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segunda-feira, 24 de junho de 2024

A era do vazio e das incertezas

    “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ec 3.1).    
 
    Tempo: Duração relativa das coisas que cria no ser humano a ideia de presente, passado e futuro; período contínuo no qual os eventos se sucedem. Quando sentimos o tempo passando diante de nossos olhos precisamos fazer uma análise reflexiva sobre o que estamos fazendo de nossas vidas.  
 
    O tempo e o espaço em que vivemos são limitados, por isso, devemos ser bons despenseiros de Deus nesta vida.  
 
    É muito importante saber que a vida é passageira, dura pouco. Por isso, muitos buscam satisfazer-se de várias formas. Há os que acham que a sabedoria resolverá o seu problema. Outros buscam preencher a sua alma com os prazeres dessa existência. Ainda outros recorrem às riquezas. E, por último, há aqueles que se autorrealizam no trabalho. Tudo é vaidade! O centro da realização humana não está nessas coisas.  
 
    Estamos vivendo a era do vazio e das incertezas, mas não podemos ser levados pelas vaidades deste mundo. É preciso remir o tempo e servir o Senhor todos os dias de nossas vidas! 
 
    Nas Escrituras, o tempo se mostra na transitoriedade da vida e na eternidade de Deus.  
 
    O relacionamento familiar do crente deve ser intenso, assim como o trabalho deve ser uma atividade prazerosa e agradável.  
 
    Para administrarmos bem o nosso tempo devemos começar por evitar a falsa sabedoria, o hedonismo, a falsa prosperidade e o ativismo. Estes roubam-nos o tempo.  8Somente Deus é eterno e somente Ele deve ser o centro de nossa busca.    
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 4 de maio de 2024

Fragmentos de Sabedoria para a alma XLI

    1. Faça uma reflexão sobre as suas atitudes e veja quanto tempo você tem tirado para meditar na Palavra de Deus. Uma coisa é certa. Se você gasta mais tempo vendo e ouvindo coisas na internet do que lendo e meditando na Bíblia, permita-me dizer com sinceridade, você tem sido um tolo. O verdadeiro sábio é aquele que busca a orientação do Senhor. Muitas pessoas perdem muito tempo de suas vidas ocupados com coisas que não trazem resultados nenhum. Jogos, bebedeiras, coisas supérfluas que não alimenta a alma. Quem faz isso perde muito. Mas, aqueles que dedicam tempo para aprender com a Palavra de Deus encontra refrigério e consolo para a alma. 

    2. Nossos olhos nos enganam porque o nosso coração é enganoso. Desejamos as coisas passageiras deste mundo e as concupiscências da carne. Por isso, se não confiarmos em Deus, nossas escolhas sempre serão os caminhos que levarão a morte no final. Na maioria das vezes não escolhemos com a razão e sim com o coração. E a emoção, ela nos engana porque vemos aquilo que desejamos como sendo algo bom e, muitas vezes não é. Por isso, o melhor conselho para as nossas vidas e nos colocarmos diante do Senhor e deixarmos que Ele nos oriente. O Senhor conhece os nossos corações. Ele sabe o que é melhor para cada um de nós e Ele nos conduz ao melhor destino. Que possamos deixar o Senhor nos orientar no melhor caminho. Esse é o segredo para uma vida vitoriosa. 

    3. O vazio existencial que faz parte da vida de milhares de pessoas, não ocupa o espaço no coração daqueles que vivem a vida abundante. Deus preenche todos os espaços de alegria e paz espiritual. Não quer dizer que não tenhamos angústias e aflições. Quer dizer que Deus está conosco nesses momentos e nos ajuda a carregar os nossos fardos. Afinal, todos pecaram e destituídos foram da glória de Deus e o salário do pecado é a morte. Por isso, só tem a verdadeira paz àqueles que entregaram suas vidas ao Senhor Jesus Cristo. Em Deus encontramos paz porque nEle está o manancial da vida. A vida flui do trono de Deus e enche os nossos corações. Quando estamos em Deus não estamos na escuridão porque Deus é a nossa luz. 

    4. Um dos nossos maiores defeitos é não sabermos confiar. A confiança deve ser total em Deus, uma vez que não conseguimos fazer quase nada. Somos seres bem limitados e, por isso, dependemos muito de Deus. Não podemos livrar-nos das doenças e, em alguns casos, só mesmo um milagre para que tenhamos mais alguns dias de vida. Muitos, mesmo que tenham uma vida difícil, quando se deparam com a doença temem a morte e lutam pela vida. E quando vemos isso sabemos o quanto queremos viver. Mas, muito pouco podemos fazer em determinadas situações. Só mesmo dependendo exclusivamente da graça de Deus para vencermos. O caminho da vitória nesta vida é confiar inteiramente no Senhor. 

    5. Não importa o que essas pessoas dizem. Queira acreditar ou não, Deus existe de qualquer forma. Ele não está sujeito a conjecturas humanas. Não está preso a dogmas ou crendices. Ele é Deus no céu como é na Terra. A busca pela compreensão desesperada do ser humano é a busca pela revelação divina. Todos que se distanciam de Deus abre espaço para que Satanás possa ocupar esse espaço. Por isso, encha-se de Deus e todo o esforço do inimigo em encher a sua mente será em vão. No lugar onde Deus está há abundância de paz. O mundo pode até parecer hostil e nos causar dores, mas quando depositamos nossa confiança em Deus, Ele nos ajuda em tempo oportuno. 

    6. Só Deus tem o poder de transformar o ser humano. Eis uma verdade fundamental para entendermos a situação do mundo em que vivemos. Uma sociedade violenta e egoísta. Perversa e selvagem. Uma sociedade que não respeita a moral e nem valoriza os bons costumes. Homens amantes de si mesmos que destroem a esperança e sufoca os justos. Quem pode resolver o problema do pecado que está no coração humano? Apenas o Senhor Deus. Somente Deus tem este poder. Por isso, quem tem a fé em Deus deve regozijar-se no Senhor. Ele é verdadeiro e poderoso para nos dar a salvação. Que possamos buscá-lo de todo o nosso coração e viver dentro de sua soberana vontade. 

    7. A morte chegará para nós a qualquer momento. Hoje estamos vivos, amanhã não sabemos. Quantos amigos, parentes, conhecidos que já não estão entre nós porque a morte chegou para eles. Nós, no entanto, aqui estamos. O Senhor Jesus diz-nos categoricamente: enquanto há vida, há esperança. Enquanto estamos vivos a obra do Senhor deve ser feita. Deixa que os mortos sepultem os seus mortos. Seguimos em frente. Cada dia de vida é uma nova oportunidade para fazer alguma coisa na obra de Deus. Jesus venceu a morte e o inferno. Ele nos garante a vida eterna. Deus limpará todas as lágrimas derramadas com a morte. Choramos pelo nossos entes queridos, mas não podemos parar a caminhada. A vida segue para nós. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 30 de dezembro de 2023

Que tipo de resolução de Ano Novo deve o cristão fazer?

    A prática de se fazer resoluções de Ano Novo remonta aos antigos babilônios cerca de 3000 anos atrás. Há algo sobre o início de um novo ano que nos dá a sensação de um novo começo. Na realidade, não há uma diferença entre 31 de dezembro e 1 de janeiro. Nada místico ocorre à meia-noite do dia 31 de dezembro. A Bíblia não fala a favor ou contra o conceito de resoluções de Ano Novo. No entanto, se um cristão decidir fazer uma resolução de Ano Novo, que tipo de resolução deve ele ou ela fazer? 

    As resoluções de Ano Novo mais comuns são compromissos de parar de fumar, parar de beber, gerir o dinheiro de forma mais sensata e passar mais tempo com a família. De longe, a resolução de Ano Novo mais comum é perder peso, em conjunto com fazer mais exercício e comer de forma mais saudável. Todos esses são bons objetivos. No entanto, 1 Timóteo 4:8 nos instrui a manter o exercício em perspectiva: "Pois o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, visto que tem a promessa da vida presente e da que há de vir." A grande maioria das resoluções de Ano Novo, mesmo entre os cristãos, está relacionada a coisas físicas. Esse não deve ser o caso. 

    Muitos cristãos fazem resoluções de Ano Novo para orar mais, ler a Bíblia todos os dias e frequentar a igreja regularmente. Estes são objetivos fantásticos. No entanto, essas resoluções de Ano Novo fracassam tão frequentemente quanto as resoluções que não são espirituais porque não há poder na resolução em si. Resolver parar ou iniciar uma determinada atividade não tem qualquer valor a menos que se tenha a motivação correta. Por exemplo, por que você quer ler a Bíblia todos os dias? É para honrar a Deus e crescer espiritualmente, ou é por que você acha que é algo bom para fazer? Por que você quer perder peso? É para honrar a Deus com o seu corpo, ou é por vaidade, para honrar a si mesmo? 

    Filipenses 4:13 nos diz: "Tudo posso naquele que me fortalece." João 15:5 declara: "Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." Se Deus for o centro da sua resolução de Ano Novo, então há chance de sucesso dependendo do seu compromisso e determinação. Se for da vontade de Deus que algo seja cumprido, Ele irá permitir que você o cumpra. Se uma resolução não honrar a Deus e/ou não estiver de acordo com a Sua Palavra, não vamos receber a ajuda de Deus no cumprimento da resolução. 

    Então, que tipo de resolução de Ano Novo deve o cristão fazer? Aqui estão algumas sugestões: (1) ore ao Senhor pedindo por sabedoria (Tiago 1:5) em relação a quais resoluções, se for o caso, são da Sua vontade para a sua vida; (2) ore por sabedoria a respeito de como cumprir as metas que Deus lhe deu; (3) conte com a força de Deus para ajudá-lo; (4) encontre um parceiro de responsabilidade que irá ajudá-lo e incentivá-lo; (5) não se desanime com fracassos ocasionais, em vez disso, permita-lhes ser uma motivação; (6) não se torne orgulhoso ou vaidoso, mas dê glória a Deus. Salmo 37:5-6 diz: "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu direito como o meio-dia." 

segunda-feira, 24 de julho de 2023

O exemplo de uma menina que acreditava em Deus

    "E saíram tropas da Síria, da terra de Israel, e levaram presa uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã. E disse esta à sua senhora: Antes o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra." 2 Reis 5:2,3 

    A história da menina levada cativa pelos sírios e serva na casa de Naamã é um relato inspirador de bondade, compaixão e confiança em Deus que pode servir como um exemplo poderoso para a nossa vida. Apesar de sua condição de escravidão e das dificuldades que enfrentou, essa jovem demonstrou qualidades notáveis que podem nos ensinar lições valiosas. 

    Em primeiro lugar, sua bondade e compaixão foram evidentes ao observar o seu senhor, Naamã, doente. Em vez de nutrir ressentimentos ou sentimentos de vingança por causa de sua situação, ela se importou com a saúde e o bem-estar de seu senhor. Esse ato de empatia é um lembrete de que, mesmo diante de circunstâncias adversas, podemos escolher cultivar o amor e a preocupação genuína pelos outros. Independentemente de nossas próprias lutas, podemos encontrar forças para sermos uma fonte de conforto e apoio para os que nos cercam. 

    A atitude da menina se destaca ainda mais quando ela sugere que Naamã busque a ajuda do profeta em Israel para encontrar a cura. Ela não hesita em compartilhar sua crença no poder do profeta Eliseu e em Deus para realizar milagres. Essa fé inabalável é uma lição poderosa sobre a importância de confiar em Deus, independentemente dos momentos de dificuldades que nos encontremos. Mesmo sendo uma jovem cativa em uma terra estranha, ela não perdeu a fé e a esperança de que Deus poderia intervir e fazer a diferença. 

    A confiança da menina em Deus é uma inspiração para nós, lembrando-nos de que mesmo nos momentos mais sombrios de nossas vidas, podemos encontrar coragem e paz ao depositar nossa confiança no Deus que tudo pode. Acreditar no Senhor, que fez os céus e a terra e que faz muito além de nossas limitações humanas, pode nos dar força e perseverança para enfrentar os desafios e superar as adversidades. 

    Além disso, a história também ressalta a importância de sermos corajosos o suficiente para compartilhar nossas crenças e valores com os outros, mesmo que sejam diferentes. A menina não hesitou em indicar o profeta em Israel, apesar de ser uma estrangeira na terra síria. Sua disposição em falar sobre sua fé e crença em Deus mostra que podemos impactar positivamente a vida das pessoas ao nosso redor ao compartilhar o que acreditamos ser verdadeiro e significativo. 

    Em resumo, a história da menina levada cativa pelos sírios e serva na casa de Naamã é um exemplo poderoso de bondade, compaixão e confiança em Deus. Seu comportamento é um lembrete de que podemos escolher responder às adversidades com amor e empatia, independentemente de nossas próprias dificuldades. Também nos encoraja a depositar nossa confiança em Deus e compartilhar nossas crenças e valores com coragem. Essas lições atemporais podem ser aplicadas em nossa própria vida, nos ajudando a crescer como seres humanos mais compassivos, solidários e confiantes em Deus. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

O Caminho de Emaús: Angústia e alegria

    A história dos discípulos no caminho de Emaús é um relato bíblico cheio de significado e lições para a vida. Esse episódio, narrado no Evangelho de Lucas (Lucas 24:13-35), retrata a experiência de dois discípulos que caminhavam tristes e desanimados, após a crucificação de Jesus, sem ainda compreender plenamente o alcance dos acontecimentos que se desenrolaram em Jerusalém. 

    Inicialmente, a ida dos discípulos para Emaús é marcada por uma profunda angústia e desilusão. Eles haviam sido testemunhas dos ensinamentos e milagres de Jesus, nutrindo esperanças de que ele fosse o Messias que libertaria Israel. Entretanto, suas expectativas foram frustradas quando Jesus foi condenado à morte e crucificado, deixando-os perplexos e desanimados. 

    Essa angústia reflete um aspecto comum na jornada humana: a experiência da decepção diante das circunstâncias imprevisíveis e dolorosas da vida. Em momentos de dificuldades, é natural questionarmos nossas crenças, esperanças e propósitos. Os discípulos sentiram-se perdidos e desamparados, incapazes de enxergar além daquele momento de sofrimento. 

    No entanto, durante a caminhada para Emaús, algo extraordinário acontece. Jesus, embora os discípulos não o reconheçam inicialmente, aproxima-se deles e começa a explicar as Escrituras, mostrando como todos aqueles acontecimentos dolorosos estavam interligados com as profecias e o propósito maior de Deus. Essa passagem bíblica ensina que, mesmo nos momentos de maior aflição, a presença de algo maior e transcendente pode nos acompanhar e trazer entendimento à nossa jornada. 

    É no momento do partir do pão, durante o jantar com Jesus, que os discípulos finalmente o reconhecem. Nesse instante, a angústia que carregavam se transforma em alegria e esperança. Eles percebem que a morte de Jesus não foi o fim, mas parte de um plano divino de redenção e salvação. O encontro com o Cristo ressurreto restaura a fé dos discípulos e lhes traz uma nova perspectiva para suas vidas. 

    Essa mudança de sentimentos dos discípulos no caminho de Emaús para o retorno a Jerusalém é uma lição sobre a importância da perseverança e da fé mesmo em meio às adversidades. Mostra que, muitas vezes, o entendimento de nossa jornada não ocorre imediatamente; é preciso caminhar, refletir, aprender e, eventualmente, a compreensão se revelará. 

    A história também nos lembra que, ao compartilhar experiências e discutir nossas aflições com outros, podemos encontrar apoio e clareza. O diálogo entre os discípulos e Jesus demonstra que a comunicação e o compartilhamento das nossas dificuldades podem nos conduzir a uma compreensão mais profunda e à renovação da esperança. 

    Em suma, a jornada dos discípulos no caminho de Emaús é uma narrativa de transformação emocional e espiritual, que nos encoraja a confiar em Jesus, a buscar entendimento mesmo em meio à angústia e a encontrar alegria e esperança no encontro com a verdade. Essa história ressoa até os dias atuais, convidando-nos a refletir sobre nossa própria caminhada, nossas crenças e a importância de compartilhar nossas experiências com os outros. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense