Mostrando postagens com marcador idolatria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador idolatria. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de março de 2024

A Idolatria

     1. Definição. A palavra “idolatria” vem de duas palavras gregas: eidolon , que significa “ídolo”, e latreuo , que significa “adorar, servir, prestar serviço sagrado”. A idolatria, portanto, consiste em cultuar ao ídolo, e é consequência da apostasia geral do ser humano. A avareza é uma forma de idolatria (Ef 5.5; Cl 3.5). Tudo aquilo que o homem ama mais do que a Deus, torna-se o seu deus (Fp 3.19). 
 
    2. Origem da idolatria. Essa prática era desconhecida no mundo pré-diluviano. A Bíblia fala de violência, maldade e corrupção (Gn 6.5,11,12). Não menciona a idolatria. Esta começou com Ninrode, o construtor da Torre de Babel (Gn 10.9-12). Foi o primeiro a ser adorado como deus. Sua mulher, Semíramis, é a mãe de Adônis, ou Tamuz, divindade de Babilônia (Ez 8.14). As migrações humanas partiram de Babilônia para todos os quadrantes da terra, levando consigo suas crenças e divindades. Babilônia é, pois, o berço da idolatria. 
 
    3. Provas da existência de Deus. O Salmo 19 apresenta os três livros que provam a existência de Deus: o universo que Deus criou (1-6), a Bíblia (7-10) e o testemunho do cristão (11-14). Como o apóstolo está falando dos gentios, que não têm lei, (Rm 2.14), ele apresenta, aqui, a lei natural ou teologia natural. As coisas invisíveis de Deus são claramente vistas como recursos que Ele proveu para que o homem reconheça a existência do Criador: “para que eles fiquem inescusáveis” (v.20). Por isso, ninguém pode alegar ignorância. O mais obtuso dentre os homens é capaz de reconhecer a existência de Deus, considerando as coisas que Ele criou. 
 
    4. O homem rejeitou a Deus. Todos os homens vieram de um só casal. Adão e Eva tinham acesso a Deus e o conheciam. A luz de Gênesis 5 e 11, a vida de Metusalém coincidiu 243 anos com a de Adão, e 600 anos com a de Noé, e a vida de Sem coincidiu mais de 50 anos com a de Abraão. Assim, o conhecimento de Deus passou para toda a humanidade. Aos poucos, porém, os homens foram se fechando para Deus, e afastando-se cada vez mais dEle. Isso levou a raça humana à idolatria. Sim, o homem caiu na idolatria ao recusar-se a tributar honra, glória e graças ao Criador. A expressão seus discursos denota a alta confiança dos homens em seus raciocínios e argumentos artificiais, misturando discurso filosófico com iluminação espiritual, como o fazem hoje os adeptos da Nova Era e das demais seitas. Por causa desse orgulho, seu coração obscureceu-se, ficando destituído de entendimento espiritual e mergulhado em trevas medonhas. 
 
    5. Substituiu a criatura pelo Criador. Os gentios recusaram-se a reconhecer a fonte de sabedoria, que é Deus. Os materialistas orgulham-se de seus conhecimentos, fazendo-se sábios a seus próprios olhos, mas a Bíblia diz que eles tornaram-se loucos, pois somente “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Jó 28.28; Sl 111.10; Pv 1.7; 9.10; 15.33). Essa loucura levou-os à idolatria. O v.23 é uma citação do Salmo 106.20. Assim como os hebreus cultuaram a um bezerro em lugar de Deus, dando ao animal a glória que pertence exclusivamente a Deus, da mesma maneira fizeram os gentios. 
 

segunda-feira, 31 de julho de 2023

Tipos de autoidolatria

    1. Idolatria da autoimagem. A idolatria é tudo o que se coloca no lugar da adoração a Deus (Êx 20.3-5). Nesse caso, podemos dizer que o culto à autoimagem é uma forma de idolatria. Enquanto Cristo reflete a imagem de Deus (Hb 1.2,3), o narcisismo humano reflete a natureza do pecado (Jo 8.34). O apóstolo Paulo retrata o homem caído como uma pessoa egoísta: amante de si mesmo; avarenta: amante do dinheiro; odiosa: sem amor para com o próximo; rebelde: sem amor para com Deus; e hedonista: amante dos deleites (2Tm 3.2-4). Desse modo, uma pessoa não regenerada tem a necessidade de autopromover-se, desenvolvendo uma opinião elevada de si mesmo (Lc 18.11). Ela também anseia por reconhecimento e, de modo ilícito, busca estar sempre em evidência (Lc 22.24-26). Contrária à autoidolatria, a Bíblia ensina que a primazia é de Cristo, não do homem (Jo 3.30). 
 
    2. Idolatria no coração. O coração se refere às emoções, à vontade e ao centro de toda personalidade (Rm 9.2; 10.6; 1Co 4.5). Ele também é descrito como enganoso e perverso (Jr 17.9), pois do seu interior saem os maus pensamentos, as imoralidades, a avareza, a soberba e a insensatez (Mc 7.21,22). Em vista disso, Deus condena a adoração de ídolos no coração (Ez 14.3). Infelizmente, algumas pessoas chegam aparentar que adoram a Deus, mas na verdade servem aos ídolos em seus corações (Mt 15.8). Assim, quem não teme a Deus, traz a idolatria no seu íntimo quando prioriza a reputação pessoal, busca o prazer como bem maior, nutre tendências supersticiosas e possui excessivo apego aos bens materiais. Ao contrário dessa postura, a fim de não pecar, somos advertidos a guardar a Palavra de Deus no coração (Sl 119.11). 
 
    3. Idolatria sexual. A falha no controle dos impulsos sexuais está associada a sensualidade (Rm 1.27), imoralidade (Rm 13.13 — NVI) e libertinagem (2Co 12.21 — NVI). A concupiscência da carne caracteriza quem é dominado pelo pecado sexual (Gl 5.19). Não se trata apenas da prática do ato imoral, mas da busca intencional e compulsiva pelo prazer sexual ilícito (Rm 1.26,27; 1Co 6.15). É o altar da idolatria sexual edificado no coração (Mc 7.21). Então, a adoração a Deus é trocada pelo culto ao corpo a fim de satisfazer o ídolo da perversão e da lascívia por meio de pecados (1Pe 4.3 — NAA). A orientação bíblica para escapar desse mal é a seguinte: “vivam no Espírito e vocês jamais satisfarão os desejos da carne” (Gl 5.16 — NAA). 
 
    A corrupção da raça humana é o desfecho de sua rebelião à verdade divina. A impiedade e a ausência de retidão resultaram em teorias de autossuficiência em que a criatura se ergue acima de seu Criador. Ao se colocar como medida única de todas as coisas, o homem eleva seu interesse acima da vontade divina. As consequências são a autoidolatria, a depravação moral, a decadência social e espiritual. Não obstante, a Escritura alerta que a ira divina permanece sobre os que são desobedientes à verdade divina (Rm 2.8). 
 

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

A profanação do sagrado em nossos templos

    A grande Babilônia já se entronizou nos nossos templos. Púlpitos se tornaram palanques eleitoreiros onde sobe todo tipo de abominações. Pés que propagam a violência e profere mentiras estão subindo ao altar, outrora consagrado somente a Deus. Adoradores aplaudem e exaltam a criatura, o mito, em detrimento de Jesus. O fanatismo, o extremismo e o totalitarismo é visivelmente dominante nestes ambientes. Não se fala em Jesus como Senhor e Salvador, mas proclamam a salvação em um simples mortal, mais pecador do que qualquer um outro. Propagam-se mentiras o tempo todo. Aterrorizam àqueles que pensam o contrário da ideologia imposta por alguns líderes que acreditam ser "enviados de Deus" na missão de eleger um homem. 

    O sistema político de manipulação atrelou-se com a religião e domina as nossas reuniões. Há uma verdadeira "cruzada" na luta para vencer o "mal". A GRANDE BABILÔNIA, A MÃE DAS PROSTITUIÇÕES E ABOMINAÇÕES DA TERRA já opera entre nós. O Bezerro de Ouro está sendo adorado em nossos cultos e fiéis defendem mais o "Inominável" do que o verdadeiro Senhor da Igreja, Jesus Cristo. 

    O Evangelho tornou-se escárnio para a população que não sabe mais diferenciar os ensinos de Jesus porque não vê isso em seus seguidores. Se o evangelho ensina o amor ao próximo, por que pregam o ódio aos que pensam contrário? Se o evangelho diz que é bem-aventurado os pacificadores, por que pregam o armamentismo como solução? Se o evangelho ensina o respeito as autoridades, por que o xingamento ao adversário político? Não faz sentido algum. 

    No entanto, o pior de tudo isso é a profanação do sagrado em nossos templos. Alguns líderes abriram suas igrejas para os políticos fazerem delas seus ninhos. Em vez de reuniões de consagração a Deus, fazem reuniões para montarem estratégias políticas. Vociferam ódio em suas pregações. Disseminam mentiras em suas redes sociais e seus seguidores, mais cegos do que eles, espalham as fake news sem saberem que são como palhas espalhadas ao vento. A verdade é que a idolatria leva o ser humano, e até mesmo uma nação, à ruína moral e espiritual. 

    Alguns de nossos púlpitos foram violados pela grande Babilônia, pela política, pela exaltação à imagem de um homem que usa o nome de Deus em vão. O mito é ovacionado, cultuado como se fosse um novo "messias". A idolatria é patente aos olhos de todos. Até quando? A idolatria provoca ciúme de Deus pelo seu povo. A afronta maior a Deus é o fato de elas serem praticadas na Casa de Deus. Enquanto filhos de Deus não podemos compactuar com tais práticas. Não podemos permitir que a Casa do Senhor seja profanada dessa forma. 

    Oremos para que Deus expurgue de nosso meio toda essa apostasia. Que os lobos em pele de cordeiros sejam desmascarados e arrancados como o joio do meio do trigo. Que o Senhor tenha misericórdia de cada um de nós. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Superstição religiosa

"A superstição ofende mais a Deus do que o ateísmo". Denis Diderot.
 
    "7 Sextas-feiras dos milagres!" "7 Passos para a Bênção!" "Culto de Libertação!" Essas e outras inúmeras propagandas das igrejas de hoje não configuram superstição religiosa? É fato que vivemos dias trabalhosos onde houve uma banalização da graça de Deus. Tudo agora se resume nas promessas, nos rituais, nas declarações. É o ser humano que "exige" de Deus, que "coloca Deus contra à parede", que "determina". A palavra de ordem na maioria das nossas reuniões é "Receba, receba!" Vivemos dias de extrema superstição religiosa e nem nos damos conta disso.
 
    Superstição religiosa é um conjunto de crendices apoiadas na ignorância, no desconhecido e no medo. Nada tem a ver com a fé que professamos.  É bem provável que você conheça algumas pessoas que apregoam “certas verdades” baseadas em crenças infundadas ou que até mesmo utilizem amuletos e usem expressões com o fim de afastarem maus espíritos. Muitas destas pessoas agem assim por temerem aquilo que desconhecem ou ignoram, ou seja, são supersticiosas.
 
    Superstições são crenças alicerçadas sobre sentimentos irracionais, que levam as pessoas, em razão de sua credulidade excessiva, a temerem o desconhecido, sobrenatural. Quem é supersticioso acredita em presságios, encantamentos, sinais, ritos específicos e tantos outros elementos que repousam sobre a fé em coisas irracionais. A Palavra de Deus reprova vigorosamente as superstições. Atos dos Apóstolos registra um episódio em que Paulo e Barnabé, quando pelo poder de Cristo curaram a um coxo em Listra, quase foram idolatrados como Júpiter e Mercúrio pelos habitantes daquele país. Os servos de Deus protestaram com veemência contra o ato supersticioso. Hoje, o que mais se vê é as pessoas idolatrando esse ou aquele "pregador", "cantor", "profeta", etc, que faz milagres, que lê CPF, que revela a vida e que promete bênçãos materiais.
 
    No Antigo Testamento, eram proibidas as adivinhações (Levítico 19.31), a bruxaria, os augúrios a feitiçaria e magia (2 Reis 21.6). Temos de ter muito cuidado para que essas práticas não solapem nossa fé e assolem nossas igrejas.
  
    A superstição está presente em todas as religiões, novas e velhas. É nociva à fé cristã em razão de levar o indivíduo a temer coisas inócuas e depositar a fé em coisas absurdas. Quem já não viu alguém procurar se proteger com um galho de arruda, com ferradura de cavalo na porta de casa, ou usar uma figa esperando obter sucesso? Os supersticiosos estão inclinados a acreditar em tudo, menos na Palavra de Deus.
    Não seria o uso de elementos como galhinho de arruda, sal grosso e copo d’água na liturgia uma volta ao misticismo medieval, tão condenado pelos reformadores? A teologia da maldição hereditária não seria um vilipêndio à doutrina da graça e uma superstição religiosa em sua essência? Lamentavelmente, é nítida a existência de casos de superstição entre evangélicos, mas isso é resultado da ausência de orientação bíblica. Nas igrejas onde o povo recebe o ensino sistemático e sadio da Palavra de Deus raramente existe isso.
 
    As superstições, independentemente de sua origem, são nocivas à fé cristã. Crer em coisas triviais, ou nas aparentemente bíblicas, é rejeitar a fé em Deus ou acrescentar algo além dEle. Nós cremos num Deus que pode guardar-nos de todos os males. “Porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia”. 2 Timóteo 1.12.
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense
A superstição ofende mais a Deus do que o ateísmo.

Fonte: https://citacoes.in/citacoes/108930-denis-diderot-a-supersticao-ofende-mais-a-deus-do-que-o-ateismo/
A superstição ofende mais a Deus do que o ateísmo.

Fonte: https://citacoes.in/citacoes/108930-denis-diderot-a-supersticao-ofende-mais-a-deus-do-que-o-ateismo/