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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Existe algo como o mau-olhado?

    O mau-olhado é uma crença dentro da religião folclórica de que alguém pode olhar para outra pessoa e causar ferimentos, doenças ou até mesmo a morte. A superstição do mau-olhado era mantida na Grécia e Roma antigas e persiste em muitas culturas hoje. 
 
    O mau-olhado também é chamado de “olho invejoso” ou “olho gordo”, porque a pessoa que o lança tem inveja de alguma coisa. De acordo com a superstição, uma pessoa ressentida pode transmitir uma maldição, intencionalmente ou não, simplesmente por olhar para alguém ou algo com inveja. Diz-se que o mau-olhado traz doenças a qualquer coisa, desde gado a árvores frutíferas e pessoas. Alguns tentam afastar o mau-olhado com miçangas, amuletos, gestos com as mãos ou ditados supersticiosos. 
 
    Algumas traduções de Marcos 7:22 incluem “mau-olhado” como um dos pecados que começam no coração. O grego é “ophthalmos poneros” (literalmente, “olho perverso”); no entanto, isso não é uma referência a nada supersticioso. Jesus está falando de uma pessoa que está procurando se envolver no mal. 
 
    O crente em Jesus Cristo não precisa temer a superstição. Sim, Satanás é real, mas qualquer poder que ele tenha para ferir os filhos de Deus é limitado pelo próprio Deus (veja Jó 1–2). Satanás foi derrotado pela morte e ressurreição de Jesus Cristo (Colossenses 2:11-15). 
 
    Confiando no poder do Espírito Santo e usando a Palavra de Deus, o crente pode ter vitória sobre o maligno. Foi assim que Cristo derrotou Satanás e resistiu à tentação (Mateus 4:1-11). Paulo diz à igreja para ser forte no Senhor e usar a armadura espiritual que Deus nos deu (Efésios 6:10-20). Não precisamos de amuletos de boa sorte; precisamos apenas de fé em Cristo. A Bíblia nos diz: “Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1 João 4:4). 
 
    A superstição está repleta de medo, mas “Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação” (2 Timóteo 1:7). Aqueles que não aceitaram Jesus Cristo como o seu Salvador pessoal podem ser diretamente influenciados pelo maligno, e por isso são medrosos e supersticiosos. Quando uma pessoa recebe a Cristo, ela pode viver livre do medo e da superstição, pois percebe que Satanás é um inimigo derrotado. O crente é amado por Deus, e o amor de Deus lança fora o medo (1 João 4:16-18). 
 

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Superstição religiosa

"A superstição ofende mais a Deus do que o ateísmo". Denis Diderot.
 
    "7 Sextas-feiras dos milagres!" "7 Passos para a Bênção!" "Culto de Libertação!" Essas e outras inúmeras propagandas das igrejas de hoje não configuram superstição religiosa? É fato que vivemos dias trabalhosos onde houve uma banalização da graça de Deus. Tudo agora se resume nas promessas, nos rituais, nas declarações. É o ser humano que "exige" de Deus, que "coloca Deus contra à parede", que "determina". A palavra de ordem na maioria das nossas reuniões é "Receba, receba!" Vivemos dias de extrema superstição religiosa e nem nos damos conta disso.
 
    Superstição religiosa é um conjunto de crendices apoiadas na ignorância, no desconhecido e no medo. Nada tem a ver com a fé que professamos.  É bem provável que você conheça algumas pessoas que apregoam “certas verdades” baseadas em crenças infundadas ou que até mesmo utilizem amuletos e usem expressões com o fim de afastarem maus espíritos. Muitas destas pessoas agem assim por temerem aquilo que desconhecem ou ignoram, ou seja, são supersticiosas.
 
    Superstições são crenças alicerçadas sobre sentimentos irracionais, que levam as pessoas, em razão de sua credulidade excessiva, a temerem o desconhecido, sobrenatural. Quem é supersticioso acredita em presságios, encantamentos, sinais, ritos específicos e tantos outros elementos que repousam sobre a fé em coisas irracionais. A Palavra de Deus reprova vigorosamente as superstições. Atos dos Apóstolos registra um episódio em que Paulo e Barnabé, quando pelo poder de Cristo curaram a um coxo em Listra, quase foram idolatrados como Júpiter e Mercúrio pelos habitantes daquele país. Os servos de Deus protestaram com veemência contra o ato supersticioso. Hoje, o que mais se vê é as pessoas idolatrando esse ou aquele "pregador", "cantor", "profeta", etc, que faz milagres, que lê CPF, que revela a vida e que promete bênçãos materiais.
 
    No Antigo Testamento, eram proibidas as adivinhações (Levítico 19.31), a bruxaria, os augúrios a feitiçaria e magia (2 Reis 21.6). Temos de ter muito cuidado para que essas práticas não solapem nossa fé e assolem nossas igrejas.
  
    A superstição está presente em todas as religiões, novas e velhas. É nociva à fé cristã em razão de levar o indivíduo a temer coisas inócuas e depositar a fé em coisas absurdas. Quem já não viu alguém procurar se proteger com um galho de arruda, com ferradura de cavalo na porta de casa, ou usar uma figa esperando obter sucesso? Os supersticiosos estão inclinados a acreditar em tudo, menos na Palavra de Deus.
    Não seria o uso de elementos como galhinho de arruda, sal grosso e copo d’água na liturgia uma volta ao misticismo medieval, tão condenado pelos reformadores? A teologia da maldição hereditária não seria um vilipêndio à doutrina da graça e uma superstição religiosa em sua essência? Lamentavelmente, é nítida a existência de casos de superstição entre evangélicos, mas isso é resultado da ausência de orientação bíblica. Nas igrejas onde o povo recebe o ensino sistemático e sadio da Palavra de Deus raramente existe isso.
 
    As superstições, independentemente de sua origem, são nocivas à fé cristã. Crer em coisas triviais, ou nas aparentemente bíblicas, é rejeitar a fé em Deus ou acrescentar algo além dEle. Nós cremos num Deus que pode guardar-nos de todos os males. “Porque eu sei em quem tenho crido e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele Dia”. 2 Timóteo 1.12.
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense
A superstição ofende mais a Deus do que o ateísmo.

Fonte: https://citacoes.in/citacoes/108930-denis-diderot-a-supersticao-ofende-mais-a-deus-do-que-o-ateismo/
A superstição ofende mais a Deus do que o ateísmo.

Fonte: https://citacoes.in/citacoes/108930-denis-diderot-a-supersticao-ofende-mais-a-deus-do-que-o-ateismo/