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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Nunca gaste seu dinheiro antes de ganhá-lo

    "E Ele lhes disse: "Então, deem a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Mateus 22.21 
 
    “Nunca gaste seu dinheiro antes de ganhá-lo” é mais do que um conselho financeiro; é uma ética da espera.  Vivemos numa época que transforma desejo em urgência. O mundo nos convida a possuir antes de merecer, a desfrutar antes de construir, a ostentar antes de conquistar. O crédito fácil é a metáfora perfeita de uma cultura que promete o amanhã como se ele já estivesse garantido. Mas o amanhã não é propriedade — é possibilidade. 
 
    Gastar antes de ganhar é, muitas vezes, uma tentativa de antecipar uma identidade. Compramos o símbolo do sucesso antes de viver o esforço que o sustenta. É como querer colher o fruto sem atravessar a estação da semente. O problema não está apenas na dívida financeira, mas na dívida existencial: quando nos acostumamos a viver do que ainda não somos, começamos a temer o momento em que a realidade cobra coerência. 
 
    Há algo profundamente formador no intervalo entre desejar e conquistar. Esse intervalo nos educa. Ensina disciplina, paciência, planejamento e, sobretudo, limite. O limite é uma virtude esquecida — mas é ele que nos impede de confundir necessidade com vaidade. 
 
    Adiar o gasto é também um exercício de soberania interior. Significa dizer: “Eu não sou escravo da minha vontade imediata.” Num mundo que estimula o consumo como resposta a qualquer vazio, resistir é um ato quase revolucionário. É escolher construir antes de aparentar. 
 
    Isso não significa viver com medo ou avareza. Não se trata de negar o prazer, mas de alinhar prazer e responsabilidade. Quando o dinheiro é fruto do trabalho já realizado, ele carrega dignidade. Ele representa tempo investido, esforço convertido, escolhas feitas. Gastá-lo, então, torna-se um gesto consciente — não um impulso. 
 
    Há também uma dimensão espiritual nessa máxima. Gastar antes de ganhar é apostar no futuro como se ele nos devesse algo. Mas o futuro não nos deve nada; ele apenas responde ao que semeamos. A prudência financeira é, nesse sentido, uma forma de humildade diante do imprevisível. 
 
    No fundo, o conselho nos lembra de algo maior: não viver adiantado demais em relação à própria realidade. Cada etapa tem seu tempo. Cada conquista tem seu custo. A maturidade não está em possuir rapidamente, mas em sustentar aquilo que se possui. Porque o que vem antes da hora costuma vir acompanhado de ansiedade. E o que chega no tempo certo costuma vir acompanhado de paz. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A fé não pode ser mercadoria

    Quando o amor passa a ser interpretado sob a lógica econômica, algo essencialmente humano sofre uma mutação silenciosa. O que antes era experiência, encontro, vulnerabilidade, transforma-se em transação. No contexto do chamado “capitalismo religioso”, essa mutação adquire contornos ainda mais delicados, porque toca o território do sagrado — justamente o espaço que muitas tradições espirituais afirmam ser incompatível com a lógica da compra e venda. 
 
    A fé, em sua dimensão mais profunda, nasce de uma relação com o mistério, com o sentido, com aquilo que não pode ser plenamente medido. Já o mercado exige cálculo, equivalência, previsibilidade. Quando essas duas esferas se fundem de maneira extrema, surge uma tensão: aquilo que deveria ser vivido como graça corre o risco de ser reinterpretado como investimento; a devoção, como estratégia; a esperança, como ativo simbólico. 
 
    Nesse cenário, o amor deixa de ser um fim em si mesmo e passa a funcionar como promessa de retorno — emocional, social ou até financeiro. A espiritualidade, então, pode ser instrumentalizada: crê-se não apenas por convicção íntima, mas pela expectativa de recompensa. O problema não está na legítima busca humana por melhoria de vida ou conforto, mas na transformação da experiência espiritual em mecanismo de troca, onde o divino parece responder às mesmas regras de eficiência e produtividade que regem o consumo. 
 
    Há também uma consequência subjetiva importante. Se a bênção é percebida como resultado de mérito econômico ou de performance religiosa, a frustração torna-se culpa individual. A ausência de prosperidade pode ser interpretada como falha moral, enfraquecendo a complexidade das condições sociais e existenciais. A fé, que poderia ser espaço de acolhimento, corre o risco de se tornar arena de comparação e ansiedade. 
 
    Não precisamos negar a materialidade da vida nem demonizar instituições religiosas. Podemos, porém, questionar: o que acontece quando categorias de mercado colonizam dimensões simbólicas e afetivas? Que tipo de relação com o sagrado se constrói quando até o amor parece depender de lógica contratual? E, sobretudo, que perdas humanas se acumulam quando aquilo que é, por natureza, gratuito, passa a ser percebido como produto? 
 
    Talvez o ponto mais sensível seja lembrar que nem tudo que tem valor pode ter preço. Amor, fé, sentido, pertencimento — essas experiências estruturam a existência justamente porque escapam à mensuração estrita. Reduzi-las a equivalências econômicas pode oferecer uma sensação de controle, mas empobrece sua densidade. O desafio contemporâneo não é eliminar o mercado nem negar a realidade econômica, e sim impedir que sua lógica se torne a única linguagem possível para interpretar o humano e o transcendente. 
 
    Preservar o amor e a fé como espaços de gratuidade não é ingenuidade; é uma forma de resistência simbólica. É afirmar que há dimensões da vida que não podem ser totalmente capturadas por sistemas de troca — e que talvez residam aí, justamente, as experiências mais decisivas da condição humana. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Duras verdades que precisam ser ditas

    Tragédias nem sempre acontecem do nada. A maioria começa com pequenos deslizes que parecem sem importância e acabam levando o ser humano ao fracasso. Devemos ter cuidado com as concessões que fazemos, pois uma vida de entrega ao pecado começa com pequenos deslizes. Empurram para debaixo do tapete, fazem vistas grossas e compactua com a iniquidade. Cuidado! A virtude deve ser uma marca do cristão autêntico. A partir de uma vida virtuosa, os filhos de Deus serão abençoados em tudo o que fizerem. 

    Vivemos uma época em que tudo gira entorno do dinheiro. Um mundo capitalista selvagem onde valoriza-se o ter em detrimento do ser. No entanto, é inadmissível que os servos de Deus negociem milagres e curas do Senhor por presentes ou favores humanos. Tomar cuidado com os caches e ofertas "abençoadas". Não se venda por trinta moedas de prata. Não vise apenas o lucro. Não comercialize com o nome de Cristo. Não mercantilize as almas. 

    Só podemos ter esse pensamento. Deus sempre ouve os sinceros de coração, que confiam nEle mesmo diante do medo e da insegurança. A obediência a Deus não significa ausência de problemas e enfrentamentos. No entanto, quando nos dedicamos ao Senhor Ele preza por nós e nos orienta no caminho certo. É urgente a necessidade de viver para obedecer e agradar a Deus. O mundo precisa de exemplos, a Igreja precisa de inspiração. Deus ainda levanta líderes! 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 4 de janeiro de 2025

Opressores e oprimidos

    "Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás; a paga do diarista não ficará contigo até pela manhã". Levítico 19:13 

    Ladrões! Bando de ladrões! Estamos cercados de ladrões. Pessoas inescrupulosas que roubam o próximo. Sanguessugas de um mundo capitalista tiram proveito da ignorância alheia e roubam. Desviam dinheiro da educação. Tiram da boca das crianças. Usam de força e violência para saquear os bens alheios. Puxam o tapete. Colarinhos brancos. Ludibriam os incautos e negociam a fé de seu semelhante. Raça de víboras! 

    Ladrões! Oprimem o pobre. Desprezam as viúvas. Provocam a desigualdade social. Que mundo é esse que estamos vivendo? Roubam o direito e a dignidade do trabalhador. Corruptos! Gananciosos! Triste geração essa nossa. Só pensam em dinheiro. Lobos do próprio homem. Impostores que ocupam as melhores cadeiras. Tomam a propriedade alheia. Jogam as crianças no lixo. Maltratam os idosos roubando-lhes a esperança. E querem que eu me cale? 

    Olhe para você. O que tens feito? De qual lado você está? "E como vós quereis que os homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós, também". Lucas 6:31 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 26 de setembro de 2023

O que significa que ninguém pode servir a dois senhores em Mateus 6:24?

    Em Mateus 6:24, Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” Ele falou essas palavras como parte do Seu Sermão da Montanha (Mateus 5-7), no qual disse que era tolice armazenar tesouros na terra onde “a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam” (Mateus 6:19–20); antes, Ele nos exortou a acumular tesouros no céu, onde durarão para sempre. O obstáculo que nos impede de investir com sabedoria é o coração. Onde quer que esteja o nosso tesouro, ali estará o nosso coração (Mateus 6:21). Seguimos o que cativa os nossos corações, e Jesus deixou claro que não podemos servir a dois senhores. 
 
    Um mestre é qualquer coisa que nos escravize (Romanos 6:16). Álcool, luxúria e dinheiro são mestres de algumas pessoas. Na advertência de Jesus de que não podemos servir a dois senhores, Ele especifica o dinheiro como senhor em oposição a Deus. 
 
    O chamado de Jesus para segui-lO é um chamado para abandonar todos os outros mestres. Ele chamou Mateus, o cobrador de impostos, da coletoria (Mateus 9:9). Mateus obedeceu e se afastou de riquezas extravagantes e negócios sujos. Jesus chamou Pedro, Tiago e João do cais de pesca (Marcos 1:16-18). Obedecer ao chamado de Jesus significava que tinham que deixar para trás tudo o que sabiam, tudo pelo que trabalharam. Jesus chamou Paulo, um fariseu bem-sucedido, com as palavras: “…pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (Atos 9:16). Essas palavras nunca farão parte de uma campanha publicitária de grande escala para o Cristianismo - mas talvez devessem, porque é isso que significa seguir a Jesus (Lucas 9:23). Devemos abandonar tudo o mais, não importa o custo (Mateus 10:34-39). 
 
    O Senhor descreve a Si mesmo como um “Deus zeloso” (Êxodo 34:14). Isso significa que Ele guarda o que é Seu por direito. Ele é justamente ciumento de nossas afeições porque fomos criados para conhecê-lO e amá-lO (Colossenses 1:16). Ele não é ciumento por Si mesmo; Ele não precisa de nada (Salmo 50:9-10). Ele tem ciúmes de nós porque precisamos dEle (Marcos 12:30; Mateus 22:37). Quando servimos a outro senhor, como o dinheiro, roubamos a nós mesmos de tudo o que fomos criados para ser e roubamos a Deus de Sua adoração legítima. 
 
    A reivindicação de Jesus para nós é exclusiva. Ele nos comprou com o Seu próprio sangue e nos livrou do nosso antigo mestre, o pecado (1 Coríntios 6:20; 7:23; Romanos 6:17). Ele não divide o Seu trono com ninguém. Durante o tempo de Jesus na terra, algumas pessoas O seguiram por algum tempo, mas a sua devoção era superficial (Lucas 9:57-62). Eles queriam algo que Jesus ofereceu, mas não eram comprometidos (Marcos 10:17-22). Outras coisas eram mais importantes. Eles queriam servir a dois senhores. 
 
    Não podemos servir a dois senhores porque, como Jesus ressaltou, acabamos odiando um e amando o outro. É apenas natural. Mestres adversários exigem coisas diferentes e levam a caminhos diferentes. O Senhor está indo em uma direção, e a nossa carne e o mundo estão indo na outra. Uma escolha deve ser feita. Quando seguimos a Cristo, devemos morrer para todo o resto, ou não conseguiremos segui-lO. Seremos como algumas das sementes da parábola de Jesus (Lucas 8:5-15) – apenas uma parte dessas sementes realmente deu frutos. Algumas brotaram no início, mas depois murcharam e morreram. Elas não estavam profundamente enraizadas em solo bom. 
 
    Se tentarmos servir a dois senhores, teremos lealdades divididas e, quando as dificuldades do discipulado colidem com a atração do prazer carnal, a atração magnética da riqueza e do sucesso mundano nos afastará de Cristo (veja 2 Timóteo 4:10). O chamado à piedade vai contra a nossa natureza pecaminosa. Somente com a ajuda do Espírito Santo podemos permanecer dedicados a um Mestre (João 6:44). 
 

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Os perigos da ambição (Parte II)

 

    Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos(Rm 12.16)

    A ambição e a cobiça pelas coisas materiais são algumas das razões pelas quais muitos naufragam na fé.  

II. AMBIÇÃO NA IGREJA

    1. Poder. Para certos pregadores e conferencistas da atualidade, o ministério é um meio de projeção pessoal; um modo de se adquirir prestígio, poder temporal e lucro financeiro (At 20.28-30; 2Co 2.17; 2Pe 2.1). Diótrefes é um perfeito exemplo da presença desses maus elementos na igreja (3Jo vv.9,10). O que não dizer também das abomináveis disputas por cargos eclesiásticos, oriundas de ambições pessoais? (1Co 3.1-7). Tiago em sua epístola, capítulo 4, versículos 1 e 2 afirma que a cobiça é a causa de muitos desentendimentos entre o povo de Deus. A Palavra de Deus reprova qualquer atitude pessoal que objetive o “prêmio de Balaão” (Jd vv.11-16; 2Pe 2.1 5; Ap 2.14).

    2. Dinheiro (1Tm 6.5,9). Infelizmente, em nossos dias, há certos obreiros que abrem igrejas e fundam ministérios visando apenas o lucro financeiro. Por isso a Bíblia nos adverte acerca daqueles que não são pastores, mas mercenários (Jo 10.12,13), “lobos cruéis”, que não perdoam o rebanho (At 20.29).

    O mercenário é aquele que trabalha em troca de qualquer vantagem material, sem nenhum interesse e intenção honesta de cuidar das ovelhas (2Pe 2.3). Deus rechaça terminantemente a ganância, a avareza e a cobiça (Lc 12.13-21; Tg 4.1,2).

    3. Sexo. Em 2 Pedro, capítulo 2, a Bíblia expõe uma extensa lista de pecados dos falsos mestres; quais sejam: a) ensinos e práticas heréticas que destroem a fé e a vida cristã: “heresias de perdição” (v.1); b) todo tipo de conduta vergonhosa: “suas dissoluções” (v.2); c) exploração mercenária do povo: “por avareza farão de vós negócios” (v.3); d) adultério e pecados do sexo extraconjugal: “tendo os olhos cheios de adultério” (v.14); e) falsa liberdade: “Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção” (v.19). Tudo isso é produto da ambição.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

    Poder, dinheiro e sexo também são elementos que desencadeiam a ambição nos falsos mestres e líderes das igrejas, conforme 1Tm 6.5,9 e 2Pe 2. 

Fonte: Lições Bíblicas CPAD 3º Trimestre de 2008

Leia a Parte I aqui http://meutestemunhovivo.blogspot.com/2022/04/os-perigos-da-ambicao-parte-i.html

quinta-feira, 3 de março de 2022

Os males do consumismo (Parte I)

 

    Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada(Pv 30.8).

    A aplicação do fruto do Espírito na vida cristã é o remédio eficaz contra a doença do consumismo de nosso tempo.

    A riqueza, a fama, o poder, os prazeres e o consumo desenfreado são ineficazes para satisfazer as necessidades da alma (Ec 6). Infelizmente, por essas coisas vãs, muitos têm empenhado tudo o que possuem, inclusive a própria vida (Mt 16.26). A Palavra de Deus nos adverte taxativamente sobre o gasto abusivo e desnecessário (Pv 11.20; Is 55.2). Nesta lição, aprenderemos sobre como nos livrar desta enfermidade.

Parte I. Os males do consumismo

    1. O apelo consumista nos meios de comunicação. Muitos são impelidos, especialmente, pela propaganda difundida nas mídias eletrônicas (Rádio, TV, Internet), a comprarem aquilo de que realmente não necessitam. Os profissionais do marketing aproveitam-se das datas comemorativas tais como, Natal, Páscoa, Dia das mães, dos pais, dos namorados, das crianças, etc., para incitar as pessoas ao consumo. O pior do consumismo é que muitos acabam valorizando mais as coisas materiais que as espirituais (Pv 30.15; Mt 6.19-21).

    O crente em Jesus deve resistir ao consumo inútil e à tentação do crédito fácil, propalados pela mídia. Lembre-se: “Crédito imediato é também dívida imediata!”. Façamos, pois, a oração de Agur: “Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada” (Pv 30.8,9).

    2. O supérfluo em detrimento do essencial. Essencial para o consumo é aquilo que, sem o qual, a vida exaure: comida, roupa, moradia e, na medida certa, o lazer. Até mesmo no que é indispensável devemos confiar mais em Deus que em nossos próprios esforços (Mt 6.25-34). O supérfluo é tudo aquilo que não é essencial à manutenção da vida. Sob a influência dos meios de comunicação, há os que suprimem itens prioritários à sobrevivência, para comprar produtos de griffe, por mero capricho. A Bíblia é enfática em seu ensino contra o desperdício (Is 55.2; 2Tm 4.5).

    3. A Compulsão pelas compras. A vontade compulsiva de comprar pode estar associada a um distúrbio psicológico conhecido como oneomania. Essa doença está associada a diversos fatores tais como: ansiedade, frustração, depressão, transtornos de humor e um desejo reprimido de possuir as coisas. Por isso há tantas pessoas endividadas, especialmente, pelo mau uso do cartão de crédito e de cheques especiais. É uma enfermidade que precisa ser tratada com seriedade e urgência (Pv 15.27; Ec 5.10; Jr 17.11; 1Tm 6.10).

    Obreiros, líderes e crentes em geral, portadores dessa doença, precisam de cura imediata para exercerem o ministério cristão sem impedimento, e glorificarem o santo nome de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 12.16; 13.8,14; Gl 5.22).

Resumo

    O consumo desenfreado é motivado pela mídia. As propagandas incentivam o consumo do supérfluo em detrimento do essencial, criando nas pessoas uma compulsão doentia pelas compras.

Fonte: Lições Bíblicas CPAD 3º Trimestre de 2008.

 

domingo, 29 de agosto de 2021

7 Consequências Trágicas na Sua Vida Que a Culpa é Sua e Não do Diabo

    "Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos?" Provérbios 23:29 
 
    Vivemos uma época em que uma infinidade de pessoas estão o tempo todo reclamando de suas mazelas. Culpam todo mundo a sua volta. Culpam o Diabo. Culpam o Pastor, os irmãos, o governo e quem mais surgir nas suas mentes. Andam em busca de milagres, são os frequentadores dos cultos de libertação e, quase sempre, vão orar nos montes. No entanto, não se atentam para um detalhe. Estão nessa situação por conta própria. Não deram ouvidos à Palavra de Deus e, até mesmo, as orientações básicas de uma sociedade. Não adianta culpar o Diabo por isso, se a responsabilidade é toda sua. 
 
    A pessoa não trabalha, não se qualifica, não estuda e quer ter um bom emprego ou ganhar um bom salário. A pessoa não pensa antes de falar e depois não quer ouvir críticas a sua fala. O sujeito não tem autocontrole, é um estúpido e vive só esbravejando e depois não quer arcar com as consequências de suas atitudes. A pessoa gasta mais do que ganha e depois quer culpar o Diabo por estar sendo cobrado na porta de casa ou por estar com o nome no SPC. A pessoa torna-se avalista de outro e este outro não paga a conta. Enfim, são uma infinidade de coisas que, se atentarmos bem para os conselhos explícitos na Palavra de Deus, evitaríamos a situação calamitosa. 
 
    Reflita sobre essas 7 consequências de atitudes que coloca a pessoa em dificuldade e veja se você se enquadra em alguma delas. 
 
1. Não vive melhor por causa de preguiça. 
    "Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos, e sê sábio". Provérbios 6:6 
    "O preguiçoso deixa de assar a sua caça, mas ser diligente é o precioso bem do homem". Provérbios 12:27 
    "O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam trabalhar". Provérbios 21:25 
 
2. Erros por desprezar a Palavra de Deus. 
    "O que despreza a palavra perecerá, mas o que teme o mandamento será galardoado". Provérbios 13:13 
 
3. As influências das más companhias que você escolhe. 
    "O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído". Provérbios 13:20 
 
4. Quando você fala o que quer, ouve o que não quer. 
    "Os sábios entesouram a sabedoria; mas a boca do tolo o aproxima da ruína". Provérbios 10:14 
    "Na multidão de palavras não falta pecado, mas o que modera os seus lábios é sábio". Provérbios 10:19 
 
5. Pensar que o dinheiro pode resolver a situação. 
    "Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; mas a justiça livra da morte". Provérbios 10:2 
 
6. É "nervosinho" e fala sempre com estupidez. 
    "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira". Provérbios 15:1 
    "O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apaziguará a luta". Provérbios 15:18 
    "Não sejas companheiro do homem briguento nem andes com o colérico, Para que não aprendas as suas veredas, e tomes um laço para a tua alma". Provérbios 22:24,25 
 
7. Emprestou e/ou ficou por fiador, se lascou. 
    "Decerto sofrerá severamente aquele que fica por fiador do estranho, mas o que evita a fiança estará seguro". Provérbios 11:15 
    "O homem falto de entendimento compromete-se, ficando por fiador na presença do seu amigo". Provérbios 17:18 
    "Não estejas entre os que se comprometem, e entre os que ficam por fiadores de dívidas, Pois se não tens com que pagar, deixarias que te tirassem até a tua cama de debaixo de ti?" Provérbios 22:26,27 
 
    A Palavra de Deus nos orienta a sermos sábios em nossas escolhas. Não podemos ficar culpando outras pessoas e situações se nós mesmos provocamos os acontecimentos em nossas vidas. Saiba você que a lei da semeadura não falha. O que a pessoa semear isto mesmo ela colherá. Que o Senhor nos ajude a melhorar as nossas atitudes, mudar os nossos hábitos e termos uma vida melhor. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense