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terça-feira, 14 de novembro de 2023

A revanche de Deus

    A revanche de Deus é uma análise sociológica feita por Gilles Kepel sobre o crescimento das principais religiões no mundo a partir dos anos 70 com o declínio do comunismo e de outras ideologias socialistas. A partir de sua análise quero tecer algumas considerações. As três grandes religiões monoteístas – Islamismo, Cristianismo e Judaísmo – e mais o Hinduísmo e o Xintoísmo procuram, através de movimentos de renovação carismática, mostrar o mal-estar da civilização contemporânea após a morte das utopias terrenas que desmoronaram com o Marxismo. O que vem depois? 

    Duas coisas importantes podem ser pensadas neste contexto. Primeira é a “crise” do mundo. Por mais que existam pessoas vivendo em ricas mansões e luxuosos condomínios, a maioria da população do globo terrestre vive seus dias cercados de violência, miséria, insegurança e incertezas, frutos de uma economia falida e cruel que tira qualquer esperança de um futuro menos problemático. Com isso, a religião ganha espaço e mostra a necessidade, não física, mas espiritual do ser humano. 

    Em segundo lugar é preciso considerar que a igreja necessita de um novo estilo de liderança para atrair pessoas mais instruídas, menos acostumadas a obedecer sem perguntar e com maior liberdade de escolha. Na verdade, a nova liderança terá de saber persuadir, conquistar, não impor. 

    Ao longo da História surgiram muitas formas de manifestação religiosa. Algumas já desapareceram no tempo, outras modificaram e/ou inovaram seus rituais e outras surgiram com diferentes abordagens que conquistam fiéis pelo mundo. A crença em algum tipo de divindade e o sentimento religioso são fenômenos generalizados em todas as sociedades. 

    Então, a minha pergunta é a seguinte: onde fica o argumento destas pessoas que defendem a inexistência de Deus? Com qual argumento eles podem refutar a veracidade de que o ser humano busca em Deus a compreensão de seu propósito nesta vida. Por mais que o ser humano negue a existência de Deus, a realidade comprova que esse mesmo ser humano necessita de um contato com o seu Criador. O grande mal que atinge a humanidade é o afastamento dAquele que tudo pode e tudo fez para o bem estar dessa mesma humanidade. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 28 de julho de 2022

O Materialismo e o Ateísmo

    "Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu." Romanos 1:19-21
 
    O materialismo
    O materialismo, como o termo deixa entrever, parte do falso princípio de que tudo no Universo se reduz à matéria, e que nada existe além desta. Não admite o sobrenatural, como os saduceus faziam no passado (At 23.8). Segundo os materialistas, o Universo com todos os seus infinitos componentes, as inimagináveis complexidades, a assombrosa precisão e detalhes, é incriado; sem nenhuma causa originadora. 
    A Palavra de Deus, repetidas vezes, expõe com clareza como Deus criou e sustentou todas as coisas, como em Gênesis 1.1; Colossenses 1.13-17; Hebreus 11.3; Apocalipse 4.11. Ora, de acordo com a Palavra de Deus, a Criação é um meio à disposição dos homens para que as coisas invisíveis de Deus, bem como o seu eterno poder e a sua divindade, sejam compreendidas e aceitas como testemunho da sua existência. Os materialistas e ateus, por estarem vivendo na cegueira espiritual, não conseguem enxergar nada além do mundo físico, apesar de todas as coisas criadas apontarem para sua causa primária, que é Deus (Jó 12.7-9; Salmos 19.1-6; João 1.3). Além disso, a mente humana quando sincera, sequiosa e partindo de princípios lógicos, requer uma razão da existência do Universo, uma vez que do nada sem Deus, nada surge, nada começa, nada existe (Romanos 4.17). 
    Em sua infinita graça, Deus quer salvar o materialista e o ateu para que ambos o glorifiquem; este é o dever de todo homem. Toda a natureza louva incessantemente ao seu Criador. Já o homem, que pensa ser alguma coisa, não enaltece a Deus. E, assim, vai descendo abaixo do nível dos irracionais. Só lhe resta uma esperança: que conheça a Deus, converta-se a Ele e alegremente o sirva. 
 
    O ateísmo
    O ateísmo é a outra fachada do materialismo. Diversas são as correntes ateístas, mas todas correm na mesma vala da descrença. Enquanto alguns afirmam radicalmente que Deus jamais existiu, outros o veem apenas como um mito que perdeu o seu significado graças ao progresso do conhecimento humano. 
    Os ateus vivem em constante conflito, pois a negação teórica de Deus não condiz com o que pensam ao se defrontarem com a necessidade racional de se crer na existência de Deus, apesar de a negarem verbalmente. Segundo a Palavra de Deus, as consequências dessa incredulidade virão. 
    Muitas pessoas aderem ao ateísmo, mas diante do perigo, e das crises e da própria morte, o seu ateísmo confesso desaparece como atesta a história e os depoimentos individuais. 
    Os ateus e agnósticos questionam: “Se Deus é o criador de todas as coisas; se Ele é perfeito, justo e bom, como explicar a existência do sofrimento e do mal?”. O sofrimento e o mal decorrem da queda do homem, que afetou toda a raça humana. Como escreve Mathew Henry, isto acontece sob a permissão de Deus em virtude da obstinada apostasia de suas criaturas. Mas ao fim acaba sendo um instrumento para a realização do seu santo propósito, embora não saibamos como, a exemplo do que aconteceu com Jó (Jó 1.1-22). 
 
    Declaramos embasados na Bíblia que o Universo não é auto-existente, mas veio à existência mediante a ação criadora de Deus. Isso lança por terra as teorias fantasiosas que sustentam o materialismo ateu. Mais do que nunca, fica evidente a veracidade das Escrituras acerca de Deus e do mundo, bem como do anseio manifesto da alma do homem pelo seu Criador, como bem expressou Davi: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Salmos 42.2). 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense 
Fonte: Lições Bíblicas CPAD 4º Trimestre de 2005.