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sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

Onde está a justiça no mundo?

    "E o que é que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?" Miquéias 6.8 

    Por que alguns possuem muito e muitos possuem tão pouco? Com certeza, essa pergunta já foi feita milhares de vezes. As pessoas exigem justiça quando se inteiram de que uma ditadura cruel oprime as massas pobres. A justiça, no entanto, parece estar ausente quando se contempla um bebê no berço do hospital, seu corpinho convulsionado passando pelo processo de rejeitar o hábito da droga adquirido enquanto estava no ventre da mãe viciada ou uma criança abandonada a própria sorte. Ao ver essas injustiças, alguns rejeitam a realidade do governo de Deus no mundo. Mesmo assim, é possível para o cristão ver a justiça. 

    Deus rejeita a hipocrisia. Algumas pessoas são peritas em ostentar religiosidade. Sabem exatamente o que devem dizer e quando dizê-lo. Sabem quais palavras e ações impressionam os outros e as fazem parecer "santas". No entanto, até que ponto Deus se impressiona com essas demonstrações? O próprio Senhor nos responde: "De que me serve a mim a multidão dos vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes." (Isaías 1.11). Insatisfeito com tanta hipocrisia o Senhor desabafa dizendo que "está cansado de receber essas falsas oferendas". O que Ele exige é arrependimento: "Lavai-vos, e purificai-vos. Tirai a maldade dos vossos atos de diante dos meus olhos! Cessai de fazer o mal!" (Isaías 1. 16). 

    Deus exige justiça. Quando alguém pede desculpas não quer dizer que aquela pessoa se arrependeu de fato. Deus, em sua infinita sabedoria sabe que muitos professam um falso arrependimento para ficar bem diante dos outros. No entanto, o que o Senhor exige de nós é um genuíno arrependimento e um retorno aos princípios da sua Palavra. Deus exige justiça. Não podemos amar apenas da boca para fora. Nosso amor não deve ser em palavras, mas em ações que transforme a sociedade. É preciso "aprender a fazer o bem". 

    Deus oferece perdão. Deus é um Deus de justiça absoluta e misericórdia abundante. Sua misericórdia não tem fim e é a causa de não sermos consumidos. "Ele te declarou, ó homem, o que é bom. E o que é que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?" (Miquéias 6.8). Ao examinarmos a misericórdia de Deus, a pergunta que nos vem à mente é: "Se Deus está tão disposto a perdoar o pecado, por que as pessoas continuam a pecar?" A resposta é que Deus deu a cada um livre arbítrio para aceitar ou rejeitar a misericórdia e, infelizmente, muitos tem rejeitado essa graça e permanecido na prática da iniquidade. 

    Por mais que tentemos, nunca poderemos impressionar a Deus com nossas "obras". É triste, mas muitos pensam que se uma pessoa consegue acumular suficientes boas obras, estas compensarão as más obras cometidas. Entretanto, o que interessa a Deus é o serviço sincero inspirado no coração. Deus quer justiça verdadeira e um coração humilde. Devemos pedir perdão se em nossa vida existir um pouquinho que seja de hipocrisia. Deus nos perdoará e nos restaurará porque nos ama muito. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 12 de maio de 2024

O que são doutrinas de demônios em 1 Timóteo 4:1?

    Em muitos lugares, as Escrituras nos alertam contra a falsa doutrina. Um desses lugares é em 1 Timóteo 4:1: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios”. Uma doutrina é um ensino ou um conjunto de princípios. As “doutrinas de demônios”, então, são coisas que os demônios ensinam. 

    Pode haver boas e más doutrinas. A palavra doutrina pode se referir aos ensinos bíblicos de uma igreja ou pastor. Ou, no caso de 1 Timóteo 4:1, os ensinos ímpios de Satanás. Aqueles que seguem as doutrinas de demônios “apostatarão da fé”. Ou seja, obedecer à doutrina dos demônios é um assunto sério porque envolve um afastamento da verdade do evangelho de Cristo. 

    Como as doutrinas dos demônios são divulgadas? Elas são transmitidas por instrutores humanos: “pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência” (1 Timóteo 4:2). Esses falsos mestres são hipócritas; isto é, suas vidas não evidenciam a santidade que aparentemente defendem. Eles são mentirosos; isto é, utilizam-se da falsidade e conscientemente levam outros à apostasia. E eles estão além do alcance da consciência; isto é, encontraram uma maneira, em suas próprias mentes, de justificar suas mentiras. Esses falsos mestres podem ser simpáticos, charmosos e persuasivos, mas não recebem sua mensagem do Espírito Santo; antes, lançam sugestões de espíritos malignos, cujo trabalho é desviar as pessoas. 

    Quais são exatamente as doutrinas de demônios? O contexto imediato dá uma ideia dos ensinamentos a serem observados: eles “proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificado” (1 Timóteo 4:2-5). De acordo com esta passagem, não devemos seguir nenhuma pessoa ou grupo que proíba o casamento ou que coloque restrições a certos alimentos. Qualquer pessoa ou grupo que diga que a santidade vem por meio de uma dieta seletiva ou da abstinência sexual completa está mentindo. 

    No Jardim do Éden, Eva se deparou com as doutrinas de demônios enquanto a serpente falava com ela: “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gênesis 3:1). No início da conversa, Satanás questionou o ensino de Deus e, à medida que continuaram a falar, ele substituiu o ensino de Deus pelo seu. Satanás continua a usar engano, dúvida e sutileza para desviar as pessoas. Satanás é o pai da mentira e assassino desde o início (João 8:44), e as doutrinas ensinadas por seus demônios por meio de cúmplices humanos voluntários continuam a separar as pessoas de Deus e de Sua bênção. 

    Satanás sabe como nos manipular, e é por isso que as doutrinas dos demônios são tão eficazes. Podemos identificar as doutrinas dos demônios quando estamos imersos na verdade. Devemos ler e estudar nossas Bíblias. Quando sabemos o que Deus diz sobre um determinado assunto, qualquer desvio desse ensino fará soar alarmes de perigo. Quando estamos em sintonia com a Palavra de Deus, as aberrações de Suas notas soarão vazias e desafinadas. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Preserva-me de qualquer caminho falso

    Foi Charles Spurgeon quem disse essas sábias palavras: "Sempre que um homem está prestes a esfaquear a religião, normalmente professa uma grande reverência por ela". Confesso que ao ler tais palavras, detive-me por alguns minutos em reflexão. A profundidade deste pensamento me levou a questionamentos inquietantes em minha mente já um tanto atordoada com os últimos acontecimentos. 
 
    Estamos tendo que nos desgastar para tentar responder o óbvio. Tabus que já haviam sido superados voltaram ao tabuleiro das ideologias. Se não compactuo com os desmandos de uns, automaticamente sou taxado de estar coleado com o outro. Haveria uma forma de tornar-me isento de tais acusações? Tenho eu, de verdade, direito a liberdade de expressão? Provavelmente não. 
 
    Fato é que são dias terríveis. O que você diz é distorcido pelo que a pessoa "acha" que ouviu e eu tenho que me justificar por algo que não disse. Situação lamentável. Os tempos são trabalhosos. São tempos enganadores. Tempos onde proliferam vãs filosofias, doutrinas de demônios e autoritarismo. Ao sentir-me encurralado neste labirinto de incoerências, sinto a necessidade premente de buscar auxílio do céu. 
 
    Por isso, minha oração neste momento é que o Senhor possa preservar-me de qualquer caminho falso. Que eu saiba persistir no caminho certo e nas orientações do meu Deus. O mundo vai de mal a pior, mas devo confiar na sabedoria do Senhor exposta em sua Palavra. Que eu saiba diferenciar a hipocrisia e rechaçá-la caso queira dominar o meu caminho. A grande verdade é que muitos chegarão diante do Senhor tentando se justificarem, mas só receberão uma palavra do Mestre: "Eu não vós conheço!" 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Onde está a justiça no mundo?

    "E o que é que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?" Miquéias 6.8 
 
    Por que alguns possuem muito e muitos possuem tão pouco? Com certeza, essa pergunta já foi feita milhares de vezes. As pessoas exigem justiça quando se inteiram de que uma ditadura cruel oprime as massas pobres. A justiça, no entanto, parece estar ausente quando se contempla um bebê no berço do hospital, seu corpinho convulsionado passando pelo processo de rejeitar o hábito da droga adquirido enquanto estava no ventre da mãe viciada ou uma criança abandonada a própria sorte. Ao ver essas injustiças, alguns rejeitam a realidade do governo de Deus no mundo. Mesmo assim, é possível para o cristão ver a justiça. 
 
    Deus rejeita a hipocrisia. Algumas pessoas são peritas em ostentar religiosidade. Sabem exatamente o que devem dizer e quando dizê-lo. Sabem quais palavras e ações impressionam os outros e as fazem parecer "santas". No entanto, até que ponto Deus se impressiona com essas demonstrações? O próprio Senhor nos responde: "De que me serve a mim a multidão dos vossos sacrifícios, diz o Senhor? Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes." (Isaías 1.11). Insatisfeito com tanta hipocrisia o Senhor desabafa dizendo que "está cansado de receber essas falsas oferendas". O que Ele exige é arrependimento: "Lavai-vos, e purificai-vos. Tirai a maldade dos vossos atos de diante dos meus olhos! Cessai de fazer o mal!" (Isaías 1. 16). 
 
    Deus exige justiça. Quando alguém pede desculpas não quer dizer que aquela pessoa se arrependeu de fato. Deus, em sua infinita sabedoria sabe que muitos professam um falso arrependimento para ficar bem diante dos outros. No entanto, o que o Senhor exige de nós é um genuíno arrependimento e um retorno aos princípios da sua Palavra. Deus exige justiça. Não podemos amar apenas da boca para fora. Nosso amor não deve ser em palavras, mas em ações que transforme a sociedade. É preciso "aprender a fazer o bem". 
 
    Deus oferece perdão. Deus é um Deus de justiça absoluta e misericórdia abundante. Sua misericórdia não tem fim e é a causa de não sermos consumidos. "Ele te declarou, ó homem, o que é bom. E o que é que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus?" (Miquéias 6.8). Ao examinarmos a misericórdia de Deus, a pergunta que nos vem à mente é: "Se Deus está tão disposto a perdoar o pecado, por que as pessoas continuam a pecar?" A resposta é que Deus deu a cada um livre arbítrio para aceitar ou rejeitar a misericórdia e, infelizmente, muitos tem rejeitado essa graça e permanecido na prática da iniquidade. 
 
    Por mais que tentemos, nunca poderemos impressionar a Deus com nossas "obras". É triste, mas muitos pensam que se uma pessoa consegue acumular suficientes boas obras, estas compensarão as más obras cometidas. Entretanto, o que interessa a Deus é o serviço sincero inspirado no coração. Deus quer justiça verdadeira e um coração humilde. Devemos pedir perdão se em nossa vida existir um pouquinho que seja de hipocrisia. Deus nos perdoará e nos restaurará porque nos ama muito. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

As doenças do nosso século (Parte II)

 

    Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos(2Tm 3.1).

DOENÇAS NA ÁREA SOCIAL

    Dentre as enfermidades sociais desses tempos difíceis podemos destacar:

    1) Desobediência aos pais e ingratidão. É de se notar que ao longo da história, a cultura anticristã tem incentivado a desobediência ao mandamento divino, explícito em Êxodo 20.12, que ordena aos filhos honrar pai e mãe. Entretanto, nada se compara a insubordinação obstinada dos filhos aos pais nesses últimos dias (Rm 1.30; 1Tm 1.9). Lembremos que a responsabilidade de educar os filhos não é dos avós, nem da escola e igreja, muito menos do Estado. Esse dever é dos pais (Dt 6.6,7; Sl 127.3-5; Pv 22.6). A ingratidão, por sua vez, é uma consequência da apostasia destes últimos tempos. Sempre que há uma ascensão do paganismo e do pecado, os homens tendem à ingratidão (Rm 1.21).

    2) Desamor e Crueldade. Há por toda parte pessoas desprovidas de “afeto natural”, isto é, que não têm afeição, amor e cuidado nem mesmo pela própria família. São pais desafeiçoados aos filhos, e filhos que não têm a menor consideração e carinho pelos pais (1Tm 1.9; Ef 6.1-4). Desde o passado distante, o desamor e a crueldade têm caminhado juntos revelando a irracionalidade e a selvageria dos homens (Êx 1.22; 2Rs 25.7). A Bíblia nos alerta sobre os que “respiram crueldade” contra seus desafetos (Sl 27.12). A falta de afeição dos ímpios faz com que até seus animais sofram (Pv 12.10 cf. Nm 22.27). Não nos enganemos! Os “últimos dias” não serão menos violentos que os do tempo pré-diluviano (Gn 6.5,11).

    3) Dureza de coração e Calúnia. O perdão e a reconciliação são atributos necessários à convivência social e religiosa. Porém, a Palavra de Deus nos adverte que nos últimos dias, os homens tornar-se-ão irretratáveis, “duros de coração”, e incapazes de perdoar. Nas regras de sobrevivência do mundo moderno não há espaço para a compaixão e perdão. Jesus, em seu conhecido sermão do monte, condenou taxativamente o rancor vingativo, e enobreceu a mansidão e a graça (Mt 5.5,9,21-26; 11.29; Mc 11.25). A calúnia, no original “diábolos”, é outra doença terrível desse século. São caluniadores aqueles que se comprazem em depreciar a honra e a moral alheia (Tt 2.3). O difamador, diz a Bíblia, “separa os maiores amigos” (Pv 16.28).

    4) Traição e Hipocrisia. São desvios de caráter próprios de certos executivos e políticos que se orgulham de enganar seus concorrentes e descumprirem suas promessas em razão de suas conveniências pessoais (Is 32.6; Lc 12.1; 1Tm 4.2). Infelizmente, essas doenças atingem todas as áreas e níveis da sociedade (Is 9.17; Mt 6.2,5,16). Não nos esqueçamos que até no colégio apostólico houve um discípulo traidor e hipócrita (Mt 26.47-50; Jo 12.3-6). Assim como Judas, muitos têm aparência de piedade, mas são lobos devoradores (Mt 7.15).

    5) Aversão ao bem. Nos últimos dias, diz-nos a Palavra de Deus, os homens serão inimigos do bem e negar-se-ão a praticá-lo. Desprezarão os bons e amarão os maus (Sl 14.1; Pv 28.5; 2Tm 3.13). Atualmente, a indústria do entretenimento tem induzido nossas crianças a gostarem de “heróis” de caráter explicitamente mau, seres demoníacos e monstros malignos através de jogos eletrônicos e das histórias em quadrinhos. Contudo, o cristão deve ser “amigo do bem” (Tt 1.8).

    6) Abuso de poder. Diz respeito aos homens obstinados, orgulhosos e atrevidos que abusam do poder temporário, cultuando a própria personalidade (Ez 28.5-8; Jo 19.10,11; At 12.20-23). Aqui também estão incluídos aqueles obreiros de ministérios independentes, que não obedecem nem prestam contas a ninguém (2Cr 26.18-21). Reconsideremos o exemplo do servo que espancava os conservos na ausência de seu senhor (Mt 24.46-51). A Escritura exorta à obediência aos pastores (Hb 13.7,17; 1Ts 5.12,13), mas ordena que o ministro presida “com cuidado” e “governe bem” (Rm 12.8c; 1Tm 5.17).

Resumo

    As mais graves doenças sociais de nosso século são: desobediência aos pais, ingratidão, desamor, crueldade, dureza de coração, calúnia, traição, hipocrisia, aversão ao bem e abuso do poder.

Fonte: Lições Bíblicas CPAD 3º Trimestre de 2008.

Leia a Parte I http://meutestemunhovivo.blogspot.com/2022/01/as-doencas-do-nosso-seculo-parte-i.html