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sexta-feira, 9 de agosto de 2024

O que significa a perfeição na Bíblia?

    O significado de perfeição na Bíblia refere-se a um estado de plenitude ou integridade absoluta. A perfeição bíblica implica estar livre de falhas, defeitos ou deficiências. No Novo Testamento, o termo grego para "perfeição" também pode ser traduzido como "maturidade". A Bíblia expressa perfeição em pelo menos três contextos diferentes: a perfeição de Deus, a perfeição de Cristo e a perfeição dos seres humanos. 
 
    A perfeição absoluta é uma qualidade que só pertence a Deus. No entanto, somente em Mateus 5:48 a Bíblia afirma explicitamente que Deus é perfeito por natureza: "Portanto, sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu." Visto que Deus é o ser perfeito, tudo o que faz é perfeito: "Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo. Deus é fidelidade, e nele não há injustiça; é justo e reto" (Deuteronômio 32:4). O Seu conhecimento é perfeito (Jó 37:16). O Seu caminho é perfeito, e a Sua Palavra é infalível: "O caminho de Deus é perfeito; a palavra do Senhor é confiável; ele é escudo para todos os que nele se refugiam" (Salmo 18:30). As leis de Deus também são perfeitas (Salmos 19:7; Tiago 1:25). O apóstolo Paulo descreve a vontade de Deus como perfeita: “E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2). 
 
    Em Hebreus 2:10, a Escritura diz que Jesus foi aperfeiçoado por meio do sofrimento: "Porque convinha que Deus, por causa de quem e por meio de quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles." 
 
    Como Deus encarnado, Jesus já era moralmente perfeito. O sofrimento e a morte de Cristo o tornaram "perfeito" para que Ele pudesse servir como o impecável Sumo Sacerdote para o povo de Deus (Hebreus 7:28). Somente por meio do sofrimento na cruz Cristo foi capaz de realizar a obra da redenção e se tornar o Salvador perfeito, completo e eficaz de Seu povo (Hebreus 5:9). Jesus foi o exemplo perfeito do que significa viver em obediência à vontade do Pai. 
 
    Como lemos em Mateus 5:48, os filhos de Deus são chamados para serem perfeitos. Isso não significa que os seres humanos possam alcançar a mesma perfeição sagrada de Deus, pois somente Ele é santo (Isaías 6:3; Salmo 99:9; Êxodo 15:11). O chamado para ser perfeito é o que o apóstolo Paulo quis dizer quando afirmou: "Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados" (Efésios 5:1). Assim como os filhos tendem a imitar seus pais, os filhos de Deus devem imitar o seu Senhor e refletir a Sua perfeição na maneira como vivem. 
 
    A ideia de maturidade espiritual está intimamente relacionada com a palavra perfeição na Bíblia. Os seres humanos não são perfeitos, embora os discípulos de Cristo sejam exortados a buscar a perfeição: “Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que vocês sejam perfeitos e íntegros, sem que lhes falte nada” (Tiago 1:4). Paulo disse que ainda não havia alcançado a perfeição, mas que havia feito dela seu objetivo: "Não que eu já tenha recebido isso ou já tenha obtido a perfeição, mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus" (Filipenses 3:12). Paulo sabia que a perfeição para os crentes só seria alcançada na outra vida (versículos 13-21). 
 
    A perfeição é um dom que os seres humanos recebem através do sacrifício de Jesus Cristo: "Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, para exercer o serviço sagrado e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados. Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados" (Hebreus 10:10-14). 
 
    Outro versículo que é chave para entender a perfeição em relação à vida cristã é 2 Coríntios 12:9: “Então ele me disse: ‘A minha graça é o que basta para você, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.’ De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.” Pela graça que Deus nos oferece em Jesus Cristo, os cristãos são aperfeiçoados na fraqueza; ao compartilhar os sofrimentos de Jesus Cristo, eles são conformados à Sua imagem (Mateus 5:10-12; 1 Pedro 2:19-25; 3:14; 4:12-19). 
 

domingo, 31 de março de 2024

Já ressuscitou

    "Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia". Mateus 28.6 

    A ressurreição de Jesus Cristo é uma mensagem de esperança e redenção que ressoa através dos séculos. Ela simboliza a vitória sobre o pecado e a morte, oferecendo a promessa de vida eterna para todos os que creem. Através da ressurreição, somos lembrados do amor incondicional de Deus e da sua capacidade de transformar até mesmo as situações mais sombrias em triunfo. 

    Que neste tempo de Páscoa, possamos refletir sobre o significado profundo da ressurreição de Jesus. Que possamos encontrar conforto na certeza de que, assim como Ele ressuscitou, também podemos encontrar renovação e esperança em nossas próprias vidas. Que a mensagem da Páscoa nos inspire a viver com fé, amor e compaixão, espalhando a luz e a alegria que emanam da ressurreição de Cristo para todos ao nosso redor. 

    Que a paz e a bênção da ressurreição estejam com você e com todos os seus entes queridos neste tempo sagrado. Amém. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 12 de setembro de 2023

De que se queixa o homem vivente? - (Uma breve análise sobre o sofrimento)

    É impossível encontrar um ser humano que não passe por dificuldades nesta vida. Por mais posses que tenha uma angústia sempre toma conta do coração humano. O sofrimento é patente em diversos lugares e com milhares de pessoas todos os dias. Alguns colocam a culpa em Deus pelo sofrimento humano. Mas, tem fundamento isso? Logicamente que não. Quem é responsável pelo sofrimento é o próprio homem que um dia se afastou dos caminhos de Deus. Vamos culpar, então, Adão? Não. Ele teve o castigo que merecia. Nós somos responsáveis pelo que sofremos. Colhemos o que plantamos. O que acontece é que são poucos os que reconhecem isso. Uma das perguntas clássicas da Bíblia nos revela o profundo dessa questão. 

    “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados”. Lamentações 3. 39. 

    Quando distanciamos dos caminhos de Deus sofremos as consequências de nossas escolhas. Mas, alguém questiona: tem pessoas boas que sofrem muito e pessoas más que não sofrem. Esse foi um dos maiores dilemas na vida de Asafe. Ele questionou a prosperidade dos ímpios, mas Deus o fez entender que é uma falsa prosperidade. O que o ser humano tem de mais valioso é sua alma e essa não se satisfaz com riquezas materiais. Necessita de algo que só Deus é capaz de preencher. Por isso vemos, constantemente, pessoas aparentemente bem sucedidas tirando a própria vida. Isso porque falta a paz interior que só o Senhor Jesus Cristo pode proporcionar. 

    O Profeta Jeremias faz o questionamento: de que se queixa, pois, o homem vivente? Constantemente vemos pessoas reclamarem de sua situação, seus sofrimentos, suas mazelas. Reclamam e buscam culpar os outros. Culpa a Deus, aos amigos, as outras pessoas, o governo, o diabo, enfim, só se esquece que o responsável pelo sofrimento é o próprio ser humano. Ao desviarmos do propósito estabelecido por Deus encontramos o sofrimento. Uma angústia, uma tristeza, uma dor que muitas vezes parece insuportável. Por que isso acontece? O próprio Jeremias nos dá uma resposta. 

    “A tua malícia te castigará, e as tuas apostasias te repreenderão; sabe, pois, e vê, que mau e quão amargo é deixares ao Senhor, teu Deus, e não teres o meu temor contigo, diz o Senhor JEOVÁ dos Exércitos”. Jeremias 2. 19. 

    O sofrimento humano é causado por causa do desvio ao caminho do Senhor. A Bíblia diz que até mesmo a natureza geme por causa do pecado. Imagina, então, o ser humano. Colhemos os frutos do que semeamos e ainda reclamamos por estar na situação que estamos. O mundo está um caos e tudo isso é responsabilidade do próprio homem e sua ganância insaciável. Não podemos simplesmente jogar a culpa em Deus pelos trágicos acontecimentos a nossa volta. É fácil apontar o dedo e culpar os outros, mas o certo é nos responsabilizarmos pelo que acontece conosco. Davi reconheceu isso. 

    “Porque males sem números me têm rodeado; as minhas iniquidades me prenderam, de modo que não posso olhar para cima; são mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça, pelo que desfalece o meu coração”. Salmos 40. 12. 

    O sofrimento que passava neste momento não era pequeno. Uma angústia terrível tinha se abatido sobre sua alma. Mas, ele reconhecia que era por culpa de seu pecado e seu distanciamento dos caminhos de Deus. Quando isso acontece, o Senhor nos ajuda e nos orienta em meio ao nosso sofrimento. Ele nunca nos abandona. No entanto, não adianta fazer sacrifícios e oferendas sem sentidos para Deus. O que importa é ter um coração arrependido e sincero diante dele. Não sofremos o tanto que merecemos. Lembra-se de que Jesus sofreu pelos pecadores mesmo não tendo pecado. Tudo isso Ele fez por amor a nós. Davi, então, nos orienta com relação ao que Deus quer de cada um de nós. 

    “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. Salmos 51. 17. 

    Quando se fala em sofrimento não podemos deixar de lembrar os sofrimentos de Jesus pela humanidade. Sim. Ele não tinha pecado, no entanto, levava sobre si os pecados de todos nós. O salmista Davi também sofreu muito. E, os sofrimentos de Davi prefiguram os sofrimentos de Cristo. 

    “Bem conheces a minha afronta, e a minha vergonha, e a minha confusão; diante de ti estão todos os meus adversários. Afrontas me quebrantaram o coração, e estou fraquíssimo; esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum; e por consoladores, mas não os achei. Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre”. Salmos 69. 19-21. 

    Não há maior sofrimento do que esse. Jesus passou por tudo isso por amor a nós. Por isso, não há razão para nos queixarmos dos nossos sofrimentos. Sofremos porque distanciamos dos caminhos do Senhor. Mas, existe um consolo para todos aqueles que aceitam a Jesus como Salvador e Senhor. Ele promete estar com os seus filhos todos os dias até a consumação dos séculos. Ele diz: 

    “Tenho vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. João 16. 33. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Lições que aprendemos com a viúva de Naim

    "E aconteceu, pouco depois, ir ele à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão. E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe. E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo. E correu dele esta fama por toda a Judeia e por toda a terra circunvizinha." Lucas 7:11-17 

    A história da viúva de Naim é um relato poderoso que destaca a compaixão e o poder transformador de Cristo. Nesse episódio, Jesus está se aproximando da cidade de Naim, onde se depara com um cortejo fúnebre liderado por uma viúva que havia perdido seu único filho, tornando sua situação ainda mais desesperadora. 

    A viúva de Naim representa a tristeza e o desamparo que muitas pessoas enfrentam em momentos de luto e sofrimento. Naquela época, as viúvas eram especialmente vulneráveis na sociedade, pois perder o marido significava perder proteção e sustento financeiro. A morte de seu filho, além disso, era uma tragédia inimaginável, trazendo consigo uma sensação de perda e solidão devastadoras. 

    O encontro com Cristo na história é uma imagem poderosa da intervenção divina nas vidas humanas. Ao ver a viúva enlutada, Jesus é profundamente tocado pela sua dor e sofrimento. Ele demonstra compaixão genuína e se aproxima dela, oferecendo palavras de conforto e esperança. E, com um ato miraculoso, Ele restaura a vida do filho morto, devolvendo-o à mãe. 

    Essa ressurreição milagrosa simboliza o poder de Cristo para superar a morte e trazer vida nova. Além disso, mostra que Jesus não apenas compreende o sofrimento humano, mas também está disposto a agir para aliviá-lo. Esse episódio revela que o coração de Deus está sempre aberto para aqueles que sofrem, e Ele é capaz de transformar até mesmo as situações mais sombrias em esperança e renovação. 

    Ao refletirmos sobre essa história, somos convidados a encontrar significado em nossas próprias experiências de perda e sofrimento. A viúva de Naim nos lembra que, mesmo nos momentos mais difíceis, não estamos sozinhos. A presença compassiva de Cristo nos envolve e oferece a promessa de que Ele é capaz de trazer vida onde havia desolação. 

    Por fim, a história da viúva de Naim e seu encontro com Cristo nos lembra de buscar consolo na fé, sabendo que o amor e o cuidado de Deus estão sempre disponíveis para nos sustentar em nossas fraquezas e dificuldades. E assim, como a viúva, podemos encontrar esperança na ressurreição da vida, mesmo diante das circunstâncias mais desafiadoras. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 12 de junho de 2023

O que é o sacramento católico da Santa Eucaristia?

    Para os católicos, a Santa Eucaristia ou Missa Católica é considerada a mais importante e mais alta forma de oração. De fato, ir à missa é uma obrigação, sob pena de pecado mortal, a cada domingo e em outros Dias Santos de Obrigação. A Missa é dividida em duas partes: a Liturgia da Palavra e a Liturgia da Eucaristia. A Liturgia da Palavra consiste em duas leituras (uma do Velho Testamento e uma do Novo Testamento), o Salmo Responsorial, a leitura do Evangelho, a homilia (ou sermão) e intercessões gerais (também chamadas petições). 

    A parte central da Missa é a segunda parte, a Liturgia da Santa Eucaristia. Neste momento, os católicos compartilham do corpo e sangue de Jesus na forma de pão e vinho, que são passados para a congregação. De acordo com a Bíblia, isto é feito em memória de Cristo (I Coríntios 11:23-25, compare Lucas 22:18-20 e Mateus 26:26-28). Contudo, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1366, “A Eucaristia é, portanto, um sacrifício porque representa (toma presente) o Sacrifício da Cruz, porque dele é memorial e porque aplica seus frutos.” O Catecismo continua no parágrafo 1367: “O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício: É uma só e mesma vítima, é o mesmo que oferece agora pelo ministério dos sacerdotes, que se ofereceu a si mesmo então na cruz. Apenas a maneira de oferecer difere". "E porque neste divino sacrifício que se realiza na missa, este mesmo Cristo, que se ofereceu a si mesmo uma vez de maneira cruenta no altar da cruz, está contido e é imolado de maneira incruenta, este sacrifício é verdadeiramente propiciatório". 

    No livro de Malaquias, o profeta prediz a eliminação do velho sistema sacrificial e a instituição de um novo sacrifício: “Quem há também entre vós que feche as portas por nada, e não acenda debalde o fogo do meu altar? Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão. Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome é grande entre os gentios, diz o Senhor dos Exércitos” (Malaquias 1:10-11). Isto significa que Deus um dia será glorificado entre os Gentios, que trarão a Ele puras ofertas em todos os lugares. Os católicos vêem isto como a Eucaristia. Contudo, o apóstolo Paulo parece ter um ponto de vista diferente deste: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1). A Eucaristia pode apenas ser oferecida em determinados lugares: Igrejas santificadas e abençoadas de acordo com a Lei Canônica Católica. A ideia de oferecermos nossos corpos como sacrifícios vivos se encaixa melhor com a linguagem da profecia, que diz que os sacrifícios serão oferecidos “em todos os lugares”. 

    A Igreja Católica Romana crê que o pão e o vinho da Santa Eucaristia se tornam o real corpo e sangue de Jesus. Eles tentam apoiar seu sistema de pensamento com passagens como João 6:32-58; Mateus 26:26; Lucas 22:17-23; e I Coríntios 11:24-25. Em 1551 d.C., o Conselho de Trento oficialmente afirmou: “Pela consagração do pão e do vinho se efetua a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue. Esta conversão foi com muito acerto e propriedade chamada pela Igreja Católica de transubstanciação.” (Sessão XIII, cap. IV; Cân.II). Compartilhando a refeição da Eucaristia, a Igreja ensina que os católicos estão cumprindo João 6:53: “Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.” 

    O que isto realmente significa? Jesus continua e diz que: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (João 6:63). Portanto, se “a carne para nada aproveita”, por que teríamos que comer a carne de Jesus para termos vida eterna? Não faz sentido, até que Jesus nos diz que as palavras que Ele diz são “espírito”. Jesus está dizendo que este não é um ensinamento literal, mas espiritual. A linguagem se encaixa perfeitamente com a afirmação anterior do apóstolo Paulo: “que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1). 

    No pensamento judeu, o pão equivalia à Tora, e “comer dele” era ler e compreender a aliança de Deus (Deuteronômio 8:3). Por exemplo, o livro Apócrifo Ben Sira (Eclesiástico) afirma: “Aqueles que me comem terão ainda fome, e aqueles que me bebem terão ainda sede. Aquele que me ouve não será humilhado, e os que agem por mim não pecarão. Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna. Tudo isso é o livro da vida, a aliança do Altíssimo, e o conhecimento da verdade. Moisés deu-nos a lei com os preceitos da justiça, a herança da casa de Jacó e as promessas feitas a Israel” (Ben Sira 24:29-33). Ao citarmos aqui o livro de Ben Sira não o endossamos como parte das Escrituras, mas isto apenas serve para ilustrar como o povo judeu pensava a Lei Mosaica. É importante compreender o ato de igualar o pão com a Tora para que entendamos o que realmente Jesus quis dizer. 

    Em João 6, Jesus está, na verdade, dizendo à multidão que Ele é superior à Tora (cf. João 6:49-51), e a todo o sistema de Lei Mosaica. A passagem do livro Ben Sira afirma que aqueles que comerem da Lei “terão ainda fome” e “terão ainda sede”, linguagem que é espelhada por Jesus quando Ele diz: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (João 6:35). Jesus não está ordenando que as pessoas literalmente comam Sua carne e bebam Seu sangue, mas está revelando a elas o centro de toda a doutrina cristã: creia no próprio Jesus (“A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” João 6:29, enfaticamente). Portanto, a interpretação católica de João 6 é não-bíblica. 

    Em segundo lugar, em João 6, há uma claríssima analogia aos dias de Moisés e ao ato de comer o maná. Nos dias de Moisés, o maná era a provisão de Deus em termos de comida aos israelitas enquanto vagavam no deserto. Entretanto, em João 6, Jesus afirmou ser o verdadeiro maná, o pão dos céus. Com esta afirmação Jesus disse ser a provisão completa de Deus para salvação. O maná foi a provisão de Deus para o alívio da fome. Jesus é a provisão de Deus para a libertação da condenação eterna. Assim como o maná deveria ser consumido para preservar as vidas dos israelitas, assim também Jesus deve ser consumido (completamente recebido pela fé) para que a salvação seja recebida. 

    Fica então muito claro que Jesus se referiu a Si mesmo como o Pão da Vida e encorajou Seus seguidores a comer de Sua carne em João 6. Mas não precisamos concluir que Jesus estava ensinando aquilo a que os católicos se referem como transubstanciação. A Ceia do Senhor/comunhão cristã/Santa Eucaristia ainda não haviam sido instituídas. Jesus não instituiu a Santa Eucaristia/missa/Ceia do Senhor antes de João capítulo 13. Por isto, interpretar a Ceia do Senhor com o que está em João 6 não é garantido. Como sugerido acima, é melhor compreender esta passagem como o ato de vir a Cristo, em fé, para salvação. Quando recebemos a Cristo como Salvador, depositando Nele toda a nossa confiança, estamos “consumindo Sua carne” e “bebendo Seu sangue”. Seu corpo foi moído (quando Ele morreu) e Seu sangue foi vertido para providenciar nossa salvação. I Coríntios 11:26: “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.” 

    Seja a definição católica de Santa Eucaristia um “novo sacrifício” de Cristo ou um “novo oferecimento” do sacrifício de Cristo, nenhum dos conceitos é bíblico. Cristo não precisa ser sacrificado novamente. O sacrifício de Cristo não precisa ser novamente oferecido. Hebreus 7:27 diz: “Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele (Jesus), UMA VEZ, oferecendo-se a si mesmo.” Da mesma forma, I Pedro 3:18 diz: “Porque também Cristo padeceu UMA VEZ pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus...” A morte de Cristo na cruz, suficiente e única, foi capaz de expiar por todos os nossos pecados (I João 2:2). Por este motivo, o sacrifício de Cristo não precisa ser novamente oferecido. Ao invés disto, o sacrifício de Cristo deve ser recebido pela fé (João 1:2; 3:16). Comer a carne de Cristo e beber Seu sangue são símbolos do total recebimento de Seu sacrifício em nosso lugar, pela graça através da fé. 

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Como alcançar vitória em meio a um mundo caótico?

    Eis que observo os acontecimentos a minha volta e sinto-me cercado de perguntas, muitas delas, sem respostas. As indagações perpassam minha mente e não consigo responder a contento para acalmar minha alma. Como pode ser dessa forma? Por que o mundo jaz no maligno? Já não existe um limite para a degradação do ser humano. A sensualidade, a arrogância, o orgulho, a soberba, a mentira e outros males assolam as nossas vidas o tempo todo e em todos os lugares que pisamos os pés. Como, então, sobreviver em meio a este caos espiritual que nos cerca nos dias hodiernos? 

    Recorro-me a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Só mediante a sua bondade e misericórdia podemos ter forças necessárias para vencer os ataques corriqueiros dos inimigos de nossas almas. Só pela sua bondade somos capazes de alcançar uma vida espiritual elevada, acima das mazelas que assolam a humanidade. Só pela compaixão de Cristo e confiança em seu sacrifício na Cruz para nos salvar. Só dessa forma podemos dizer que somos vencedores. 

    Neste sentido, o Senhor é nossa fonte de graça e poder para vencermos as tentações do mundo, as paixões da carne e as sutilezas de Satanás. De outra forma, não conseguiríamos. Mas, como diz o Apóstolo Paulo, “graças a Deus por Jesus Cristo que nos dá forças para vencer”. Apenas confie na infinita graça de Nosso Senhor Jesus Cristo e desfrute do seu amor eterno. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 7 de junho de 2023

O que podemos aprender com o arrependimento de Pedro

    Pedro, um dos discípulos mais próximo de Jesus cometeu uma falha terrível. No momento mais crucial do Senhor, o discípulo impulsivo o negou três vezes. Mas, o que nos chama a atenção é que Pedro se arrependeu amargamente de ter cometido essa terrível falha. Jesus, logicamente, o perdoou. Podemos aprender muito com o arrependimento genuíno desse discípulo de Jesus. Podemos extrair algumas lições importantes para a nossa vida no arrependimento de Pedro: 
 
    A primeira lição que aprendemos é sobre a falibilidade humana: O arrependimento de Pedro nos lembra que mesmo os discípulos mais próximos de Jesus eram suscetíveis a cometer erros e falhar. Isso nos mostra que todos somos humanos e propensos a errar, mas também que o arrependimento e o perdão estão disponíveis para todos. 
 
    A segunda lição que aprendemos é sobre o orgulho e humildade: O episódio do arrependimento de Pedro ocorreu depois de ele ter negado Jesus três vezes, apesar de ter afirmado anteriormente que o seguiria até a morte. Isso nos mostra a importância da humildade e nos alerta sobre os perigos do orgulho e da autoconfiança excessiva. Pedro aprendeu a lição e se tornou mais humilde após esse incidente. 
 
    A terceira lição diz respeito a graça do perdão: O arrependimento de Pedro também nos ensina sobre a maravilhosa graça de Deus e Seu poder de perdoar. Após o ressurgimento de Jesus, Ele procurou Pedro e o restaurou, dando-lhe uma nova oportunidade de servir e seguir a Ele. Isso nos mostra que, independentemente das nossas falhas e erros passados, Deus está disposto a perdoar-nos e dar-nos uma nova chance. 
 
    A quarta lição nos fala da importância da restauração: Após seu arrependimento, Jesus disse a Pedro: "Apascenta as minhas ovelhas" (João 21:17). Isso mostra que o arrependimento genuíno e o perdão não apenas restauram o relacionamento com Deus, mas também nos chamam a assumir responsabilidade para cuidar e servir aos outros. O arrependimento de Pedro não foi apenas sobre ele, mas também sobre seu papel no ministério de Jesus. 
 
    A quinta lição nos mostra que a fé e confiança podem ser renovadas: O arrependimento de Pedro também renovou sua fé e confiança em Jesus. Ele passou de um estado de negação e medo para um estado de compromisso e coragem. Isso nos mostra que, mesmo quando falhamos, podemos buscar a renovação de nossa fé e confiança em Deus, confiando em Sua graça e poder para nos capacitar. 
 
    Essas são apenas algumas das lições que podemos extrair do arrependimento de Pedro. A história dele nos lembra da importância do arrependimento, do perdão de Deus e da oportunidade de crescimento e restauração em nosso relacionamento com Ele. Que Deus em Cristo nos ajude a compreender o seu propósito em nossas vidas!
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Deus está presente conosco em nossas dores

    "Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus." 1 Pedro 2:20. 

    A Bíblia tem muito a dizer sobre o sofrimento humano. Em muitos lugares, ela descreve as dores e as dificuldades que as pessoas enfrentam em suas vidas. No entanto, a Bíblia também oferece conforto e esperança para aqueles que sofrem. Uma das principais mensagens da Bíblia é que o sofrimento é uma parte inevitável da vida humana. Desde o início, a Bíblia nos diz que a humanidade foi amaldiçoada com a dor e o sofrimento como resultado do pecado original de Adão e Eva (Gênesis 3:16-19). Jesus também prometeu que seus seguidores enfrentariam dificuldades e perseguições (João 16:33). 

    No entanto, a Bíblia também nos diz que Deus está presente conosco em nossas dores e que Ele pode usá-las para nos tornar pessoas melhores e mais maduras. Paulo escreveu em Romanos 5:3-5 que podemos nos alegrar em nossas tribulações, pois elas sofreram perseverança, caráter e esperança. A Bíblia também nos diz que Deus pode trazer cura e alívio para o nosso sofrimento. Salmo 34:18 diz: "O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido". Jesus curou muitas pessoas durante seu ministério terreno e ainda é capaz de curar hoje em dia. 

    Por fim, a Bíblia nos oferece a promessa da vida eterna, onde não haverá mais dor, sofrimento ou tristeza. Apocalipse 21:4 diz: "Ele enxugará toda lágrima dos seus olhos, e não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois as coisas antigas já passaram". Em resumo, a Bíblia reconhece que o sofrimento faz parte da vida humana, mas oferece esperança e conforto para aqueles que estão sofrendo. Ela nos encoraja a confiar em Deus e a buscar a cura e a maturidade que podem surgir das nossas dificuldades. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 13 de abril de 2023

Lutar e vencer

    "Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!" Rui Barbosa. 

    Estamos em uma caminhada desde o dia em que chegamos a este mundo. Não adianta querermos nos esconder porque a luta sempre vai estar diante de nós. A maior dificuldade que encontramos em tudo isso é vencer o medo. Temos medo do que pode acontecer se tomarmos a decisão errada. Temos medo do que os outros vão dizer ou pensar, enfim, quase tudo nos coloca medo no coração. 

    A coisa certa a fazer é vencermos o medo. É sair no campo de batalha confiante de que precisamos usar todas as nossas forças para vencermos na vida. Temos que conquistar a vitória. Muitos querem galgar os melhores lugares e alcançar o sucesso sem esforço. Isso não acontece. E, se em alguns casos imaginamos que isso está acontecendo, na maioria das vezes é um sucesso supérfluo e passageiro. Uma ilusão aos olhos dos incautos. A verdadeira felicidade está em olharmos com orgulho para as conquistas que tivemos com o esforça que fizemos. 

    A vida nos oferece oportunidades. Mas, na grande maioria das vezes essas oportunidades vêm em forma de escolhas que temos que fazer. É preciso abrir mão de alguma coisa que temos para alcançar outra. E, quando isso acontece é que vem o medo de arriscar. Às vezes nos acomodamos com as coisas que temos e não arriscamos coisas novas e isso pode ser prejudicial a nossa vida. As escolhas, no entanto, devem ser centradas dentro da lei da semeadura. Sabemos que tudo que plantarmos vamos colher. Então, as nossas decisões devem ser feitas com sabedoria. 

    Mas, é preciso que haja uma escolha. Devemos vencer o medo da mudança. Da desconfiança alheia, do comodismo e da falta de confiança em nosso potencial. Devemos olhar para os exemplos de pessoas que venceram. De pessoas que não tiveram medo de arriscar uma coisa melhor. A vida passa muito rápida e o tempo é fugaz. Tudo depende de nossas escolhas e elas devem ser pautadas com a confiança de que vamos vencer. Pensar positivo e tomar as decisões certas são a chave do sucesso na vida. Lutar e vencer. 

    Só não podemos ficar estagnado na vida. Deixar a vida nos levar não é uma boa decisão. O certo é procurar o caminho certo e vencer os obstáculos que aparecem em nossa jornada. No final podemos refletir sobre as palavras do sábio escritor acima citado. “Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado!”. 

    E como vencer o medo e tomar as decisões certas se somos limitados em nosso conhecimento de mundo? Confiar em Deus é a melhor escolha. O salmista demonstra isso e nos diz: “Entrega teu caminho ao Senhor, confia nEle e Ele tudo fará!”. Eis o segredo da uma vida vitoriosa. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 18 de março de 2023

Meditações do Poeta Cacerense XLVII

    1. A caminhada nos passos de Jesus não é uma tarefa fácil porque somos influenciados pela concupiscência desse mundo. Nossos olhos nos levam a ver as coisas desse mundo, a beleza das campinas, e o coração carnal deseja essas coisas. Mas não podemos nos iludir com isso porque são coisas passageiras e banais. As glórias oferecidas por Jesus é muito maior e eternamente duradouras. Devemos atentar-nos para vencermos as coisas deste mundo. Nada pode nos distrair ante a nossa caminhada. 

    2. Mesmo que as nuvens da desconfiança e do desanimo queira impedir o seu progresso, continue em sua caminhada sabendo que o seu brilho não pode ser ofuscado pelas nuvens passageiras do tempo. Deus te escolheu e você é um projeto de suas mãos. Então siga em frente com animo e determinação. 

    3. Se não sentirmos à miséria humana a ponto de nosso coração apertar e de nossos olhos as lágrimas correrem, ainda não estamos totalmente prontos a sermos chamados homens e mulheres de Deus. O verdadeiro cristão vai sentir a necessidade humana e derramar lágrimas diante de Deus para que Ele salve as pessoas. 

    4. O ser humano, apesar da queda, continua a executar a missão que Deus lhe entregou no Éden. A desobediência humana não frustrou os planos divinos. Se Deus assim nos dotou, usemos cada um de nossos atributos para glorificá-lo. No aperfeiçoamento destes, leiamos a Bíblia, oremos, vigiemos noite e dia, evangelizemos e exerçamos o amor cristão. Em suma, portemo-nos de tal forma, para que o Pai Celeste seja exaltado, eternamente, através de nossas qualidades espirituais, psicológicas e físicas. Que o Espírito Santo nos abra o entendimento e leve-nos a conhecer as demandas e as reivindicações da Palavra de Deus. 

    5. Nossa gratidão mais do que justa ao Senhor que nos liberta por meio de seu sacrifício na cruz. Ele nos amou com um amor sem medida. Ele nos faz viver uma vida de plenitude e abundância. Ele nos faz chegar aos lugares altos e conduz os nossos passos na direção certa. Ele nos faz partir deste mundo cheio de corrupção rumo ao céu de luz. 

    6. Recorro-me a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Só mediante a sua bondade e misericórdia podemos ter forças necessárias para vencer os ataques corriqueiros dos inimigos de nossas almas. Só pela sua bondade somos capazes de alcançar uma vida espiritual elevada, acima das mazelas que assolam a humanidade. Só pela compaixão de Cristo e confiança em seu sacrifício na Cruz para nos salvar. Só dessa forma podemos dizer que somos vencedores. 

    7. Quando fazemos o que o Senhor requer de nós temos a segurança da proteção do Senhor em nossas vidas. Há um perigo de tropeçar na pedra de tropeço. Por isso devemos ser diligentes na obra do Senhor. Se aceitarmos o caminho divino da salvação alcançamos a justiça que vem pela fé. 

    8. A verdadeira independência só tem quem aceita Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Ele quebra todas as cadeias que prendem o homem neste mundo. Ele rompe com todos os grilhões e dá a verdadeira liberdade. 

    9. O mundo jaz no maligno. Violência há por toda a terra. Doenças e crises intermináveis. Conflitos e rumores de guerras por toda parte. Até quando será tudo isso? A maioria das pessoas não conseguem ver esperança em meio o caos instalado na humanidade. No entanto, nós que aceitamos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas, sabemos que, em breve, Ele virá e estabelecerá o seu Reino Celestial. 

    10. Deus tem um propósito para a minha e a sua vida. Acredite que você é um escolhido do Senhor para realizar uma grande obra nesta terra. Coloque-se diante do Senhor e deixe que Ele cumpra em sua vida os propósitos designados por Ele. 

    11. Quando Deus abençoa uma pessoa Ele guia pela caminho certo e conduz ao destino final. Lutas virão, provações e tribulações. Mas, aqueles que são escolhidos pela graça de Deus vão chegar ao porto desejado porque Deus estará com eles. As tempestades não poderão derrotá-los. 

    12. O caminho estreito leva a Deus e a Salvação. O caminho largo conduz à perdição. Então, há dois caminhos e os destinos dos mesmos são bem explícitos. O que temos que fazer é saber tomar a decisão certa e seguir pelo caminho do bem. 

    13. O mundo passa e a sua concupiscência. O ser humano busca alternativas desesperadas para suprir uma necessidade básica da vida que é a esperança em Deus. Não querem depender do Criador. A criatura acha que pode e deve viver sem o seu Criador. É isso que prega o humanismo e a ideia do homem como centro do universo. Alguns até ousam afirmar que Deus é uma ideia ultrapassada. Mas, esses teóricos se esquecem de uma coisa. O mundo passa e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. 

    14. O importante é estarmos cientes de que o mundo passa e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. Jesus afirmou que no mundo teríamos aflições, que não seria fácil vivermos aqui, que a incredulidade e o mundo controlado pelo maligno seriam os desafios a vencermos no nome dEle, mais que o que perseverasse até o fim seria salvo. 

    15. Contente-se em ser aprovado por Deus. Ande nos caminhos que Ele determinou para você e deixe seus inimigos rugirem como leão. Saiba que você está sob a proteção do Todo-poderoso e ninguém, ninguém mesmo, poderá tocar em você. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 31 de janeiro de 2023

O dia em que a Morte morreu

    “Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor Jeová as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o Senhor o disse”. Isaías 25.8. 

    Esta profecia bíblica terá seu pleno cumprimento após o Trono Branco no Juízo Final e a restauração de novos céus e uma nova Terra onde habitará a justiça. A morte da Morte, porém, foi decretada e consumada no dia em que Cristo subiu ao Calvário e, depois de descer às profundezas do inferno, a venceu retornando dos mortos. 

    Podemos imaginar o reboliço que o inferno, juntamente com a Morte, fizeram ao ver o Filho de Deus pendurado em um madeiro prestes a morrer. Ela, a Morte, que nunca respeitou ninguém, rico ou pobre, jovem ou velho, branco ou negro, e a todos levavam para a sepultura prendendo-os para sempre, agora dá voltas àquele Homem que ali está em sofrimento. 

    Chega a hora cruel e Jesus dá o brado: - Está consumado! 

    No relato bíblico é interessante notar que não diz “Jesus morreu” e sim que Ele “entregou o Espírito”. A Morte o leva até as profundezas e então descobre que não o pode prender. Isso porque o seu aguilhão é o pecado e ali está um Homem que não tem pecado. E, para sua surpresa, Jesus toma-lhe as chaves e decreta o fim daquela que ceifava vidas. Agora ela descobre que o Filho de Deus não pode ser retido nas profundezas e Ele sai vitorioso do encontro com a mais temida das criaturas. 

    Prezados leitores e leitoras, para nós, cristãos verdadeiros que servimos a Jesus, não existe o temor da morte. Sabemos sim que ela nos levará um dia, porém não para as profundezas, mas para os braços de Deus. Hoje ela é um veículo que nos transporta para o paraíso de Deus. 

    Por isso, o Apóstolo Paulo, diante de seu martírio, condenado pelo sanguinário Imperador Nero em Roma e antevendo os seus algozes, ele exclamou com toda convicção: “Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”. (2 Timóteo 4.6-7). Não notamos, em suas palavras finais, nenhum temor da morte porque ele tinha convicção do Deus que servia. O Jesus que o chamou no caminho de Damasco era o mesmo que venceu a morte e o inferno e proclamou a vitória para os seus servos. 

    Se você ainda não aceitou a Jesus como Salvador e vive com medo da morte eu te convido a aceitar àquele que a venceu. Entregue teus caminhos ao Senhor e Ele te dará um refúgio nesta hora cruel que todos têm o encontro marcado com ela. Ter medo dela não a afasta de ti, porém ser salvo em Jesus Cristo faz toda diferença, pois é a garantia de vencê-la no dia da ressurreição porque Jesus já a venceu. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

A promessa de um Redentor

    Diante do fracasso humano, Deus pôs em execução seu plano de redenção. "A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo, E demonstrar a todos qual seja a comunhão do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo;" Efésios 3:8,9. Deus prometeu um Redentor que viria através da semente da mulher, Jesus Cristo, que seria capaz de oferecer ao ser humano uma válvula de escape. 

    A salvação é o tema central das Escrituras. O pecado provocou a queda do ser humano; porém, Deus prometeu nos restaurar, através de Cristo, a Semente da mulher. Nessa promessa a semente da mulher esmagaria a cabeça da serpente e isto se cumpriu na Cruz, o calcanhar da semente da mulher seria ferido e isso fala do sofrimento de Cristo na cruz. Afinal, havia um alto preço a ser pago. 

    Vigiemos em todo o tempo, porque o Diabo trabalha de todas as maneiras para nos apartar da maravilhosa comunhão com Deus. Porém, se resistirmos as suas astutas ciladas, seremos vencedores, através da Obra do Redentor prometido no Jardim do Éden, cujo sangue nos purifica de todo pecado. Não vivemos em trevas porque temos a luz de Cristo que brilha em nossos corações. Se crermos nas promessas do Redentor, temos a salvação em Cristo Jesus. 

    A prova a que Abraão foi submetido por Deus é um dos episódios mais comoventes da Bíblia. Sua fé, amor e obediência a Jeová foram testados profundamente no sacrifício que faria de Isaque. Porém, na hora decisiva, o Senhor o impediu deste gesto, e uma vítima, figura de Jesus Cristo, foi sacrificada em lugar de seu filho. Deste modo, o Criador revelou a Abraão o Redentor que viria realizar uma poderosa salvação em prol do ser humano, ao substituí-lo na Cruz, para redimi-lo do pecado. 

    De igual modo, se formos fieis nas provas a que somos submetidos por Deus, e entregarmos a Ele o que solicita de nós, o Senhor responderá na hora certa, e dar-nos-á o seu maravilhoso livramento e tantas outras bênçãos extraordinárias, conquistadas por Jesus, o Cordeiro de Deus revelado a Abraão. Que Deus em Cristo nos ajude a compreender "as riquezas incompreensíveis de Cristo" e o plano de redenção elaborado por Deus para resgate da humanidade. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

A diferença entre os verdadeiros e os falsos mestres


    "Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; Servindo de boa vontade como ao Senhor, e não como aos homens." Efésios 6:6,7 

    A glória do ministério cristão está na simplicidade e sinceridade com que se prega o evangelho e na salvação e edificação dos fiéis. A igreja não pode deixar de administrar a disciplina aos que cometem pecado, para que não haja contaminação dos demais. No entanto, o tratamento com o pecador deve ser feito com atitudes corretiva, terapêutica e restauradora, visando proporcionar-lhe o arrependimento e o recomeço da vida cristã. O grande problema enfrentado pela igreja de Cristo é a proliferação de falsos mestres que corrompem as doutrinas bíblicas e causam um grande prejuízo a Obra de Deus. Sabemos que existem muitos líderes comprometidos com a Palavra de Deus e com o seu povo, mas, infelizmente, existem, também, muitos falsos mestres infiltrado na igreja, lobos em peles de cordeiros, que precisam ser desmascarados. Como podemos reconhecê-los? Existe uma fórmula bem simples para diferenciá-los. Vejamos: 

    1. O falso mestre procura obter lucro; o verdadeiro servo de Deus visa unicamente à glória de Deus. Portanto, se você observar que o seu líder só busca o dinheiro, a fama e o status em detrimento da glória de Deus, você está lidando com um falso mestre. 

    2. O falso mestre oferece um "evangelho" fácil, sem renúncia, sem compromisso, sem santidade, isto é, iludem as pessoas; o verdadeiro mestre oferece a cruz de Cristo e apresenta um caminho estreito para se chegar ao céu. Observe qual destes evangelhos o seu líder está pregando e saberá se ele é um falso mestre ou um verdadeiro servo de Deus. 

    3. O falso mestre é um emissário do Diabo. "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira." João 8:44. O verdadeiro mestre é comissionado e preparado por Deus. "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém." Mateus 28:19,20. 

    4. O falso mestre ensina o que as pessoas querem ouvir independentemente se estão erradas ou não. "Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra. Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto?" Jeremias 5:30,31. O verdadeiro mestre fala não o que gostamos de ouvir, mas o que precisamos ouvir. Corrige-nos sempre quando erramos porque nos ama. "E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho." Hebreus 12:5,6. 

    5. O falso mestre tenta manter uma aparência de piedade. Ele vai sempre falar de amor, nunca de santidade ou juízo. O verdadeiro mestre irá evidenciar os frutos do Espírito. 

    Estamos vivendo uma época complicada na história da Igreja e precisamos estar atentos aos sinais que evidenciam a corrupção no seio da igreja do Senhor. Não basta sermos cristãos, precisamos ser prudentes e lutarmos pela fé que uma vez foi dada aos santos. A Bíblia já nos alertava sobre a corrupção dos últimos tempos. Portanto, não podemos cair nas armadilhas de Satanás. Que o Senhor nos ajude a termos percepção do perigo que ronda os nossos templos. Voltemos ao verdadeiro evangelho e confiemos no Senhor. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 24 de dezembro de 2022

Natal - O nascimento do Salvador

    "E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados." Mateus 1:21 

    O nascimento do Salvador é a prova cabal da fidelidade de Deus no cumprimento de suas promessas para a redenção da humanidade. A anunciação do nascimento do Salvador é um dos fatos mais extraordinários da Bíblia, pois reflete o cumprimento de uma série de profecias referentes a redenção do ser humano. 

    O mistério, que até então estava oculto em Deus, começava a se desvendar, e o plano divino de libertação estava prestes a se concretizar. Maria foi a escolhida para conceber o Salvador. Ela foi a pessoa certa na hora certa e no lugar certo para o cumprimento das profecias. O lugar foi uma pequena cidade da Galileia, chamada Nazaré. Não foi em Roma, a sede do Império mundial da época, nem Jerusalém, a capital do governo civil e religioso. Tudo isso para que se cumprisse as profecias. 

    O nome de Jesus não somente nos garante perfeita salvação, mas também vitória em todas as circunstâncias de nossa vida, e também robustece a nossa alma na esperança de um reino futuro, eterno e cheio de paz. Este é o verdadeiro sentido do Natal, o nascimento do Salvador. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Meditações do Poeta Cacerense XXXIII

    1. A Bíblia nos revela que Deus amou o mundo de tal maneira que enviou seu único Filho para dar sua vida em nosso lugar. O sacrifício de Jesus na cruz do calvário é a única forma de alcançarmos a salvação. O que seria de nós se não fosse esse sacrifício? Estaríamos condenados a perdição. Mas, Deus inclinou-se para nós e viu o nosso sofrimento. Atendeu o nosso clamor e enviou seu Filho para nos salvar. Eis um Deus maravilhoso e cheio de bondade. 

    2. Quem sabe você tem perdido a esperança. Sua situação é difícil aos olhos humanos e você não consegue enxergar nenhuma possibilidade para sua vida. Saiba que Deus tem um plano para sua vida e oferece-lhe, através de Jesus Cristo, uma solução para o seu sofrer. Entregue teu caminho ao Senhor, confia nEle e Ele tudo fará. Aceite-O como Senhor e Salvador da sua vida e creia que Ele solucionará esse problema que parece impossível ser solucionado. Saiba que Deus sempre agirá na impossibilidade do homem. O nosso Deus é o Deus do impossível. Creia nisso e tenha esperança. 

    3. As oportunidades que o mundo oferece, as vezes parecem boas e podem até nos fazer vacilar. Mas, precisamos ter a consciência de que a nossa vida pertence ao Criador e que nossas atitudes tem um peso na eternidade. José fez uma escolha. Não foi fácil escolher. Sabia ele que a prisão e até mesmo a morte poderia lhe esperar ao recusar a oferta daquela mulher. No entanto, sabia que Deus o havia escolhido para um propósito do qual ele não conhecia, mas que acreditava. Da mesma forma, nós temos um chamado para trilhar um caminho que Deus nos orienta. Nossa vida deve estar pautada no propósito de Deus. Faça sua escolha neste momento. 

    4. A mensagem da cruz nos mostra que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça mais tenha a vida eterna. Basta um simples gesto de aceitação e alcançará a salvação. Alguns não entendem esse mistério. Quando alguém que é tido como grande pecador e que já cometeu inúmeros delitos afirma ter encontrado perdão em Jesus Cristo alguns não acredita. Isso acontece porque, normalmente, queremos acreditar que as boas obras é que irão demonstrar a nossa salvação. No entanto, praticamos boas obras porque somos salvos, não o contrário. 

    5. Deus existe e é apresentado para nós pela sagrada escritura. O conhecemos porque Ele nos amou e a si mesmo se entregou para expiação do pecado da humanidade. Jesus Cristo, o Filho de Deus veio até nós e, sob sofrimento terrível, pagou o preço pela nossa salvação. 

    6. O coração humano, desde o seu nascimento, almeja um encontro com o seu Criador. Por mais que existam pessoas que duvidam da existência de um Criador, a natureza humana prova o contrário. Deus existe de fato e é presente no coração humano. Não é possível negar essa verdade. 

    7. O mundo contemporâneo, ainda mais do que as pessoas do tempo de Jesus, tem a seu dispor a sabedoria de Deus, mas não a reconhece. Quanto mais acontece o avanço da ciência e tecnologia mais os problemas entre a humanidade acontece. Não se valoriza a sabedoria de Deus revelada nas sagradas escrituras e a humanidade caminha a passos largos para a destruição. 

    8. Tens falta de sabedoria? Peça a Deus que a dá para todos quanto o buscam. As palavras de Jesus têm dado direção certa a milhares de pessoas que buscaram a verdadeira sabedoria. Que Deus em Cristo abra os olhos de seu coração para buscar essa sabedoria e ser uma pessoa cheia do Espírito Santo. 

    9. Pela sua natureza Deus deve ser inconcebível e inatingível pela sua criatura. De acordo com o Eclesiastes “porque Deus está nos céus e tu, na terra”. No entanto, sabemos que Ele está próximo de nós ao mesmo tempo. Como afirma Paulo “pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos”. Como pode ser possível? Pela onipresença de Deus. Ele está no céu e sua glória enche os céus e ao mesmo tempo Ele está nos nossos corações nos ajudando a vencer. Eis um mistério que a ciência e muito menos as leis da natureza pode explicar. Só a entendemos pela fé. 

    10. Todos nós necessitamos de ajuda. Desde a queda do homem no Jardim do Éden ele foi lançado de diante da face do Senhor e necessita da misericórdia de Deus para sobreviver. Ele é nosso ajudador. Ele nos protege de todo mal. Temos a proteção diária de Deus sobre as nossas vidas e se não fora assim já teríamos sido consumidos pelas hostes malignas e infernais que querem sugar nosso sangue a todo o momento. 

    11. Vivemos uma vida cheia de altos e baixos. Perigos constantes nos cercam. Inimigos invisíveis aos nossos olhos querem nos devorar a todo instante. Não seria fácil sobreviver em um mundo assim se não fora a misericórdia de Deus. Ele cuida de cada um de nós e protege dos perigos que nos cercam. Ele livra a nossa alma de ser consumida pela tristeza e pela depressão. As incertezas da vida causam-nos solidão e abatimento. Não sabemos o norte em algumas situações e só pela graça de Deus somos vencedores. 

    12. Muitas vezes sofremos a dor de uma derrota, choramos pelos sonhos destruídos por um momento de fraqueza e ficamos decepcionados com nossas atitudes. Isso é normal quando se sabe o porquê sofremos tal desilusão. Contudo, é válido lembrar que somos vasos de barro sujeitos a queda e não podemos nos desesperar quando isso acontece em nossas vidas. Afinal, quem nunca errou? Admira-me observar como Jesus agia diante de pessoas frustradas consigo mesmas. Ele agia com amor eterno mostrando que a sua missão era restaurar o ferido. Diferentemente do que costumamos fazer com nossos semelhantes e, muitas vezes, conosco mesmo. 

    13. Acredito que não há em toda a história humana uma esperança maior. Saber que o nosso Redentor vive é a maior esperança que alguém pode ter. Não existe doença, não existe sofrimento, não existe perseguição que faça um servo verdadeiro perder a esperança de dias melhores se ele confia no Redentor vivo. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

A única esperança de salvação


    Se não sentirmos à miséria humana a ponto de nosso coração apertar e de nossos olhos as lágrimas correrem, ainda não estamos totalmente prontos a sermos chamados homens e mulheres de Deus. O verdadeiro cristão vai sentir a necessidade humana e derramar lágrimas diante de Deus para que Ele salve as pessoas. 

    A verdadeira independência só tem quem aceita Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Ele quebra todas as cadeias que prendem o ser humano neste mundo. Ele rompe com todos os grilhões e dá a verdadeira liberdade. 

    Recorro-me a graça de nosso Senhor Jesus Cristo. Só mediante a sua bondade e misericórdia podemos ter forças necessárias para vencer os ataques corriqueiros dos inimigos de nossas almas. Só pela sua bondade somos capazes de alcançar uma vida espiritual elevada, acima das mazelas que assolam a humanidade. Só pela compaixão de Cristo e confiança em seu sacrifício na Cruz para nos salvar. Só dessa forma podemos dizer que somos vencedores. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Meditações do Poeta Cacerense XXXI

    1. Ensina-nos a contar nossos dias é uma oração sincera de alguém que deseja viver para o engrandecimento da Glória de Deus. O maior privilégio que temos na vida é adorarmos a Deus. Jesus quando encontrou a mulher samaritana no poço de Jacó a mesma perguntou-lhe onde deveria adorar a Deus, se no monte ou em Jerusalém. Jesus respondeu a ela que chegaria a hora em que os verdadeiros adoradores adorariam o Pai em Espírito e em verdade. Adorar a Deus não significa apenas cantar nas horas alegres, mas, também, adorar com lágrimas nos momentos de dificuldades. 

    2. O ser humano foi criado a imagem e semelhança de Deus para que o adorassem. Não podemos passar a vida toda existindo nesse mundo e não fazermos aquilo que temos que fazer, isto é, adorar a Deus. Devemos, em cada manhã que Deus nos concede, agradecer sinceramente pela oportunidade de estar com vida e adorar a Deus com sinceridade. Não importa se o dia é só de coisas boas ou o contrário. Que possamos exultar o nosso Deus por aquilo que temos para viver. Deus se agrada disso e todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. 

    3. Um dos maiores erros que cometemos é querermos que as coisas aconteçam na hora que desejamos. Até dizemos que confiamos no Senhor, mas se as coisas não acontecem no tempo que queremos ficamos revoltados e desesperados. Deus tem o tempo certo e Ele sabe o que é melhor para as nossas vidas. Se confiamos nEle devemos depositar uma confiança total na sua sabedoria. Só assim vamos ter concretizado em nós suas promessa. 

    4. Ficamos admirados em ver pessoas sendo poderosamente usadas nas mãos de Deus e desejamos que isso aconteça, também, conosco. Deus fala claramente ao homem, clama a mim e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes. A Bíblia é enfática em afirmar que Deus é o princípio da sabedoria. Deus revela segredos ao homem. Deus estende as suas mãos sobre a nossa vida e coisas tremendas acontecem. Milagres acontecem todos os dias. Deus é tremendo. E Ele quer usar todos os seus filhos. 

    5. As aflições de um mundo mal, repleto de afazeres urgente toma todo tempo que temos e acaba sugando nossas energias a ponto de vermos pessoas esgotadas e frustradas a todo momento. As decepções e ilusões da vida são uma constante. O que estamos fazendo? Estamos tendo tempo para ouvir o Mestre? Ou estamos só preocupados com as coisas materiais? A vida é passageira. Tudo passa. E o que estamos construindo? Onde está o nosso tesouro? Onde está o nosso coração? Jesus nos ensina a confiar nEle. A entregar nossas preocupações nas suas promessas e buscar, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça. 

    6. O cuidado de Deus por nós exige uma aproximação de nossa parte. Devemos parar um pouco as nossas tarefas cotidianas e tirar um precioso tempo para adorar a Deus. O que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que Deus em Cristo nos abençoe a contar os nossos dias. Só assim alcançaremos um coração sábio. Um coração que adore a Deus em Espírito e em verdade. 

    7. Que possamos nos aproximar de Deus e vivermos na dependência dAquele que conhece nossas vidas e as nossas ansiedades. Que possamos deixar o Espírito Santo transformar nossas vidas a ponto de descobrirmos a vontade de Deus. Muitos ainda não experimentaram a vontade de Deus porque não deixaram Ele transformar suas vidas. Que Deus em Cristo nos ajude a tomar essa decisão. Que possamos ter um coração renovado pela graça de Jesus Cristo. Que sejamos luz em um mundo de trevas. Como disse John Wesley, um coração transformado pode mudar o mundo. E o mundo nunca precisou tanto de uma mudança radical. 

    8. Existe um segredo revelado de como alcançar as bençãos de Deus em nossas vidas. Não sabemos, algumas vezes, é usar esse segredo revelado. A oração. Quando a pessoa derrama sua alma diante de Deus com sinceridade não há obstáculo que não seja vencido. Deus sabe todas as coisas e Ele pode todas as coisas. Se é dessa forma, então porque duvidamos dos acontecimentos? O que falta, muitas vezes, é fé no milagre. 

    9. A preguiça existencial é algo que derruba uma boa parcela da humanidade. Não quero pensar, não quero fazer, não consigo, minha vida não vale nada. Eis alguns pensamentos que dominam as vidas cheias de preguiça existencial. É preciso vencer esse mal. É preciso arregaçar as mangas e colocar as mãos na obra. Nossa vida tem um valor muito alto. Não fomos feitos para sermos derrotados. Levante sua cabeça e siga em frente. A vitória é nossa pelo poder de Deus. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense