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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Navegar contra a corrente

    A corrente sempre parece convidativa. Ela conduz sem esforço, dispensa decisões difíceis e oferece a confortável sensação de estar acompanhado pela maioria. Quem segue o fluxo dificilmente é questionado, pois suas escolhas se confundem com as escolhas de todos. No entanto, a história demonstra que os maiores avanços da humanidade não nasceram daqueles que se deixaram levar pelas águas tranquilas, mas daqueles que ousaram remar na direção oposta. 
 
    Navegar contra a corrente é recusar a acomodação. É decidir que a verdade vale mais do que a conveniência, que os princípios são mais importantes do que a aprovação alheia e que o futuro merece mais atenção do que o conforto imediato. Essa decisão, porém, cobra um preço. Ela exige o espírito de aventura de quem aceita caminhar por territórios desconhecidos, onde não existem mapas prontos nem garantias de sucesso. Toda grande descoberta, seja científica, artística, espiritual ou pessoal, começou com alguém disposto a abandonar a segurança das margens. 
 
    Entretanto, o espírito aventureiro, por si só, não basta. É necessária coragem. Não a coragem da ausência do medo, mas a capacidade de continuar apesar dele. Navegar contra a corrente significa enfrentar críticas, incompreensões e, muitas vezes, a solidão. Há momentos em que o navegante olha ao redor e percebe que todos seguem em outra direção. É justamente nesses instantes que a coragem revela sua verdadeira natureza: permanecer fiel às próprias convicções quando seria muito mais fácil desistir. 
 
    Mas nem mesmo a coragem é suficiente se faltar perseverança. A corrente nunca cessa de empurrar para trás. Cada avanço exige esforço constante. Há dias em que o progresso parece invisível, e a tentação de abandonar o remo torna-se intensa. A perseverança é a virtude daqueles que compreendem que as grandes conquistas não são frutos de um único ato heroico, mas da soma de pequenos esforços repetidos diariamente. Ela transforma fracassos em aprendizado e obstáculos em degraus. 
 
    Ainda assim, existe uma força capaz de sustentar todas as outras: a paixão. É ela que dá sentido ao sacrifício. Quem ama profundamente uma causa, um sonho ou uma missão encontra energia onde outros enxergam apenas cansaço. A paixão não elimina as dificuldades, mas lhes confere significado. Ela lembra ao navegante por que vale a pena continuar remando quando os braços já parecem não responder. 
 
    Talvez por isso essas qualidades sejam descritas como "condições raras". Elas não são distribuídas igualmente nem surgem espontaneamente. São cultivadas ao longo da vida, por meio das escolhas que fazemos todos os dias. Cada vez que alguém prefere a honestidade à conveniência, a justiça ao interesse próprio, o estudo à ignorância, a esperança ao desânimo, fortalece em si mesmo a capacidade de desafiar a corrente. 
 
    A vida, afinal, sempre apresentará duas possibilidades: deixar-se conduzir pelo movimento coletivo ou assumir o risco de construir o próprio caminho. A primeira oferece tranquilidade imediata; a segunda, crescimento. A primeira preserva o presente; a segunda transforma o futuro. 
 
    Os rios sempre seguirão seu curso. As correntes continuarão empurrando para o caminho mais fácil. Mas são os raros navegantes que se atrevem a remar contra elas que descobrem novas terras, inspiram outras pessoas e deixam marcas que sobrevivem ao tempo. Afinal, não é a força da corrente que define o destino de uma embarcação, mas a firmeza das mãos que seguram o remo e a convicção daquele que sabe para onde deseja chegar. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 8 de junho de 2026

O misterioso cuidado de Deus

    Confiar em Deus é aceitar o mistério do cuidado que ultrapassa nossa lógica. É reconhecer que, embora sejamos finitos, há um olhar infinito que repousa sobre cada detalhe de nossa existência. 

    Não é uma confiança cega, mas uma abertura da alma: a consciência de que a vida não se sustenta apenas pela força humana, mas pela presença de um sentido maior que nos escapa. 

    A confiança em Deus não elimina a dor, mas dá a ela um horizonte. Não apaga as perguntas, mas oferece uma quietude capaz de sustentá-las. É a fé de que não somos fragmentos soltos no acaso, mas partes de uma trama onde cada fio é conhecido. 

    Assim, a confiança torna-se filosofia de vida: viver sem a necessidade de controlar tudo, sabendo que, mesmo no caos, existe uma ordem invisível. Uma ordem que não diminui nossa liberdade, mas que suaviza o peso da incerteza. 

    Confiar em Deus é, em última instância, aprender a repousar no indizível. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Gratidão pela inspiração

    Existe uma espécie de milagre silencioso em despertar todas as manhãs e ainda encontrar dentro de si alguma centelha de inspiração. A vida, mesmo quando atravessada por dores, perdas e inquietações, continua oferecendo pequenas revelações: a luz atravessando uma janela, uma lembrança inesperada, uma frase que nasce do nada e parece compreender aquilo que nem nós sabíamos sentir. A gratidão talvez comece justamente aí, não na perfeição da existência, mas na possibilidade contínua de perceber sentido mesmo entre as imperfeições. 
 
    Ser grato pela vida não significa ignorar o sofrimento. Significa reconhecer que, apesar dele, ainda somos capazes de criar, amar, pensar e sonhar. Há pessoas que atravessam anos difíceis e, ainda assim, encontram forças para escrever um poema, contemplar o céu ou estender a mão a alguém. A inspiração nasce muitas vezes dessas fissuras humanas. Ela não habita apenas os momentos felizes; também floresce na melancolia, na dúvida e no silêncio. 
 
    A inspiração é uma forma de resistência contra a indiferença do mundo. Quando alguém escreve, pinta, canta ou simplesmente observa a realidade com profundidade, está afirmando que a existência merece ser sentida intensamente. Por isso, agradecer pela inspiração é agradecer pela capacidade de ainda se emocionar diante da vida. É reconhecer que o espírito humano não vive apenas de sobrevivência, mas também de encantamento. 
 
    A gratidão mais sincera é aquela que compreende a fragilidade de tudo. O tempo passa, os dias mudam, as pessoas partem, mas enquanto houver consciência e sensibilidade, haverá também a chance de transformar experiências em significado. E isso já é, por si só, uma das maiores dádivas da existência. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 1 de março de 2026

Ao pensar sobre a vida eterna

    "Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" Marcos 8.36 
 
    Pensar a vida eterna como objetivo não é fugir da terra, é aprender a caminhar sobre ela sem se deixar possuir por ela. Quando a eternidade se torna horizonte, muita coisa perde o brilho. Aquilo que ontem parecia urgente revela-se apenas barulho. Aquilo que parecia indispensável mostra-se acessório. A vida eterna funciona como uma espécie de filtro invisível: ela separa o que é peso do que é propósito. 
 
    Vivemos acumulando: objetos, opiniões, mágoas, disputas, vaidades. Guardamos ressentimentos como se fossem tesouros. Defendemos posições como se delas dependesse nossa identidade. Mas quando olhamos para a vida sob a perspectiva do eterno, perguntamos: Isso atravessa o tempo? Isso edifica a alma? Isso me aproxima de Deus ou apenas alimenta meu ego? 
 
    Grande parte do que nos consome é lixo emocional e espiritual: comparações, invejas, excessos, distrações vazias. A eternidade nos convida a uma limpeza. Não uma limpeza superficial, mas uma purificação interior. É como abrir as janelas da alma e permitir que o vento de Deus leve o pó acumulado. Pensar no eterno não nos torna alienados, nos torna seletivos. Passamos a investir mais em caráter do que em aparência. Mais em fidelidade do que em aplauso. Mais em verdade do que em conveniência. 
 
    A perspectiva eterna também relativiza o sofrimento. Não elimina a dor, mas impede que ela se torne absoluta. O problema de hoje deixa de ser sentença final e passa a ser capítulo de uma história maior. A eternidade nos lembra que a vida não termina no que vemos. Talvez o maior lixo de todos seja viver como se tudo acabasse aqui. Quando vivemos apenas para o imediato, nos tornamos escravos do agora. Mas quando vivemos mirando o eterno, o agora ganha sentido. A eternidade não nos chama a desprezar a vida presente, ela nos chama a vivê-la com profundidade. 
 
    Quem vive para o eterno aprende a amar melhor, porque sabe que o amor é o que atravessa o tempo. Aprende a perdoar mais rápido, porque entende que mágoas não cabem na bagagem da alma. Aprende a escolher com mais consciência, porque sabe que cada escolha molda o ser que continuará além da morte. Pensar na vida eterna é aprender a viver leve. É entender que o essencial é invisível aos olhos, mas eterno no espírito. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Agradecer por uma vida inteira

    A pessoa satisfeita não é aquela a quem a vida poupou das contradições, mas a que aprendeu a degustá-las. Descobriu — às vezes cedo, às vezes tarde — que o doce sem amargo cansa, enjoa, se torna trivial. E que o amargo, sozinho, vira veneno. Satisfação não é o excesso de uma coisa, mas a medida possível entre duas. 
 
    Há quem confunda satisfação com triunfo ou plenitude permanente. Como se estar bem fosse um estado fixo, um degrau acima da turbulência humana. Mas quem viveu um pouco sabe que estar satisfeito é mais parecido com saber ouvir o chiado entre duas estações de rádio: não é perfeito, não é limpo, mas dá música. 
 
    Aceitar o amargo com o doce é reconhecer que as perdas, as frustrações, os acasos e os atrasos não são acidentes no percurso — são parte do gosto. O que amadurece uma pessoa não é a vitória em si, é o intervalo depois dela; não é o amor correspondido, mas o que sobra dele quando passa; não é a alegria pura, mas o que se aprende quando ela se mistura com cansaço e responsabilidade. 
 
    A satisfação não é um prêmio, é uma atitude. Uma disposição discreta de não exigir que o mundo seja sempre gentil para que a vida valha a pena. É saber que haverá dias de azedume e que, ainda assim, vale cultivar um pouco de doçura — porque o paladar também educa o espírito. Quem só quer o açúcar da existência provavelmente nunca entendeu seu sabor. Quem só coleciona amarguras, perde a graça de estar vivo. 
 
    Por isso, a pessoa satisfeita não celebra apenas o que deu certo; celebra também o que deu errado e, mesmo assim, ensinou. Sabe que o prato é completo quando traz contraste. E que a maturidade consiste menos em desejar uma vida perfeita e mais em agradecer por uma vida inteira — onde o amargo tempera, o doce reconforta e ambos, juntos, fazem sentido. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 3 de outubro de 2025

Não tenho medo do silêncio

    Não tenho medo do silêncio. Ele me ajuda a refletir sobre a vida e os acontecimentos. O silêncio me fala ao ouvido em sussurros esclarecedores. E eu vejo a luz da sabedoria além da escuridão deste mundo tenebroso. De uma coisa tenho certeza. O silêncio não comete erros. E o silêncio nos ensina lições preciosas de sabedoria. 
 
    Viver é a melhor coisa que existe. A vida nos proporciona momentos inesquecíveis e lembranças das quais nunca nos esqueceremos. Então, por que desperdiçar um segundo da vida fazendo coisas sem sentidos? Que cada um de nós possa saber escolher o melhor da vida para podermos fazermos a diferença neste mundo. Se cada um de nós escolher fazer o bem e praticar as virtudes, com certeza o mundo será um lugar melhor para viver. 
 
    Todas as vezes que busquei o conhecimento pelos meus esforços só encontrei canseira e fadiga no meu caminho. Quando permito ouvir o silêncio de Deus falando ao meu coração aprendo com esse silêncio e alcanço patamares por mim não esperado. Como diz Paulo, quando menino pensava como menino, mas agora devo pensar como adulto. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 9 de julho de 2025

O tempo das coisas

    Tudo na vida tem seu tempo certo, assim como o céu conhece a hora exata de escurecer e de clarear. As trevas não se apressam, nem a luz se adianta. A natureza ensina, em seu silêncio paciente, que há um ritmo para cada ciclo — e que tentar apressar o amanhecer é como gritar para o sol antes da hora. 
 
    Vivemos ansiosos por respostas, por resultados, por transformações. Mas o rio não corre mais rápido por causa da pressa do peixe, e a flor não desabrocha só porque o jardineiro insiste. Há um momento para semear e outro para colher. Um tempo de silêncio e um tempo de fala. Um tempo de espera e um tempo de agir. 
 
    A sabedoria da natureza nos convida a confiar. Quando entendemos que até a escuridão tem seu propósito — descansar, silenciar, renovar — aprendemos a respeitar as estações da alma. E quando a luz retorna, como sempre retorna, estamos mais prontos para acolhê-la. 
 
    Assim, viver em paz é aceitar o compasso da vida: saber que tudo floresce no tempo certo. Nem antes, nem depois. No tempo exato do coração da existência. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 26 de julho de 2024

Como deve um cristão ver os esportes/atletismo?

    O esporte é uma grande parte da vida de muitas pessoas, seja assistindo a eventos esportivos, levando seus filhos a treinos ou participando diretamente de esportes. 
 
    Esportes e competições atléticas são populares desde os tempos antigos. A Bíblia extrai várias analogias sobre a vida cristã do mundo dos esportes: 1 Coríntios 9:26 contém uma referência ao Boxe Sombra; o autor de Hebreus compara a vida cristã a uma corrida (Hebreus 12:1); e Paulo nos adverte: “Corram de tal maneira que ganhem o prêmio” (1 Coríntios 9:24). 
 
    Dado o uso positivo da Bíblia de analogias relacionadas a esportes, não pode haver nada inerentemente errado em assistir ou participar de eventos esportivos. Seguir o time de futebol favorito, jogar algumas partidas de golfe, assistir a uma partida de vôlei ou se inscrever no softball comunitário é algo que os cristãos podem fazer e curtir. Atletas e treinadores cristãos muitas vezes têm a oportunidade de usar sua proeminência nos esportes como uma plataforma para o avanço do evangelho. 
 
    Os cristãos que praticam esportes podem atestar os muitos benefícios que tal envolvimento pode proporcionar, incluindo a redução do estresse; controle de peso; camaradagem; e o desenvolvimento de habilidades de responsabilidade, liderança e comunicação, estabelecimento de metas e resolução de problemas. A resistência e a perseverança exigidas na competição atlética podem ser valiosas na construção e fortalecimento do caráter. 
 
    Um dos maiores benefícios de competir nos esportes é o desenvolvimento do autocontrole: “Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível” (1 Coríntios 9:25). No cadinho da ação competitiva, a presença de autocontrole — ou a falta dele — torna-se óbvia para todos os observadores. Alguns atletas (e fãs) lidam com as adversidades relacionadas ao jogo com graça e equilíbrio; outros derretem em uma birra adulta. O problema não é o esporte; é o caráter interior do atleta ou torcedor. De muitas maneiras, um evento esportivo oferece uma ocasião para testar o caráter de vencedores e perdedores. Atletas, treinadores e torcedores cristãos devem ser cheios do Espírito Santo e mostrar o fruto do Espírito, não importa onde estejam, seja na quadra, no campo ou no vestiário. 
 
    Como em todas as áreas da vida, devemos ter equilíbrio em relação ao nosso envolvimento no esporte. Devemos estabelecer prioridades. É fácil para um fã de esportes exagerar, comprometendo muito tempo, dinheiro e outros recursos no que deveria ser uma diversão. É fácil para um atleta que deseja ter sucesso dedicar uma quantidade excessiva de tempo e energia ao treinamento, negligenciando a família, os amigos ou a sua caminhada com Deus. A Bíblia nos ajuda a esclarecer as nossas prioridades: “Pois o exercício físico tem algum valor, mas a piedade tem valor para tudo, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de vir” (1 Timóteo 4:8). 
 
    O esporte é bom e benéfico quando mantido em perspectiva. Nunca se deve permitir que os esportes interrompam o tempo com Deus ou se tornem mais importantes do que buscar o reino e a justiça de Deus (Mateus 6:33). Os ídolos não devem fazer parte da vida cristã (1 João 5:21). E em tudo o que fazemos, dentro ou fora do campo, devemos fazer tudo para a glória de Deus (1 Coríntios 10:31). 
 

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

O Lazer e o Renascimento da Vida Sabática

    Os teólogos cristãos há muito têm afirmado que para que a vida atinja seu potencial espiritual pleno, deve ser vivida de maneira dialética e rítmica. O lazer e o trabalho merecem quantidades proporcionadas de tempo e energia. Deste modo a alma pode ser nutrida na contemplação e o corpo ocupado no trabalho. O trabalho não é o inimigo. O inimigo é um estilo de vida que revolve-se exclusivamente em torno do trabalho. A inteireza na vida vem de reconhecer e experimentar a interação dos ritmos de trabalho, descanso, adoração e divertimento. Surge o reconhecimento da capacidade deles revitalizarem-se uns aos outros quando lhes é dado o devido lugar. Uma volta aos ritmos do sábado tem implicações refrescantes para indivíduos, famílias e a sociedade, embora integrá-los com os padrões de vida agitados e destrutivos de fins do século XX venha a testar a resolução até do mais devoto”. 
 
(VOLF, M. Trabalho in PALMER, M. D. (Ed.) Panorama do Pensamento Cristão. 1 ed.; RJ: CPAD, 2001, p.272).

terça-feira, 17 de outubro de 2023

De agora em diante

    "há tempo para todo o propósito debaixo do céu." (Eclesiastes 3:1) 
 
    Você pode se decidir a praticamente qualquer coisa. Você pode decidir se vai estudar e o que quer estudar. Pode decidir se quer trabalhar e no que trabalhar. Você pode decidir a roupa que vai usar e o significado que ela tem para você. 
 
    Você pode decidir ir à igreja. Ou deixar de ir à igreja ou mudar de grupo dentro dela. Você pode decidir em que relacionamentos vale a pena investir e escolher deixar de se relacionar com quem não lhe interessa. Você pode decidir comprar ou vender, ou até dar o que tem. Você pode decidir os seus valores e a viver em conformidade com eles. 
 
    Mas tem uma coisa que você não consegue decidir. Você não consegue decidir parar o tempo para fazer o que você quer no tempo que você quer. Assim, você depende, como todas pessoas do mundo, da sabedoria de usar o tempo corretamente. 
 
    Isso parece um paradoxo em relação ao que Eclesiastes afirma pois ele diz que há tempo para tudo. A diferença é que nós olhamos para o tempo limitado pelo calendário e Eclesiastes olha da perspectiva da vida. Na vida vivida com sabedoria e planejamento todos os propósitos podem ser realizados, se respeitarmos os ciclos e mudanças que ela nos impõe como o próprio texto afirma na sequência. 
 
    Decidamos, então, de agora em diante, não apenas para o próximo ano, viver agradando Àquele que pode realizar em nós toda a Sua perfeita vontade aqui nesta terra assim como também nos dar a eternidade em Sua presença. 
 
Fonte: Vivendo a Palavra de Jesus

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

7 Conselhos para uma Vida bem sucedida

    "Disseram os discípulos dos profetas a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos contigo é estreito demais para nós. Vamos, pois, até ao Jordão, tomemos de lá, cada um de nós uma viga, e construamos um lugar em que habitemos. Respondeu ele: Ide. Disse um: Serve-te de ires com os teus servos. Ele tornou: Eu irei. E foi com eles. Chegados ao Jordão, cortaram madeira. Sucedeu que, enquanto um deles derribava um tronco, o machado caiu na água; ele gritou e disse: Ai! Meu senhor! Porque era emprestado. Perguntou o homem de Deus: Onde caiu? Mostrou-lhe ele o lugar. Então, Eliseu cortou um pau, e lançou-o ali, e fez flutuar o ferro, e disse: Levanta-o. Estendeu ele a mão e o tomou."   2 Reis 6:1-7 

    1-Então aprenda a ter visão de crescimento! 
    V. 1 Os seguidores de Eliseu tinham este tipo de visão. Eles iriam fazer ali uma pousada, ou um seminário, mas não se acomodaram com o espaço estreito que se colocava diante deles. Devemos sempre estar prontos para novos desafios. Devemos ter uma visão de crescimento constante:- Crescimento espiritual.- Crescimento familiar e social.- Crescimento financeiro e profissional.  

    2-Então faça a sua parte! 
    V. 2 Novamente os seguidores de Eliseu nos dão uma belíssima lição. Eles poderiam ficar eternamente esperando um mover de Deus para lhes preparar um lugar, porém eles mesmos foram pegar vigar, e trabalharam em prol de seus propósitos. Atualmente vemos muitos crentes que oram, mas não agem. Alguns acordam as 11 horas da manhã todos os dias, mas ficam orando pra Deus abrir a porta de emprego. Podemos lembrar do caso de Lázaro. Deus ressuscita o morto, mas quem remove a pedra somos nós Devemos aprender a fazer a nossa parte, e não ficar a vida toda esperando um milagre de Deus, sem contribuir com nossas atitudes. Deus aprecia trabalhadores ousados. 

    3-Obedeça as autoridades! 
    V. 2b Eles tiveram uma ideia tremenda, e poderiam até fazer uma "surpresinha" pra Eliseu. Mas agiram de forma correta, quando primeiramente submeteram a ideia ao seu líder. Muitos hoje vivem em uma vida sem leis, sem submissão, colocando seu ego como a única autoridade sobre sua vida. Para ter uma vida cristã bem sucedida precisamos obedecer as autoridades: - Devemos obedecer o Espírito Santo.- Devemos obedecer os nossos pastores.- Devemos obedecer nossos pais- Devemos obedecer os nossos patrões. - Devemos obedecer a lei.- Devemos obedecer a palavra de Deus.- Devemos a nossa consciência.  

    4-Aprenda a clamar pela pessoa certa! 
    V. 5. Ao cortar a árvore, o machado de um dos jovens caiu na água. Machado era lançamento tecnológico da época. Certamente custava caro, comprar outro. Era um momento desesperador, mas o jovem soube a quem recorrer. Recorreu a um profeta de Deus, cuja vida testificava o poder de Deus. O crente também tem momentos de dificuldades e crises, e deve aprender a buscar ajuda nos lugares certos. Em 2 Reis 4, vemos a história de uma mulher, cujo filho morreu, e alguns perguntavam para ela. Está tudo bem? Ela respondia: Sim, vai tudo bem. Tudo ia mal, seu filho acabara de morrer, mas ela sabia que não adiantava buscar ajuda de quem não poderia ajudá-la. Assim o crente bem sucedido deve agir. Buscar sempre solução na pessoa certa. Busque ajuda... - em Deus, primeiramente. Sempre conte para Deus os seus problemas, pois ele poderá te ajudar. - nos Seus profetas. Procure um lar espiritual, tenha um pastor para auxiliar sua vida. 

    5-Seja obediente! 
    V. 6. O jovem prontamente respondeu sem questionar. Se ele fosse como alguns crentes que eu conheço, iria dizer: "Porque eu tenho que dar esta informação... não vai adiantar falar mesmo"... Devemos ser obedientes, e seguir sempre a orientação dos que tem como nos ajudar. Se seu líder disse: vai pela direita,... não adianta ir pela esquerda, pois você vai se decepcionar. 

    6-Tenha sempre um outro machado! 
    V. 6b Eliseu cortou um pau e jogou na água. Ele não "quebrou" um pau, mas cortou... usou outro machado para cortar, certamente. Eu entendo aqui é que somos como machados... muitas vezes até caímos, e corremos o risco de nos perder definitivamente, mas se pudermos contar com outro machado, ou seja, outros irmãos, membros da igreja de Cristo, sempre teremos ajuda para nos levantar, até flutuar na presença de Deus. Não quero o seu mal, mas você é humano, corre riscos de quedas... mas caso você tenha uma queda, não desista... não abandone seus irmãos, não abandone a igreja de Cristo. Você está no lugar certo para se consertar, e certamente assim você terá uma vida cristã bem sucedida.  

    7-Flutue como o machado! 
    V. 6 Como disse anteriormente, você é como um machado nas mãos de Deus, mas sua natureza humana é inclinada para a carnalidade, para o pecado. Você é pesado e tende a afundar, mas com Deus você pode flutuar. Flutue na presença de Deus. Jesus passou por essa experiência... flutuou por cima das águas, assim como o machado, (Mateus 14.22-25). Mas, observe o texto citado em Mateus e você verá o que Jesus fazia antes de andar sobre o mar. Ele orava, esvaziava-se de si mesmo e enchia-se da presença do Espírito de Deus. Tenha uma vida de oração constante. 

    Conclusão: Seguindo as dicas acima, certamente você terá uma vida cristã bem sucedida na presença de Deus!