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domingo, 17 de maio de 2026

Religião: alento, castração ou realidade?

    A religião acompanha a humanidade desde os primeiros gestos de espanto diante do céu, da morte e do mistério. Antes mesmo da filosofia sistematizar perguntas e da ciência formular métodos, o ser humano já buscava algum sentido para o sofrimento, para o amor, para o tempo e para aquilo que escapa ao controle. Por isso, perguntar se a religião é um alento, uma castração ou uma realidade talvez seja perguntar, ao mesmo tempo, sobre a própria condição humana. 

    Como alento, a religião oferece abrigo. Em um mundo atravessado pela dor, pela perda e pela incerteza, ela constrói narrativas capazes de sustentar a esperança. Há pessoas que sobrevivem ao luto porque acreditam que a morte não é o fim. Há quem encontre forças para continuar vivendo porque sente que existe um propósito maior guiando sua existência. A oração, os rituais, os símbolos e a comunidade religiosa funcionam, muitas vezes, como uma espécie de refúgio espiritual contra o vazio. A religião, nesse sentido, não seria apenas crença, mas uma tentativa profundamente humana de suportar a fragilidade da vida. 

    Mas a religião também pode se tornar castração. Quando transforma perguntas em dogmas intocáveis, ela corre o risco de sufocar a liberdade do pensamento. Em muitos momentos da história, instituições religiosas condenaram o diferente, perseguiram ideias, controlaram corpos e impuseram culpas. O medo do pecado, da punição ou da exclusão pode produzir indivíduos incapazes de existir plenamente. A fé, quando instrumentalizada pelo poder, deixa de ser caminho de transcendência e passa a ser mecanismo de controle. Nesse aspecto, a religião pode limitar a autonomia humana ao exigir obediência absoluta em troca de salvação. 

    Entretanto, reduzir a religião apenas ao consolo ou à repressão talvez seja insuficiente. Para bilhões de pessoas, ela é uma realidade existencial. Não apenas uma teoria sobre Deus, mas uma experiência concreta do sagrado. Há algo na experiência religiosa que ultrapassa definições puramente racionais: o sentimento de transcendência, a sensação de presença, o silêncio de quem contempla o infinito e percebe que a vida não cabe inteiramente nas explicações materiais. Mesmo quem não acredita costuma reconhecer que a religião moldou civilizações, inspirou obras de arte, guerras, revoluções, músicas, poemas e formas de compreender o mundo. Ela é uma realidade histórica, cultural e subjetiva impossível de ignorar. 

    Talvez o grande problema não esteja na religião em si, mas na forma como ela é vivida. Uma religião sem reflexão pode gerar fanatismo; uma razão sem sensibilidade pode gerar vazio. O ser humano parece oscilar constantemente entre a necessidade de acreditar e a necessidade de questionar. E talvez seja justamente nessa tensão que reside a complexidade do fenômeno religioso. 

    No fundo, a religião revela algo essencial: o homem é um ser que procura sentido. Seja ajoelhado diante de um altar, seja em silêncio diante da imensidão do universo, existe dentro de nós uma inquietação que insiste em perguntar sobre aquilo que somos e sobre aquilo que transcende nossa própria existência. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 2 de agosto de 2025

O falso evangelho nosso de cada dia

    O cristianismo nasceu como um chamado à humildade, à alma quebrantada, à justiça invisível dos que não têm voz. O “evangelho” original, em sua essência, dizia que a glória verdadeira não está na opulência visível, mas na entrega silenciosa, no cuidado pelos marginalizados, na transformação interior. Quando o anúncio dessa Boa Nova começa a ser revestido de brilho, espetáculo e promessas de prosperidade como sinal de bênção automática, há um deslocamento: a mensagem deixa de servir à alma para servir à máquina do prestígio. 
 
    1. O falso evangelho e seu conteúdo distorcido 
 
    a) Prosperidade como medida de bênção 
    Uma das formas mais claras do desvio é a equação simplista: “riqueza material = bênção de Deus”. Isso transforma o evangelho em um sistema de mérito visível, em que o sofrimento, a pobreza ou a ausência de “sinais exteriores” viram supostas evidências de fracasso espiritual, em vez de realidades complexas que a fé deveria abraçar com compaixão. O sermão se torna uma vitrine de conquistas — carros, mansões, viagens — e o ouvinte é induzido a crer que a fé “funciona” se produzir esse tipo de resultado. 
 
    b) O espetáculo e a centralidade do eu 
    A ostentação de pregadores e cantores frequentemente desloca o foco: do Cristo crucificado para o “celebridade cristão”. O púlpito vira palco, o louvor vira performance, a adoração é mediada por imagens cuidadosamente curadas. A autenticidade se perde quando a aprovação humana (número de seguidores, aplausos, doações gigantescas) se torna o termômetro do “sucesso espiritual”. 
 
    c) Manipulação emocional e promessa de controle 
    Muitas vezes, o discurso se apoia em emoções intensas — choro, arrebatamento, “palavras proféticas” vagas — como prova de que algo “sagrado” está acontecendo, sem discernimento real. A fé é vendida como controle sobre Deus, em vez de abandono confiante a Ele. Quem questiona é sutilmente colocado como “falta de fé” ou inimigo da obra. 
 
    2. Causas do desvio 
 
    Comercialização da fé: Quando estruturas religiosas passam a depender de receitas massivas, cria-se incentivo para manter a audiência cativa com promessas fáceis e espetáculo. 
 
    Culto ao carisma e à persona: Líderes se tornam marcas, e a pressão por permanecer relevante impulsiona excessos visíveis. 
 
    Ignorância teológica: A falta de ensino profundo leva a interpretações superficiais, repetição de chavões e incapacidade de distinguir entre o essencial do cristianismo e acrescentamentos culturais. 
 
    Ansiedade existencial coletiva: A busca por resposta rápida a dores profundas torna as pessoas vulneráveis a soluções brilhantes e simplistas. 
 
    3. Consequências 
 
    Desilusão e desempoderamento espiritual: Quando a promessa de prosperidade falha, muitos se sentem abandonados ou culpados. 
 
    Ceticismo externo: O “evangelho da ostentação” cria uma imagem pública distorcida, afastando pessoas que poderiam buscar aquilo que é genuíno. 
 
    Destruição de comunidades: O foco em indivíduos “ungidos” em vez de corpo coletivo fragmenta e hierarquiza de forma tóxica. 
 
    Perda da cruz: O chamado ao sacrifício, à misericórdia e à vulnerabilidade é substituído por uma teologia do “conquistar e exibir”. 
 
    4. Sinais de um retorno à autenticidade 
 
    Humildade do líder: O servo que vive com simplicidade, que admite dúvidas, erros e não precisa se mostrar maior do que é. 
 
    Centralidade do outro: O cuidado com os pobres, a justiça social, o ouvir dos silenciados — não como programa de marketing, mas como expressão natural da fé. 
 
    Foco na formação interior: Ensino que molda caráter, não apenas emoções passageiras. 
 
    Transparência e prestação de contas: Finanças, decisões e autoridade sujeitas à comunidade, não a conselhos fechados ou “unções” intocáveis. 
 
    A cruz como núcleo: A mensagem de redenção que passa pela vulnerabilidade, rejeição e serviço, não pelo poder externo. 
 
    5. Como reagir / recuperar 
 
    Discernimento pessoal e comunitário: Estudar as Escrituras com espírito crítico e comunidade que não teme perguntar e confrontar. 
 
    Redefinir sucesso espiritual: Mudar os indicadores: fruto de caráter (amor, paciência, justiça) em vez de visibilidade ou acúmulo. 
 
    Promover lideranças sérias: Eleger e apoiar pessoas cuja vida testemunhe coerência entre pregação e prática. 
 
    Fazer perguntas saudáveis: “Isso glorifica a Deus ou a mim?” “Quem se beneficia com essa mensagem?” “Qual é o custo humano dessa ‘teologia’?” 
 
    Restaurar o ethos do serviço: Projetos simples de cuidado — alimentação, abrigo, escuta — como centro da expressão espiritual em vez do espetáculo. 
 
    O “falso evangelho” e a ostentação não são apenas erros estéticos; são desvios que reconfiguram o núcleo do cristianismo, transformando graça em transação, serviço em show e cruz em troféu. A recuperação passa por um retorno corajoso ao essencial: um Deus que se revela na fraqueza, uma fé que não se mede por vitrines, e discípulos que preferem ser servos esquecidos do que estrelas brilhando por um momento. A verdade cristã, quando reencontrada, não precisa de holofotes — ela ilumina quem se aproxima, mesmo nas sombras. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 16 de julho de 2025

A verdadeira religião

    “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo.” — Tiago 1:27 
 
    A Bíblia não define a verdadeira religião como um conjunto de rituais vazios, aparências ou discursos piedosos. Tiago, em sua carta direta e prática, afirma que a verdadeira religião é feita de ação compassiva e integridade moral. Deus não se impressiona com sacrifícios oferecidos por vaidade, mas se agrada daquele que age com justiça, ama a misericórdia e anda humildemente com Ele (Miquéias 6:8). 
 
    Cuidar dos órfãos e das viúvas não é apenas uma metáfora — é um chamado concreto. A fé que não se traduz em cuidado com o próximo é esté­ril. Jesus reforçou isso em Mateus 25:35-40, quando disse: “Estive com fome, e me destes de comer… o que fizestes a um dos meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” 
 
    Além da compaixão, Tiago nos lembra da pureza: guardar-se da corrupção do mundo. Não basta fazer o bem publicamente e alimentar vícios em secreto. A verdadeira religião é aquela que transforma o ser inteiro — mãos, boca e coração. 
 
    Jesus também criticou fortemente a religião hipócrita dos fariseus — que lavavam os corpos por fora, mas estavam sujos por dentro (Mateus 23:25-28). A religião verdadeira começa dentro, no coração, mas não termina ali. Ela se espalha pelos gestos, pelas escolhas, pela coragem de amar mesmo quando não há aplausos. 
 
    A verdadeira religião, à luz da Bíblia, não é construída por títulos, templos ou tradições humanas. Ela é vivida na entrega humilde, no serviço silencioso, na luta por justiça e na santidade do cotidiano. É uma fé que se ajoelha diante de Deus e se levanta para servir os que sofrem. Praticamente o oposto do que vemos nas igrejas hoje em dia.
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 1 de julho de 2024

As catacumbas de Roma

    As catacumbas de Roma são vastas redes subterrâneas de túneis e câmaras funerárias que datam dos primeiros séculos da era cristã. Elas serviam como locais de sepultamento para cristãos e judeus, especialmente durante os períodos de perseguição. As catacumbas forneciam um refúgio seguro para a prática da religião e a realização de ritos funerários em um período em que os cristãos eram perseguidos pelo Império Romano. 

    As perseguições aos cristãos ocorreram esporadicamente a partir do século I até o início do século IV, antes da conversão do imperador Constantino e a promulgação do Édito de Milão em 313, que legalizou o cristianismo. Durante essas perseguições, os cristãos eram alvo de discriminação, prisões, torturas e execuções. A prática do cristianismo era considerada uma ameaça ao culto aos deuses romanos e à autoridade do imperador. 

    As catacumbas, além de serem locais de sepultamento, também funcionavam como espaços de culto e reunião, onde os cristãos podiam adorar livremente, celebrar a Eucaristia e compartilhar suas crenças em segurança. Essas catacumbas foram gradualmente abandonadas após o cristianismo se tornar a religião dominante no Império Romano, mas permanecem até hoje como importantes sítios arqueológicos e testemunhos da fé e resistência dos primeiros cristãos. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 17 de março de 2024

Um alerta contra os falsos mestres

    A mensagem de hoje é um alerta. Uma percepção de coisas que acontecem a nossa volta no cotidiano de nossa existência que preciso falar. Não precisa concordar comigo sobre isso e, acredito que a maioria, não irá mesmo concordar. Não tem problema. É uma opinião sobre os falsos mestres e um falso evangelho sendo pregado e disseminado nos templos e, pior ainda, nas redes sociais. Vivemos momentos trágicos de disseminação de inverdades e mentiras nocivas para a alma humana e, infelizmente, milhares de pessoas compactua com essas atrocidades teológicas. 

    Pessoas com uma boa oratória e com discursos falaciosos tem feito um grande estrago na sociedade hodierna onde disseminam teorias e ideologias mentirosas sobre o evangelho de Cristo como se fossem verdades. Atraem milhares de seguidores com suas mentiras disfarçadas de verdade e arregimentam outras milhares com suas promessas de um evangelho fácil e recompensador. O que mais se ouve falar é de uma teologia da prosperidade, de bens materiais e vida superior. Para isso vale menosprezar aqueles que não compactuam com esse discurso. Se você não faz parte do "grupo", você não é "filho" de Deus e, portanto, não tem direito as riquezas da graça de Deus. São essas pessoas que escolhem quem vai ser salvo ou não. 

    Na verdade, o que se percebe é que esses falsos ensinadores que, infelizmente temos aos montes ocupando os altos cargos eclesiásticos, estão mais preocupados com os milagres do que com a verdade do Evangelho de Cristo. Distorcem a Bíblia a seu bel prazer e, com suas técnicas de persuasão, convencem as pessoas desses falsos discursos como se fossem verdadeiros. Lamentavelmente, muitas pessoas fazem o mesmo. Basta observar o número de cristãos na Igreja nos cultos de ensino e Escola Dominical. Um número ínfimo de pessoas. Sempre as mesmas. No entanto, se vem um pregador de fora ou um cantor ou cantora famosa, aí a coisa muda. Não há lugar no templo ou no ginásio. Estou falando mentiras? Só eu estou percebendo isso? 

    Nas redes sociais esses charlatões, professores de uma disciplina inexistente, têm milhares de adeptos, os ditos seguidores, que espalham essas mentiras como fogo em um canavial de palhas secas. Mandam compartilhar os vídeos e fake News com um ritual de convencimento assustador. Tempos trabalhosos esse que estamos vivendo. Onde podemos encontrar a verdade? Onde encontramos o verdadeiro evangelho de transformação do ser humano? São indagações que você pode me responder, caso saiba. 

    Esses lobos vestidos de ovelhas estão por todas as partes. Veja a proliferação de igrejas espalhadas por toda parte. Tem igrejas em todos os bairros. Principalmente nos mais pobres. Isso deve ser analisado. Por que os bairros mais pobres? Porque o discurso de prosperidade tem mais ênfase entre as pessoas mais pobres. Boa parte sendo usada pela sua falta de leitura e, consequentemente, conhecimento. Sem contar que a maioria das pessoas não gostam de ler. Sem leitura a pessoa está fadada a cair nas mentiras que ouvem por ai. 

    Pense comigo sobre isso e veja se estou equivocado em minha análise sobre a atual conjuntura religiosa que nos cerca. Caso discorde dos meus argumentos pode ficar a vontade para tecer os seus comentários. É uma análise que faço justamente por não estar preso aos ritos e dogmas de nenhuma religião e saber que boa parte das tragédias humanas estão ligadas as ideias religiosas. Boa parte do sangue derramado na história, principalmente sangue inocente, tem a ver com ideologias religiosas. Então, creio ser algo de que devemos falar. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 17 de dezembro de 2023

Planeta dos Macacos (1968) - Análise e Lições Importantes do Filme

    O Planeta dos Macacos (Planet of the Apes) é um filme de ficção científica lançado em 1968, dirigido por Franklin J. Schaffner e baseado no romance homônimo de Pierre Boulle. O filme é conhecido por sua trama intrigante, reviravoltas surpreendentes e mensagens sociais profundas. Aqui desenvolvo algumas análises e lições importantes do filme e deixo para que cada um tire suas próprias conclusões. 

    Crítica Social: 
    O filme faz uma crítica social ao examinar como as relações de poder e as hierarquias sociais se interagem. A sociedade dos macacos é uma inversão da sociedade humana, onde os macacos controla o sistema e as técnicas de controles não são controladores por amor, são por rede. Isso serve como uma reflexão sobre as injustiças social e a natureza da opressão. 

    Preconceito e Discriminação: 
    O filme aborda temas de preconceito e discriminação, já que os macacos tratam os humanos como seres inferiores. Essa dinâmica reflete as questões de discriminação racial e social presentes na sociedade humana. A mensagem é poderosa ao destacar como as sociedades podem ser intolerantes e injustas. 

    Exploração Científica e Ética: 
    A história também levanta questões éticas relacionadas à exploração científica. Os macacos estudam os humanos de maneira semelhante à forma como os humanos estudam outros animais. Isso suscita perguntas sobre os limites éticos da exploração e experimentação em busca de conhecimento. 

    Religião e Ciência: 
    O filme também aborda o conflito entre crenças religiosas e avanços científicos. Os macacos têm suas próprias crenças, enquanto os humanos, inicialmente, não são compreendidos e são vistos como uma anomalia pela sociedade macaca. Isso levanta questões sobre como as sociedades lidam com ideias que desafiam suas crenças estabelecidas. 

    Natureza Humana: 
    A reviravolta surpreendente no final do filme, quando o personagem principal descobre a verdade sobre o planeta, leva a uma reflexão profunda sobre a natureza humana. A ideia de que os humanos destruíram sua própria civilização ressoa com preocupações sobre a capacidade da humanidade de autodestruição. 

    Alegoria Política: 
    Muitos veem "O Planeta dos Macacos" como uma alegoria política, especialmente relacionada à Guerra Fria e às tensões globais da época. A representação de duas espécies diferentes competindo pelo poder e recursos reflete as lutas geopolíticas e ideológicas daquela época. 

    Ambiente e Sustentabilidade: 
    A revelação de que os humanos destruíram seu próprio planeta destaca as preocupações ambientais e a necessidade de preservação. A mensagem sugere que a exploração irresponsável dos recursos naturais pode levar à destruição. 

    Compreensão e Tolerância: 
    O filme destaca a importância da compreensão e tolerância entre diferentes grupos. A falta de comunicação entre humanos e macacos leva a mal-entendidos e conflitos. Isso serve como uma lição sobre a necessidade de superar diferenças e buscar entendimento mútuo. 

    O Planeta dos Macacos é mais do que apenas um filme de ficção científica; é uma obra que estimula a reflexão sobre questões profundas da sociedade, ética e natureza humana. Suas mensagens continuam a ressoar e são relevantes mesmo décadas após o lançamento. Recomendo não apenas assistir ao filme, bem como as suas 4 sequências e, melhor ainda, se puder ler o livro lançado em 1963. 

Análise: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 9 de dezembro de 2023

O Egípcio (1954) - Análise e importantes lições do filme

    "O Egípcio" é um filme estadunidense lançado em 1954, dirigido por Michael Curtiz e estrelado por Edmund Purdom, Victor Mature, Jean Simmons e Gene Tierney. O filme é uma produção histórica que se passa no Antigo Egito e aborda temas como religião, poder, amor e traição. Faço aqui uma análise sobre algumas das principais lições que podem ser extraídas dessa obra cinematográfica espetacular: 

    Conflito entre Deuses e Homens

    O filme aborda a crença religiosa no Antigo Egito, destacando o conflito entre os deuses e os mortais. Esse elemento oferece uma reflexão sobre como as crenças religiosas moldam a vida das pessoas e influenciam suas escolhas e ações. 

    Ambição e Poder

    A trama centraliza-se na ascensão ao poder do personagem principal, Sinuhe. Sua ambição e desejo por influência política e social levam a uma série de eventos que exploram os perigos e as consequências do desejo desenfreado pelo poder. 

    Amor e Traição

    O relacionamento entre Sinuhe e a personagem de Jean Simmons, Merit, destaca o papel do amor na vida das pessoas, mas também explora como a traição pode abalar e destruir os vínculos mais profundos. 

    Exploração da Ética Médica

    Sinuhe é inicialmente um estudante de medicina, e o filme oferece uma visão da prática médica no Antigo Egito. A trama apresenta dilemas éticos relacionados à prática médica, como a escolha entre salvar vidas e seguir os ditames morais. 

    Reflexão sobre a Morte e a Imortalidade

    Dada a ambientação no Antigo Egito, a morte e a busca pela imortalidade são temas centrais. O filme proporciona uma oportunidade para reflexões filosóficas sobre a mortalidade humana, as crenças sobre a vida após a morte e a busca pela eternidade. 

    Complexidade Moral

    "O Egípcio" não apresenta personagens unidimensionais. Cada protagonista possui nuances morais, e o filme retrata a complexidade das escolhas que enfrentam. Isso contribui para uma análise mais profunda das motivações e ações dos personagens. 

    Crítica à Hierarquia Social

    A sociedade egípcia antiga era altamente hierárquica, e o filme critica essa estrutura social, destacando as desigualdades e injustiças que ocorriam. Essa crítica pode ser extrapolada para questionamentos sobre hierarquias e estruturas sociais em diferentes contextos. 

    Desafios da Identidade Pessoal

    O personagem Sinuhe passa por uma jornada de autodescoberta, questionando sua identidade e suas escolhas ao longo do filme. Esse tema da busca pela identidade pessoal é universal e atemporal. 

    Em resumo, "O Egípcio" é mais do que um simples filme histórico. Ele oferece uma visão multifacetada da condição humana, explorando questões filosóficas e morais que continuam relevantes ao longo do tempo. As lições extraídas podem variar de acordo com a interpretação individual, mas a riqueza temática do filme fornece uma base sólida para reflexões profundas sobre a natureza humana e a sociedade. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 14 de novembro de 2023

A revanche de Deus

    A revanche de Deus é uma análise sociológica feita por Gilles Kepel sobre o crescimento das principais religiões no mundo a partir dos anos 70 com o declínio do comunismo e de outras ideologias socialistas. A partir de sua análise quero tecer algumas considerações. As três grandes religiões monoteístas – Islamismo, Cristianismo e Judaísmo – e mais o Hinduísmo e o Xintoísmo procuram, através de movimentos de renovação carismática, mostrar o mal-estar da civilização contemporânea após a morte das utopias terrenas que desmoronaram com o Marxismo. O que vem depois? 

    Duas coisas importantes podem ser pensadas neste contexto. Primeira é a “crise” do mundo. Por mais que existam pessoas vivendo em ricas mansões e luxuosos condomínios, a maioria da população do globo terrestre vive seus dias cercados de violência, miséria, insegurança e incertezas, frutos de uma economia falida e cruel que tira qualquer esperança de um futuro menos problemático. Com isso, a religião ganha espaço e mostra a necessidade, não física, mas espiritual do ser humano. 

    Em segundo lugar é preciso considerar que a igreja necessita de um novo estilo de liderança para atrair pessoas mais instruídas, menos acostumadas a obedecer sem perguntar e com maior liberdade de escolha. Na verdade, a nova liderança terá de saber persuadir, conquistar, não impor. 

    Ao longo da História surgiram muitas formas de manifestação religiosa. Algumas já desapareceram no tempo, outras modificaram e/ou inovaram seus rituais e outras surgiram com diferentes abordagens que conquistam fiéis pelo mundo. A crença em algum tipo de divindade e o sentimento religioso são fenômenos generalizados em todas as sociedades. 

    Então, a minha pergunta é a seguinte: onde fica o argumento destas pessoas que defendem a inexistência de Deus? Com qual argumento eles podem refutar a veracidade de que o ser humano busca em Deus a compreensão de seu propósito nesta vida. Por mais que o ser humano negue a existência de Deus, a realidade comprova que esse mesmo ser humano necessita de um contato com o seu Criador. O grande mal que atinge a humanidade é o afastamento dAquele que tudo pode e tudo fez para o bem estar dessa mesma humanidade. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 7 de agosto de 2023

A Religião é o ópio do povo

    A frase de Karl Marx, "a religião é o ópio do povo", é uma das suas afirmações mais conhecidas e controversas. Essa expressão foi mencionada no prefácio de sua obra "Crítica da Filosofia do Direito de Hegel", publicada em 1844. Nesse contexto, Marx estava se referindo ao papel da religião na sociedade e como ela pode influenciar as pessoas. 
 
    A metáfora do ópio é significativa, pois o ópio é uma substância que proporciona alívio momentâneo da dor e do sofrimento, mas também pode criar dependência e ilusões. Marx estava sugerindo que a religião pode funcionar de maneira semelhante. Em muitos casos, as crenças religiosas oferecem conforto emocional, esperança e uma sensação de significado para a vida, especialmente em momentos de dificuldade e incerteza. Ela pode servir como um refúgio para as pessoas em meio a adversidades e desafios, ajudando-as a enfrentar suas dificuldades cotidianas. 
 
    No entanto, Marx também aponta que a religião pode ser uma forma de alienação das massas. Ele argumentava que, ao concentrar as esperanças e aspirações em uma realidade transcendente, a religião poderia desviar a atenção das questões terrenas e das lutas sociais. Isso poderia manter as pessoas passivas diante das injustiças e da exploração social, aceitando a sua condição de forma resignada. Em certo sentido, a religião poderia ser utilizada como uma espécie de instrumento de controle das classes dominantes sobre os oprimidos. 
 
    Contudo, é importante contextualizar a afirmação de Marx no momento histórico em que foi proferida. No século XIX, a religião tinha um papel de destaque na organização da sociedade e frequentemente era utilizada como ferramenta de justificação das desigualdades sociais. A Igreja e as instituições religiosas detinham grande influência política e econômica, e isso certamente impactou o olhar crítico de Marx sobre o papel da religião na sociedade de sua época. 
 
    Hoje, muitas sociedades são mais pluralistas em relação às crenças religiosas, e as instituições religiosas podem desempenhar papéis diversos. A religião ainda desempenha um papel significativo na vida de muitas pessoas, fornecendo valores morais, orientação espiritual e um senso de comunidade. No entanto, o pensamento de Marx nos lembra da importância de manter uma abordagem crítica em relação a qualquer sistema de crenças ou ideologia que possa ser usado para justificar a exploração, a opressão ou a inação diante das desigualdades sociais. 
 
    Em última análise, a reflexão sobre a frase de Marx nos convida a examinar profundamente a função da religião em nossas vidas e na sociedade em que vivemos. Independentemente de sermos religiosos ou não, é fundamental questionar como nossas crenças influenciam nossas visões de mundo e nossas ações, bem como elas podem ser usadas ou manipuladas por outros atores sociais. A filosofia de Marx, assim como outras correntes de pensamento, nos lembra da importância de buscar a emancipação e a justiça social em busca de uma sociedade mais igualitária e humana. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 28 de abril de 2023

Qual será a religião mundial do fim dos tempos?

 
    A religião mundial descrita em Apocalipse 17:1-18 como "a grande meretriz" será parte do cenário dos últimos tempos. O termo meretriz é usado em todo o Antigo Testamento como uma metáfora da falsa religião. A verdadeira identidade dessa religião tem sido debatida durante séculos e tem resultado em uma série de diferentes pontos de vista entre os comentaristas e teólogos bíblicos. Existem argumentos convincentes de que essa religião mundial seja o catolicismo, o islamismo, o movimento da nova era ou alguma forma de religião nem sequer inventada ainda, e uma pesquisa na Internet produzirá muitas outras possibilidades e teorias. Não há dúvida de que algum tipo de religião mundial sob o falso profeta será uma parte do fim dos tempos, talvez composta de um número de diferentes religiões, seitas e ismos que existem hoje. 
 
    Apocalipse 17:1-18 nos dá várias características dessa religião mundial. A falsa religião dominará todos os "povos, multidões, nações e línguas" da terra (versículo 15), significando que terá autoridade universal, sem dúvida dada a ela pelo Anticristo, o qual governa o mundo naquele tempo. Os versículos 2-3 descrevem a meretriz como cometendo adultério com os "reis da terra", referindo-se à influência da falsa religião entre os governantes do mundo e pessoas influentes. A expressão "com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra" pode se referir àqueles que estão bêbados com o poder que recebem de adorar o deus falso desta religião, como Satanás frequentemente aprisiona aqueles que cobiçam poder. As alianças forjadas pela religião falsa unirão a igreja e o estado como nunca antes. 
 
    O versículo 6 descreve a meretriz como "embriagada com o sangue dos santos" e o sangue dos que testificam de Jesus. O assassinato de crentes durante a tribulação será parte do plano do Anticristo (Apocalipse 6:9). Muitos que se opõem à religião mundial serão decapitados (Apocalipse 20:4), e aqueles que se recusarem a adorar o Anticristo ao aceitar a sua marca não poderão comprar e vender, tornando a sobrevivência muito difícil (Apocalipse 13:16- 17). 
 
    Eventualmente, a meretriz perderá o favor com o Anticristo, o qual irá querer receber a adoração do mundo para si mesmo. Ele não compartilhará a adoração do mundo com os profetas e sacerdotes da falsa religião, por mais obsequiosos que sejam. Uma vez que o Anticristo ganhe a atenção do mundo pelo seu milagroso retorno dos mortos (Apocalipse 13: 3, 12, 14), ele se voltará contra o falso sistema religioso e o destruirá, estabelecendo-se como Deus. O engano, Jesus nos diz, será tão grande que, se fosse possível, até mesmo os eleitos cairiam nele (Mateus 24:24). 
 

sexta-feira, 3 de março de 2023

Qual será a religião mundial do fim dos tempos?

    A religião mundial descrita em Apocalipse 17:1-18 como "a grande meretriz" será parte do cenário dos últimos tempos. O termo meretriz é usado em todo o Antigo Testamento como uma metáfora da falsa religião. A verdadeira identidade dessa religião tem sido debatida durante séculos e tem resultado em uma série de diferentes pontos de vista entre os comentaristas e teólogos bíblicos. Existem argumentos convincentes de que essa religião mundial seja o catolicismo, o islamismo, o movimento da nova era ou alguma forma de religião nem sequer inventada ainda, e uma pesquisa na Internet produzirá muitas outras possibilidades e teorias. Não há dúvida de que algum tipo de religião mundial sob o falso profeta será uma parte do fim dos tempos, talvez composta de um número de diferentes religiões, seitas e ismos que existem hoje. 
 
    Apocalipse 17:1-18 nos dá várias características dessa religião mundial. A falsa religião dominará todos os "povos, multidões, nações e línguas" da terra (versículo 15), significando que terá autoridade universal, sem dúvida dada a ela pelo Anticristo, o qual governa o mundo naquele tempo. Os versículos 2-3 descrevem a meretriz como cometendo adultério com os "reis da terra", referindo-se à influência da falsa religião entre os governantes do mundo e pessoas influentes. A expressão "com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra" pode se referir àqueles que estão bêbados com o poder que recebem de adorar o deus falso desta religião, como Satanás frequentemente aprisiona aqueles que cobiçam poder. As alianças forjadas pela religião falsa unirão a igreja e o estado como nunca antes. 
 
    O versículo 6 descreve a meretriz como "embriagada com o sangue dos santos" e o sangue dos que testificam de Jesus. O assassinato de crentes durante a tribulação será parte do plano do Anticristo (Apocalipse 6:9). Muitos que se opõem à religião mundial serão decapitados (Apocalipse 20:4), e aqueles que se recusarem a adorar o Anticristo ao aceitar a sua marca não poderão comprar e vender, tornando a sobrevivência muito difícil (Apocalipse 13:16- 17) . 
 
    Eventualmente, a meretriz perderá o favor com o Anticristo, o qual irá querer receber a adoração do mundo para si mesmo. Ele não compartilhará a adoração do mundo com os profetas e sacerdotes da falsa religião, por mais obsequiosos que sejam. Uma vez que o Anticristo ganhe a atenção do mundo pelo seu milagroso retorno dos mortos (Apocalipse 13: 3, 12, 14), ele se voltará contra o falso sistema religioso e o destruirá, estabelecendo-se como Deus. O engano, Jesus nos diz, será tão grande que, se fosse possível, até mesmo os eleitos cairiam nele (Mateus 24:24). 
 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Religiosidade não significa espiritualidade

    O que será que está acontecendo? Cresce sobremaneira o interesse pela religião. Nunca se falou tanto em religião como nos dias atuais. Não são poucos os novos grupos religiosos, seitas e denominações em todo o mundo. O pior é observar que o mundo sobrevive às duras penas e o fenômeno religioso se contenta a oferecer pouquíssimas melhorias à nossa vida. Faz-se muito barulho; acontecem poucas mudanças. Além disso, verifica-se em alguns lugares o crescimento do ateísmo, com muitas expressões de negação da fé religiosa. Ambientes que anteriormente foram os berços originários da fé, tornaram-se frios, indiferentes e incrédulos. 

    Cresce a religiosidade; mas, também, cresce a "fé" nos artifícios e amuletos, na matéria e tecnologia, no dinheiro e no poder. Eis uma marca destacada deste tempo: superficialidade, alienação, ignorância. Isso porque, naturalmente, religiosidade não significa espiritualidade. Eis um problema bastante atual, que exige uma profunda reflexão de cada um de nós. Há uma grande carência de sintonia entre o que se fala e o que se vive. Falta, sobretudo, a busca por uma espiritualidade interior que nasce da intimidade do coração humano com o coração de Deus. Somente o trabalho da ação de Deus em nossa interioridade resultará em vidas comprometidas com os inúmeros desafios do Reino de Deus. 

    Precisamos analisar a nossa espiritualidade nestes tempos de tanta religiosidade e pouca fé. "Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!" Salmos 19:14. Meditar com profundidade na Palavra de Deus é uma forma eficaz de entendermos em que estágio dessa espiritualidade estamos. Somos nós apenas mero espectadores dos acontecimentos? Estamos nós de que lado da História? Ser religioso é uma coisa, ser cristão verdadeiro é outra bem diferente. Falar que Jesus salva é uma coisa, viver o que Ele nos ensinou é outra bem diferente. Não podemos viver uma vida cristã com máscaras ou com uma fé fingida. Diante dos outros agimos como santos, longe deles como profanos. Essa é a falsa espiritualidade. 

    Não podemos ser apenas mais um número em meio a grande multidão de seguidores de uma falsa religiosidade. Precisamos, sim, de um retorno aos princípios da Palavra e praticar uma vida cristã diária de piedade. Busquemos a Deus com um coração sincero e arrependido pelos nossos pecados. Afinal, é isso que fará a grande diferença no final. Muitos que gritam e professam o nome de Jesus hoje serão envergonhados naquele dia quando Ele mesmo disser: "não vos conheço". Esse é um chamado ao verdadeiro evangelho e a uma profunda espiritualidade onde Cristo é o nosso Senhor e Salvador. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Meditações do Poeta Cacerense XXVII

    1. Se Cristo comigo vai, eu irei. O quanto é bom confiar na misericórdia do Senhor. Não podemos andar sozinho neste mundo. Há perigos por todas as partes. Sozinhos seríamos devorados vivos pelos inimigos de nossas almas. Portanto, dependemos de Cristo. Precisamos, urgentemente, voltarmos para os pés do Senhor. Sem oração não conseguiremos. Sem Cristo não dá para seguir. Se Cristo comigo vai, eu irei. 

    2. As dificuldades pelas quais está passando não são para te matar. Deus está te dando experiência para conquistar algo ainda maior. Apenas creia na bondade de Deus, confie na sua misericórdia e creia no milagre que Ele tem para a sua vida. Você foi escolhido e separado para fazer uma grande obra neste mundo. Saiba você que o Senhor te ajuda nas aflições. Ele nunca te deixará só. 

    3. Deus não nos chamou para disputar com ninguém. Ele concede dons de acordo com a sua soberana vontade e usa quem Ele quer, da forma que Ele quer e onde Ele quer. Portanto, sempre que vier o pensamento de ser melhor do que o outro, repreenda esse desejo e entregue sua vida nas mãos do Senhor. Ele te usará de acordo com a sua vontade. 

    4. Quando você perceber que tem experiência com Deus a sua vida irá mudar radicalmente. Você irá descobrir que não depende de opinião de ninguém para seguir em frente porque nada no mundo interessa. Na nossa volta existem muitos que desejam ver a nossa queda e fracasso. No entanto, estando firme em Deus, a sua vida será diferente. Descubra o que Deus está fazendo em sua vida. Acalme o seu coração e confie inteiramente na soberania do Senhor. 

    5. Que o Senhor nos conceda inteligência e visão espiritual. Que abra os nossos olhos para enxergarmos o que ninguém mais está vendo. Que tenhamos discernimento, criatividade e iniciativa para fazer a diferença na obra de Deus. O Senhor conclama, nesses últimos dias, um exército de pessoas dispostas a fazer a sua obra. Mas, lembre-se que só Deus pode nos capacitar para essa grande obra. A sua realização e o sucesso da missão depende da inteira confiança no Senhor. 

    6. Aquele que leva a preciosa semente andando e chorando trará com alegria os seus molhos. Lá fora, no mundo que nos cerca, as pessoas discrimina os cristãos porque a sociedade é má e corrupta. É nesse contexto que devemos levar a verdadeira mensagem de transformação e libertação. Devemos estar prontos para levar uma mensagem de encorajamento e anunciar o juízo de Deus. A esperança é uma força que nos ajuda a superar todas as crises. 

    7. Quando caminhamos com Deus, as pessoas perceberão. Há uma grande diferença no caminhar do cristão dedicado ao Senhor. Se seguirmos os exemplos do Senhor Jesus, iremos, com certeza, ser diferentes nesse mundo perverso e cheio de abominações. Essa diferença há de destacar no modo de falar, de agir e de andar neste mundo. O verdadeiro cristão não anda segundo o conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores e nem se assenta na roda dos escarnecedores. O seu viver é exemplar porque ele é luz em meio a escuridão deste mundo. 

    8. A verdadeira liberdade se encontra em conhecer e servir a Cristo. O mundo oferece muitos caminhos ao conhecimento, mas tudo é passageiro e supérfluo. A sociedade muda e os contextos também. Uma geração vai e outra vem. Nada permanece para sempre e, ao mesmo tempo, nada muda debaixo do sol. A única saída para o ser humano é o conhecimento do Senhor Jesus. Ele é o Filho de Deus e a verdadeira liberdade. O segredo é conhecer e servir ao Senhor com dedicação e humildade. Estar pronto a ouvir a sua voz e obedecer os seus sábios conselhos. 

    9. O treinamento de Deus é planejado para aumentar a nossa fé. Estamos em uma caminhada rumo ao céu. No mundo teremos aflições e obstáculos que tentarão abalar a nossa fé em Deus. Provações virão de todos os lados. Tentações estarão em nossos caminhos de todas as formas. Portanto, para sermos fiéis a Deus é preciso confiarmos em sua graça. Sozinhos neste mundo não vamos a lugar nenhum. E, tudo isso faz parte de um treinamento. Deus estará sempre nos alertando para vivermos uma vida dentro de sua vontade. Todas as coisas contribuem para o nossa crescimento espiritual. 

    10. Somos uma joia preciosa aos olhos do Senhor. Há momentos na vida que iremos passar por momentos terríveis e, quase sempre, nestes momentos, temos a impressão de estarmos sozinhos no universo. No entanto, não estamos. Deus está sempre conosco. Ele cuida de cada detalhe da nossa vida. Ele se compadece do nosso sofrer. Mas, Ele sabe também, que precisamos passar pelo que passamos. Sem dor e sofrimento, muitos de nós esqueceríamos da existência de Deus. Portanto, saiba que, aos olhos do senhor, você é uma joia preciosa de infinito valor. 

    11. Há momentos de se estar a sós com Deus. E esses momentos não podem ser desfeitos e nem negligenciados. Não há nada mais importante em sua vida do que os momentos em que passa a sós com Deus. Quanto mais você se aproxima de Deus, mais Ele se aproxima de você. É como o imã. E não há melhor sensação nesta vida do que a sublime presença de Deus. A nossa alma tem sede de Deus. Ele é a nossa fonte inesgotável de paz e alegria. Mesmo nos momentos mais difíceis da vida, se estiveres próximo de Deus, sentirás o seu amor derramado em seu coração. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

A profanação do sagrado em nossos templos

    A grande Babilônia já se entronizou nos nossos templos. Púlpitos se tornaram palanques eleitoreiros onde sobe todo tipo de abominações. Pés que propagam a violência e profere mentiras estão subindo ao altar, outrora consagrado somente a Deus. Adoradores aplaudem e exaltam a criatura, o mito, em detrimento de Jesus. O fanatismo, o extremismo e o totalitarismo é visivelmente dominante nestes ambientes. Não se fala em Jesus como Senhor e Salvador, mas proclamam a salvação em um simples mortal, mais pecador do que qualquer um outro. Propagam-se mentiras o tempo todo. Aterrorizam àqueles que pensam o contrário da ideologia imposta por alguns líderes que acreditam ser "enviados de Deus" na missão de eleger um homem. 

    O sistema político de manipulação atrelou-se com a religião e domina as nossas reuniões. Há uma verdadeira "cruzada" na luta para vencer o "mal". A GRANDE BABILÔNIA, A MÃE DAS PROSTITUIÇÕES E ABOMINAÇÕES DA TERRA já opera entre nós. O Bezerro de Ouro está sendo adorado em nossos cultos e fiéis defendem mais o "Inominável" do que o verdadeiro Senhor da Igreja, Jesus Cristo. 

    O Evangelho tornou-se escárnio para a população que não sabe mais diferenciar os ensinos de Jesus porque não vê isso em seus seguidores. Se o evangelho ensina o amor ao próximo, por que pregam o ódio aos que pensam contrário? Se o evangelho diz que é bem-aventurado os pacificadores, por que pregam o armamentismo como solução? Se o evangelho ensina o respeito as autoridades, por que o xingamento ao adversário político? Não faz sentido algum. 

    No entanto, o pior de tudo isso é a profanação do sagrado em nossos templos. Alguns líderes abriram suas igrejas para os políticos fazerem delas seus ninhos. Em vez de reuniões de consagração a Deus, fazem reuniões para montarem estratégias políticas. Vociferam ódio em suas pregações. Disseminam mentiras em suas redes sociais e seus seguidores, mais cegos do que eles, espalham as fake news sem saberem que são como palhas espalhadas ao vento. A verdade é que a idolatria leva o ser humano, e até mesmo uma nação, à ruína moral e espiritual. 

    Alguns de nossos púlpitos foram violados pela grande Babilônia, pela política, pela exaltação à imagem de um homem que usa o nome de Deus em vão. O mito é ovacionado, cultuado como se fosse um novo "messias". A idolatria é patente aos olhos de todos. Até quando? A idolatria provoca ciúme de Deus pelo seu povo. A afronta maior a Deus é o fato de elas serem praticadas na Casa de Deus. Enquanto filhos de Deus não podemos compactuar com tais práticas. Não podemos permitir que a Casa do Senhor seja profanada dessa forma. 

    Oremos para que Deus expurgue de nosso meio toda essa apostasia. Que os lobos em pele de cordeiros sejam desmascarados e arrancados como o joio do meio do trigo. Que o Senhor tenha misericórdia de cada um de nós. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 14 de maio de 2022

A religião é a causa da maioria das guerras?

 

    Com certeza muitos conflitos ao longo da história têm sido ostensivamente por motivos religiosos, com muitas religiões diferentes envolvidas. Por exemplo, no Cristianismo, tem havido (só para citar algumas):

• As Cruzadas - Uma série de campanhas entre os séculos XI e XIII, com o objetivo declarado de reconquistar a Terra Santa dos invasores muçulmanos e vir em auxílio do Império Bizantino.

• As Guerras Religiosas Francesas - Uma sucessão de guerras na França durante o século 16 entre os católicos e os protestantes huguenotes.

• A Guerra dos Trinta Anos - Outra guerra entre católicos e protestantes durante o século 17 no território que é hoje a Alemanha.

    Esta lista não é de forma alguma exaustiva. Além disso, pode-se adicionar a Rebelião Taiping e o Conflito da Irlanda do Norte. O Cristianismo tem certamente sido um fator em muitos conflitos ao longo de sua história de 2.000 anos.

    No Islã, vemos o conceito de jihad, ou "guerra santa." A palavra jihad significa, literalmente, "luta", mas o conceito tem sido usado para descrever a guerra na expansão e defesa do território islâmico. A guerra quase contínua no Oriente Médio ao longo do último meio século certamente tem contribuído para a ideia de que a religião é a causa de muitas guerras. Os ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos têm sido vistos como uma jihad contra o "Grande Satã" América, que, aos olhos muçulmanos, é quase sinônimo do Cristianismo. No Judaísmo, as guerras de conquista narradas no Antigo Testamento (em especial o livro de Josué), sob o comando de Deus, conquistaram a Terra Prometida.

    O ponto é bem óbvio de que a religião tem certamente exercido um papel significativo em grande parte do combate na história humana. No entanto, isso prova a afirmação feita pelos críticos da religião de que a própria religião é a causa da guerra? A resposta é "sim" e "não". "Sim" no sentido de que, como uma causa secundária, a religião, pelo menos na superfície, tem sido o ímpeto por trás de muitos conflitos. No entanto, a resposta é "não" no sentido de que a religião não é a causa principal da guerra.

    Para demonstrar isso, vamos examinar o século 20. De acordo com todos os registros, o século 20 foi um dos séculos mais sangrentos da história da humanidade. Duas grandes guerras mundiais, que nada tinham a ver com a religião, o Holocausto judeu e as revoluções comunistas na Rússia, China, Sudeste da Ásia e Cuba, foram responsáveis por cerca de 50-70 milhões de mortes (alguns estimam bem perto de 100 milhões). A única coisa que esses conflitos e genocídios têm em comum é o fato de que eram de natureza ideológica e não religiosa. Poderíamos facilmente argumentar que mais pessoas morreram ao longo da história humana devido à ideologia do que à religião. A ideologia comunista exige governar sobre os outros. A ideologia nazista exige a eliminação de raças "inferiores". Essas duas ideologias, quando combinadas, são responsáveis pela morte de milhões de pessoas e a religião não tem nada a ver. Na verdade, o comunismo é, por definição, uma ideologia ateísta.

    A religião e ideologia são as duas causas secundárias para a guerra. No entanto, a principal causa para toda guerra é o pecado. Considere as seguintes passagens:

    “De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres” (Tiago 4:1-3).

    “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mateus 15:19).

    “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9).

    “Viu o SENHOR que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração” (Gênesis 6:5).

    Qual é o testemunho da Escritura quanto à principal causa da guerra? É os nossos corações maus. A religião e ideologia são simplesmente os meios através dos quais exercitamos a maldade em nossos corações. Pensar, como muitos ateus sinceros fazem, que se pudermos de alguma forma retirar a nossa "nada prática necessidade para a religião", poderemos de alguma forma criar uma sociedade mais pacífica, é ter uma visão equivocada da natureza humana. O testemunho da história humana é que se removermos a religião, outra coisa tomará o seu lugar, e esse algo nunca é positivo. A realidade é que a verdadeira religião mantém a humanidade caída em certa ordem; sem ela, a maldade e o pecado reinariam de modo supremo.

    Mesmo com a influência da verdadeira religião, o Cristianismo, nunca teremos paz na era atual. Nunca há um dia sem algum conflito em algum lugar do mundo. A única cura para a guerra é o Príncipe da Paz, Jesus Cristo! Quando Cristo retornar assim como prometeu, Ele vai dar um fim a essa era atual e estabelecer a paz eterna:

    “Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra” (Isaías 2:4).

Fonte:  www.GotQuestions.org

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

As doenças do nosso século (Parte III)

 

Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos(2Tm 3.1).

DOENÇAS NA ÁREA RELIGIOSA

    O pecado prejudicou o relacionamento do homem consigo, com os outros e com Deus. Neste século perverso os principais pecados contra Deus são:

    1) Blasfêmia e Irreverência. Os blasfemos são os que difamam a honra alheia. Há os que ultrajam a glória de Deus (Lv 24.16; Mt 12.22-32; 15.19; Mc 3.28,29), e aqueles que difamam o comportamento religioso do cristão e a doutrina (At 26.9-11; 1Tm 6.1; Tg 2.6,7). Não devemos, porém, dar motivos para os ímpios blasfemarem contra o Senhor e o Evangelho (2Sm 12.14; 1Tm 6.1). Os blasfemos também são irreverentes. O termo “irreverente” significa “ímpio” ou “sem respeito pelo sagrado”. No final dos tempos os homens se afastarão de Deus a ponto de perderem o respeito pelas coisas santas. Lamentavelmente, a pior profanação, algumas vezes, manifesta-se na Casa de Deus, com a falta de sinceridade e irreverência durante o culto divino (Sl 93.5; Is 56.7; Mc 11.17).

    2) Apego aos prazeres mundanos. A Bíblia vaticina que nos últimos dias os homens viverão em função do aprazimento deste mundo (Lc 12.19), isto é, serão “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”. O estilo de vida mundano, chamado atualmente de hedonismo, prega que o principal alvo da vida humana é a obtenção do prazer, a fim de evitar a dor e o sofrimento (Pv 21.17; 2Pe 2.13). Porém, a Palavra de Deus nos assevera: “glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co 6.20).

Resumo

    Os principais pecados contra Deus, praticados por esse século vil, são: blasfêmia, irreverência e apego aos prazeres mundanos.

 

Fonte: Lições Bíblicas CPAD 3º Trimestre de 2008.

Leia a Parte I http://meutestemunhovivo.blogspot.com/2022/01/as-doencas-do-nosso-seculo-parte-i.html

Leia a Parte II  http://meutestemunhovivo.blogspot.com/2022/01/as-doencas-do-nosso-seculo-parte-ii.html