamo, a alegria e o único que restaura por completo o coração ferido. Ele veio proclamar a liberdade aos cativos. Àqueles acorrentados pelo pecado, pelos grilhões de Satanás, encontra em Cristo a verdadeira liberdade. Jesus quebra os grilhões que acorrenta o ser humano a esta natureza pecaminosa. Jesus é a verdadeira liberdade. Ele veio para abrir as portas da prisão. Os vícios, as iniquidades, o pecado que aprisiona o ser humano pode ser desfeito agora pelo sangue imaculado do Cordeiro de Deus. 

    O mundo, tal como conhecemos, chegará ao fim. Muito em breve. Não há como ter sustentabilidade no mundo capitalista. E, ao lermos a Palavra de Deus encontramos respostas para as nossas indagações. Tudo terá um fim. É preciso restaurar a Terra que o ser humano destruiu. Por isso, a mensagem de alerta é sobre arrependimento. Sim. Arrependei-vos e crede no evangelho. Em breve Jesus voltará e tudo será diferente. Mas, antes disso, o ser humano vai chegar nas últimas consequências e praticamente destruir a natureza. O tempo do arrependimento é agora. Não perca essa oportunidade. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Deus tem planos diferentes

    Se a Palavra de Deus nos diz que "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo", então por que devo procurar outra coisa? Por que devo confiar em homens? Ou mesmo em mim mesmo? De forma nenhuma. Eu preciso aprender a confiar inteiramente na graça de Deus e no melhor que Ele tem para mim. Todo aquele que invoca o nome do Senhor alcança misericórdia. 

    Devemos ter muito cuidado com os conselhos sobre seguir o nosso coração. Se tivéssemos um coração puro, amoroso e cheio de misericórdia, então poderíamos segui-lo. No entanto, somos egoístas, orgulhosos e invejosos. Por isso, não podemos seguir o nosso coração da forma que o mundo nos orienta. O que devemos fazer é termos o coração transformado pela graça de Deus e, então, seguirmos as orientações do Senhor. 

    Deus tem planos diferentes para cada um de nós. Ele usa pessoas comuns para realizar os seus planos extraordinários. Não pense você que não tem valor e que Deus nunca te vê. Isso não é verdade. O fato é que você tem imenso valor aos olhos de Deus e Ele tem uma obra extraordinária para realizar através de você. Então, apenas coloque-se no lugar certo e deixe Deus trabalhar na sua vida. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 29 de dezembro de 2024

Sob suas asas protetoras

    Por mais que em alguns momentos de sua vida você possa enfrentar muitos desafios, assim é a vida. Se não tivessemos desafios a nossa existência não faria nenhum sentido. Por isso, em vez de reclamar da vida, agradeça pelos obstáculos. São eles que moldam o seu caráter. Aprenda em silêncio a ouvir a voz de Deus que fala ao seu coração sobre a sua importância no mundo. O seu caminho apenas você irá trilhar. Pode ser que algumas pessoas irão caminhar parte do caminho com você, mas, na maioria das vezes, você estará sozinho. É assim que a vida acontece. Apenas creia que Deus está ao seu lado, mesmo que não perceba isso. 

    Podemos nos questionar por que Deus escolheria amar-nos quando somos tão indignos. Mas, a verdade é que "Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores". O que precisamos ter em mente é que precisamos ser sempre gratos ao que o Senhor fez e continua fazendo por nós. A gratidão é a resposta do coração ao amor imerecido de Deus. Cristo se tornou o nosso Redentor. Quando somos salvos, estamos sob as Suas asas protetoras. Deus está com você, chamando-o para seguir em frente. Continue a sua caminhada. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 21 de dezembro de 2024

De que maneira Jesus trouxe alegria ao mundo?

    Jesus trouxe alegria ao mundo de maneiras muito práticas. Toda vez que curava uma pessoa, expulsava um demônio ou perdoava um pecado, a alegria era imediata. Aqueles que reconheceram Jesus como o prometido Salvador e Redentor do mundo ficaram muito felizes (João 3:29). Quando o evangelho se espalhou nos dias da igreja primitiva, a alegria acompanhava a mensagem (Atos 8:8; 1 Tessalonicenses 1:6). 

    A humanidade anseia por esperança, significado e propósito. Dentro de cada coração humano está o conhecimento da eternidade, mesmo que não o reconheçamos como tal (Eclesiastes 3:11). Se não tivermos Deus como parte vital de nossa existência, tudo o que resta é o vazio e a inutilidade. O mundo estava perdido na escuridão antes da primeira vinda de Jesus. Deus não falou por meio de Seus profetas por mais de 400 anos. O período entre Malaquias e Mateus é silencioso, preparando o palco para o maior evento de todos os tempos: Deus Se tornaria Homem e viveria entre nós (João 1:14). 

    Quando o anjo anunciou o nascimento de Jesus aos pastores no campo, suas primeiras palavras foram: "O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo" (Lucas 2:10). Essa "grande alegria" era a verdade de que o Deus que parecia distante veio a eles em carne humana. Ele deveria ser chamado de "Emanuel", que significa "Deus conosco" (Isaías 9:6-7; Mateus 1:23). Aqueles que o viram contemplaram a face de Deus (João 14:9). Ele veio para resgatar, salvar, curar e reconciliar a humanidade com Deus (Isaías 61:1; Lucas 4:17-21). Isso foi motivo de grande alegria! 

    Porque Jesus veio, os humanos pecadores têm a oportunidade de entrar na presença de um Deus santo e ser declarados "inocentes" (2 Coríntios 5:21). Quando Jesus morreu na cruz, o véu do templo se rasgou em dois, simbolizando que o muro de separação entre Deus e o homem havia sido removido (Marcos 15:38). Daquele momento em diante, todos os que confiassem em Cristo seriam perdoados de seus pecados e herdariam a vida eterna (João 3:16-18). Quando Jesus ressuscitou dos mortos, Ele venceu a morte a favor de todos aqueles que confiam nEle (1 Coríntios 15:53-56). Isso é motivo de grande alegria! 

    Jesus ascendeu ao céu novamente para "preparar um lugar" para todos os que o seguem (João 14:1-2). Mas Ele prometeu que voltaria, uma segunda vez, para estabelecer o Seu reino na terra. Neste reino reinarão a retidão e a justiça, e o povo de Deus terá lugares de honra (Miqueias 4; Isaías 11; Mateus 19:28-29). Os problemas desta vida não são o fim. Jesus disse a Seus seguidores: "tende bom ânimo; eu venci o mundo" (João 16:33). Saber que em breve viveremos e reinaremos para sempre com o nosso Senhor é motivo de grande alegria. 

    A popular canção de Natal "Cantai que o Salvador Chegou" de Isaac Watts celebra a alegre ocasião da vinda do Senhor. No entanto, a letra nunca teve a intenção de ser uma canção de Natal. Era um poema de Watts baseado no Salmo 98, que é um salmo da segunda vinda do Senhor que "vem julgar a terra" (versículo 9). O propósito de Jesus em Sua primeira vinda não era julgar, mas salvar (João 3:17); mesmo assim, é apropriado celebrar o Rei por Sua humildade. Jesus trouxe alegria ao mundo em Sua primeira vinda como um bebê, e trará alegria ao mundo quando vier novamente para reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Apocalipse 19:16). 

    A espera pelo Messias prometido por Deus, expressa em passagens como Isaías 59:20, terminou. Os anjos anunciaram a Sua chegada com alegria. Não pode haver maior honra para os filhos de Adão do que o fato de que o seu Criador veio para resgatá-los do domínio de Satanás (1 João 5:19-20). Portanto, embora a nossa vida terrena seja cheia de problemas, temos motivos para ter esperança. Já que Jesus veio pela primeira vez e a segunda está por vir, podemos cantar com convicção: "Cantai que o Salvador chegou. Acolha a terra o Rei".