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sábado, 21 de dezembro de 2024

De que maneira Jesus trouxe alegria ao mundo?

    Jesus trouxe alegria ao mundo de maneiras muito práticas. Toda vez que curava uma pessoa, expulsava um demônio ou perdoava um pecado, a alegria era imediata. Aqueles que reconheceram Jesus como o prometido Salvador e Redentor do mundo ficaram muito felizes (João 3:29). Quando o evangelho se espalhou nos dias da igreja primitiva, a alegria acompanhava a mensagem (Atos 8:8; 1 Tessalonicenses 1:6). 

    A humanidade anseia por esperança, significado e propósito. Dentro de cada coração humano está o conhecimento da eternidade, mesmo que não o reconheçamos como tal (Eclesiastes 3:11). Se não tivermos Deus como parte vital de nossa existência, tudo o que resta é o vazio e a inutilidade. O mundo estava perdido na escuridão antes da primeira vinda de Jesus. Deus não falou por meio de Seus profetas por mais de 400 anos. O período entre Malaquias e Mateus é silencioso, preparando o palco para o maior evento de todos os tempos: Deus Se tornaria Homem e viveria entre nós (João 1:14). 

    Quando o anjo anunciou o nascimento de Jesus aos pastores no campo, suas primeiras palavras foram: "O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo" (Lucas 2:10). Essa "grande alegria" era a verdade de que o Deus que parecia distante veio a eles em carne humana. Ele deveria ser chamado de "Emanuel", que significa "Deus conosco" (Isaías 9:6-7; Mateus 1:23). Aqueles que o viram contemplaram a face de Deus (João 14:9). Ele veio para resgatar, salvar, curar e reconciliar a humanidade com Deus (Isaías 61:1; Lucas 4:17-21). Isso foi motivo de grande alegria! 

    Porque Jesus veio, os humanos pecadores têm a oportunidade de entrar na presença de um Deus santo e ser declarados "inocentes" (2 Coríntios 5:21). Quando Jesus morreu na cruz, o véu do templo se rasgou em dois, simbolizando que o muro de separação entre Deus e o homem havia sido removido (Marcos 15:38). Daquele momento em diante, todos os que confiassem em Cristo seriam perdoados de seus pecados e herdariam a vida eterna (João 3:16-18). Quando Jesus ressuscitou dos mortos, Ele venceu a morte a favor de todos aqueles que confiam nEle (1 Coríntios 15:53-56). Isso é motivo de grande alegria! 

    Jesus ascendeu ao céu novamente para "preparar um lugar" para todos os que o seguem (João 14:1-2). Mas Ele prometeu que voltaria, uma segunda vez, para estabelecer o Seu reino na terra. Neste reino reinarão a retidão e a justiça, e o povo de Deus terá lugares de honra (Miqueias 4; Isaías 11; Mateus 19:28-29). Os problemas desta vida não são o fim. Jesus disse a Seus seguidores: "tende bom ânimo; eu venci o mundo" (João 16:33). Saber que em breve viveremos e reinaremos para sempre com o nosso Senhor é motivo de grande alegria. 

    A popular canção de Natal "Cantai que o Salvador Chegou" de Isaac Watts celebra a alegre ocasião da vinda do Senhor. No entanto, a letra nunca teve a intenção de ser uma canção de Natal. Era um poema de Watts baseado no Salmo 98, que é um salmo da segunda vinda do Senhor que "vem julgar a terra" (versículo 9). O propósito de Jesus em Sua primeira vinda não era julgar, mas salvar (João 3:17); mesmo assim, é apropriado celebrar o Rei por Sua humildade. Jesus trouxe alegria ao mundo em Sua primeira vinda como um bebê, e trará alegria ao mundo quando vier novamente para reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Apocalipse 19:16). 

    A espera pelo Messias prometido por Deus, expressa em passagens como Isaías 59:20, terminou. Os anjos anunciaram a Sua chegada com alegria. Não pode haver maior honra para os filhos de Adão do que o fato de que o seu Criador veio para resgatá-los do domínio de Satanás (1 João 5:19-20). Portanto, embora a nossa vida terrena seja cheia de problemas, temos motivos para ter esperança. Já que Jesus veio pela primeira vez e a segunda está por vir, podemos cantar com convicção: "Cantai que o Salvador chegou. Acolha a terra o Rei". 

sábado, 14 de dezembro de 2024

Devemos dar presentes no Natal?

    Muitas pessoas tiram a ideia de dar presentes no Natal da escritura em Mateus 2:10-11 que fala sobre os magos do Oriente dando presentes a Jesus em Sua casa: "E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra.” 

    A Bíblia conta uma história maravilhosa sobre o dom que Deus nos deu — Jesus Cristo — e podemos usá-la como uma oportunidade para apresentar o evangelho e demonstrar amor. Dar e receber presentes podem fazer parte do cumprimento do que Paulo diz sobre dar em 2 Coríntios 8:7–8: “Como, porém, em tudo, manifestais superabundância, tanto na fé e na palavra como no saber, e em todo cuidado, e em nosso amor para convosco, assim também abundeis nesta graça. Não vos falo na forma de mandamento, mas para provar, pela diligência de outros, a sinceridade do vosso amor”. Paulo encorajou as igrejas a fazerem doações financeiras aos crentes necessitados em Jerusalém e enfatizou que suas doações deveriam ser voluntárias e motivadas por amor sincero. Podemos aplicar esta mesma lição em nossas próprias vidas, dando aos outros, não apenas no Natal, mas durante todo o ano! 

    A distribuição de presentes pode se tornar o foco do Natal em vez de agradecer ao Senhor pelo presente de Seu Filho (João 3:16)? Sim. Dar presentes tem que tirar o verdadeiro significado do Natal? Não, não tem. Se nos concentrarmos no maravilhoso dom da salvação que o Senhor nos deu (Isaías 9:6), dar aos outros é uma expressão natural dessa gratidão. A chave é o nosso foco. Seu foco está no dom ou no presenteador supremo, o nosso gracioso Pai Celestial? “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes...” (Tiago 1:17). 

sábado, 23 de dezembro de 2023

Devem os cristãos celebrar o Natal?

    O debate sobre se os cristãos devem ou não celebrar o Natal tem sido discutido por séculos. Há cristãos igualmente sinceros e comprometidos em ambos os lados da questão, cada um com várias razões por que o Natal deve (ou não) ser comemorado em lares cristãos. Entretanto, o que diz a Bíblia? A Bíblia dá uma direção clara quanto a se o Natal é um feriado para ser comemorado pelos cristãos? 

    Primeiro, vamos dar uma olhada em algumas razões por que alguns cristãos não celebram o Natal. Um argumento contra o Natal é que as tradições que cercam o feriado têm origem no paganismo. A busca por informações confiáveis sobre este tema é difícil porque as origens de muitas das nossas tradições são tão obscuras que as fontes muitas vezes se contradizem. Sinos, velas, azevinhos e decorações natalinas são mencionados na história do culto pagão, mas o seu uso no próprio lar certamente não indica um retorno ao paganismo. Embora algumas tradições definitivamente possuam raízes pagãs, existem muitas mais tradições associadas com o verdadeiro significado do Natal -- o nascimento do Salvador do mundo em Belém. Sinos são tocados para espalhar a alegre notícia, velas são acesas para lembrar-nos de que Cristo é a Luz do mundo (João 1:4-9), uma estrela é colocada no topo de uma árvore de Natal para simbolizar a Estrela de Belém e presentes são trocados para nos lembrar dos presentes dos magos a Jesus, o maior dom de Deus para a humanidade. 

    Um outro argumento contra o Natal, especialmente em ter uma árvore de Natal, é que a Bíblia proíbe trazer árvores a nossas casas e decorá-las. A passagem frequentemente citada é Jeremias 10:1-16, mas ela se refere a cortar árvores, esculpir a madeira para fazer um ídolo e em seguida decorar o ídolo com prata e ouro com a finalidade de curvar-se perante ele para adorá-lo (ver também Isaías 44:9-18). A passagem em Jeremias não pode ser retirada de seu contexto e usada para fazer um argumento legítimo contra as árvores de Natal. 

    Os cristãos que optam por ignorar o Natal apontam ao fato de que a Bíblia não nos dá a data do nascimento de Cristo, o que é certamente verdade. 25 de dezembro talvez não seja nem perto do tempo em que Jesus nasceu, e os argumentos de ambos os lados são inúmeros, alguns relacionados com o clima em Israel, com as práticas dos pastores no inverno e com as datas do censo romano. Nenhum desses pontos estão sem certa quantidade de conjectura, o que nos leva de volta ao fato de que a Bíblia não nos diz quando Jesus nasceu. Alguns veem isso como uma prova positiva de que Deus não queria que celebrássemos o nascimento, enquanto outros veem o silêncio da Bíblia sobre a questão como uma aprovação tácita. 

    Alguns cristãos dizem que já que o mundo comemora o Natal -- embora esteja ficando cada vez mais politicamente correto referir-se a ele como "boas festas" -- os cristãos devem evitá-lo. Entretanto, esse é o mesmo argumento feito por falsas religiões que negam a Cristo completamente, bem como pelas seitas (como as Testemunhas de Jeová) que negam a Sua divindade. Os cristãos que celebram o Natal muitas vezes veem a ocasião como uma oportunidade para proclamar Cristo como "a razão para a temporada" entre as nações e àqueles presos a falsas religiões. 

    Como vimos, não há nenhuma razão bíblica legítima para não celebrar o Natal. Ao mesmo tempo, também não há mandamento bíblico para celebrá-lo. No final, é claro, celebrar ou não o Natal é uma decisão pessoal. Qualquer que seja a resolução dos cristãos a respeito, os seus pontos de vista não devem ser usados como um bastão com o qual bater ou denegrir pessoas com opiniões contrárias, nem se deve enxergar certa opinião como um símbolo de honra que encoraje o orgulho por celebrar ou não. Como em todas as coisas, buscamos a sabedoria dAquele que a dá liberalmente a todos os que pedem (Tiago 1:5) e aceitamos uns aos outros em graça e amor cristão, independentemente das nossas opiniões sobre o Natal. 

sábado, 24 de dezembro de 2022

Natal - O nascimento do Salvador

    "E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados." Mateus 1:21 

    O nascimento do Salvador é a prova cabal da fidelidade de Deus no cumprimento de suas promessas para a redenção da humanidade. A anunciação do nascimento do Salvador é um dos fatos mais extraordinários da Bíblia, pois reflete o cumprimento de uma série de profecias referentes a redenção do ser humano. 

    O mistério, que até então estava oculto em Deus, começava a se desvendar, e o plano divino de libertação estava prestes a se concretizar. Maria foi a escolhida para conceber o Salvador. Ela foi a pessoa certa na hora certa e no lugar certo para o cumprimento das profecias. O lugar foi uma pequena cidade da Galileia, chamada Nazaré. Não foi em Roma, a sede do Império mundial da época, nem Jerusalém, a capital do governo civil e religioso. Tudo isso para que se cumprisse as profecias. 

    O nome de Jesus não somente nos garante perfeita salvação, mas também vitória em todas as circunstâncias de nossa vida, e também robustece a nossa alma na esperança de um reino futuro, eterno e cheio de paz. Este é o verdadeiro sentido do Natal, o nascimento do Salvador. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense