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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Quando os olhos deixam de olhar para os homens

    Existe uma enfermidade silenciosa que frequentemente invade o coração: a comparação. Olhamos para o homem ao nosso lado e, em vez de agradecermos pelo pão que Deus colocou em nossa mesa, passamos a contar os pratos que estão sobre a mesa do outro. Olhamos para a casa alheia, para os bens alheios, para os talentos alheios, para as honras alheias e, pouco a pouco, aquilo que antes nos parecia bênção começa a parecer insuficiente. O ressentimento raramente entra pela porta da frente. Ele costuma chegar disfarçado de uma simples pergunta: “Por que ele tem e eu não?” E, quando essa pergunta encontra abrigo no coração, a alma começa a adoecer. 
 
    Meu irmão, não olhe tanto para os homens! Se você olhar para os que estão acima de você, poderá cair na inveja. Se olhar para os que estão abaixo, poderá cair no orgulho. Se olhar para os que caminham ao seu lado, poderá cair na competição. Mas se levantar os olhos para Deus, encontrará aquilo que nenhuma comparação humana pode oferecer: contentamento. Que diferença faz a direção dos nossos olhos! 
 
    Pedro caminhou sobre as águas enquanto seus olhos estavam em Cristo; mas, quando passou a observar o vento e as ondas, começou a afundar. Assim acontece conosco. Enquanto contemplamos o Senhor, podemos atravessar tempestades com confiança. Mas quando nossos olhos se desviam para aquilo que nos cerca, começamos a ser vencidos pelo medo, pela ansiedade, pela inveja e pelo ressentimento. Não é o tamanho da tempestade que determina a paz da alma, mas para onde ela está olhando. 
 
    Pode ser que você esteja olhando para alguém que recebeu aquilo que você tanto desejava. Talvez veja alguém prosperando enquanto suas próprias portas parecem fechadas. Talvez outro tenha recebido reconhecimento pelo trabalho que você realizou em silêncio. Não permita que a bênção concedida ao outro se transforme em veneno dentro de você. Deus não se torna menos bom porque foi bondoso com outra pessoa. O sol não deixa de iluminar a sua janela porque também ilumina a janela do vizinho. E a graça de Deus não diminui quando é derramada sobre outra vida. 
 
    Há uma grande sabedoria em aprender a dizer: “Senhor, se aquilo que deste ao meu próximo não me foi dado, ainda assim bendirei o teu nome por aquilo que me confiaste.” Isso é contentamento. Contentamento não é possuir tudo. É descobrir que, tendo Deus, não precisamos transformar todas as coisas em objetos de disputa. É poder olhar para a própria vida e dizer: “Há coisas que ainda não tenho, mas tenho razões suficientes para agradecer.” 
 
    O homem que vive comparando sua vida com a dos outros jamais terá uma casa grande o bastante, um salário alto o bastante, reconhecimento suficiente ou aplausos que satisfaçam sua alma. Sempre haverá alguém com mais. Mas aquele que aprendeu a contemplar Cristo pode possuir pouco e, ainda assim, sentir-se rico; pode atravessar uma fase difícil e, ainda assim, permanecer esperançoso; pode ser esquecido pelos homens e, ainda assim, descansar sabendo que é conhecido por Deus. 
 
    Não permita que a prosperidade de outro roube a gratidão pelo que Deus colocou em suas mãos. Quem sabe você não tenha recebido o caminho que desejava. Quem sabe sua história tenha sido diferente daquela que imaginou. Quem sabe algumas orações ainda estejam sem resposta. Mas olhe novamente para Deus. Aquele que sustentou você até aqui não perdeu o controle da sua história. 
 
    Portanto, quando o ressentimento bater à porta, não lhe ofereça uma cadeira. Quando a comparação começar a falar, não lhe dê ouvidos. Levante os olhos. Olhe para Deus. Porque quando olhamos para os homens, contamos o que nos falta; quando olhamos para Deus, lembramos tudo o que já recebemos. E é justamente aí que descobriremos que o contentamento não estava esperando que tivéssemos mais. Estava esperando que olhássemos para o lugar certo. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 26 de setembro de 2026

Cem ovelhas

    Tem certas lembranças que não envelhecem. O tempo passa, os lugares mudam, as pessoas seguem caminhos diferentes, algumas até desaparecem de nossa vida, mas determinadas experiências permanecem intactas em algum lugar profundo da memória, como se o passado tivesse encontrado uma maneira secreta de continuar vivendo dentro de nós. Quando penso na minha adolescência, nos anos 80, uma dessas lembranças retorna com uma força especial: o período em que, juntamente com dois colegas, fui trabalhar durante aproximadamente um mês em uma fazenda, ajudando a roçar o pasto. É curioso pensar que, entre tantas coisas que poderiam ter permanecido daquela época, o trabalho pesado, o cansaço, o calor, as noites no campo, as conversas entre nós, o que mais sobreviveu foi uma pequena fita cassete e as canções que ela carregava. Levamos conosco um pequeno toca-fitas movido a pilhas, um aparelho simples, quase insignificante diante da imensidão daquele lugar. E tínhamos apenas uma fita: “Cem Ovelhas”, de Ozeias de Paula. Era somente aquela fita. Não havia outra opção, não havia variedade, não havia a possibilidade de escolher a música de acordo com o humor ou com a noite. Era aquela fita, repetidamente. E talvez justamente por isso ela tenha se tornado tão profundamente nossa. 
 
    Naquela época, eu ainda não compreendia como a memória se constrói. Não sabia que os acontecimentos mais simples podem se transformar, muitos anos depois, em verdadeiros lugares interiores para os quais retornamos quando sentimos saudade de quem fomos. Trabalhávamos durante o dia, sob as condições próprias da vida rural, e quando a noite chegava, depois do esforço físico, restava-nos o silêncio da fazenda, a escuridão do céu e aquele pequeno aparelho que, com suas pilhas, parecia trazer para dentro daquele ambiente distante uma voz familiar. O mundo parecia muito maior naquela época. Não havia a velocidade de comunicação que existe hoje, não havia celulares, internet, redes sociais, música ilimitada. Tínhamos apenas o que carregávamos conosco. E naquela pequena fita havia algo que ultrapassava a música. Havia uma espécie de companhia. Quando apertávamos o botão do toca-fitas e as primeiras notas começavam a tocar, era como se a noite adquirisse outra dimensão. As canções preenchiam o espaço entre nós e o silêncio, e talvez também preenchessem, sem que soubéssemos, alguns vazios próprios da adolescência. 
 
    Hoje, quando me lembro daquela fita, percebo que não me recordo apenas das músicas. Recordo-me de quem eu era enquanto as ouvia. Isso é uma das maiores forças da música: ela não guarda somente sons; guarda versões de nós mesmos. Uma canção pode permanecer durante décadas escondida em algum canto da memória e, de repente, quando volta a ser ouvida, não traz apenas sua melodia, mas também o ambiente em que foi escutada, as pessoas que estavam ao nosso lado, o cheiro da noite, a sensação do corpo cansado, o céu sobre nossas cabeças, as conversas, os medos, os sonhos e até aquilo que não sabíamos nomear. A música transforma-se em uma espécie de cápsula do tempo. Por isso, quando penso em “Cem Ovelhas”, não penso apenas em Ozeias de Paula. Penso naquele adolescente que fui, sentado ou deitado depois de um dia de trabalho, ouvindo aqueles hinos em uma fazenda distante. Penso nos meus dois colegas e na simplicidade daquela existência. Penso em como éramos capazes de encontrar felicidade em coisas tão pequenas: uma conversa, uma risada, uma refeição depois de um dia cansativo e, principalmente, algumas canções reproduzidas por um pequeno aparelho alimentado por pilhas. 
 
    Existe algo profundamente bonito na pobreza de opções que tínhamos naquela época. Hoje podemos ouvir praticamente qualquer música a qualquer momento. Podemos escolher entre milhares de artistas, discos, estilos e gravações. Naquele tempo, porém, tínhamos uma única fita, e ela era suficiente. Talvez porque não procurássemos apenas entretenimento. Nós nos entregávamos àquilo que tínhamos. Cada música adquiria intimidade pela repetição. A fita se desgastava, o som talvez apresentasse pequenas imperfeições, mas aquelas imperfeições também passaram a fazer parte da lembrança. Não era necessário mudar. A mesma música que havíamos ouvido na noite anterior voltava novamente, e nós a escutávamos outra vez. Hoje compreendo que aquela repetição fazia algo que a abundância contemporânea muitas vezes dificulta: permitia que uma canção criasse raízes. Ela deixava de ser apenas uma música que se ouvia e passava a fazer parte de nossa própria história. 
 
    E havia também a dimensão espiritual daqueles hinos. Eu era jovem, e não tinha maturidade suficiente para compreender toda a profundidade das mensagens que ouvia, mas alguma coisa nelas encontrava lugar dentro de mim. As imagens bíblicas, a figura da ovelha perdida, o pastor que procura, a ideia de cuidado, de retorno, de proteção e de esperança encontravam uma ressonância especial naquele ambiente. Talvez porque a vida no campo tornasse essas imagens ainda mais concretas. Estávamos literalmente cercados por pastos, animais, caminhos de terra e pela vastidão de uma paisagem rural. A linguagem dos hinos não era abstrata. Ela dialogava com aquilo que nossos olhos viam durante o dia. A figura da ovelha, portanto, deixava de ser apenas uma imagem religiosa e se aproximava da realidade que nos cercava. E talvez essa combinação entre fé, juventude, trabalho e natureza tenha contribuído para que aquelas canções se fixassem tão profundamente em minha memória. 
 
    Quando penso nisso hoje, percebo que aquela experiência também me ensinou, sem que eu soubesse, algo sobre a passagem do tempo. Naquele momento, eu não imaginava que um dia estaria escrevendo sobre aquilo. Não imaginava que aquela noite aparentemente comum se transformaria em uma lembrança preciosa. O adolescente que eu era não tinha consciência de que estava vivendo uma parte da própria história. Essa é uma das ironias mais bonitas da existência: quase nunca reconhecemos o instante em que estamos vivendo algo que, no futuro, será profundamente importante para nós. A vida não coloca uma placa dizendo: “Preste atenção, você se lembrará desta noite durante décadas.” Simplesmente acontece. Vivemos, seguimos adiante e somente muitos anos depois compreendemos o valor de determinados momentos. 
 
    Quem sabe por isso eu tenha tanto carinho por aquela fita. Ela representa mais do que um conjunto de hinos. Representa uma época em que eu ainda estava descobrindo o mundo, em que o futuro parecia distante e a vida possuía uma espécie de horizonte aberto diante de mim. Representa a amizade daqueles dois colegas, o esforço de um trabalho temporário, a experiência de sair de casa e enfrentar uma realidade diferente, a juventude e suas primeiras descobertas sobre responsabilidade e independência. Mas representa também uma dimensão mais íntima: o encontro entre aquilo que eu era e aquilo que viria a ser. O jovem que ouvia aqueles hinos talvez não soubesse exatamente para onde caminharia, mas já carregava dentro de si sentimentos, perguntas, esperanças e uma sensibilidade que, de algum modo, continuaria acompanhando sua trajetória. 
 
    Há memórias que permanecem porque foram extraordinárias. Outras permanecem justamente porque foram simples. A minha lembrança daquela fazenda pertence à segunda categoria. Não houve um acontecimento grandioso. Não houve uma viagem famosa, uma festa inesquecível ou um acontecimento histórico. Houve apenas um mês de trabalho, dois colegas, uma fazenda, noites silenciosas e uma pequena fita cassete. E, no entanto, quando olho para trás, percebo que talvez seja justamente essa simplicidade que torna a lembrança tão poderosa. A memória não mede importância como medimos os acontecimentos. Ela escolhe seus próprios critérios. Uma coisa pequena pode adquirir uma dimensão enorme quando se mistura ao afeto, à juventude e ao tempo. 
 
    Às vezes penso que a saudade é uma espécie de diálogo silencioso entre o homem que somos e aquele que fomos. Quando me lembro daqueles dias, não quero simplesmente voltar àquela fazenda. Sei que o tempo não permite esse retorno. O que desejo, talvez, seja reencontrar por alguns instantes o olhar daquele adolescente, sua maneira de enxergar o mundo, sua capacidade de se encantar com tão pouco. Quero reencontrar a noite, o silêncio, os amigos e o pequeno toca-fitas. Quero ouvir novamente a fita começando a girar, sentir aquela atmosfera e experimentar, ainda que por alguns segundos, a sensação de não saber tudo o que o futuro me reservava. Porque talvez seja isso que mais profundamente guardamos: não apenas os lugares onde estivemos, mas as pessoas que fomos quando estivemos nesses lugares. 
 
    Hoje, depois de tantos anos, compreendo que aquela fita cassete se transformou em uma espécie de relicário da minha adolescência. Quando penso nela, não escuto somente hinos; escuto o tempo. Escuto a voz distante de um rapaz que ainda não conhecia as perdas, as mudanças, as responsabilidades e as inúmeras curvas que a vida colocaria em seu caminho. Escuto também a voz da fé que o acompanhava, talvez ainda de maneira simples, talvez cheia de perguntas, mas suficientemente forte para permanecer. E percebo que algumas músicas não terminam quando a fita chega ao fim. Elas continuam tocando dentro de nós durante décadas, silenciosamente, reaparecendo quando alguma lembrança abre a porta do passado. 
 
    Creio que seja esse o verdadeiro poder da memória: ela consegue transformar aquilo que foi pequeno em algo imenso. Uma fita, algumas pilhas, três adolescentes e uma fazenda poderiam parecer insignificantes aos olhos de quem observa de fora. Para mim, porém, aquele conjunto representa um pedaço precioso da minha existência. E quando hoje ouço “Cem Ovelhas”, sinto que não estou apenas lembrando de uma música ou de um disco. Estou reencontrando um tempo que não existe mais, amigos que pertencem àquela época, um jovem que um dia fui e uma parte de mim que jamais deixou completamente de existir. A fita acabou, as pilhas se gastaram, o aparelho certamente desapareceu e os anos passaram. Mas alguma coisa ficou. Ficou a música, ficou a fé, ficou a amizade e, sobretudo, ficou a memória. E é justamente isso que o tempo não consegue destruir: aquilo que, um dia, tocou profundamente a nossa alma. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 22 de setembro de 2026

A medida de cada um

    Durante muito tempo, acreditei que as pessoas eram como livros inacabados. Bastava um pouco de paciência, uma palavra gentil, um gesto de confiança, e elas escreveriam os capítulos que eu esperava encontrar. Havia algo de bonito nessa esperança, mas também algo de profundamente injusto. Sem perceber, eu não enxergava as pessoas como elas eram; enxergava apenas aquilo que desejava que elas se tornassem. Foi a vida, essa professora que raramente repete a lição, quem me ensinou o contrário. 
 
    Lembro-me de um velho conhecido que costumava prometer visitas que nunca fazia. Em cada reencontro, renovava o entusiasmo, dizia que apareceria no fim de semana, que sentaríamos para um café demorado, que colocaríamos as conversas em dia. Durante algum tempo, esperei por essas visitas como quem espera a chegada da chuva depois de uma longa seca. Até que um dia compreendi que ele não era alguém que faltava às promessas por maldade; simplesmente era assim. Seu entusiasmo morava nas palavras, não nos passos. Foi então que percebi quantas vezes sofremos por exigir dos outros aquilo que eles nunca tiveram para oferecer. 
 
    Esperamos compreensão de quem nunca aprendeu a ouvir. Esperamos gratidão de quem acredita que tudo lhe é devido. Esperamos lealdade de quem ainda não descobriu o valor da fidelidade. E, quando essas expectativas se desfazem, costumamos chamar de decepção aquilo que, na verdade, era apenas um desencontro entre a realidade e a fantasia que construímos. 
 
    As pessoas oferecem aquilo que carregam dentro de si. Algumas distribuem esperança quase sem perceber. Outras espalham inquietação. Há quem chegue trazendo luz para os ambientes, enquanto outros parecem caminhar envoltos por nuvens que escurecem tudo ao redor. Não se trata de condenar uns nem de exaltar outros. Trata-se apenas de reconhecer que ninguém consegue repartir um sentimento que nunca cultivou. 
 
    Isso não significa desistir das pessoas. Pelo contrário. Significa libertá-las da obrigação de corresponder aos nossos roteiros particulares. Cada ser humano percorre um caminho diferente, enfrenta batalhas invisíveis e amadurece em um ritmo que não nos pertence controlar. Há quem floresça cedo; há quem leve quase uma vida inteira para descobrir a própria primavera. 
 
    O maior gesto de maturidade é aprender a ajustar as expectativas à realidade. Quando fazemos isso, as relações se tornam mais leves. A bondade deixa de ser uma cobrança silenciosa. O carinho deixa de exigir retribuições exatas. A amizade deixa de ser uma contabilidade de gestos. Passamos a apreciar o que cada pessoa realmente pode oferecer, sem deixar de estabelecer limites quando esse pouco já não basta para preservar nossa paz. 
 
    Com o tempo, também compreendemos que aceitar alguém como é não significa permitir qualquer comportamento. Há pessoas cuja companhia nos faz crescer, e outras cuja permanência nos diminui. Reconhecer essa diferença não é falta de amor; é um ato de respeito por si mesmo. 
 
    Hoje, quando encontro alguém que promete mais do que realiza, já não me irrito como antes. Apenas recordo uma verdade simples, dessas que parecem pequenas, mas sustentam muitos dias difíceis: dos outros só podemos esperar o que eles são, nunca aquilo que gostaríamos que fossem. 
 
    E, curiosamente, foi quando deixei de esperar que o mundo se moldasse aos meus desejos que comecei a enxergar melhor as pessoas. Algumas permaneceram. Outras seguiram seus próprios caminhos. Todas, porém, me ensinaram a mesma lição: a realidade talvez seja menos confortável do que a ilusão, mas é nela que nascem as relações mais sinceras e a paz que não depende das mudanças alheias. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Gratidão pela inspiração

    Existe uma espécie de milagre silencioso em despertar todas as manhãs e ainda encontrar dentro de si alguma centelha de inspiração. A vida, mesmo quando atravessada por dores, perdas e inquietações, continua oferecendo pequenas revelações: a luz atravessando uma janela, uma lembrança inesperada, uma frase que nasce do nada e parece compreender aquilo que nem nós sabíamos sentir. A gratidão talvez comece justamente aí, não na perfeição da existência, mas na possibilidade contínua de perceber sentido mesmo entre as imperfeições. 
 
    Ser grato pela vida não significa ignorar o sofrimento. Significa reconhecer que, apesar dele, ainda somos capazes de criar, amar, pensar e sonhar. Há pessoas que atravessam anos difíceis e, ainda assim, encontram forças para escrever um poema, contemplar o céu ou estender a mão a alguém. A inspiração nasce muitas vezes dessas fissuras humanas. Ela não habita apenas os momentos felizes; também floresce na melancolia, na dúvida e no silêncio. 
 
    A inspiração é uma forma de resistência contra a indiferença do mundo. Quando alguém escreve, pinta, canta ou simplesmente observa a realidade com profundidade, está afirmando que a existência merece ser sentida intensamente. Por isso, agradecer pela inspiração é agradecer pela capacidade de ainda se emocionar diante da vida. É reconhecer que o espírito humano não vive apenas de sobrevivência, mas também de encantamento. 
 
    A gratidão mais sincera é aquela que compreende a fragilidade de tudo. O tempo passa, os dias mudam, as pessoas partem, mas enquanto houver consciência e sensibilidade, haverá também a chance de transformar experiências em significado. E isso já é, por si só, uma das maiores dádivas da existência. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Minha gratidão pela inspiração

    A gratidão pela vida que Deus me deu não nasce de uma euforia constante, mas de uma percepção amadurecida ao longo do tempo. Não é a gratidão ingênua de quem nunca sofreu, mas a de quem, mesmo atravessando dias difíceis, reconhece que há algo de profundamente valioso no simples fato de existir. A vida, com todas as suas contradições, se apresenta a mim como um dom, não conquistado, não merecido por méritos próprios, mas recebido. E é nesse reconhecimento que começo a compreender o verdadeiro sentido de agradecer. 
 
    Durante muito tempo, associei gratidão apenas aos momentos de alegria: conquistas, encontros, realizações. No entanto, com o passar dos dias e das experiências, fui percebendo que a presença de Deus não se limita ao que me agrada. Ela também habita os silêncios, as perdas, os caminhos incertos. A inspiração que vem do Todo Poderoso não é sempre clara ou confortável; às vezes, ela me inquieta, me confronta, me obriga a olhar para dentro de mim mesmo. Ainda assim, é nessa inquietação que encontro crescimento, e é nesse crescimento que descubro motivos mais profundos para agradecer. 
 
    Ser grato, para mim, tornou-se um exercício diário de atenção. É perceber o invisível que sustenta o visível. É reconhecer que há uma força que me mantém de pé quando minhas próprias forças falham. Há momentos em que não encontro palavras, mas sinto uma presença, discreta, constante, suficiente. E essa presença me inspira. Inspira meus pensamentos, minhas palavras, minhas escolhas. É como se Deus escrevesse comigo a minha própria história, não anulando minha liberdade, mas dando sentido a ela. 
 
    A inspiração divina não me transforma em alguém distante da realidade; ao contrário, ela me torna mais humano. Faz com que eu sinta mais profundamente, que pense com mais responsabilidade, que viva com mais consciência. Quando reconheço que aquilo que penso, escrevo e sinto pode ser tocado por algo maior, passo a tratar minha própria existência com mais cuidado. A vida deixa de ser apenas um percurso automático e se torna um espaço de encontro, entre o humano e o divino. 
 
    Por isso, minha gratidão não é apenas pelo que recebo, mas pelo que me torno ao longo do caminho. A cada desafio, a cada dúvida, a cada momento de inspiração, percebo que estou sendo moldado. E mesmo sem compreender plenamente os desígnios de Deus, confio que há um propósito sendo tecido, ainda que invisível aos meus olhos. 
 
    Dessa forma, agradecer a Deus pela vida e pela inspiração que vem d’Ele é reconhecer que não estou só, que minha existência tem valor e que há um sentido que ultrapassa aquilo que consigo compreender. Minha gratidão é, portanto, uma forma de fé, uma resposta silenciosa a um amor que me sustenta, me guia e me inspira continuamente. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Viver é um ato de gratidão

    A beleza da vida não está apenas nos momentos grandiosos, mas também na simplicidade que nos cerca: no nascer do sol que renova a esperança, no sopro do vento que refresca a alma, no sorriso espontâneo que aquece o coração. Cada detalhe, por menor que pareça, revela um traço do divino. 
 
    A grandeza de Deus se manifesta justamente nesse mistério: no equilíbrio do universo, na harmonia das criaturas, no milagre da existência. Quando olhamos com atenção, percebemos que a vida é um presente e que em cada instante há um convite para contemplar a perfeição do Criador. 
 
    Viver é, portanto, um ato de gratidão. É reconhecer que, apesar das dores e incertezas, a vida carrega uma beleza maior, sustentada pela mão invisível de Deus, que nos guia, fortalece e nos chama a enxergar além do efêmero. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A providência de Deus e a nossa ingratidão

    Há um mistério silencioso na providência de Deus: ela quase nunca se impõe, quase nunca rasga o céu em espetáculo. A providência costuma chegar como chegam as coisas essenciais — discretas, sem alarde, misturadas ao fluxo comum dos dias. E, talvez por isso mesmo, tantas vezes passa despercebida. 
 
    Há momentos em que a vida nos estreita. Tudo parece tardio, incerto, pesado. É justamente nesses instantes que, de algum modo, o socorro se manifesta. Nem sempre como solução imediata, nem sempre como milagre visível, mas como força inesperada, como resistência que não sabíamos possuir, como portas que se abrem quando já havíamos desistido de procurar saídas. A providência não é apenas aquilo que nos livra; é também aquilo que nos sustenta enquanto não somos livres. 
 
    Deus, em sua estranha pedagogia, raramente elimina o deserto — mas oferece água suficiente para que não morramos nele. Não impede todas as noites, mas conserva acesa alguma luz que nos permita atravessá-las. Seu socorro, muitas vezes, não muda as circunstâncias de forma imediata; muda-nos por dentro, amplia nosso fôlego, reorganiza nossas quedas, protege-nos até mesmo de nós mesmos. 
 
    O mais inquietante, porém, não é o silêncio da providência. É o silêncio da nossa gratidão. 
 
    Somos rápidos em pedir e lentos em reconhecer. Clamamos com fervor na escassez, mas esquecemos com facilidade na abundância. Nossa memória espiritual é frágil: lembramo-nos intensamente de Deus quando tudo falta, mas tornamo-nos distraídos quando algo finalmente se ajeita. A bênção, que deveria gerar reverência, frequentemente produz apenas alívio — e o alívio logo se transforma em esquecimento. 
 
    Há uma ironia dolorosa nisso. Aquilo que um dia chamamos de milagre, mais tarde tratamos como acaso. O que antes era resposta divina, depois se converte em mérito próprio. Reescrevemos a história para que caiba melhor em nosso orgulho. A providência permanece; o reconhecimento evapora. 
 
    Talvez a ingratidão humana não nasça de maldade deliberada, mas de uma espécie de cegueira cotidiana. Habituamo-nos rapidamente ao bem. Normalizamos o que, em outro tempo, teria sido motivo de lágrimas. Perdemos a capacidade de espanto. E, sem espanto, a gratidão enfraquece. 
 
    Mas a providência de Deus, curiosamente, não depende da nossa gratidão para existir. Ele continua socorrendo, continua sustentando, continua oferecendo o que não merecemos e preservando o que não saberíamos guardar. Há algo de profundamente desconcertante em um Deus que não se cansa da nossa reincidente amnésia. 
 
    Reconhecer isso talvez seja o início de uma fé mais lúcida: perceber que vivemos cercados por auxílios invisíveis, por livramentos não percebidos, por cuidados que jamais saberemos nomear. E que a gratidão, mais do que uma reação emocional, é um exercício de visão — uma disciplina da alma que aprende a enxergar o que sempre esteve ali. 
 
    A providência é constante. O socorro é real. A pergunta, no fim, recai sobre nós: temos sido capazes de perceber? 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

O que significa ser grato

    Há uma compreensão equivocada — quase uma crença moderna — de que a gratidão é uma forma de fuga, um otimismo açucarado que tenta borrar as sombras da realidade. Mas isso é justamente o contrário do que ela é. A gratidão verdadeira não nasce para abafar a dor; ela nasce dentro da dor, como um músculo discreto que se fortalece quando tudo parece frágil. 
 
    Ser grato não significa negar o peso que se carrega. As dificuldades continuam sendo dificuldades; as perdas continuam sendo perdas; os medos continuam sendo medos. A gratidão apenas recusa que eles sejam o único horizonte possível. Ela não apaga o que dói — apenas se recusa a deixar que a dor defina todo o cenário. 
 
    Quando olhamos só para o peso, ele domina o campo de visão e parece assumir proporções maiores do que realmente tem. É como caminhar à noite com uma lanterna apontada apenas para o chão: enxergamos as pedras, os buracos, as irregularidades do caminho, e esquecemos que acima de nós existe um céu imenso, e ao redor de nós há paisagens inteiras. A gratidão é esse gesto simples — porém radical — de levantar a lanterna um pouco mais. 
 
    De repente, percebemos que, apesar do peso, ainda estamos de pé. Que apesar das quedas, há mãos que nos levantaram. Que apesar do desgaste, há algo — um propósito, um afeto, um fio de esperança — que continua nos movendo. Gratidão não é luz que elimina as trevas: é luz que revela o que existe além delas. 
 
    Ela amplia o campo de visão ao lembrar que a vida não é feita só dos momentos difíceis, mas também dos sustentáculos invisíveis que nos mantêm — a força que não sabíamos que tínhamos, a coragem que brota quando menos esperamos, a presença silenciosa de quem caminha conosco, mesmo que não resolva nada. Gratidão é o reconhecimento desses pilares escondidos. 
 
    E quando enxergamos o que sustenta, o peso não desaparece — mas muda de proporção. Torna-se carregável. Torna-se parte do caminho, e não o caminho inteiro. 
 
    No fim, a gratidão nos devolve a perspectiva: somos maiores que o que nos fere, e há algo em nós — ou ao nosso redor — que insiste em nos nutrir. É isso que permite continuar. É isso que transforma o fardo em travessia. É isso que, mesmo em meio à escuridão, ilumina um pouco mais o passo seguinte. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Mensagem de fim de ano

    Mais um ano chega ao fim, trazendo consigo a oportunidade de olhar para trás e refletir sobre tudo o que vivemos. Foi um ciclo de aprendizados, conquistas e, talvez, desafios que nos fizeram crescer. Cada momento, seja ele de alegria ou dificuldade, moldou quem somos hoje. 

    Neste encerramento, é tempo de gratidão: pelos momentos felizes que aqueceram nossos corações e pelas lições que os momentos difíceis nos ensinaram. É também o momento de renovação, de deixar para trás o que não nos serve mais e abrir espaço para novos sonhos, novas metas e novas possibilidades. 

    Que possamos entrar no próximo ano com coragem, esperança e a certeza de que cada dia é uma nova chance de fazer diferente, de fazer melhor. O futuro está diante de nós, esperando para ser construído com amor, determinação e fé. 

    Feliz ano novo! Que o próximo capítulo seja ainda mais brilhante e cheio de realizações!

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

O tempo de agradecer chegou

    O tempo de agradecer chegou. O tempo de elevar as mãos para o céu e louvar o Deus da nossa criação. 

    No mundo passamos por momentos de aflições, angústias, medos e, até mesmo, de desespero. No entanto, nunca devemos nos esquecer de quem está sempre conosco. O Deus que criou os céus e a Terra. O Senhor Todo Poderoso que criou cada um de nós com um propósito e que cuida de cada um com cuidados especiais. 

    Você é muito importante para Deus, não se esqueça disso. Por sua causa Ele enviou Jesus Cristo, seu único Filho, para nos garantir a salvação. 

    Deus é aquele que nos ama com amor incondicional. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 12 de julho de 2024

O tempo de agradecer chegou

    O tempo de agradecer chegou. O tempo de elevar as mãos para o céu e louvar o Deus da nossa criação. 

    No mundo passamos por momentos de aflições, angústias, medos e, até mesmo, de desespero. No entanto, nunca devemos nos esquecer de quem está sempre conosco. O Deus que criou os céus e a Terra. O Senhor Todo Poderoso que criou cada um de nós com um propósito e que cuida de cada um com cuidados especiais. 

    Você é muito importante para Deus, não se esqueça disso. Por sua causa Ele enviou Jesus Cristo, seu único Filho, para nos garantir a salvação. Deus é aquele que nos ama com amor incondicional. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 28 de maio de 2024

O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti

    "O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti"; Números 6:25 

    Mais uma vez e aqui estamos nós olhando para a bondade de Deus. Mais um dia em que contemplamos a infinitude do seu amor. A grande misericórdia de um Deus Todo-Poderoso que cuida de seus filhos. Ele nos escolheu, diz a sua santa Palavra, e isso é maravilhoso. Quem era eu? Quem era você? Apenas pecadores condenados a perdição. No entanto, Deus, o Todo-Poderoso Deus, olhou para nós e nos escolheu. Através do seu Filho nos garantiu a salvação eterna. 

    O que mais posso dizer ou expressar a não ser a profunda gratidão da minha alma? Não tenho palavras que possa explicar esse tão grande amor. Vivo cada dia dentro da proteção do Senhor. Ele que faz resplandecer o seu rosto sobre mim e sempre teve misericórdia de mim. E tenho paz porque Jesus me garantiu essa paz. "Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós". João 20:21 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Gratidão por tudo!

 
    Acordo todas as manhãs e vejo que a melhor coisa que posso fazer é agradecer pela vida. Só tenho a agradecer a cada um dos desafios que me trouxeram até aqui, que me fizeram crescer e aprender tantas coisas! A vida é sempre uma possibilidade de aprender e desfrutar coisas que o espírito humano deseja. Melhor ainda é quando reconhecemos que tudo que temos devemos a Deus que cuida de nós com todo o cuidado. Saber que somos filhos do Criador e que Ele cuida de cada detalhe da nossa vida é fundamental para caminharmos. Se você está lendo essas palavras neste momento, saiba que Deus lhe deu mais uma rica oportunidade. Se você abriu os olhos nesta manhã e se deparou com essas palavras é porque Deus ama você e cuida de você nos mínimos detalhes! 
 
    Quando sabemos o que Deus tem feito em nossas vidas temos muito a agradecer pela vida e pelo cuidado. Tenho uma profunda gratidão por cada lição que aprendi no passado. Afinal, foram elas que me permitiram chegar até aqui! Todos nós em algum momento passamos por dificuldades e precisamos superar grandes obstáculos. Mas, quando depositamos nossa fé em Deus, sabemos que tudo vai dar certo. A vida reserva surpresas maravilhosas para todos aqueles que cultivam a gratidão! Aprenda a ser grato e você verá o quanto a sua vida irá melhorar. A gratidão abre caminhos em direção ao Pai celestial e podemos ver a sua graça sendo derramada em nossos corações. Nada mais gratificante do que ser grato a Deus por tudo! 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Não espere agradecimentos

    Sempre que for possível ajude o próximo sem fazer exigências e, mais importante ainda, sem esperar nada em troca. Não exija condições. Ajude sempre com desprendimento e não espere agradecimento e nem gratidão. Jesus, certa vez, curou dez cegos e apenas um voltou para agradecer. O Mestre não reclamou disso porque sabia bem como é o ser humano. Erramos muito quando queremos ser reconhecidos quando fazemos alguma coisa, mas nos decepcionamos quando isso não acontece. Algumas pessoas ficam até mesmo deprimidas com a ingratidão. Mas, quando sabemos lidar com isso não sofremos tanto assim. Não se esqueça de que quem ajuda o próximo está, na realidade, ajudando a si mesmo. 

    Uma das lições mais importante que Jesus nos deixou foi "Faça aos outros o que gosta que os outros façam por você". A premissa dessa lição é bem clara. Devemos fazer aos outros, as pessoas que nos cercam, o que gostaríamos que fizessem conosco. Se todos seguissem essa regra básica da boa convivência não teríamos tantos conflitos, violência e desrespeito em nossa sociedade. A lei da semeadura não falha. Se você despreza alguém, um dia será desprezado; se criticar, será criticado. Cada um recebe de acordo com o que oferece. Então, procure fazer o bem e, mesmo que não receba gratidão da pessoa que ajudou, com certeza receberá de outras pessoas. 

    Procure viver um vida de equilíbrio e equidade. A nossa sociedade é agitada e a vida diária uma correria. Mas, é preciso saber ter autocontrole para não se deixar ser levado pela onda desordenada que envolve a todos. Que haja um limite para o trabalho, que você cuide de sua saúde, que viva uma vida de equilíbrio. Não desconte em terceiros as suas frustrações. Não culpe as pessoas pelos seus fracassos e, acima de tudo, tenha consciência de seus deveres em sociedade. O segredo para uma vida equilibrada é você reservar tempo para leitura e meditação da Palavra de Deus, para ler um bom livro, ouvir uma música suave. Isso ajudará a sua saúde mental e possibilitará um equilíbrio na sua vida. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

50

    Um dia você nasce e no outro você já tem 50 anos. A vida passa e você nem percebe. Que maravilha! Uma sensação tão difícil de explicar. Como a vida passou tão rápida assim e quanto tempo ainda tenho para viver? Sou escritor, mas não vou escrever muita coisa. Apenas agradecer a Deus pelos 50 anos concedido a mim. Tudo que Ele me concedeu desfrutar nesse tempo. E pedir graça e proteção para os anos que ainda estão reservados a mim. Não sei se são muitos ou poucos, mas, quero viver de forma plena todos os dias que me restam desta vida com sabedoria e muita paz. Esse é o meu pedido ao Senhor que conta os nossos dias e sabe todas as coisas. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 10 de junho de 2023

Meditações do Poeta Cacerense LX

    1. Entregue seu caminho ao Senhor, confia nele. Só Jesus é a solução para o ser humano. Não importa onde você esteja, Ele estende suas mãos para você neste momento. Ouça a voz suave do Filho de Deus pronto a mudar o rumo de sua vida neste instante. Apenas creia no poder e deixe o Senhor Jesus cuidar de você. Lance sobre Ele toda a sua ansiedade. 

    2. Tem pessoas que a gente nem consegue ficar perto delas porque só falam coisas ruins. São pessoas que só sabem reclamar, são pessimistas e outras que só falam palavrões. Tem, ainda, aquelas pessoas que só sabem proferir coisas negativas e palavras esdrúxulas. E, ainda, aquelas que só sabem falar mal dos outros. Se isso acontece com você, procure mudar essa atitude. 

    3. Nosso testemunho tem de ser mais eloquente do que nossas palavras; somente assim agradará a Deus. 

    4. Ouça-me nesta hora. Sei que estás passando por um momento de dificuldade e não sabes exatamente o que fazer. O vazio na sua alma te deixa triste e pensas em desistir da vida. Não vê saída para esses dias difíceis. Mas, ouve-me nesta hora. Venho aqui te dizer que o Senhor Jesus está atento ao seu sofrer. Ele é Deus e tudo pode fazer para te dar a solução de seus problemas. Sim, Jesus te ama com amor incondicional e está de braços abertos para te receber. 

    5. Estamos vivendo uma fase em que não temos tempo para mais nada. Não conseguimos fazer as coisas que precisamos e, nessa correria, esquecemos do mais importante que é tirar um tempo para Deus. Temos que aprender a controlar o nosso tempo. Se não soubermos controlar o nosso tempo somos um tolo. 

    6. No mundo passamos por momentos de aflições, angústias, medos e, até mesmo, de desespero. No entanto, nunca devemos nos esquecer de quem está sempre conosco. O Deus que criou os céus e a Terra. O Senhor Todo Poderoso que criou cada um de nós com um propósito e que cuida de cada um com cuidados especiais. 

    7. Enquanto os soberbos caminham para a sua própria destruição, nós fazemos menção do nome do nosso Deus e exaltamos a sua grandeza. Reconhecemos o seu senhorio e seu grande poder. E, mais feliz somos porque sabemos que esse grande Deus está conosco. 

    8. Tem pessoas que até não são más, mas andam com pessoas más e isso é prejudicial. Se você anda com pessoas más, você também vai praticar maldades. Seja prudente e afaste-se desses que caminham no caminho da maldade. O segredo, de acordo com a Bíblia é procurar meditar na Palavra de Deus de dia e de noite. 

    9. Ouça-me! Deus está nos conclamando a andarmos no caminho bom. O caminho que Ele nos orienta. Se assim o fizermos vamos ter bons resultados e vamos evitar muitos aborrecimentos. Ouça a mensagem de Deus nesta hora. Procure andar com Deus. 

    10. Um segredo para a vitória pessoal do autocontrole é sabermos pensar antes de qualquer decisão. Isso evita muitos constrangimentos em nossa vida. Aprenda a procurar a paz onde você está. Desenvolva o autocontrole e deixe Deus resolver os problemas que você não pode resolver. 

    11. Sabe o quanto é bom acordar todas as manhãs com uma promessa tão magnífica como esta? Saber que o Senhor nosso Deus é misericordioso e piedoso; longânimo e benigno. Somos privilegiados por essas maravilhas. Não temas o mal que te perturba, as ansiedades da vida, os perigos. Apenas confie neste Deus maravilhoso e saiba que Ele cuida de você. Deus é a nossa proteção e segurança. Louvado seja o nome do Senhor! 

    12. O verdadeiro cristão é aquele que teme ao Senhor e se afasta do pecado. A sabedoria só é concedida para aqueles que percebe o seu valor e que, por isso, busca com perseverança e diligência. Saiba você que Jesus Cristo é a suprema manifestação da sabedoria de Deus. 

    13. Jesus Cristo é o nome acima de todos os nomes. É o único pelo qual podemos ser salvos. E a coisa mais importante quando descobrimos isso é que Ele veio para libertar os cativos do pecado. Por um homem entrou o pecado no mundo e, pelo pecado, a morte, mas, por Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, veio a salvação. 

    14. Não temas o mal que ameaça atingir-te. Confie plenamente em Deus e ore para que Ele te proteja de todos os ataques do inimigo. Quando clamamos ao Senhor de todo o nosso coração Ele nos ouve desde o seu santo monte e nos auxilia. O Senhor nosso Deus é bondoso e misericordioso. Creia nesta palavra! 

    15. Que maravilha é poder servir um Deus tão bom. Um Deus todo poderoso que criou os céus e a Terra e, mesmo assim, tem um cuidado especial com cada um de seus filhos. Não importa o que dizem os que não acreditam em Deus, a minha fé está inabalável nesse Deus misericordioso e bondoso. Deus é bom o tempo todo e a sua misericórdia dura para sempre. Louvado seja o nome do Senhor! 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 21 de janeiro de 2023

Meditações do Poeta Cacerense XXXIX

    1. O grande perigo em nossas vidas é confiarmos em nós mesmos e nas nossas capacidades. Se assim o fizermos, seremos derrotados. Mas, quando colocamos a nossa confiança em Deus temos a certeza da vitória. Deus conduz as nossas pequenas pedras direto na testa dos gigantes. Creia somente no Senhor. Ele peleja por nós. 

    2. Onde termina os meus recursos é onde Deus gosta de agir. É incrível isso! Ele nos conclama a acreditar no seu grande amor para conosco. Deus quer que entendemos que somos dependentes de sua graça. E, Ele é um Deus de amor, misericordioso e está sempre pronto a nos ajudar. Quem sabe você está nesta situação neste momento. Tudo parece ter chegado ao fim e não tem mais solução. Saiba que Jesus quer que você creia no milagre. 

    3. Os ídolos é um dos malefícios que a humanidade cria para adorar. O Senhor procura aqueles verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade. Mas, as pessoas preferem ser enganadas. Milhares seguem cegamente uma imagem de escultura como se ela pudesse lhe fazer alguma coisa. Deus não dá a sua glória para outro e avisa-nos solenemente que os que seguem os ídolos estão indo em um caminho errado. 

    4. Quando deixamos a Palavra de Deus tomar conta da nossa vida, temos uma série de benefícios com isso. Nascemos pela Palavra, crescemos, somos purificados, santificados, protegidos, iluminados e edificados pela Palavra. Que maravilha! 

    5. Você crê no poder da oração? Crê que a oração move a mão de Deus? Então se coloque na brecha e interceda. Quem sabe seu filho, sua filha, seu pai, seu irmão, sua irmã está distante dos caminhos do Senhor e caminha para a destruição. Mas, você pode colocar-se de joelhos e pedir a Deus que mude essa situação e Ele vai mudar. Ele vai salvar, vai libertar e livrar da morte. Creia nessa palavra. Hoje Deus procura por você. Procura por intercessor. Ore um pouco mais. Deus tem algo grande para fazer através de você. Creia que sua súplica pode mudar o destino de uma vida. 

    6. Jesus deve ocupar o melhor lugar na nossa vida. Nenhuma outra coisa deve ter mais prioridade em nossas vidas do que Jesus Cristo. “Sem mim nada podereis fazer” disse Jesus. O segredo para uma vida vitoriosa é deixar Jesus ocupar o melhor lugar na nossa vida. 

    7. Não precisamos temer nada nesta vida, pois aquele que é o autor de nossa salvação tem nos dado a maior de todas as promessas: estar conosco todos os dias até a consumação dos séculos. E, se Ele está conosco, podemos confiar que, mesmo que mil caiam ao nosso lado e dez mil a nossa direita, não seremos atingidos. Louvado seja o Nome do Senhor! 

    8. Livra-me, ó Deus, da falsa religiosidade que toma conta de boa parte das pessoas nos dias atuais. Que eu saiba aprender e colocar em prática os bons ensinamentos do verdadeiro evangelho. O evangelho da humildade e não da soberba; o evangelho da compaixão e não do julgamento; o evangelho do perdão e não do apedrejamento. Que eu saiba viver uma vida dentro dos padrões bíblicos do amor ao próximo e que não venha a cair no laço da autossuficiência. 

    9. O ser humano foi criado a imagem e semelhança de Deus para que o adorassem. Não podemos passar a vida toda existindo nesse mundo e não fazermos aquilo que temos que fazer, isto é, adorar a Deus. Devemos, em cada manhã que Deus nos concede, agradecer sinceramente pela oportunidade de estar com vida e adorar a Deus com sinceridade. Não importa se o dia é só de coisas boas ou o contrário. Que possamos exultar o nosso Deus por aquilo que temos para viver. Deus se agrada disso e todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. 

    10. Devemos buscar as misericórdias de Deus em nossas vidas. Sua proteção e segurança. Devemos ter a mente renovada pelo Espírito Santo de Deus para fazermos a sua vontade enquanto estivermos aqui. Levar a mensagem de esperança que há em Cristo Jesus. Só Jesus é a solução para a humanidade. 

    11. Que possamos nos aproximar de Deus e vivermos na dependência d'Aquele que conhece nossas vidas e as nossas ansiedades. Que possamos deixar o Espírito Santo transformar nossas vidas a ponto de descobrirmos a vontade de Deus. Muitos ainda não experimentaram a vontade de Deus porque não deixaram Ele transformar suas vidas. Que Deus em Cristo nos ajude a tomar essa decisão. Que possamos ter um coração renovado pela graça de Jesus Cristo. 

    12. A vida não é perfeita. Temos dias tribulosos e angustiantes que pensamos até em desistir de tudo. Nada acontece como prevíamos e até mesmo as pessoas a quem nos apegamos nos viram as costas e nos deixa só. Nessas horas não conseguimos conter as lágrimas e nada parece mudar esse quadro triste de nossas vidas. No entanto, para aqueles que creem em Deus há uma esperança. Jesus Cristo. Ele é o salvador enviado pelo Pai para nos resgatar da nossa vã maneira de viver e nos garantir um lugar ao lado de Deus. 

    13. Quando vierem os momentos difíceis da vida, devemos nos lembrar o que Jesus disse a Paulo: “A minha graça te basta”. E a graça de Deus é a sua presença, o seu favor e o seu poder em nossas vidas. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

O justo come e fica satisfeito

    "O justo come até satisfazer o apetite, mas os ímpios permanecem famintos."  Provérbios 13:25 

    Essa grande verdade significa estar sempre agradecido por tudo o que possui. O conselho vale igualmente para outras atividades. Ficar satisfeito significa também não reclamar daquilo que Deus dá hoje, mas ter um espírito grato. "Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus." 1 Tessalonicenses 5:18. O ímpio é insatisfeito porque quer sempre ter mais, numa forma de gula sem limites. 

    Um dos problemas de nosso sistema que incita a insatisfação nas pessoas é a propaganda. A expressão "criar a necessidade no cliente" é um dos pilares dessa ciência. A pessoa satisfeita com suas posses não tem inveja do outro que possui algo que ela não tem. Aquele que compra e não se farta de comprar vive atormentado pelas dívidas, pela ânsia de adquirir sempre mais, pela competição com outras pessoas, enfim, torna-se escravo dos seus desejos. 

    A pessoa satisfeita tem sempre tempo para se dedicar à sua família, ao seu ministério, à sua igreja, aos amigos, e até mesmo ao trabalho. Muitos ficam tão gananciosos que fazem seu trabalho de maneira relaxada, visando apenas à remuneração e não à qualidade daquilo que fazem. 

Reflexão: Bíblia Brasileira de Estudo (p.861).

sábado, 31 de dezembro de 2022

Gratidão a Deus por mais um ano

    "Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome." Salmos 100:4. 

    Venho aqui apenas agradecer ao meu bom Deus. Agradecer por mais um ano de vitórias que tens concedido no meu viver. Sou eternamente grato pela inspiração poética e pelas centenas de mensagens que revelastes a mim. Se não fosse a bondade do Senhor o que seria de mim neste mundo? Lutas e provações nunca faltaram. Todos os dias fui atacado pelas mais diversas tentações. Mas, a sua graça sempre esteve comigo. Eu pude ver, todos os dias deste ano, a Sua gloriosa presença em minha vida. O Senhor me ajudou, me orientou e me deu graça para seguir em frente. Por isso, eu só tenho a agradecer pelas maravilhas na minha vida. 

    Foi um ano ricamente abençoado. Em termos de escrita, o melhor de todos até aqui e tudo isso eu devo ao meu bom Deus. Que a sua graça e bondade continue comigo no novo ano e que eu possa, cada vez mais, crescer na graça e conhecimento da sua santa Palavra. Agradeço pela vida da minha família, minha esposa, meus filhos e filhas, meus pais e meus irmãos e irmãs, aos quais o Senhor tem protegido e dando-lhes mais um ano de vida. Senhor Deus, sou grato por tudo! Obrigado meu Senhor! 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Cada novo dia é um novo motivo para louvar o Senhor

    Deus é quem estabelece os padrões e cura nossa saúde espiritual. Nenhum de nós pode alcançar a justiça de Cristo, mas felizmente não precisamos. Ele compartilha Sua justiça conosco. A parte boa em descobrir o que está errado conosco é que Jesus pode nos curar. O mundo já recebeu um diagnóstico e sabemos que não está nada bom. Estamos no mundo, mas não somos do mundo. A única forma de sermos vitoriosos neste mundo e não nos deixarmos sermos contaminados é nos aproximarmos de Cristo e confiarmos em sua proteção. Só o Senhor Jesus Cristo é capaz de nos ajudar a vencer este mundo mal. Avalie como está a sua saúde espiritual e não perca nenhum minuto de sua vida longe do Senhor. 

    Cada novo dia nos dá novos motivos para louvar o Senhor. É claro que enfrentamos muitas coisas desconhecidas atualmente e algumas até muito complicadas. Mas, o tesouro de cada novo dia é muito especial. Cada novo dia é um dom precioso e precisamos ser agradecidos por isso a Deus. As oportunidades surgem sempre com cada novo dia e devemos estar prontos a aceitarmos os desafios que nos é propostos em cada novo amanhecer. A boa notícia é que podemos contar com a orientação do nosso Deus. Ele não nos deixa só em nenhum momento e, antes mesmo de começar o novo dia, o Senhor já tem nos preparado o melhor caminho a seguir. Precisamos, sim, é ter a confiança nos seus desígnios e andar dentro dos seus propósitos. 

    A liberdade não nos dá o direito de fazer o que nos agrada, mas de fazer o que agrada a Deus. Nem todos têm liberdade política e religiosa, mas todos os cristãos tem liberdade espiritual. Precisamos usá-la não como arma para impor a nossa vontade sobre os outros, mas sim para demonstrar a glória da vontade de Deus. A verdadeira liberdade é relacionar-se com Deus porque isso nos ajudará a tomar as decisões certas para a nossa vida. Liberdade em Deus não nos permitirá usar de mentiras, omissão ou violência. Não podemos fazer o que nos agrada se isso for contra a vontade do Senhor. Isso não é liberdade. Andar nos caminhos do Senhor e fazer a Sua vontade, isso sim, é ter liberdade. 

    Ser agradecido a Deus pela oportunidade que Ele nos concede ao viver é estar em conformidade com os seus propósitos. Uma vez que temos vida e podemos ter as nossas escolhas, isso nos mostra o quanto o Senhor é bondoso conosco. Passamos por momentos de dificuldades, aflições e provações neste mundo, é bem verdade. Mas, o que seria de nós se não fosse a bondade de Deus e sua infinita misericórdia? Já teríamos sido devorados. O mundo é um lugar de opressão, de maldade e assustador. Mas, quando confiamos no Senhor, recebemos graça para sermos vitoriosos em meio as tribulações. Os vendavais e as tempestades são superadas pela calmaria de Cristo em nossas vidas. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense