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domingo, 14 de maio de 2023

A era dos vícios e a fuga da realidade

    No sentido ético e intelectual (não biológico) podemos dizer que a humanidade está evoluindo? Essa pergunta vem seguidamente na cabeça de muitos pensadores modernos e à primeira vista parece até fácil de ser respondida, especialmente quando observamos todo avanço científico dos últimos cem anos: Aviões; carros; foguetes; satélites, vacinas; televisão; computadores; celulares; energia nuclear; internet; etc.... A lista é longa! 

    O conhecimento humano dobrou várias vezes no último século e isso tem nos proporcionado uma vida bem mais confortável que a de nossos antepassados. Essa realidade se torna mais evidente para quem teve a sorte de nascer em um país capitalista do ocidente. Diante destes fatos quase somos levados a acreditar que a humanidade está mesmo evoluindo a passos gigantescos. Mas basta uma olhada mais profunda na situação para ver que os prejuízos inerentes à pós-modernidade são maiores que as meras conveniências materiais que alcançamos. 

    Dentre as mazelas contemporâneas quero falar especialmente sobre os vícios... algumas pessoas acham que esse mal se resume apenas às drogas, mas isso é um engano. Muitos são viciados em bebidas, outros são viciados em pornografia, outros em futebol e há aqueles que se viciaram em jogos de azar e jogos de vídeo game. Parte considerável da sociedade se utiliza desses meios, não para o lazer, mas para obter uma espécie de fuga da realidade. 

    Não me entendam mal, não estou me referindo aos momentos de descontração tão necessários para evitar o stress e a degradação do corpo e da mente. Estou me referindo a hábitos que tomam quase todo o nosso dinheiro e nosso tempo livre (e não livre) nos impedindo de fazer o bem aos outros e prejudicando nosso próprio crescimento cognitivo e nossa produtividade. O exemplo mais clássico é o viciado em entorpecentes, mas outras práticas são igualmente alienantes: Homens que só falam em futebol e são capazes de ficar horas a fio assistindo campeonatos e negligenciando a família; jovens que perdem dias e noites com jogos de vídeo game se isolando socialmente; homens, muitos deles casados, que não podem passar um dia sequer sem assistir pornografia e assim por diante... Não são coisas necessariamente ilícitas, mas não acrescentam uma gota de conhecimento ou bondade à vida do indivíduo; só o torna cada vez mais egoísta em sua busca por uma felicidade artificial. Entendam, vício é prisão... sempre! 

    E o que vemos hoje é essa onda de vícios ser estimulada. A própria razão e as virtudes humanas perdem gradativamente espaço para as emoções e as experiências. Soma-se a isto, o declínio sistemático da educação e o resultado tem sido uma descomunal imbecilização coletiva. O negócio é tão sério que as vezes precisamos gastar tempo defendendo coisas óbvias. Esse problema não acontece só no Brasil, ocorre também nos Estados Unidos e no velho mundo, ou seja, em todo o mundo ocidental. É claro que não excluo a África e os países asiáticos, este é um problema de toda a civilização. 

    Diante disso, parece que apenas uma pequena parcela “iluminada” da humanidade tem levado o progresso científico do mundo nas costas. O resto, que usufrui das tecnologias, se torna cada vez mais distante da realidade em sua busca desenfreada por satisfação. Não é difícil perceber que a cada dia que passa as pessoas estão cada vez mais arrogantes, egoístas e cruéis. Esse é um processo que tem se acelerado nos últimos anos e não sei onde nos levará, mas se continuar assim certamente não acabará bem. 

sábado, 18 de junho de 2022

Como vencer o mau uso da tecnologia

    "E tu, Daniel, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará". Daniel 12.4. 
 
    Muito provavelmente esse tempo chegou. A tecnologia, com todo o seu aparato utilitário, pode ser bênção ou maldição. É dever de cada um de nós examinar tudo com sabedoria e só utilizar o que convém. O século XX trouxe ao mundo mais invenções e projetos tecnológicos do que qualquer outra época da História. Então, sem sombras de dúvidas, podemos estar vivendo o tempo que Deus mostrou ao profeta Daniel, isto é, o tempo do fim. 
 
    A tecnologia atingiu um ponto tão alto na evolução material, que a ciência vem sendo endeusada em todo mundo. Mas, e quanto a Igreja de Jesus Cristo? O que devemos fazer em relação a tecnologia? Como cristão, estamos inseridos na sociedade e não podemos viver de forma isolada. No entanto, por sermos cristãos, devemos saber usufruir da tecnologia de forma prudente e com sabedoria. Nem tudo nos convém. Como, então, evitar a má utilização da tecnologia? A Bíblia nos orienta em relação a isso. Vejamos: 
 
    1. Examinando tudo, mas só retendo o bem. "Examinai tudo. Retende o bem". 1 Tessalonicenses 5.21. Nesse versículo somos orientados a discernir a cultura de nosso tempo e retermos somente aquilo que é bom, santo e agradável, justo e útil para o nosso crescimento espiritual. Examinar fala de cuidado especial para saber discernir o que é proveitoso e eficaz. Temos a mente de Cristo e devemos buscar sempre a sabedoria do céu para vencermos as tentações. A vida moderna está vinculada à informação e à imagem. A cultura secular tornou-se mais visual do que dialógica, e a internet é uma das grandes representantes dessa nova cultura que une comunicação, tecnologia e representação gráfica. Por isso, o cuidado com o que vemos na internet é fundamental para mantermos uma vida espiritual nos princípios da Palavra de Deus. A concupiscência dos olhos nunca esteve tão poderosa como agora. Por isso, só pela misericórdia do Senhor para vencermos o mal. 
 
    2. Valorizando o que é correto. Devemos saber que nem tudo é imundície ou trevas nos meios de comunicação. Há muitas coisa útil, até mesmo para a a vida cristã. Na internet, por exemplo, há estudos bíblicos e mensagens que, antes, ficavam ao alcance apenas dos eruditos. Hinos são disponíveis em canais de vídeos e a Bíblia online pode ser acessada de qualquer aparelho de smartphones. Se soubermos utilizar, podemos sintonizar rádios cristãs com conteúdos espirituais saudáveis a nossa vida espiritual a todo instante. Por isso, precisamos examinar todas as coisas com muito cuidado e discernimento "E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo, e por meio de nós manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom perfume de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem." 2 Coríntios 2:14,15. 
 
    3. Avaliando aquilo que deve ocupar a nossa mente. "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." Filipenses 4:8. Aqui está o segredo para vencermos o mau uso da tecnologia. O problema não está nos aparelhos, seja de TV, rádio, computador ou smartphones, e sim, em nossa mente. Devemos ocupar nossa mente no que agrada a Deus. A pessoa pode ocupar o seu tempo lendo um texto bíblico, um livro com conteúdo espiritual, ouvindo belos hinos ou ficar vendo vídeos impróprios na internet. Isso é uma escolha do indivíduo. Quando colocamos em nós o propósito de servirmos a Deus fazemos a escolha certa. E, a Palavra de Deus nos orienta quanto a essa decisão: "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite." Salmos 1:1,2. Meditar na Palavra de Deus nos ajudará a vencermos o mau uso da tecnologia porque ela estará na nossa mente o tempo todo. 
 
    A tecnologia não é um fim, mas um meio a serviço do ser humano. Cabe aos cristãos discernir entre o bem e o mal. Tudo o que é útil e proveitoso, o Diabo tenta destruir, inclusive vidas. Porém, com o poder de Deus em nossas vidas, podemos vencer os desafios do mal "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." Filipenses 4:13. Que Deus em Cristo nos ajude nesses últimos dias da Igreja na face da Terra. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense