segunda-feira, 24 de julho de 2023

O Caminho de Emaús: Angústia e alegria

    A história dos discípulos no caminho de Emaús é um relato bíblico cheio de significado e lições para a vida. Esse episódio, narrado no Evangelho de Lucas (Lucas 24:13-35), retrata a experiência de dois discípulos que caminhavam tristes e desanimados, após a crucificação de Jesus, sem ainda compreender plenamente o alcance dos acontecimentos que se desenrolaram em Jerusalém. 

    Inicialmente, a ida dos discípulos para Emaús é marcada por uma profunda angústia e desilusão. Eles haviam sido testemunhas dos ensinamentos e milagres de Jesus, nutrindo esperanças de que ele fosse o Messias que libertaria Israel. Entretanto, suas expectativas foram frustradas quando Jesus foi condenado à morte e crucificado, deixando-os perplexos e desanimados. 

    Essa angústia reflete um aspecto comum na jornada humana: a experiência da decepção diante das circunstâncias imprevisíveis e dolorosas da vida. Em momentos de dificuldades, é natural questionarmos nossas crenças, esperanças e propósitos. Os discípulos sentiram-se perdidos e desamparados, incapazes de enxergar além daquele momento de sofrimento. 

    No entanto, durante a caminhada para Emaús, algo extraordinário acontece. Jesus, embora os discípulos não o reconheçam inicialmente, aproxima-se deles e começa a explicar as Escrituras, mostrando como todos aqueles acontecimentos dolorosos estavam interligados com as profecias e o propósito maior de Deus. Essa passagem bíblica ensina que, mesmo nos momentos de maior aflição, a presença de algo maior e transcendente pode nos acompanhar e trazer entendimento à nossa jornada. 

    É no momento do partir do pão, durante o jantar com Jesus, que os discípulos finalmente o reconhecem. Nesse instante, a angústia que carregavam se transforma em alegria e esperança. Eles percebem que a morte de Jesus não foi o fim, mas parte de um plano divino de redenção e salvação. O encontro com o Cristo ressurreto restaura a fé dos discípulos e lhes traz uma nova perspectiva para suas vidas. 

    Essa mudança de sentimentos dos discípulos no caminho de Emaús para o retorno a Jerusalém é uma lição sobre a importância da perseverança e da fé mesmo em meio às adversidades. Mostra que, muitas vezes, o entendimento de nossa jornada não ocorre imediatamente; é preciso caminhar, refletir, aprender e, eventualmente, a compreensão se revelará. 

    A história também nos lembra que, ao compartilhar experiências e discutir nossas aflições com outros, podemos encontrar apoio e clareza. O diálogo entre os discípulos e Jesus demonstra que a comunicação e o compartilhamento das nossas dificuldades podem nos conduzir a uma compreensão mais profunda e à renovação da esperança. 

    Em suma, a jornada dos discípulos no caminho de Emaús é uma narrativa de transformação emocional e espiritual, que nos encoraja a confiar em Jesus, a buscar entendimento mesmo em meio à angústia e a encontrar alegria e esperança no encontro com a verdade. Essa história ressoa até os dias atuais, convidando-nos a refletir sobre nossa própria caminhada, nossas crenças e a importância de compartilhar nossas experiências com os outros. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 22 de julho de 2023

Ensinamentos preciosos que encontramos no livro de Eclesiastes

    O livro de Eclesiastes, atribuído ao Rei Salomão, contém ensinamentos valiosos que ainda são relevantes para a vida atual. Algumas das lições importantes que podemos aprender com os ensinamentos de Salomão no livro de Eclesiastes incluem: 

    1. A transitoriedade da vida: Salomão enfatiza repetidamente a fugacidade da vida e a efemeridade de todas as coisas terrenas. Ele nos lembra que a vida é passageira e que devemos respeitar o tempo que temos aqui. 

    2. Busca por sentido e significado: Salomão explora a busca por significado e propósito na vida. Ele questiona a utilidade de buscar a felicidade nas riquezas, no trabalho árduo ou nas tribulações, e destaca que somente em Deus se encontra verdadeira satisfação e sentido. 

    3. Aproveitar a vida com sabedoria: Apesar da aparente falta de significado no mundo, Salomão encoraja as pessoas a aproveitarem a vida com sabedoria, desfrutando das coisas boas que Deus concede, como comida, bebida e relacionamentos. 

    4. Reconhecer a inevitabilidade da morte: Salomão lembra que a morte é inevitável e que todos, independentemente de sua posição social ou riqueza, enfrentarão esse destino. Isso nos impulsiona a refletir sobre o que é realmente importante em nossa existência. 

    5. Valorizar a sabedoria e o conhecimento: Salomão enfatiza a importância da sabedoria e do conhecimento, indicando que a busca por compreensão e discernimento é essencial para viver uma vida significativa. 

    6. Ser responsável por nossas ações: Salomão nos lembra que, no final, seremos responsáveis ​​por nossas ações e que cada ato terá consequências. Isso nos incentiva a viver com integridade e responsabilidade. 

    7. Aceitar as nossas limitações humanas: O livro de Eclesiastes reconhece como inerentes à condição humana. Salomão nos exorta a aceitar nossas fraquezas e limitações, enquanto buscamos fazer o melhor com o que temos. 

    8. Priorizar o bem-estar do próximo: Salomão destaca a importância de ajudar os outros e ser compassivo. O altruísmo e a empatia são valores essenciais para uma vida plena. 

    9. Confiança em Deus: Em meio a todas as incertezas e mistérios da vida, Salomão enfatiza a importância de confiar em Deus e em Seus desígnios. Isso nos proporciona uma base sólida em tempos difíceis. 

    Em resumo, os ensinamentos de Salomão no livro de Eclesiastes oferecem perspectivas valiosas sobre a vida, o propósito e a busca por significado, incentivando-nos a viver com sabedoria, humildade e confiança em Deus. Essas lições podem ser aplicadas em nossas vidas para encontrar maior contentamento e compreensão em meio às reflexões do mundo. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Lições que aprendemos com a viúva de Naim

    "E aconteceu, pouco depois, ir ele à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão. E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores. E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te. E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe. E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo. E correu dele esta fama por toda a Judeia e por toda a terra circunvizinha." Lucas 7:11-17 

    A história da viúva de Naim é um relato poderoso que destaca a compaixão e o poder transformador de Cristo. Nesse episódio, Jesus está se aproximando da cidade de Naim, onde se depara com um cortejo fúnebre liderado por uma viúva que havia perdido seu único filho, tornando sua situação ainda mais desesperadora. 

    A viúva de Naim representa a tristeza e o desamparo que muitas pessoas enfrentam em momentos de luto e sofrimento. Naquela época, as viúvas eram especialmente vulneráveis na sociedade, pois perder o marido significava perder proteção e sustento financeiro. A morte de seu filho, além disso, era uma tragédia inimaginável, trazendo consigo uma sensação de perda e solidão devastadoras. 

    O encontro com Cristo na história é uma imagem poderosa da intervenção divina nas vidas humanas. Ao ver a viúva enlutada, Jesus é profundamente tocado pela sua dor e sofrimento. Ele demonstra compaixão genuína e se aproxima dela, oferecendo palavras de conforto e esperança. E, com um ato miraculoso, Ele restaura a vida do filho morto, devolvendo-o à mãe. 

    Essa ressurreição milagrosa simboliza o poder de Cristo para superar a morte e trazer vida nova. Além disso, mostra que Jesus não apenas compreende o sofrimento humano, mas também está disposto a agir para aliviá-lo. Esse episódio revela que o coração de Deus está sempre aberto para aqueles que sofrem, e Ele é capaz de transformar até mesmo as situações mais sombrias em esperança e renovação. 

    Ao refletirmos sobre essa história, somos convidados a encontrar significado em nossas próprias experiências de perda e sofrimento. A viúva de Naim nos lembra que, mesmo nos momentos mais difíceis, não estamos sozinhos. A presença compassiva de Cristo nos envolve e oferece a promessa de que Ele é capaz de trazer vida onde havia desolação. 

    Por fim, a história da viúva de Naim e seu encontro com Cristo nos lembra de buscar consolo na fé, sabendo que o amor e o cuidado de Deus estão sempre disponíveis para nos sustentar em nossas fraquezas e dificuldades. E assim, como a viúva, podemos encontrar esperança na ressurreição da vida, mesmo diante das circunstâncias mais desafiadoras. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Instruídos nos caminhos do Senhor

    É muito bom quando somos instruídos nos caminhos do Senhor. Nesta vida temos que enfrentar muitos dissabores, tristezas e dores. Mas, quando estamos na orientação de Deus e andando em seus preceitos Ele nos ajuda na caminhada e nos dá a paz e proteção que tanto precisamos para um viver feliz nesta terra. Ser instruído nos caminhos do Senhor faz toda diferença. 

    Quantas pessoas andam de acordo com suas próprias vontades e na direção de seus olhos. Mas, logo percebem que estão caminhando na escuridão e sujeitos a toda espécie de calamidades. Os caminhos sem Deus podem até parecer caminhos bons, mas o seu final sempre são caminhos de morte. Não se deixe levar pelas suas próprias concupiscências e nem pelos desejos de seu coração. Somente na direção de Deus temos a certeza de chegarmos ao nosso destino final em segurança. 

    Ande na presença de Deus, obedeça os seus preceitos e desfrute da gloriosa presença do Senhor em sua vida. Que Cristo seja o nosso alvo e que possamos ser instruídos nos seus preceitos. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense.

quarta-feira, 19 de julho de 2023

A revanche de Deus

    A revanche de Deus é uma análise sociológica feita por Gilles Kepel sobre o crescimento das principais religiões no mundo a partir dos anos 70 com o declínio do comunismo e de outras ideologias socialistas. A partir de sua análise quero tecer algumas considerações. As três grandes religiões monoteístas – Islamismo, Cristianismo e Judaísmo – e mais o Hinduísmo e o Xintoísmo procuram, através de movimentos de renovação carismática, mostrar o mal-estar da civilização contemporânea após a morte das utopias terrenas que desmoronaram com o Marxismo. O que vem depois? 

    Duas coisas importantes podem ser pensadas neste contexto. Primeira é a “crise” do mundo. Por mais que existam pessoas vivendo em ricas mansões e luxuosos condomínios, a maioria da população do globo terrestre vive seus dias cercados de violência, miséria, insegurança e incertezas, frutos de uma economia falida e cruel que tira qualquer esperança de um futuro menos problemático. Com isso, a religião ganha espaço e mostra a necessidade, não física, mas espiritual do ser humano. 

    Em segundo lugar é preciso considerar que a igreja necessita de um novo estilo de liderança para atrair pessoas mais instruídas, menos acostumadas a obedecer sem perguntar e com maior liberdade de escolha. Na verdade, a nova liderança terá de saber persuadir, conquistar, não impor. 

    Ao longo da História surgiram muitas formas de manifestação religiosa. Algumas já desapareceram no tempo, outras modificaram e/ou inovaram seus rituais e outras surgiram com diferentes abordagens que conquistam fiéis pelo mundo. A crença em algum tipo de divindade e o sentimento religioso são fenômenos generalizados em todas as sociedades. 

    Então, a minha pergunta é a seguinte: onde fica o argumento destas pessoas que defendem a inexistência de Deus? Com qual argumento eles podem refutar a veracidade de que o ser humano busca em Deus a compreensão de seu propósito nesta vida. Por mais que o ser humano negue a existência de Deus, a realidade comprova que esse mesmo ser humano necessita de um contato com o seu Criador. O grande mal que atinge a humanidade é o afastamento dAquele que tudo pode e tudo fez para o bem estar dessa mesma humanidade. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 18 de julho de 2023

Como fortalecer a esperança em tempos difíceis

    “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!” (Salmos 42.1). 
 
    Jamais podemos nos esquecer de que a nossa alma é dependente de Deus. Não há nada em que podemos colocar a nossa confiança para preencher o lugar do Senhor. Somente Ele nos completa e não nos deixa caminhar sozinhos. Somente a comunhão com o Eterno pode trazer equilíbrio espiritual e social, bem como nos conduzir a viver a vontade de Deus. 
 
    1. Não esteja sozinho. 
 
    Diferentemente do tempo dos filhos de Corá, você tem a presença de Jesus e a plenitude do Espírito Santo com você (Hb 13.5; Jo 14.16). Por isso, uma lição que o Salmo 42 ensina é que nada em nossa vida pode tirar o foco da fé. Sua vida espiritual dará a direção para o futuro que você colherá. Por isso, vá ao altar do Senhor, louve-o, pois Ele é a sua alegria (Sl 43.4); anseie e priorize a presença de Deus, pois Ele é o teu auxílio (Sl 43.5; cf. Js 1.8). Observe a importância dos cultos públicos, das reuniões de estudos bíblicos, da vocação ministerial e da devoção pessoal. Disso depende o sentido da sua vida cristã. 
 
    2. Equilíbrio espiritual e social. 
 
    Há muitos desafios na vida de muitos jovens. Há jovens que trabalham e estudam. Há os que assumiram o sustento da casa, pois um dos pais foi recolhido por Deus. Outros ainda estão iniciando a carreira nas forças armadas, ou lutando para se sustentar numa universidade pública ou privada. Enfim, os desafios são complexos. Dependendo de como reagimos a esses desafios sociais, podemos entrar num ciclo de ansiedade tendo como consequência a depressão. Por isso, uma preciosa lição que o Salmo nos ensina é que na proporção que a sua vida espiritual for profunda, você superará os desafios reais da vida, podendo prevenir a rota da ansiedade e da depressão. Por isso, se você está vivendo uma situação complexa, pare, se acalme e reflita: 1) ore e leia a Palavra de Deus; 2) estude e trabalhe com dedicação: 3) espere em Deus. Assim, esse momento complexo passará, você aprenderá com ele e sairá mais maduro do que quando entrou (cf. Rm 5.3-5). 
 
    3. Traga à memória o que dá esperança. 
 
    Outra lição preciosa que podemos extrair do Salmo 42 é a capacidade de trazer boas lembranças para o tempo presente desafiador. Tenha em mente que o que Deus permitiu você passar ontem é porque isso o ajudará hoje (Lm 3.21). Por isso, Ele nos deu a faculdade da memória. Entre recordações e lembranças, nossa alma é alimentada por tudo o que Deus fez de bom. Não seja escravo das lembranças que trazem sofrimento e dor, mas cultive aquelas que trazem esperança, ânimo e coragem (Js 1.13). A nossa alma é dependente de Deus. Não há nada em que você possa colocar a sua confiança para preencher o lugar do Senhor. 
 
    A alma sente a ausência de Deus diante de uma tributação e angústia, embora Ele esteja perto. Podemos usar recursos espirituais para reagir ao sentimento paralisante. Assim, somos convidados a não estar sozinhos, a andar em equilíbrio espiritual e social, bem como, a cultivar lembranças que nos motivam a viver a vontade de Deus. 
 
Fonte: Lições Bíblicas Jovens CPAD 2º Trimestre 2023

Refutando o Ensino Progressista

    É muito provável que você já tenha ouvido algumas preleções em que há uma insistente ênfase em desconstruir postulados que sempre foram caros ao cristianismo bíblico. Em relação a isso, o apóstolo Paulo diz que estamos diante de pessoas orgulhosas, tomadas por desejo doentio por discussões a respeito de palavras, fazendo falsas acusações a respeito da piedade como uma mera fonte de lucro; trata-se, pois, de uma mente pervertida, privada da verdade (1Tm 6.3-5). 
 
    1. Reafirmando a autoridade bíblica. 
 
    Em refutação ao ensino progressista é indispensável reafirmar a doutrina da inspiração divina, verbal e plenária da inerrante Palavra de Deus (2Tm 3.16,17) e validar o princípio de Sola Scriptura instituído na Reforma, que estabelece a Bíblia como a única regra infalível e autoridade final de fé e prática. Nessa direção, Lutero advertia sobre a necessidade de distinguir entre o que foi entregue por Deus nos textos sagrados e o que foi inventado pelos homens no contexto da pesada tradição romana na Idade Média. Armínio, por sua vez, alertava que a perfeição das Escrituras é solapada quando sua verdade é negada ou reinterpretada. Desse modo, a autoridade bíblica é ratificada quando se oferece resistência à presunção das ideologias humanas em acrescentar ou retirar alguma coisa das Escrituras (Ap 22.18,19). 
 
    2. Ensinando as doutrinas bíblicas. 
 
    A Grande Comissão confiada à igreja consiste em fazer e ensinar discípulos (Mt 28.19,20). Compreende uma ordenança proclamadora e um mandato educacional. A incumbência é tanto de formação quanto de transformação de indivíduos. É responsabilidade da Igreja evangelizar o mundo e ensinar as doutrinas bíblicas (2Tm 4.2). Em vista disso, Paulo exorta a necessária dedicação ao ensino (Rm 12.7). A atividade é essencial para instruir, expor e corrigir o erro (2Tm 3.16). Essa atuação é primordial na transformação da velha natureza (Ef 4.22-24), formação do caráter cristão (Ef 4.13), resultando no genuíno crescimento de uma igreja espiritualmente saudável e doutrinariamente bíblica (Ef 4.16).
 
    3. Enfatizando a santificação. 
 
    O fortalecimento da autoridade bíblica e o aprendizado das doutrinas cristãs precisam estar atrelados a uma vida de santidade (1Pe 1.16). O verbo santificar vem do grego hagiazõ que significa “separar, purificar, consagrar”. O adjetivo “santo” é tradução do vocábulo “hagios”. Desse modo, a santificação é a operação do Espírito Santo em manter o crente separado do pecado e consagrado a Deus (Rm 12.1,2). É a continuação da obra iniciada na regeneração (Ef 1.13), quando o salvo recebe novidade de vida (2Co 5.17) e se estende até o dia da glorificação do crente (Rm 6.22). A ênfase está na obediência à Palavra de Deus (Tg 1.22), no abandono das concupiscências (1Pe 1.13,14) e numa vida de retidão moral em toda a maneira de viver (1Pe 1.15). 
 
    As Escrituras advertem que a conduta humana dos “últimos dias” é de repulsiva descaracterização da fé. A heresia progressista critica as Escrituras, promove o enfraquecimento da ortodoxia, instiga a frouxidão moral e afasta as pessoas do verdadeiro cristianismo. Contudo, a postura da Igreja não deve ser de inércia, mas de resistência a iniquidade. A defesa da fé ocorre quando os valores imutáveis e atemporais da Bíblia são exercitados pelo poder de Deus na vida diária do crente salvo (1Co 2.4,5). 
 
Fonte: Lições Bíblicas CPAD 3º Trimestre 2023