Viver é um exercício contínuo de desvelamento. Cada experiência, por menor que pareça, retira um véu da ignorância que carregamos, não para nos tornar donos da verdade, mas para nos tornar mais conscientes da vastidão do que ainda não sabemos. Aprender, nesse sentido, não é acumular certezas, mas aceitar com humildade que somos sempre inacabados.
E amar… amar é o gesto que nos impede de endurecer diante disso. É o que nos liga ao outro, como se cada afeto fosse uma ponte invisível que amplia quem somos. Ao amar, deixamos de existir apenas em nós mesmos e passamos a habitar algo maior, coletivo, quase eterno.
Viver é um movimento duplo entre compreender e sentir. Aprender para diminuir a distância entre nós e o mundo. Amar para diminuir a distância entre nós e os outros. E, nesse caminho, vamos nos tornando menos ignorantes, não porque sabemos mais, mas porque nos abrimos mais.
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

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