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sexta-feira, 25 de novembro de 2022

O que significa que haverá falsos cristos no fim dos tempos?

 
   Um falso cristo ou um falso messias é um fingidor que afirma ser Aquele que foi enviado por Deus para salvar a humanidade. Em Mateus 24:23-24, Jesus diz: “Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos.” Isso é parte de um ensinamento mais amplo sobre o que esperar no fim dos tempos. Em Mateus 24, Jesus repete este ensino, acrescentando: “Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (versículos 26–27).

    O “fim dos tempos” significa várias coisas na Bíblia. De acordo com Hebreus 1:2, os “últimos dias” são a era do Novo Testamento, começando com a primeira vinda de Jesus Cristo. Este também é o sentido em Atos 2:16–17, 1 João 2:18 e 1 Pedro 1:20. Nesse sentido, vivemos no “fim dos tempos”; isto é, estamos na dispensação final antes da segunda vinda de Cristo. Em Mateus 13:49, o "fim dos tempos" se refere ao tempo de julgamento na segunda vinda do Senhor. O retorno do Senhor e os eventos antecedentes que levaram a ele (ver Apocalipse 6–16) são comumente referidos como o "fim dos tempos" hoje. Embora o “fim dos tempos” possa ter começado 2.000 anos atrás, haverá uma rápida escalada dos sinais que Jesus deu conforme o tempo se aproxima de Seu retorno. Acreditamos que o “fim dos tempos”, como comumente entendido, começará com o arrebatamento da igreja.

    Falsos cristos vêm e vão desde o primeiro século (Marcos 13:22; 2 Pedro 2:1). Eles surgem quando alguém afirma ser o Messias ou quando um ramo do Cristianismo se desvia do ensino claro da Palavra de Deus e tenta definir Jesus como algo diferente de quem realmente é. Os apóstolos lidaram com a falsa doutrina em muitas de suas cartas às igrejas, alertando os crentes sobre os falsos cristos e falsos profetas em seu meio (2 Coríntios 11:13). João deu uma definição clara e precisa da Cristologia: “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo” (I João 4:2-3).

    Falsos cristos têm continuado a aparecer. Mesmo no século passado, certos homens como Jim Jones, Sun Myung Moon e David Koresh alcançaram proeminência alegando ser Deus ou Seu braço direito. Eles geralmente começavam com a Bíblia, mas então pegavam um versículo ou ideia e construíam sua própria teologia em torno disso, transformando seu grupo em uma seita que se auto-afirma. Os líderes de seitas frequentemente atraem suas vítimas apresentando-se como cristãos que creem na Bíblia. Grupos como a Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a Igreja de Cristo, Igreja Cientista e as Testemunhas de Jeová afirmam ser cristãos, mas todos eles negam a divindade e a obra de Jesus, o Filho de Deus, como nosso único caminho para o perdão e vida eterna (veja João 14:6).

    Mais perto de casa, uma proliferação de falsos cristos tem surgido em lugares inesperados: nos púlpitos de igrejas cristãs. Quando um ensino reinventa Jesus como alguém diferente de quem realmente é ou minimiza intencionalmente as verdades mais difíceis de Seu evangelho, ele apresenta um falso cristo. Por exemplo, uma onda de ensino da hipergraciosidade e o foco em viver uma vida de prosperidade mundana minimizam a glória de Jesus Cristo em favor da adoração pessoal. Nesses casos, Jesus, quando mencionado, é frequentemente apresentado como apenas a passagem para receber as bênçãos de Deus. Nesta geração de analfabetismo bíblico, muitos ouvintes engolem avidamente essa versão de Cristo feita pelo homem, nunca desafiando a doutrina distorcida que a concebeu. Mesmo quando as pessoas têm a oportunidade de “tomar uma decisão” por Jesus, devemos nos perguntar: a que Cristo estão se comprometendo?

    2 Timóteo 4:3-4 nos avisou que viria um tempo em que as pessoas não tolerariam a sã doutrina. À medida que os dias escurecem e o pecado aumenta, um cristo mais palatável torna-se atraente para aqueles que “amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” (João 3:19). 2 Tessalonicenses 2:11-12 explica por que tantos são atraídos por falsos cristos. O versículo 10 diz: “e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.” Quando as pessoas se recusam a amar a verdade, o verdadeiro Jesus ou a santa Palavra de Deus, Deus os entrega às suas próprias ideias e aos seus falsos cristos, nenhum dos quais tem qualquer poder para salvar (Romanos 1:21-23).

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Preserva-me de qualquer caminho falso

    Foi Charles Spurgeon quem disse essas sábias palavras: "Sempre que um homem está prestes a esfaquear a religião, normalmente professa uma grande reverência por ela". Confesso que ao ler tais palavras, detive-me por alguns minutos em reflexão. A profundidade deste pensamento me levou a questionamentos inquietantes em minha mente já um tanto atordoada com os últimos acontecimentos. 
 
    Estamos tendo que nos desgastar para tentar responder o óbvio. Tabus que já haviam sido superados voltaram ao tabuleiro das ideologias. Se não compactuo com os desmandos de uns, automaticamente sou taxado de estar coleado com o outro. Haveria uma forma de tornar-me isento de tais acusações? Tenho eu, de verdade, direito a liberdade de expressão? Provavelmente não. 
 
    Fato é que são dias terríveis. O que você diz é distorcido pelo que a pessoa "acha" que ouviu e eu tenho que me justificar por algo que não disse. Situação lamentável. Os tempos são trabalhosos. São tempos enganadores. Tempos onde proliferam vãs filosofias, doutrinas de demônios e autoritarismo. Ao sentir-me encurralado neste labirinto de incoerências, sinto a necessidade premente de buscar auxílio do céu. 
 
    Por isso, minha oração neste momento é que o Senhor possa preservar-me de qualquer caminho falso. Que eu saiba persistir no caminho certo e nas orientações do meu Deus. O mundo vai de mal a pior, mas devo confiar na sabedoria do Senhor exposta em sua Palavra. Que eu saiba diferenciar a hipocrisia e rechaçá-la caso queira dominar o meu caminho. A grande verdade é que muitos chegarão diante do Senhor tentando se justificarem, mas só receberão uma palavra do Mestre: "Eu não vós conheço!" 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense