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terça-feira, 26 de setembro de 2023

O que significa que ninguém pode servir a dois senhores em Mateus 6:24?

    Em Mateus 6:24, Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” Ele falou essas palavras como parte do Seu Sermão da Montanha (Mateus 5-7), no qual disse que era tolice armazenar tesouros na terra onde “a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam” (Mateus 6:19–20); antes, Ele nos exortou a acumular tesouros no céu, onde durarão para sempre. O obstáculo que nos impede de investir com sabedoria é o coração. Onde quer que esteja o nosso tesouro, ali estará o nosso coração (Mateus 6:21). Seguimos o que cativa os nossos corações, e Jesus deixou claro que não podemos servir a dois senhores. 
 
    Um mestre é qualquer coisa que nos escravize (Romanos 6:16). Álcool, luxúria e dinheiro são mestres de algumas pessoas. Na advertência de Jesus de que não podemos servir a dois senhores, Ele especifica o dinheiro como senhor em oposição a Deus. 
 
    O chamado de Jesus para segui-lO é um chamado para abandonar todos os outros mestres. Ele chamou Mateus, o cobrador de impostos, da coletoria (Mateus 9:9). Mateus obedeceu e se afastou de riquezas extravagantes e negócios sujos. Jesus chamou Pedro, Tiago e João do cais de pesca (Marcos 1:16-18). Obedecer ao chamado de Jesus significava que tinham que deixar para trás tudo o que sabiam, tudo pelo que trabalharam. Jesus chamou Paulo, um fariseu bem-sucedido, com as palavras: “…pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (Atos 9:16). Essas palavras nunca farão parte de uma campanha publicitária de grande escala para o Cristianismo - mas talvez devessem, porque é isso que significa seguir a Jesus (Lucas 9:23). Devemos abandonar tudo o mais, não importa o custo (Mateus 10:34-39). 
 
    O Senhor descreve a Si mesmo como um “Deus zeloso” (Êxodo 34:14). Isso significa que Ele guarda o que é Seu por direito. Ele é justamente ciumento de nossas afeições porque fomos criados para conhecê-lO e amá-lO (Colossenses 1:16). Ele não é ciumento por Si mesmo; Ele não precisa de nada (Salmo 50:9-10). Ele tem ciúmes de nós porque precisamos dEle (Marcos 12:30; Mateus 22:37). Quando servimos a outro senhor, como o dinheiro, roubamos a nós mesmos de tudo o que fomos criados para ser e roubamos a Deus de Sua adoração legítima. 
 
    A reivindicação de Jesus para nós é exclusiva. Ele nos comprou com o Seu próprio sangue e nos livrou do nosso antigo mestre, o pecado (1 Coríntios 6:20; 7:23; Romanos 6:17). Ele não divide o Seu trono com ninguém. Durante o tempo de Jesus na terra, algumas pessoas O seguiram por algum tempo, mas a sua devoção era superficial (Lucas 9:57-62). Eles queriam algo que Jesus ofereceu, mas não eram comprometidos (Marcos 10:17-22). Outras coisas eram mais importantes. Eles queriam servir a dois senhores. 
 
    Não podemos servir a dois senhores porque, como Jesus ressaltou, acabamos odiando um e amando o outro. É apenas natural. Mestres adversários exigem coisas diferentes e levam a caminhos diferentes. O Senhor está indo em uma direção, e a nossa carne e o mundo estão indo na outra. Uma escolha deve ser feita. Quando seguimos a Cristo, devemos morrer para todo o resto, ou não conseguiremos segui-lO. Seremos como algumas das sementes da parábola de Jesus (Lucas 8:5-15) – apenas uma parte dessas sementes realmente deu frutos. Algumas brotaram no início, mas depois murcharam e morreram. Elas não estavam profundamente enraizadas em solo bom. 
 
    Se tentarmos servir a dois senhores, teremos lealdades divididas e, quando as dificuldades do discipulado colidem com a atração do prazer carnal, a atração magnética da riqueza e do sucesso mundano nos afastará de Cristo (veja 2 Timóteo 4:10). O chamado à piedade vai contra a nossa natureza pecaminosa. Somente com a ajuda do Espírito Santo podemos permanecer dedicados a um Mestre (João 6:44). 
 

quinta-feira, 3 de março de 2022

Os males do consumismo (Parte I)

 

    Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada(Pv 30.8).

    A aplicação do fruto do Espírito na vida cristã é o remédio eficaz contra a doença do consumismo de nosso tempo.

    A riqueza, a fama, o poder, os prazeres e o consumo desenfreado são ineficazes para satisfazer as necessidades da alma (Ec 6). Infelizmente, por essas coisas vãs, muitos têm empenhado tudo o que possuem, inclusive a própria vida (Mt 16.26). A Palavra de Deus nos adverte taxativamente sobre o gasto abusivo e desnecessário (Pv 11.20; Is 55.2). Nesta lição, aprenderemos sobre como nos livrar desta enfermidade.

Parte I. Os males do consumismo

    1. O apelo consumista nos meios de comunicação. Muitos são impelidos, especialmente, pela propaganda difundida nas mídias eletrônicas (Rádio, TV, Internet), a comprarem aquilo de que realmente não necessitam. Os profissionais do marketing aproveitam-se das datas comemorativas tais como, Natal, Páscoa, Dia das mães, dos pais, dos namorados, das crianças, etc., para incitar as pessoas ao consumo. O pior do consumismo é que muitos acabam valorizando mais as coisas materiais que as espirituais (Pv 30.15; Mt 6.19-21).

    O crente em Jesus deve resistir ao consumo inútil e à tentação do crédito fácil, propalados pela mídia. Lembre-se: “Crédito imediato é também dívida imediata!”. Façamos, pois, a oração de Agur: “Não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada” (Pv 30.8,9).

    2. O supérfluo em detrimento do essencial. Essencial para o consumo é aquilo que, sem o qual, a vida exaure: comida, roupa, moradia e, na medida certa, o lazer. Até mesmo no que é indispensável devemos confiar mais em Deus que em nossos próprios esforços (Mt 6.25-34). O supérfluo é tudo aquilo que não é essencial à manutenção da vida. Sob a influência dos meios de comunicação, há os que suprimem itens prioritários à sobrevivência, para comprar produtos de griffe, por mero capricho. A Bíblia é enfática em seu ensino contra o desperdício (Is 55.2; 2Tm 4.5).

    3. A Compulsão pelas compras. A vontade compulsiva de comprar pode estar associada a um distúrbio psicológico conhecido como oneomania. Essa doença está associada a diversos fatores tais como: ansiedade, frustração, depressão, transtornos de humor e um desejo reprimido de possuir as coisas. Por isso há tantas pessoas endividadas, especialmente, pelo mau uso do cartão de crédito e de cheques especiais. É uma enfermidade que precisa ser tratada com seriedade e urgência (Pv 15.27; Ec 5.10; Jr 17.11; 1Tm 6.10).

    Obreiros, líderes e crentes em geral, portadores dessa doença, precisam de cura imediata para exercerem o ministério cristão sem impedimento, e glorificarem o santo nome de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 12.16; 13.8,14; Gl 5.22).

Resumo

    O consumo desenfreado é motivado pela mídia. As propagandas incentivam o consumo do supérfluo em detrimento do essencial, criando nas pessoas uma compulsão doentia pelas compras.

Fonte: Lições Bíblicas CPAD 3º Trimestre de 2008.