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quarta-feira, 4 de março de 2026

Os valores morais de quem serve a Deus

    A vida moral de uma pessoa não pode permanecer confinada ao campo das ideias. Há sempre o risco de que a lei moral se transforme em uma abstração distante, discutida em livros, ensinada em discursos e admirada no pensamento, mas desconectada da vida concreta. A verdadeira tarefa de cada ser humano consiste justamente em impedir essa separação. É preciso lutar para que aquilo que reconhecemos como bem não permaneça apenas no domínio da reflexão, mas se torne princípio ativo de nossas escolhas e ações. 
 
    Na filosofia moral, especialmente na tradição de Immanuel Kant, encontramos a ideia de que existe uma lei moral inscrita na razão humana, algo que não depende apenas de costumes ou conveniências sociais. Para Kant, o ser humano descobre dentro de si um imperativo que o convoca a agir de modo que suas ações possam se tornar uma lei universal. No entanto, essa lei não tem valor apenas quando é compreendida intelectualmente. Ela exige concretização. Uma moral que permanece apenas no pensamento perde sua força normativa e se torna uma espécie de ideal contemplado à distância, incapaz de orientar a vida. 
 
    Algo semelhante aparece na tradição da filosofia clássica. Em Aristóteles, a ética não é apenas uma teoria sobre o bem, mas um caminho de formação do caráter. A virtude nasce do hábito, da prática constante de ações justas, corajosas e prudentes. O conhecimento do bem, por si só, não basta; é necessário que o bem seja incorporado na vida cotidiana. Assim, a moral deixa de ser uma abstração e se torna uma forma de viver. 
 
    Essa compreensão também se aprofunda na teologia cristã. Em Santo Agostinho encontramos a ideia de que a lei de Deus não é apenas um mandamento externo, mas uma verdade que toca o interior da consciência humana. Agostinho fala de uma inquietação da alma que só encontra descanso quando se orienta para o bem verdadeiro. Contudo, essa orientação não pode permanecer apenas no nível do desejo ou da contemplação; ela precisa se traduzir em uma vida transformada. 
 
    A tradição bíblica reforça essa mesma visão. A fé autêntica nunca é apresentada como uma crença puramente intelectual, mas como um caminho vivido. Por isso, na Epístola de Tiago aparece a afirmação de que a fé sem obras é morta. A lei moral, quando separada da vida ativa, torna-se estéril, pois não produz transformação nem justiça no mundo. 
 
    Dessa forma, tanto a filosofia quanto a teologia convergem em um ponto essencial: conhecer o bem não é suficiente; é necessário realizá-lo. Cada pessoa é chamada a travar uma luta interior para que a consciência moral não se torne apenas um discurso bonito, mas uma força que orienta a existência. A verdadeira dignidade da vida humana aparece quando há unidade entre aquilo que o coração reconhece como verdadeiro e aquilo que as mãos realizam no mundo. É nesse encontro entre consciência, ação e responsabilidade que a lei moral deixa de ser uma ideia distante e se torna presença viva na história concreta de cada pessoa. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 1 de novembro de 2025

Um chamado renovado para servir a Deus

    A vida humana se renova a cada amanhecer. O sol que nasce não apenas ilumina o mundo, mas desperta a alma para um novo ciclo de possibilidades. “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos... renovam-se cada manhã” (Lamentações 3:22-23). Nesse verso está o coração da fé: cada dia é um recomeço, e cada recomeço traz novas razões para servir a Deus. 
 
    Servir a Deus não é um ato isolado, mas um modo de existir. O filósofo Søren Kierkegaard, ao refletir sobre a fé, dizia que o homem se realiza plenamente apenas quando se coloca diante de Deus em “relação absoluta”. O serviço a Deus, portanto, é mais do que obediência; é um movimento de amor e entrega que dá sentido à própria existência. 
 
    A cada dia, o ser humano se confronta com o tempo, com suas fragilidades e limitações. A filosofia de Agostinho de Hipona nos recorda que o tempo é um mistério: o passado já não existe, o futuro ainda não chegou, e o presente é o único instante em que podemos nos encontrar com Deus. É nesse “agora” que o serviço se concretiza. Servir a Deus hoje é reconhecer que o tempo é dom, e que cada respiração é uma oportunidade de gratidão. 
 
    A Bíblia reforça esse chamado cotidiano: “Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (Salmo 118:24). 
 
    Esse versículo é uma celebração do instante — a consciência de que o hoje é um presente divino. O filósofo Martin Buber, em Eu e Tu, diria que o verdadeiro encontro com o divino não acontece em uma abstração, mas na relação viva do momento presente — quando o homem se abre à presença de Deus em tudo o que é. 
 
    Quando despertamos e olhamos o mundo — a luz, o ar, as pessoas, as provações e até as dores — descobrimos novas razões para servir. A alegria de viver e o peso das dificuldades são ambos caminhos de aprendizado espiritual. Cada alegria revela a bondade de Deus, e cada desafio revela nossa necessidade d’Ele. 
 
    O próprio Cristo nos ensina sobre essa renovação diária: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” (Lucas 9:23). 
 
    Servir a Deus é um ato diário de renovação interior — um exercício de fé, esperança e amor. Cada dia traz uma nova cruz, mas também uma nova graça. A filosofia existencialista cristã e a teologia convergem aqui: o sentido da vida não está em possuir, mas em servir, em tornar o mundo um reflexo maior do bem que nos habita. 
 
    Cada amanhecer é uma epifania silenciosa — um convite para redescobrir Deus nas pequenas coisas. Quando compreendemos que viver é servir, e que servir é amar, percebemos que não há dia comum: todos são sagrados. Assim, o tempo deixa de ser mera passagem e se torna comunhão. E cada nova manhã, com sua luz e seus mistérios, se torna mais uma razão para dizer: “Eis-me aqui, Senhor, para fazer a tua vontade.” (Salmo 40:8) 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 30 de maio de 2025

O que é a natureza pecaminosa?

    A natureza pecaminosa é aquele aspecto no homem que o faz rebelde contra Deus. Quando falamos da natureza pecaminosa, referimo-nos ao fato de que temos uma inclinação natural ao pecado; dada a escolha de fazer a vontade de Deus ou a nossa, naturalmente escolheremos fazer a nossa. 
 
    Prova dessa natureza é abundante. Ninguém tem que ensinar uma criança a mentir ou ser egoísta; em vez disso, temos que nos esforçar para ensinar as crianças a dizer a verdade e colocar os outros em primeiro lugar. O comportamento pecaminoso vem naturalmente. O jornal está cheio de exemplos trágicos da humanidade agindo mal. Onde quer que as pessoas estejam, há problemas. Charles Spurgeon disse: “Como o sal tempera cada gota no Atlântico, o pecado afeta todos os átomos da nossa natureza. Está tão tristemente lá, tão abundantemente lá, que se você não puder detectá-lo, então está enganado”. 
 
    A Bíblia explica a razão do problema. A humanidade é pecadora, não apenas na teoria ou na prática, mas por natureza. O pecado faz parte da própria fibra do nosso ser. A Bíblia fala da “carne pecaminosa” em Romanos 8:3. É a nossa “natureza terrena” que produz a lista de pecados em Colossenses 3:5. E Romanos 6:6 fala do “corpo do pecado”. A existência de carne e osso que vivemos nesta terra é moldada por nossa natureza pecaminosa e corrupta. 
 
    A natureza pecaminosa é universal na humanidade. Todos nós temos uma natureza pecaminosa, e ela afeta cada parte do nosso ser. Essa é a doutrina da depravação total, e é bíblica. Todos nós nos desviamos (Isaías 53:6). Paulo admite: “eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Romanos 7:14). Paulo continua: “de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado” (Romanos 7:25). Salomão concorda: “Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque” (Eclesiastes 7:20). O apóstolo João talvez ponha a questão da maneira mais franca: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (1 João 1:8). 
 
    Até as crianças têm uma natureza pecaminosa. Davi insiste no fato de que nasceu com o pecado já em ação dentro dele: "Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe" (Salmos 51:5). Em outra passagem, Davi declara: “Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras” (Salmo 58:3). 
 
    De onde veio a natureza pecaminosa? As Escrituras dizem que Deus criou os humanos bons e sem uma natureza pecaminosa: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). No entanto, Gênesis 3 registra a desobediência de Adão e Eva. Por aquela ação, o pecado entrou em sua natureza. Eles foram imediatamente atingidos por uma sensação de vergonha e inaptidão, e esconderam-se da presença de Deus (Gênesis 3:8). Quando tiveram filhos, a imagem e a semelhança de Adão foram transmitidas aos seus descendentes (Gênesis 5:3). A natureza pecaminosa manifestou-se no início da genealogia: o primeiro filho nascido de Adão e Eva, Caim, tornou-se o primeiro assassino (Gênesis 4:8). 
 
    De geração em geração, a natureza pecaminosa foi passada para toda a humanidade: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). Este versículo também apresenta a verdade inquietante de que a natureza do pecado leva inexoravelmente à morte (ver também Romanos 6:23 e Efésios 2:1). 
 
    Outras consequências da natureza pecaminosa são a hostilidade para com Deus e a ignorância de Sua verdade. Paulo diz: “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Romanos 8:7-8). Além disso, “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2:14). 
 
    Há apenas uma pessoa na história do mundo que não tem uma natureza pecaminosa: Jesus Cristo. Seu nascimento virginal permitiu que entrasse em nosso mundo sem ser contaminado pela maldição transmitida por Adão. Jesus então viveu uma vida sem pecado de perfeição absoluta. Ele era “o Santo e o Justo” (Atos 3:14) que “não tinha pecado” (2 Coríntios 5:21). Isso permitiu que Jesus fosse sacrificado na cruz como nosso perfeito substituto, “um cordeiro defeito e sem mácula” (1 Pedro 1:19). João Calvino coloca isso em perspectiva: “Certamente, Cristo é muito mais poderoso para salvar do que Adão foi para arruinar.” 
 
    É através de Cristo que nascemos de novo. “O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:6). Quando nascemos de Adão, herdamos sua natureza pecaminosa; mas quando nascemos de novo em Cristo, herdamos uma nova natureza: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17). 
 
    Não perdemos a nossa natureza pecaminosa quando recebemos a Cristo. A Bíblia diz que o pecado permanece em nós e que uma luta com essa velha natureza continuará enquanto estivermos neste mundo. Paulo lamentou sua luta pessoal em Romanos 7:15–25. No entanto, temos ajuda na batalha - ajuda divina. O Espírito de Deus habita em cada crente e fornece o poder de que precisamos para vencer a atração da natureza pecaminosa dentro de nós. “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1 João 3:9). O plano final de Deus para nós é a santificação total quando virmos Cristo (1 Tessalonicenses 3:13; 1 João 3:2). 
 
    Através de Sua obra consumada na cruz, Jesus satisfez a ira de Deus contra o pecado e deu aos crentes a vitória sobre sua natureza pecaminosa: “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça” (1 Pedro 2:24). Em Sua ressurreição, Jesus oferece vida a todos os que estão amarrados pela carne corrupta. Aqueles que são nascidos de novo agora têm esta ordem: "Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus" (Romanos 6:11). 
 

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Conselhos bíblicos sobre a perseverança

    Quando enfrentamos uma batalha espiritual intensa, é comum sentir-se cansado, desanimado e até pensar em desistir. No entanto, a Bíblia nos oferece diversas passagens que falam sobre a importância da esperança e de perseverar, mesmo nos momentos mais difíceis. 
 
    1. Lembrar-se das promessas de Deus 
 
    A Bíblia está repleta de promessas que nos asseguram que Deus está conosco, mesmo nos momentos mais sombrios. Em Isaías 41:10, Deus nos diz: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça." 
 
    Esse versículo nos lembra que, mesmo quando a batalha espiritual parece insuportável, não estamos sozinhos. Deus é o nosso sustento, e Ele prometeu nos fortalecer. Quando o desânimo vier, é essencial trazer à memória as promessas de Deus. 
 
    2. Esperança em Cristo
 
    Nossa esperança não está nas circunstâncias, mas em Jesus Cristo. Ele é a nossa rocha e salvação. Em Romanos 15:13, o apóstolo Paulo declara: "Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pelo poder do Espírito Santo." 
 
    Mesmo em meio à batalha, devemos buscar essa esperança que vem de Deus. Ela não é fruto das nossas forças, mas do Espírito Santo que habita em nós. Clamar ao Espírito Santo por força e esperança é uma maneira de continuar firmes. 
 
    3. Perseverar na tribulação
 
    O apóstolo Paulo, em Romanos 5:3-5, fala sobre como as tribulações produzem perseverança, caráter e esperança: "E não somente isso, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança, e a perseverança, o caráter aprovado, e o caráter aprovado, a esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado." 
 
    Deus utiliza as batalhas que enfrentamos para moldar nosso caráter e fortalecer nossa fé. A tribulação não é um sinal de que Deus nos abandonou, mas sim uma oportunidade para Ele nos aperfeiçoar. É importante olhar para os desafios com essa perspectiva, sabendo que, no fim, isso nos fortalecerá espiritualmente. 
 
    4. Confiar que Deus tem um propósito maior
 
    Em Jeremias 29:11, Deus lembra que Ele tem planos de esperança para o Seu povo: "Porque eu bem sei os planos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança." 
 
    Mesmo quando não entendemos o motivo das nossas batalhas, podemos confiar que Deus tem um propósito maior. Ele está no controle, e tudo o que enfrentamos, Ele pode usar para o nosso bem e para a Sua glória. 
 
    Conselhos para continuar firme.
 
    Busque a Deus em oração: Desabafe com Ele, peça força e sabedoria. A oração é um refúgio e uma arma poderosa contra as forças espirituais do mal. 
 
    Leia e medite na Palavra de Deus: A Bíblia é nossa fonte de alimento espiritual. Quanto mais conhecemos a Palavra, mais firmes ficamos nas promessas de Deus. 
 
    Fortaleça-se na comunhão: Não enfrente as batalhas sozinho. Compartilhe suas lutas com irmãos na fé, busque apoio e cobertura em oração. A comunhão com outros cristãos nos fortalece. 
 
    Lembre-se de que a vitória já é nossa em Cristo: Em 1 João 5:4 está escrito: "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." 
 
    As batalhas espirituais são reais, mas a esperança em Cristo é maior. Não desista! Confie nas promessas de Deus, persevere na fé e busque o Senhor com toda a sua força. Ele é fiel e, no tempo certo, dará o livramento. A vitória já foi conquistada na cruz! 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Antes tem o seu prazer na lei do Senhor

    "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite". Salmos 1.1-2. 

    A meditação na Palavra de Deus é um caminho profundo para o crescimento espiritual e pessoal. Ela permite não apenas uma compreensão intelectual, mas uma vivência daquilo que Deus fala ao coração. Ao meditar nas Escrituras, a pessoa se abre para ouvir e acolher a sabedoria divina, que transforma sua vida e renova sua mente. Esse processo não se limita à leitura superficial; exige tempo, atenção e disposição para ouvir o que o Espírito Santo revela. 

    O hábito da leitura, tanto das Escrituras quanto de outros textos, é uma prática que molda o intelecto e o coração. No contexto da vida cristã, o hábito de ler a Bíblia, juntamente com outros textos edificantes, serve como uma ferramenta de transformação. A leitura constante e disciplinada é como um alimento para a alma, ajudando a pessoa a crescer em sabedoria, discernimento e fé. Assim como o corpo precisa de alimento diário, a alma se nutre de palavras que trazem vida, sentido e propósito. 

    A prática regular da leitura também desenvolve o caráter e a paciência, pois, à medida que lemos, aprendemos a ouvir com atenção e refletir profundamente sobre as verdades reveladas. Isso nos leva a uma transformação interior, pois a Palavra de Deus tem o poder de penetrar no mais íntimo do ser, moldando nossos pensamentos, atitudes e ações. 

    Portanto, a meditação e o hábito de ler a Palavra de Deus são essenciais para quem deseja viver uma vida guiada pela verdade, cheia de propósito e alinhada com a vontade divina. Eles são meios pelos quais nos aproximamos de Deus e permitimos que Sua sabedoria nos guie em todos os aspectos da vida. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 16 de agosto de 2024

O que a Bíblia diz sobre problemas familiares?

    Problemas familiares não são novidade. Em um mundo decaído, aqueles que devemos amar mais - nossas famílias - muitas vezes se tornam aqueles com quem mais lutamos. A Bíblia não encobre o pecado, e registra vários problemas familiares, começando com Adão culpando a sua esposa pelo seu pecado (Gênesis 3:12). A rivalidade entre irmãos surge nas histórias de Caim e Abel, Jacó e Esaú, e José e seus irmãos. O ciúme entre as esposas - uma das consequências negativas da poligamia - é encontrado nas histórias de Ana, e Lia e Raquel. Eli e Samuel lidaram com filhos desobedientes. Jônatas quase foi assassinado por seu pai, Saul. Davi ficou de coração partido pela rebelião de seu filho Absalão. Oseias passou por dificuldades conjugais. Em cada um desses casos, os relacionamentos foram danificados pelo pecado. 
 
    A Bíblia tem muito a dizer sobre relacionamentos, inclusive sobre a dinâmica familiar. A primeira instituição que Deus estabeleceu para a interação humana foi uma família (Gênesis 2:22-24). Ele criou uma esposa para Adão e uniu-os em casamento. Citando esse acontecimento, Jesus disse mais tarde: “De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6). O plano de Deus era que um homem e uma mulher permanecessem casados até que um deles morresse. Ele deseja abençoar essa união com filhos que devem ser criados “na disciplina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4; ver também Salmos 127:3). Muitos problemas familiares surgem quando nos rebelamos contra o desígnio de Deus - por exemplo, a poligamia, o adultério e o divórcio causam problemas porque se desviam do plano original de Deus. 
 
    A Bíblia dá instruções claras sobre como os membros da família devem tratar uns aos outros. O plano de Deus é que os maridos amem suas esposas da mesma maneira que Cristo ama a Sua igreja (Efésios 5:25, 33). As esposas devem respeitar seus maridos e submeter-se a sua liderança (Efésios 5:22-24, 33; 1 Pedro 3:1). Os filhos devem obedecer a seus pais (Efésios 6:1–4; Êxodo 20:12). Quantos problemas familiares seriam resolvidos se maridos, esposas e filhos simplesmente seguissem essas regras básicas? 1 Timóteo 5:8 diz que as famílias devem cuidar de seus membros. Jesus tinha palavras duras àqueles que evitavam suas responsabilidades financeiras para os pais idosos quando alegavam dar todo o seu dinheiro ao templo (Mateus 15:5–6). 
 
    A chave para a harmonia nas famílias não é uma que naturalmente queremos seguir. Efésios 5:21 diz que devemos viver “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.” A submissão está em oposição direta ao desejo de nossa carne de governar e fazer o que quer. Defendemos nossos direitos, defendemos nossas causas, defendemos nossas opiniões e afirmamos nossas próprias agendas sempre que possível. O caminho de Deus é crucificar a carne (Gálatas 5:24; Romanos 6:11) e submeter-se às necessidades e desejos dos outros sempre que pudermos. Jesus é o nosso modelo para esse tipo de submissão à vontade de Deus. 1 Pedro 2:23 diz: “pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente.” 
 
    A maioria dos problemas familiares poderia ser diminuída se todos seguíssemos as instruções encontradas em Filipenses 2:3-4: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros.” Quando adotamos o espírito de humildade e tratamos os outros como Jesus os trataria, podemos resolver muitos dos nossos problemas de família e de relacionamentos. 
 

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

O que a Bíblia diz sobre a autodisciplina?

    A autodisciplina é essencialmente o mesmo que o autocontrole, um dos nove frutos do Espírito listados por Paulo em Gálatas 5:22-23. Geralmente se refere à nossa capacidade de nos controlar ou nos conter de todos os tipos de sentimentos, impulsos e desejos, o que inclui o desejo de conforto físico e material. Agora, embora o autocontrole seja o último dos frutos espirituais mencionados por Paulo, e embora seja um termo não usado extensivamente na Bíblia, o autocontrole é claramente um atributo indispensável da vida cristã, especialmente como nossa carne não redimida às vezes nos faz sucumbir ao puxão persistente de nossos desejos pecaminosos. 
 
    O apóstolo Paulo nos chama a que “purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2 Coríntios 7:1). E em sua carta aos romanos, ele nos exorta: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”, e a não nos conformarmos com o padrão deste mundo (Romanos 12:1-2). No entanto, a maioria dos cristãos concorda que submeter a constante atração desses desejos mundanos a agradar nosso Senhor nem sempre é uma coisa fácil de fazer. Paulo discute seu próprio conflito interior e luta com o pecado em sua carta aos Romanos: “...pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto.... quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim” (Romanos 7:15-20). 
 
    É claro que nossos apetites e necessidades humanos aparentemente insaciáveis podem facilmente levar a excessos pecaminosos se não forem controlados. Especialmente em sociedades ricas, a falta de autodisciplina é desenfreada, levando a problemas como obesidade, alcoolismo, uso de drogas e dívidas. As tentações do mundo material fizeram com que muitos ansiassem e adquirissem bens materiais muito além de suas necessidades e condições financeiras. De fato, as nações do mundo caíram na mesma armadilha, pegando emprestado trilhões de dólares para financiar orçamentos inchados que resultam da incapacidade de exercer a autodisciplina. Para os cristãos, se não há a autodisciplina, nossos apetites por confortos e prazeres podem facilmente se tornar nosso mestre e nos levar ao pecado ou de alguma outra forma nos atrapalhar em nossa caminhada espiritual. Se o espiritual não governar o físico, podemos nos tornar alvos fáceis para Satanás devido à nossa falta de autocontrole (1 Coríntios 7:5). 
 
    Paulo fala da autodisciplina em sua carta à igreja de Corinto. Como os gregos tinham as Olimpíadas e os jogos ístmicos, eles estavam muito familiarizados com os rigores do treinamento atlético, especialmente se alguém quisesse ganhar o "prêmio" ou a "coroa". Paulo faz uma analogia entre viver uma vida cristã disciplinada e um atleta em treinamento: "Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível" (1 Coríntios 9:25). Quando Paulo diz "mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão", ele está dizendo que seu corpo está sob o domínio e controle de sua mente, e não o contrário. Paulo está nos mostrando como o autocontrole é necessário para vencer a corrida diante de nós e viver a vida que é "santa e agradável a Deus". Para Paulo, a "corrida" era ganhar almas para Cristo, um objetivo que ele afirma quatro vezes nos versículos 19-22. 
 
    É importante entender que o autocontrole é uma obra do Espírito Santo, não uma obra do indivíduo. Afinal, Gálatas 5:22-23 lista o fruto do Espírito, não o fruto do cristão. Como somos meramente os ramos sobre os quais a Videira (Cristo) pendura o fruto que Ele produz (João 15:1-8), é a presença do Espírito Santo que dá aos cristãos o poder e a capacidade de exercer autocontrole para que não sejamos dominados pelos “desejos do homem pecador”. Como Paulo disse: “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2 Timóteo 1:7). De fato, os cristãos são controlados não pela natureza pecaminosa, mas pelo Espírito Santo (Romanos 8:9), que nos ajuda em nossa fraqueza (v.26), o que nos torna capazes de dizer “não” ao pecado. 
 
    O sábio rei Salomão escreveu muitos provérbios com o propósito de nos ajudar a viver uma vida "disciplinada" e prudente (Provérbios 1:3). Certamente, seremos mais vitoriosos em nossa caminhada cristã quando exercermos o autocontrole que o Espírito nos deu, o que nos ajuda a responder em obediência aos mandamentos das Escrituras e nos permite crescer em nossa vida espiritual. 
 

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Chegar Com Confiança ao Trono da Graça

    Em Juízes 6 encontramos a história de Gideão, um homem que Deus chamou para ajudar o seu povo a se libertar dos midianitas. A história é bem conhecida de todos e não é na história em si que me prendo nesta mensagem. O que destaco é a ousadia de Gideão em buscar uma resposta para a sua dúvida. Ao fazer isso, ele demonstra uma intimidade com Deus e certa liberdade que o faz vencer seus medos. Ele faz um teste com Deus e o Senhor responde para ele. Não contente, ele pede uma confirmação. Vemos no versículo 39: “E disse Gideão a Deus: Não se acenda contra mim a tua ira, se ainda falar só esta vez; rogo-te que só esta vez faça a prova com o velo; rogo-te que só no velo haja secura, e em toda a terra haja o orvalho”. A Bíblia nos revela que Deus atendeu ao pedido de Gideão e o abençoou na sua luta contra os midianitas. 

    A lição que extraímos deste texto sagrado é que devemos ter confiança em chegarmos junto ao trono do Senhor para buscar a sua ajuda em tempos oportunos. Deus não está distante de nós. Ele atende o nosso clamor quando chegamos a Ele com o coração contrito e dependente da sua graça. Não podemos temer as adversidades e acharmos que Deus não pode nos ajudar. Ele quer nos ajudar a vencer nossos medos e incertezas. Mas, Deus quer que tenhamos a noção de dependência dele. Muitos confiam em carros e cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor, já dizia o salmista. Que possamos ter em mente que Deus quer nos dar a vitória. Depende de nós nos colocarmos na sua direção e fazermos a sua vontade. 

    O segredo na vida de Gideão para sua celebre vitória, onde com apenas 300 homens venceu um gigantesco exercito de milhares de soldados, foi a sua total confiança em Deus. Ele chegou com confiança ao trono da graça de Deus e obteve a ajuda de quem pode todas as coisas. Deus está pronto a nos ajudar nas nossas lutas diárias, mas precisamos ter a confiança de chegarmos a Ele com confiança para que Ele nos ajude. Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia, já afirmava o salmista. Que possamos seguir esse exemplo e depositarmos diante de Deus toda a nossa confiança. 

    Meu amigo que me ouve nesse instante. Quem sabe você tem encontrado um enorme exército de midianitas em sua vida e parece que tudo chegou ao fim. Ouça-me neste momento. O Senhor quer te dar a vitória sobre esse mal que te aflige. Confie em Deus e deixe que Ele te dê a vitória. Ele quer que você se aproxime dele neste momento com confiança. Entrega teu caminho ao Senhor, confia nele e Ele tudo fará. O tempo da sua vitória chegou neste momento. Apenas creia nesta palavra e deixe Deus agir na sua vida. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Perseverança

    A Bíblia oferece muitas passagens que falam sobre perseverança e a importância de persistir na fé, apesar das dificuldades. Destaco algumas dessas passagens que refletem esse tema: 
 
    Tiago 1:12 (NVI): "Feliz é o homem que suporta a provação, porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam." Esta passagem enfatiza a recompensa da perseverança nas provações, destacando que aqueles que permanecem firmes na fé serão recompensados por Deus. 
 
    Hebreus 10:36 (NVI): "Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que ele prometeu." Aqui, a ênfase está na necessidade de perseverar para alcançar as promessas de Deus. 
 
    Romanos 5:3-4 (NVI): "Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança." Esta passagem destaca como as dificuldades podem moldar nosso caráter e nos conduzir a uma esperança mais profunda. 
 
    Gálatas 6:9 (NVI): "E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos." Aqui, somos encorajados a não desistir de fazer o bem, pois haverá recompensas no devido tempo. 
 
    2 Timóteo 4:7 (NVI): "Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé." O apóstolo Paulo usa uma metáfora esportiva para falar sobre sua própria perseverança na fé e na missão que Deus lhe deu. 
 
    Essas passagens bíblicas destacam a importância de perseverar na fé, enfrentar desafios com coragem e confiar que Deus recompensará aqueles que permanecem fiéis. A perseverança é vista como uma virtude importante para os crentes, à medida que buscam seguir a vontade de Deus em suas vidas. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 2 de setembro de 2023

Meditações do Poeta Cacerense LXVIII

    1. Existem momentos na vida que não sabemos mais o que fazer. Situações e obstáculos tornam-se grandes montanhas a nossa frente que pensamos não dar mais para seguir em frente. Algumas vezes vem o desânimo, a tristeza, a sensação ruim de que não conseguiremos. Isso faz parte do ser humano e acontece com todas as pessoas em determinado momento de suas vidas. O que devemos ter em mente é que Deus cuida de cada um de nós e, só Ele pode nos ajudar a dar o próximo passo. 

    2. Deus não está ativo apenas operando e sustentando o Universo, mas também está ativo na história do mundo, fazendo tudo cumprir os seus propósitos. Não existe nem um evento, seja ele de pequena ou de grande magnitude, que não esteja dentro dos propósitos de Deus. Todos os acontecimentos segue uma ordem cronológica para que se sucedam. Deus sabe os destinos de todas as nações e, mais impressionante ainda, de cada indivíduo. Quando temos essa noção ficamos seguros de que nada está fora da sua permissão. 

    3. Mesmo quando tudo parece estar contra você, que parece que todos o abandonaram, saiba que o Senhor nosso Deus está presente e será o seu Consolador. Ele não falha. Apenas creia! O Senhor é aquele que nos assiste e nos dá forças para vencer. O Deus que servimos é maravilhoso! 

    4. A nossa vida é especial aos olhos do Senhor. Podemos até pensar que não, nos sentirmos inúteis e nossa vida parecer não fazer sentido algum, mas não é assim que Deus vê. Ele contempla as nossas vidas e sabe que temos um valor imensurável diante dele. Prova disso é que Deus amou o mundo de tal forma que enviou o seu único filho para nos garantir a salvação. Portanto, acredite que sua vida tem significado e que vale muito para Deus. Faça a sua vida valer a pena. 

    5. A Bíblia foi escrita segundo a presciência de Deus, para revelar ao ser humano o plano da salvação. O que forma a estrutura da Bíblia é a sua organização presciente na mente de Deus. Um plano celestial foi elaborado para a revelação do objeto principal desse plano, o Senhor Jesus Cristo. 

    6. O Senhor transforma o mais vil pecador. Ele tira o ser humano da sarjeta e o faz assentar entre os príncipes de seu povo. Só um Deus de amor pode fazer isso. Só um sacrifício perfeito poderia dar-nos essa possibilidade. Jesus Cristo veio ao mundo para se entregar ao sofrimento por mim e por você. Hoje podemos ter acesso a essa graça infinita. A verdade é uma só e ela se chama Jesus Cristo. 

    7. Muitas pessoas estão desesperadas e tomam decisões precipitadas porque não conseguem esperar. Não tem paciência. Isso é muito grave e devemos parar para pensar sobre nossas atitudes. Esperar o tempo de Deus é a única garantia de não agirmos precipitadamente. É o segredo de quem quer fazer a vontade do Senhor. A Bíblia revela que os nossos pensamentos não são os pensamentos de Deus, nem tampouco os nossos caminhos são os caminhos do Senhor. O tempo de Deus, definitivamente não é o nosso tempo. Quando nos tornamos conhecedores desse fato, devemos confiar no Senhor e esperar nEle em todas as situações. 

    8. Uma verdade é incontestável apesar de algumas pessoas até questionarem-na. Viver sem Deus é viver em um eterno vazio existencial. A vida do ser humano sem Deus é sem perspectiva. Veja bem. A pessoa pode até ter riquezas, pode ter excelente saúde, pode ter inúmeros amigos, mas, mesmo assim vai estar sozinho. Sempre vai existir um vazio existencial que não pode ser preenchido por nada neste mundo. E, isso, é por um fator muito simples. Nada, eu disse NADA, pode preencher o lugar de Deus na vida do ser humano. 

    9. Deus opera em nossas vidas quando deixamos que Ele nos conduza dentro de seus propósitos. Quando se levantar o temporal em sua vida, lembre-se de que Jesus está com você e Ele tem um propósito para tudo que estás passando. Apenas confie na sua graça e no seu amor. Com Cristo no barco tudo ficará bem. 

    10. Adorar é um ato de rendição a Deus, é reverenciá-lo com sinceridade e dedicação e isso é uma experiência interior. A minha alma anela por ti, ó Deus! Eis a profundidade da nossa adoração a Deus. Ele nos amou de forma incondicional. Deu-nos a salvação, perdoou os nossos pecados quando não merecíamos o perdão. Então, por tudo isso, pelas bênçãos e pelo seu infinito amor, devemos adorá-lo intensamente. 

    11. Que o desejo do meu coração seja conhecer mais a Deus. Quanto mais nos aproximamos de Deus mais el se aproxima de nós. E o que seria melhor nesta vida do que desfrutar a presença de Deus? Aquele que briga com Deus é vencido. Existe um vazio no coração de quem se afasta de Deus porque nada no mundo pode preencher esse vazio existencial. 

    12. Há um consolo para os corações aflitos. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Isso significa que nenhum sofrimento, por mais terrível que seja, vai durar a vida toda. O Senhor nosso Deus conhece as nossas limitações e nunca permitirá que soframos além desse limite. No entanto, mesmo não sabendo o propósito do nosso sofrimento, devemos confiar na graça de Deus. O que seria de nossas vidas se não houvessem momentos tristes? É justamente nas adversidades que aprendemos alguma coisa. 

    13. Nunca estamos sozinhos em nossa jornada cristã. O Senhor nosso Deus jamais nos abandonará. Quando pensamos estar caminhando sozinhos é porque não sabemos nada sobre os propósitos de Deus para as nossas vidas. Ele não irá nos livrar da cova se o propósito dEle é que enfrentemos os leões. No entanto, Ele não permitirá que os leões façam alguma coisa conosco. Ele vai permitir que andemos sobre as águas para testar a nossa fé e caminharemos enquanto estivermos olhando firmemente para Ele. 

    14. Precisamos ter confiança no Senhor. Podemos estar seguros de que Aquele que permite o sofrimento está conosco na dor. Deus está tão perto quando passamos pelo vale escuro, como quando caminhamos sob o céu aberto. A presença de Deus é real na vida dos seus filhos em todo o tempo e em todo o lugar. Portanto, não se aflija com as lutas que estais enfrentando. Existe um propósito nelas. O Senhor pode estar moldando a sua vida ou te preparando para algo superior, muito além da sua imaginação. Apenas não saia da direção de Deus. 

    15. Uma vida longe de Deus é uma vida miserável. O ser humano até pode ter riquezas, ser famoso, mas se não tiver a presença do Senhor, é uma pessoa miserável. Deve existir em nós um anelo por Deus. Eu sinto o fluir do amor de Deus na minha vida. Uma vida devocional é que nos aproxima do Senhor. Feliz é a pessoa que medita na Palavra de Deus dia e noite. A mente e o coração devem ser cheios da sabedoria do céu. O Senhor nos conclama a isso. Quem tem a prática de uma vida devocional com Deus acaba recebendo o conforto celestial e possui todos os bens que a alma pode desejar. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Inclinou para mim os seus ouvidos

    "Porque inclinou a mim os seus ouvidos; portanto, o invocarei enquanto viver." Salmos 116:2. 

    Existem algumas questões que, mesmo na correria do dia a dia, temos que parar um pouco e refletir. Debruçar-nos na busca por respostas que nem sempre está ao nosso alcance é fundamental para dirimirmos algumas dúvidas e incertezas que perpassam nossos corações. É preciso pensar o que seria de nós senão fosse a misericórdia de Deus. Onde estaríamos se Ele, na sua eterna compaixão, não tivesse inclinado os seus ouvidos para ouvir o nosso clamor. E, nesse momento, percebemos a grandeza do amor de Deus. Pois Ele olhou para nós e nos viu na miséria deste mundo sendo condenado a perecer eternamente. A santidade de Deus não combina com nossa natureza pecaminosa e, pelos nossos esforços, não teríamos a mínima chance de salvação. No entanto, Deus olhou para a humanidade e teve misericórdia. 

    A Bíblia nos revela que Deus amou o mundo de tal maneira que enviou seu único filho para dar sua vida em nosso lugar. O sacrifício de Jesus na cruz do calvário é a única forma de alcançarmos a salvação. O que seria de nós se não fosse esse sacrifício? Estaríamos condenados a perdição. Mas, Deus inclinou-se para nós e viu o nosso sofrimento. Atendeu o nosso clamor e enviou seu Filho para nos salvar. Eis um Deus maravilhoso e cheio de bondade. 

    Quem sabe você tem procurado até hoje uma solução para o anseio de sua alma que deseja a salvação e não tem encontrado nos lugares por onde andas. Saiba que Deus tem visto o seu sofrer e angústia e apresenta a você a salvação que é Jesus Cristo. Aceite-O como seu suficiente salvador e Deus perdoará todos os seus pecados. A partir de então você poderá experimentar uma nova vida cheia de amor. Deus promete a você uma vida e vida com abundância. 

    Quando olhamos para a graça de Deus derramada sobre as nossas vidas pelo fato dEle ter ouvido o nosso clamor e inclinado os seus ouvidos para nos atender é motivo de agradecermos por tão maravilhosa bondade. Veja com os olhos da fé essa atitude. Pense em uma criança que deseja ser atendida por um adulto. Para que possamos ouvi-la é necessário que nos inclinemos. Essa foi a atitude de Deus para conosco. Ele inclinou para nós e ouviu o nosso clamor. Dessa forma deveremos ser grato a Ele por essa misericórdia. "Piedoso é o SENHOR e justo; o nosso Deus tem misericórdia." Salmos 116:5. Que Deus em Cristo nos abençoe. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 29 de julho de 2023

Uma breve reflexão bíblica sobre o tempo, a alma e a esperança

    Quando analisamos a Bíblia devemos refletir sobre a nossa existência de forma a aprendermos sobre o propósito de Deus para as nossas vidas. Neste sentido, faço uma breve reflexão bíblica sobre o tempo, a alma e a esperança. Vamos refletir brevemente sobre cada um desses elementos: 

    O Tempo: 

    A Bíblia fala sobre o tempo de diferentes maneiras, enfatizando sua natureza passageira e a importância de usá-lo com sabedoria. Em Eclesiastes 3:1-8, é proclamado que "há um tempo determinado para cada coisa debaixo do céu": tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de colher, tempo de rir e tempo de chorar, entre outros. Essa passagem nos ensina a valorizar cada momento, pois tudo tem um propósito e uma temporada específica em nossas vidas. 

    A Alma: 

    A alma é o cerne do ser humano e sua essência mais profunda. A Bíblia menciona em Gênesis 2:7 que Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem tornou-se uma alma vivente. Isso ressalta a ideia de que somos mais do que corpos físicos; temos uma dimensão espiritual que nos conecta ao divino. A alma é eterna, e nossa relação com Deus é central para o nosso bem-estar espiritual. 

    A Esperança: 

    A esperança é uma temática frequente na Bíblia e está intrinsecamente relacionada à nossa fé em Deus. Em Romanos 5:2-5, o apóstolo Paulo nos lembra que temos acesso à graça de Deus por meio da fé, e isso nos dá esperança. A esperança cristã não se baseia nas circunstâncias momentâneas, mas na certeza do amor de Deus e em sua promessa de vida eterna através de Jesus Cristo. Essa esperança transcende as adversidades e nos encoraja a perseverar, confiando no plano soberano de Deus. 

    Dessa forma, a Bíblia nos ensina a valorizar o tempo como um presente de Deus, a compreender que somos seres espirituais com uma alma eterna e a manter a esperança firme em Deus, mesmo diante das incertezas da vida. Esses três elementos estão interligados, guiando-nos em nossa caminhada espiritual e nos lembrando da importância de cultivar um relacionamento profundo com o Criador, encontrando nele a verdadeira esperança para nossas almas. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 22 de julho de 2023

Ensinamentos preciosos que encontramos no livro de Eclesiastes

    O livro de Eclesiastes, atribuído ao Rei Salomão, contém ensinamentos valiosos que ainda são relevantes para a vida atual. Algumas das lições importantes que podemos aprender com os ensinamentos de Salomão no livro de Eclesiastes incluem: 

    1. A transitoriedade da vida: Salomão enfatiza repetidamente a fugacidade da vida e a efemeridade de todas as coisas terrenas. Ele nos lembra que a vida é passageira e que devemos respeitar o tempo que temos aqui. 

    2. Busca por sentido e significado: Salomão explora a busca por significado e propósito na vida. Ele questiona a utilidade de buscar a felicidade nas riquezas, no trabalho árduo ou nas tribulações, e destaca que somente em Deus se encontra verdadeira satisfação e sentido. 

    3. Aproveitar a vida com sabedoria: Apesar da aparente falta de significado no mundo, Salomão encoraja as pessoas a aproveitarem a vida com sabedoria, desfrutando das coisas boas que Deus concede, como comida, bebida e relacionamentos. 

    4. Reconhecer a inevitabilidade da morte: Salomão lembra que a morte é inevitável e que todos, independentemente de sua posição social ou riqueza, enfrentarão esse destino. Isso nos impulsiona a refletir sobre o que é realmente importante em nossa existência. 

    5. Valorizar a sabedoria e o conhecimento: Salomão enfatiza a importância da sabedoria e do conhecimento, indicando que a busca por compreensão e discernimento é essencial para viver uma vida significativa. 

    6. Ser responsável por nossas ações: Salomão nos lembra que, no final, seremos responsáveis ​​por nossas ações e que cada ato terá consequências. Isso nos incentiva a viver com integridade e responsabilidade. 

    7. Aceitar as nossas limitações humanas: O livro de Eclesiastes reconhece como inerentes à condição humana. Salomão nos exorta a aceitar nossas fraquezas e limitações, enquanto buscamos fazer o melhor com o que temos. 

    8. Priorizar o bem-estar do próximo: Salomão destaca a importância de ajudar os outros e ser compassivo. O altruísmo e a empatia são valores essenciais para uma vida plena. 

    9. Confiança em Deus: Em meio a todas as incertezas e mistérios da vida, Salomão enfatiza a importância de confiar em Deus e em Seus desígnios. Isso nos proporciona uma base sólida em tempos difíceis. 

    Em resumo, os ensinamentos de Salomão no livro de Eclesiastes oferecem perspectivas valiosas sobre a vida, o propósito e a busca por significado, incentivando-nos a viver com sabedoria, humildade e confiança em Deus. Essas lições podem ser aplicadas em nossas vidas para encontrar maior contentamento e compreensão em meio às reflexões do mundo. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 3 de abril de 2023

A Bíblia, o mel desejável de todos

    "Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar, mais doces do que o mel à minha boca." Salmos 119:103

    O mel, produzido por abelhas, se constitui em um dos alimentos mais desejáveis por toda a humanidade. O seu sabor agrada ao paladar. A Bíblia fala da terra sonhada e desejada por toda a semente de Abraão, como a "terra que mana leite e mel". O Egito representava para Israel "uma terra de amargura e tristeza", mas a terra de Canãa era a "terra de leite e mel". Nós, igreja do Senhor Jesus Cristo, igualmente saímos do "Egito" e caminhamos para uma terra prometida onde "mana leite e mel". 

    O valor terapêutico do mel. Ele serve para dar sabor ao paladar, do mesmo modo como a Palavra de Deus pode ser degustada ao sabor do mel espiritual. A vida cristã seria triste sem saber a doçura da Palavra de Deus. O mel tem ação terapêutica nas inflamações de garganta, como também é purgativo para avaliar um mal-estar físico. A Palavra de Deus é o mel purgativo que limpa o nosso interior das impurezas. 

    O mel é símbolo de gozo e vitória. Em Juízes 14. 5,6 temos a história de Sansão, quando, a caminho das vinhas de Timnate, um leão o atacou. O Espírito do Senhor veio sobre Sansão e ele fendeu o leão de alto a baixo, deixando-o morto à beira do caminho. Ao voltar à casa, Sansão encontrou no corpo do animal um enxame de abelhas com mel. Ele tomou o favo de mel e o comeu. Esse leão simboliza as tribulações que se abatem sobre nós e que são vencidas em Nome do senhor Jesus. O mel simboliza a Palavra de Deus que nutre vida espiritual e nos dá a vitória. Oh! quão doces são as tuas palavras ao meu paladar. 

    Que possamos, cada vez mais, nos alimentar desse mel que está a nossa disposição. A Palavra de Deus! "As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos." Provérbios 16:24. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Estudo Bíblico Ministrado pelo Pastor Francisco Raimundo na AD Marajoara

    No dia 24 de abril de 2022 aconteceu um domingo de Estudos Bíblicos na AD Jardim Marajoara sob a direção do Pastor Roaldo Martins. A ministração do Estudo Bíblico ficou a cargo do Pastor Francisco Raimundo (Bolívia). A seguir, parte das anotações feita sobre o Estudo Bíblico daquela manhã inesquecível. 
 
    A diferença entre o que serve a Deus e o que não serve 
    Texto Base: Malaquias 3.18. 
 
    1ª Diferença está na cabeça
    A cabeça do ímpio está doente (Isaias 1.5,6) 
    Na cabeça do justo está a sabedoria (Provérbios 9.9) 
    A cabeça do justo só pensa nas coisas de cima, do céu (Colossenses 3.1,2) 
    "Nunca falte óleo sobre a sua cabeça". 
 
    2ª Diferença está em seus olhos
    Os olhos dos ímpios estão cegos por Satanás (II Coríntios 4.4) 
    Os olhos dos justos estão abertos para Deus (João 9.25) 
    Os olhos dos justos estão abertos à vontade de Deus (Salmos 101.3) 
    Os olhos dos justos reflete a luz de Cristo (Mateus 6.22,23) 
 
    3ª Diferença está em seus ouvidos
    Os ímpios não querem ouvir a verdade (João 8.37) 
    Os justos procuram ouvir a voz de Deus (Salmos 85.8) 
    Os justos alimentam com a Palavra de Deus (Salmos 19.7,8; Jeremias 15.16) 
 
    4ª Diferença está na boca 
    A boca do ímpio é poluída e violenta (Provérbios 10.11) 
    A boca do justo é manancial de vida (Provérbios 10.11) 
    A boca do ímpio é cheia de maldição (Romanos 3.13,14) 
    A boca do justo confessa a Cristo (Mateus 16.16) 
 
    5ª Diferença está nas suas mãos 
    As mãos dos ímpios fazem diligentemente o mal (Miquéias 7.3) 
    As mãos dos ímpios cometem violência (Salmos 140.4) 
    As mãos dos ímpios são injustas (Salmos 71.4) 
    As mãos dos justos são elevadas para a adoração (Salmos 63.4; Números 8.5,6) 
    As mãos dos justos aplaudem o Senhor (Salmos 47.1) 
    As mãos dos justos são levantadas em santidade, sem ira e sem contenda (I Timóteo 2.8) 
    As mãos dos justos se elevam para abençoar (Êxodo 17.11,12). 
 
    Foi uma manhã e noite abençoada por Deus onde aprendemos muito com a Palavra de Deus. Que o Senhor continue abençoando a vida do Pastor Francisco Raimundo e dando a ele graça e sabedoria para ministrar estudos bíblicos como esse. 
 
Anotações: Odair José, Poeta Cacerense 
Imagens: Odair José, Poeta Cacerense
 
Conjunto de Jovens da AD Marajoara


Dueto Helder Silva e Mariana louvando a Deus


Pastor Francisco Raimundo ministrando o Estudo Bíblico
Pastor Roaldo, Pastor Francisco Raimundo, PB Cleiton e Pastor Valentim Balbino
 

sábado, 26 de fevereiro de 2022

Breves conselhos práticos para os cristãos de hoje

    Vivemos dias perigosos em que há um esfriamento espiritual tomando conta da maioria dos cristãos. Muitos já desistiram da caminhada e se entregaram ao conformismo do mundanismo e dos prazeres cotidianos e, por isso, já não sentem mais prazer em estar na Casa do Senhor prestando o seu culto de adoração. As rotinas de trabalho, as redes sociais e as inúmeras atividades inerentes de um mundo capitalista tem roubado o tempo e a energia de quase todas as pessoas. Nesse diapasão, os crentes tem sucumbidos aos embaraços desta vida e deixado Deus em segundo plano. Isso é um perigo muito grande. Precisamos, urgentemente, voltarmos as origens. Por isso, destaco alguns breves conselhos práticos para uma vida Cristã eficaz. 

    1. Oração. Não podemos ter uma vida Cristã sem a oração. A oração é a chave que abre as portas do Céu. É o canal de comunicação diretamente com Deus. Temos o mal hábito de contar todas as nossas angústias e decepções para amigos e colegas no trabalho, na escola, na igreja, mas, na maioria das vezes, não tiramos mais um tempo para falar com Deus. O resultado é um grande número de cristãos decepcionados com a vida que tem. Culpam o pastor, os irmãos, o mundo a sua volta, enfim, mas se esquecem de que a culpa é da própria falta de oração. Volte-se para Deus e o busque com mais dedicação. Não permita que as coisas materiais roubem sua comunhão com Deus. 

    2. Leitura da Bíblia. Nessa mesma linha de raciocínio podemos perceber que boa parte dos cristãos já não leem mais a Bíblia. Gastam tempo lendo mensagens e pequenos fragmentos textuais em correntes de mensagens nas redes sociais, mas não tem tempo e nem prazer em ler a Palavra de Deus como ela deve ser lida. E esse afastamento da Palavra trás um enorme prejuízo a vida espiritual. Na oração o crente fala com Deus, na leitura da Bíblia, Deus fala conosco. Tem muitas pessoas que preferem ir atrás de pregadores, cultos de milagres, montes, lives, mas não tem tempo de ler e meditar na Bíblia. Por isso essa grande onda de analfabetos bíblicos que vemos em nossos dias. Volte-se para a Palavra de Deus. Leia-a para ser sábio, viva-a para agradar a Deus. Medite na Palavra de Deus. 

    3. Vá à Igreja. Sim. Parece óbvio demais. No entanto, temos vistos um grande esfriamento espiritual nos templos que, outrora eram cheios. Não se vê mais os crentes nas igrejas. Com exceção do culto de domingo a noite, os outros estão vazios. Apenas bancos e um grupo bem reduzidos de fiéis. Alguns preferem as lives, vídeos motivacionais editados no YouTube, mensagens de pseudos pregadores na Televisão do que estar na Igreja cultuando a Deus. Os cultos de oração e ensino, normalmente às terças-feiras, estão vazios. As Escolas Dominicais, vazias. Em alguns lugares nem existem mais. Trágico. Se o cristão não frequentar esses cultos e a Escola Dominical como ele irá sobreviver a essa avalanche de falsas doutrinas que assola o mundo hodierno? Por outro lado, percebe-se o aumento dos crentes "flutuantes", aqueles que vão de igreja em igreja em busca de milagres, atrás de pregadores, cantores e mensagens que satisfaçam seus egos. Não têm uma identidade fixa. São os crentes "nômades"!

    4. Aproxime-se de Deus. Engraçado dizer isso, mas é a mais pura verdade. A Palavra de Deus nos orienta a nos aproximarmos de Deus e Ele se aproximará de nós. No entanto, a maioria das pessoas só vão buscar o Senhor quando estão em dificuldades e outra grande parte só o procura para obterem bens e bênçãos, na maioria das vezes, materiais. Que triste situação a que chegamos. Poucos são os que ainda tem o temor do Senhor em suas vidas. Poucos os que ainda buscam o Senhor com sinceridade no coração e oram, fervorosamente, para que o Senhor desperte essa geração e as faça voltar para os princípios bíblicos. 

    Oro a Deus para que toque o coração de todos aqueles que lerem esse texto e os façam refletir sobre suas vidas. O que você está fazendo do que o Senhor lhe deu? Os dons, os talentos, as oportunidades, o que está fazendo com isso? Que o Senhor desperte-nos e que voltemos, o mais rápido possível, para a Palavra! 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense