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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Nossas maiores riquezas são aquelas que temos em Cristo

    Nossas maiores riquezas são aquelas que temos em Cristo. Não há dúvidas nenhuma de que as melhores coisas da vida são as eternas que provêm da bondade e graça de Deus em Jesus Cristo. Essas riquezas não podemos segurar em nossas mãos, mas em nossos corações. Se observarmos bem somos abençoados com as ricas bênçãos de Deus em nossas vidas. Se temos saúde, paz e disposição para trabalhar e ganhar o nosso sustento, então somos agraciados com a bondade e proteção de Deus. Se passamos por dificuldades, temos sempre a esperança de que o Senhor irá nos ajudar no tempo oportuno e tudo ficará bem. Somos ricos em Deus e sempre cercados das riquezas celestiais. 

    Quando somos corretos com Deus e com os outros, nossa adoração é verdadeira. A verdadeira adoração não envolve comportar-se como se nada estivesse errado, mas sim, certificar-se de que tudo está certo, com Deus e com os outros. Não podemos deixar nos enganar com as ilusões da vida pensando que não temos responsabilidades com Deus e com o próximo. Deus nos deu uma vida repleta de oportunidades para realizarmos grandes coisas e adorá-lo em sua santidade. Só somos realizados com essa missão quando deixamos que o Senhor guie os nossos pés no caminho certo. Não adianta pensar que será desonesto com os outros e possa adorar a Deus dessa forma. Deus é santo e exige de nós santidade. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 26 de setembro de 2023

O que significa que ninguém pode servir a dois senhores em Mateus 6:24?

    Em Mateus 6:24, Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” Ele falou essas palavras como parte do Seu Sermão da Montanha (Mateus 5-7), no qual disse que era tolice armazenar tesouros na terra onde “a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam” (Mateus 6:19–20); antes, Ele nos exortou a acumular tesouros no céu, onde durarão para sempre. O obstáculo que nos impede de investir com sabedoria é o coração. Onde quer que esteja o nosso tesouro, ali estará o nosso coração (Mateus 6:21). Seguimos o que cativa os nossos corações, e Jesus deixou claro que não podemos servir a dois senhores. 
 
    Um mestre é qualquer coisa que nos escravize (Romanos 6:16). Álcool, luxúria e dinheiro são mestres de algumas pessoas. Na advertência de Jesus de que não podemos servir a dois senhores, Ele especifica o dinheiro como senhor em oposição a Deus. 
 
    O chamado de Jesus para segui-lO é um chamado para abandonar todos os outros mestres. Ele chamou Mateus, o cobrador de impostos, da coletoria (Mateus 9:9). Mateus obedeceu e se afastou de riquezas extravagantes e negócios sujos. Jesus chamou Pedro, Tiago e João do cais de pesca (Marcos 1:16-18). Obedecer ao chamado de Jesus significava que tinham que deixar para trás tudo o que sabiam, tudo pelo que trabalharam. Jesus chamou Paulo, um fariseu bem-sucedido, com as palavras: “…pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (Atos 9:16). Essas palavras nunca farão parte de uma campanha publicitária de grande escala para o Cristianismo - mas talvez devessem, porque é isso que significa seguir a Jesus (Lucas 9:23). Devemos abandonar tudo o mais, não importa o custo (Mateus 10:34-39). 
 
    O Senhor descreve a Si mesmo como um “Deus zeloso” (Êxodo 34:14). Isso significa que Ele guarda o que é Seu por direito. Ele é justamente ciumento de nossas afeições porque fomos criados para conhecê-lO e amá-lO (Colossenses 1:16). Ele não é ciumento por Si mesmo; Ele não precisa de nada (Salmo 50:9-10). Ele tem ciúmes de nós porque precisamos dEle (Marcos 12:30; Mateus 22:37). Quando servimos a outro senhor, como o dinheiro, roubamos a nós mesmos de tudo o que fomos criados para ser e roubamos a Deus de Sua adoração legítima. 
 
    A reivindicação de Jesus para nós é exclusiva. Ele nos comprou com o Seu próprio sangue e nos livrou do nosso antigo mestre, o pecado (1 Coríntios 6:20; 7:23; Romanos 6:17). Ele não divide o Seu trono com ninguém. Durante o tempo de Jesus na terra, algumas pessoas O seguiram por algum tempo, mas a sua devoção era superficial (Lucas 9:57-62). Eles queriam algo que Jesus ofereceu, mas não eram comprometidos (Marcos 10:17-22). Outras coisas eram mais importantes. Eles queriam servir a dois senhores. 
 
    Não podemos servir a dois senhores porque, como Jesus ressaltou, acabamos odiando um e amando o outro. É apenas natural. Mestres adversários exigem coisas diferentes e levam a caminhos diferentes. O Senhor está indo em uma direção, e a nossa carne e o mundo estão indo na outra. Uma escolha deve ser feita. Quando seguimos a Cristo, devemos morrer para todo o resto, ou não conseguiremos segui-lO. Seremos como algumas das sementes da parábola de Jesus (Lucas 8:5-15) – apenas uma parte dessas sementes realmente deu frutos. Algumas brotaram no início, mas depois murcharam e morreram. Elas não estavam profundamente enraizadas em solo bom. 
 
    Se tentarmos servir a dois senhores, teremos lealdades divididas e, quando as dificuldades do discipulado colidem com a atração do prazer carnal, a atração magnética da riqueza e do sucesso mundano nos afastará de Cristo (veja 2 Timóteo 4:10). O chamado à piedade vai contra a nossa natureza pecaminosa. Somente com a ajuda do Espírito Santo podemos permanecer dedicados a um Mestre (João 6:44).