quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Uma biografia de John Huss

    “Se ele fosse profético, deve ter se referido a Martinho Lutero, que surgiu cerca de cem anos depois”. Assim escreveu John Foxe em seu Livro dos Mártires do século XVI, referindo-se a uma declaração atribuída ao reformador boêmio João Huss por ocasião de sua morte. Condenado por heresia em 1415 pelo Concílio de Constança, Huss — de acordo com uma história que se originou alguns anos após o fato — voltou-se para seus executores pouco antes da sua sentença ser realizada e afirmou: “Hoje vocês queimam um ganso, mas daqui a cem anos um cisne surgirá que vocês serão incapazes de cozer ou assar”. 

    Por que Huss se identificou como “um ganso”? E por que os comentaristas posteriores — nada menos que o próprio Lutero — acreditavam que a lendária profecia de Huss se referia ao monge alemão cujo protesto contra as indulgências iniciou a Reforma um século depois? 

    A primeira pergunta é mais fácil de responder do que a segunda. Huss, nascido por volta de 1372, era proveniente da cidade do sul da Boêmia, Husinec (literalmente, “Goosetown” [Cidade do ganso]), onde agora é a República Checa. Seu sobrenome, derivado do seu lugar de nascimento, significa “ganso” em tcheco. Compreender por que Lutero e os Protestantes mais tarde criam que Huss tinha antecipado, se não previsto, a Reforma é mais difícil e requer alguma consideração sobre a vida, doutrina e morte de Huss. 

    A vida de Huss 

    Em 1390, Huss, cujos primeiros anos permanecem desconhecidos, matriculou-se na Universidade de Praga com a intenção de treinar para o sacerdócio. Posteriormente, ele confessou que o ministério ordenado o atraiu por sua promessa de proporcionar uma vida confortável e estima mundana. Apesar de dedicar, por sua própria confissão, muito tempo para jogar xadrez, Huss se destacou em seus estudos e após receber o seu mestrado em 1396, vinculou-se à faculdade de filosofia da universidade. 

    Pouco depois de começar a ensinar, Huss experimentou, nas palavras de um biógrafo, uma “mudança radical e fundamental”, resultando em um compromisso mais profundo com Cristo. Essa “mudança” pode ter se originado da exposição ao pensamento de John Wycliffe, cujas ideias estavam começando a criar uma comoção em Praga. O programa de reforma de Wycliffe — que incluía críticas estridentes à imoralidade clerical, rejeição da doutrina medieval da transubstanciação e insistência sobre o acesso leigo à Escritura na língua vernácula — chegou à Boêmia graças, em grande parte, aos estudantes tchecos que estudaram na própria Universidade de Oxford de Wycliffe e voltaram para casa com as mentes repletas das ideias de Wycliffe e as mochilas cheias de livros de Wycliffe. 

    Em 1403, o conflito sobre as ideias de Wycliffe chegou ao ponto alto na Universidade de Praga. Embora Huss se opusesse à rejeição da transubstanciação de Wycliffe, concordou com muito do que o reformador inglês havia dito, e passou a defender o partido reformista pró-Wycliffe. Apenas um ano antes, Huss fora nomeado pregador da Capela de Belém, no centro de Praga. Seus sermões no púlpito de Belém refletiam cada vez mais a preocupação de Wycliffe com a corrupção no interior da igreja. 

    A pregação do “pequeno ganso de Deus”, como Huss veio a ser chamado, era imensamente popular, atraindo multidões de vários milhares. Huss estava desejoso de tornar as Escrituras e sua mensagem reformadora acessíveis ao povo. Ele não só pregou em tcheco, mas traduziu partes da liturgia, assim como vários hinos latinos para a língua vernácula. Ele mesmo aproveitou o espaço vazio na capela para promover a sua mensagem, colocando murais que contrastavam a humildade e simplicidade de Cristo com a vaidade e a ganância dos sacerdotes contemporâneos. 

    Em 1409, o papado, perturbado pela crescente fama de Huss, ordenou ao arcebispo de Praga que proibisse qualquer outra pregação na Capela de Belém. Huss se recusou a abandonar seu púlpito. No ano seguinte, o arcebispo excomungou Huss com base em heresia e logo depois fugiu da cidade por medo de represálias populares. Huss continuou pregando. Em 1411, o papado, que tinha então emitido uma segunda excomunhão de Huss (sem efeito), colocou toda a cidade de Praga sob interdito, proibindo, assim, o clero de Praga de oferecer sermões, casamentos, a eucaristia, ou outros serviços religiosos ao povo. 

    Inicialmente, o interdito do papa teve pouca força graças ao rei Wenceslaus IV, da Boêmia. Wenceslau (cujo nome desde o século décimo se tornaria depois o tema de um hino de Natal) apoiou Huss e ordenou ao clero de Praga que ignorasse o interdito. Em 1412, no entanto, as circunstâncias colocaram Huss e Wenceslau um contra o outro. O papado começou a vender indulgências na Boêmia para arrecadar dinheiro para uma campanha militar. Wenceslau não fez nenhuma objeção a isso, em grande medida porque recebeu uma parte dos ganhos. Mas Huss, que via a venda das indulgências como sinal da corrupção da igreja, protestou tanto do púlpito quanto da tribuna. O rei, ansioso para manter a sua renda recém-descoberta, proibiu a crítica das indulgências. Ele reforçou essa proibição ao decapitar vários homens que falaram contra as indulgências. A fim de enfraquecer ainda mais Huss, o rei agora mandou ao clero de Praga que cumprissem o interdito do papa. 

    Huss, relutante em ver as pessoas privadas da Palavra e do sacramento, saiu de Praga em 1412. Passou os dois anos seguintes em exílio auto-imposto no sul da Boêmia, escrevendo obras que aprofundaram seus ideais reformadores. Em 1414, foi citado para comparecer perante o Concílio de Constança, para responder às acusações de heresia, e lhe foi prometido um retorno seguro do concílio pelo imperador Sigismundo, irmão do rei Wenceslaus. Huss concordou em participar do concílio, consciente de que ele não retornaria, mas esperançoso de que poderia ter oportunidade de promover sua visão para a reforma da igreja. Ao chegar em Constança, em novembro de 1414, ele foi aprisionado e permaneceu preso até o seu julgamento e execução no verão seguinte. 

    A teologia de Huss 

    Huss não era mero imitador de Wycliffe, como alguns estudiosos têm sugerido. Nem, como outros têm indicado, ele antecipou o protestantismo em todos os aspectos. Contra ambos, Wycliffe e os reformadores, ele defendeu a doutrina da transubstanciação, embora negasse que os sacerdotes por si mesmos têm o poder de realizar a transformação do pão no corpo de Cristo. Contra a doutrina protestante de sola fide, ele cria que a caridade desempenha um papel instrumental na justificação dos pecadores. 

    Contudo, Huss antecipou uma série de convicções-chave do protestantismo. Ele criticou a veneração idólatra dos seus contemporâneos de Maria e dos santos. Ele também criticou a prática medieval de reter o cálice do povo comum (por temor, ostensivamente, para que não lidassem de modo indevido com o sangue de Cristo) e oferecer-lhes apenas o pão na eucaristia. A insistência de Huss de que os leigos recebessem pão e vinho veio a marcar os seus seguidores de modo que, quando forçados a se defenderem militarmente após a morte de Huss, incorporaram um cálice no brasão. 

    Ele também antecipou os reformadores — e revelou a extensão de sua dívida com Wycliffe — em sua doutrina da igreja. Huss identificou a verdadeira igreja com aquele corpo invisível de crentes no passado, presente e futuro que foram eternamente eleitos por Deus para a salvação e incorporados em Cristo como a sua cabeça. Nem todos os membros da igreja visível, argumentou ele, pertencem à igreja invisível, e quando o clero em particular prova ser reprovado por suas ações, sua autoridade é suspeita. Essa doutrina baseou as severas críticas de Huss a sacerdotes e papas como “anticristo” e sua disposição em desconsiderar as bulas papais quando claramente contradiziam as Escrituras. 

    Intimamente relacionada com sua doutrina da igreja, estava a doutrina de Huss sobre as Escrituras. Huss rejeitou qualquer alegação de que a igreja visível, que em qualquer momento poderia ser mais povoada pelos réprobos do que pelos eleitos, exercia a infalibilidade em suas decisões ou interpretações da Escritura. Ele mantinha as vozes tradicionais na igreja, especialmente os pais da igreja, em alta consideração; na verdade, ele privilegiava a interpretação das Escrituras por parte dos pais da igreja sobre a interpretação de qualquer indivíduo, incluindo a sua própria. Mas Huss admitiu que até os pais poderiam errar. Assim, ele reconheceu a Sagrada Escritura como a única regra infalível da fé e prática cristã, uma visão que os reformadores expressariam com o slogan sola Scriptura. 

    A morte de Huss 

    Huss teve oportunidade limitada de defender sua doutrina no Concílio de Constança, e ele acabou sendo condenado por uma mistura de afirmações legítimas e espúrias sobre suas crenças. Ele foi chamado a negar os ensinamentos falsamente atribuídos a ele. Huss recusou-se a fazê-lo, embora selasse seu destino, porque não queria perjurar-se admitindo crenças que não possuía. 

    Em 6 de julho de 1415, Huss foi despojado das suas vestes clericais, enfeitado com um chapéu de burro com desenhos de demônios, amarrado a uma estaca, e queimado até a morte. De acordo com um relato de testemunhas oculares, ele confiou a sua alma a Deus e cantou um hino a Cristo enquanto as chamas o envolviam. Uma vez morto, as autoridades trituraram seus restos mortais e os jogaram no rio Reno para impedir que fossem venerados por seus seguidores. Ironicamente, Huss provavelmente teria apreciado esse gesto final. 

    Huss nunca pronunciou realmente a famosa profecia atribuída a ele na ocasião de sua morte. Ele expressou, numa carta que escreveu durante a sua prisão, a esperança de que “pássaros” mais fortes do que ele surgiriam para continuar seu trabalho. De fato, foi Lutero, em escritos da década de 1530, que transformou as palavras de Huss em um oráculo que encontrou sua realização nele. Seja como for, acredita-se que Huss se alegraria ao ver o dia de Lutero e ficaria feliz em reconhecer a obra de Lutero e os subsequentes esforços para reformar a igreja de acordo com a Palavra de Deus como uma continuação digna dos seus próprios labores. 

Autor: Aaron Delinger

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

O Jovem que Mudou de Vida Bem No Meio do Carnaval

    Marcos era um jovem que amava carnaval. Todos os anos, ele esperava ansiosamente pela chegada do feriado para poder sair às ruas e se divertir com seus amigos. Ele nunca teve muito interesse em religião e sempre achou que a vida era para ser vivida de forma hedonista, sem preocupações. No entanto, um ano, algo mudou. Durante o desfile de uma escola de samba, ele se sentiu deslocado, como se estivesse perdido em meio à multidão. Ele se perguntou se havia algo mais na vida do que apenas diversão e prazer. Foi nesse momento que ele decidiu procurar por respostas. Então, Marcos começou a frequentar uma igreja próxima a sua casa. E, lentamente, começou a entender mais sobre Jesus e a Bíblia. Ele se surpreendeu ao descobrir que havia uma vida significativa e plena esperando por ele. Conforme ele estudava e orava, sentiu-se cada vez mais conectado com Deus. 

    Durante o carnaval seguinte, Marcos teve a oportunidade de aplicar o que havia aprendido... Quando seus amigos o convidaram para sair, ele educadamente recusou. Explicando que havia mudado de vida e que preferia dedicar seu tempo a outras coisas. No começo, seus amigos zombaram dele, mas Marcos permaneceu firme em sua decisão. Em vez de se envolver em atividades questionáveis durante o carnaval, Marcos se envolveu em uma Conferência em sua igreja local. Ele sentiu que estava fazendo a diferença na vida das pessoas e estava feliz por ter encontrado um propósito em sua vida. Marcos percebeu que sua decisão de seguir a Jesus havia mudado completamente sua perspectiva de vida. Ele se sentiu mais feliz...mais realizado e mais esperançoso do que nunca. Ele sabia que a vida ainda seria cheia de desafios, mas agora tinha uma base sólida para enfrentá-los. 

    Hoje, Marcos é um líder ativo na sua igreja. E trabalha para ajudar outras pessoas a encontrar o mesmo amor e paz que ele encontrou em Jesus. Hoje, ele acredita que a sabedoria e o discernimento que vem de Deus o ajudaram a tomar a melhor decisão de sua vida. E está grato por ter encontrado Jesus justamente na época de carnaval. Somos muito felizes pela conversão e mudança de vida do Marcos. Apesar disso, hoje muitas pessoas vão estar nas ruas e ainda precisam encontrar Jesus. Se você conhece alguém assim, ore por essa pessoa. Sua oração com certeza vai fazer a diferença na vida dessa pessoa. 

Religiosidade não significa espiritualidade

    O que será que está acontecendo? Cresce sobremaneira o interesse pela religião. Nunca se falou tanto em religião como nos dias atuais. Não são poucos os novos grupos religiosos, seitas e denominações em todo o mundo. O pior é observar que o mundo sobrevive às duras penas e o fenômeno religioso se contenta a oferecer pouquíssimas melhorias à nossa vida. Faz-se muito barulho; acontecem poucas mudanças. Além disso, verifica-se em alguns lugares o crescimento do ateísmo, com muitas expressões de negação da fé religiosa. Ambientes que anteriormente foram os berços originários da fé, tornaram-se frios, indiferentes e incrédulos. 

    Cresce a religiosidade; mas, também, cresce a "fé" nos artifícios e amuletos, na matéria e tecnologia, no dinheiro e no poder. Eis uma marca destacada deste tempo: superficialidade, alienação, ignorância. Isso porque, naturalmente, religiosidade não significa espiritualidade. Eis um problema bastante atual, que exige uma profunda reflexão de cada um de nós. Há uma grande carência de sintonia entre o que se fala e o que se vive. Falta, sobretudo, a busca por uma espiritualidade interior que nasce da intimidade do coração humano com o coração de Deus. Somente o trabalho da ação de Deus em nossa interioridade resultará em vidas comprometidas com os inúmeros desafios do Reino de Deus. 

    Precisamos analisar a nossa espiritualidade nestes tempos de tanta religiosidade e pouca fé. "Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!" Salmos 19:14. Meditar com profundidade na Palavra de Deus é uma forma eficaz de entendermos em que estágio dessa espiritualidade estamos. Somos nós apenas mero espectadores dos acontecimentos? Estamos nós de que lado da História? Ser religioso é uma coisa, ser cristão verdadeiro é outra bem diferente. Falar que Jesus salva é uma coisa, viver o que Ele nos ensinou é outra bem diferente. Não podemos viver uma vida cristã com máscaras ou com uma fé fingida. Diante dos outros agimos como santos, longe deles como profanos. Essa é a falsa espiritualidade. 

    Não podemos ser apenas mais um número em meio a grande multidão de seguidores de uma falsa religiosidade. Precisamos, sim, de um retorno aos princípios da Palavra e praticar uma vida cristã diária de piedade. Busquemos a Deus com um coração sincero e arrependido pelos nossos pecados. Afinal, é isso que fará a grande diferença no final. Muitos que gritam e professam o nome de Jesus hoje serão envergonhados naquele dia quando Ele mesmo disser: "não vos conheço". Esse é um chamado ao verdadeiro evangelho e a uma profunda espiritualidade onde Cristo é o nosso Senhor e Salvador. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

Intolerância religiosa

    "Eu amava duas coisas acima de tudo o resto: a liberdade e o repouso. Para ter liberdade, decidi não ter esposa, e para ter repouso, fugi do mundo e encontrei asilo na religião". 

    Estas são palavras de Savonarola. Bispo de Florença que dedicou sua vida a Igreja e acabou queimado na fogueira da Inquisição no dia 23 de maio de 1498 em praça pública. Com Giordano Bruno foi pior porque além de ser queimado na fogueira no dia 17 de fevereiro de 1600 pela Igreja Católica, o filósofo ainda tinha contra si a ira e a indignação dos calvinistas e luteranos, que também o excomungaram. É fato que em 2000 o Papa João Paulo II chegou a deplorar o episódio, mas recusou-se a reabilitar o filósofo. De que adiantaria também? Galileu Galilei não chegou a ser morto porque abjurou da sua teoria do heliocentrismo, doutrina de Copérnico que afirmava ser o sol o centro do universo em contraposição a doutrina da Igreja que afirmava ser a terra o centro do universo. No dia 22 de junho de 1633 ele abjurou do que acreditava para não ir contra o que a Igreja, na época, acreditava. 

    Esses três personagens ilustram bem o que é a intolerância religiosa. Conflitos que explodem no mundo todo e que vitima milhares de pessoas todos os anos. No entanto, o mais cruel em tudo isso é a intolerância nas diversas religiões espalhadas em todos os lugares. O que alguns líderes acham que é certo e impõem para que seja cumpridas. Se errar, você está condenado a fogueira da nova inquisição. 

    A intolerância é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade de reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões. Ela é causadora de mortes e dominação ideológica pelo mundo afora. O que a Bíblia diz é que devemos pregar o evangelho de Cristo a todo mundo. O evangelho é uma mensagem de boas novas. Não deve ser imposta e sim anunciada. Quem faz a obra no coração do pecador é o Espírito Santo de Deus. Jesus não incitou a violência. Ele anunciou o Reino de Deus que é justiça e paz. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Meditações do Poeta Cacerense XLIII

    1. Seja paciente! Não é fácil exercer a autodisciplina para ser paciente, mas é uma coisa muito boa quando você consegue isso. Evita muitos transtornos desnecessários na sua vida. 

    2. Eu queria tanto a liberdade. Então pedi isso a Deus, com toda fé do meu coração e a razão da minha mente. Hoje tenho a liberdade em minha vida. 

    3. Entender o que é certo e o que é errado, num mundo em que estão invertidos os valores morais gravados por Deus na consciência do ser humano e ao mesmo tempo exarados no Livro do Senhor, não é tarefa fácil. Graças a Deus, temos o maior e melhor referencial ético que o mundo já conheceu: a Palavra de Deus. Ela é lâmpada e luz divinas, tanto para nosso ser interior como para nosso viver exterior. 

    4. Desde o princípio, o Senhor tem permitido a seus servos serem provados para que, como vencedores, sejam aprovados diante dos homens, dos anjos, e do Diabo. É bem-aventurado quem, sendo tentado, permanece fiel a Deus, tornando-se, assim, digno de receber a coroa da vida. 

    5. Há sempre uma esperança para os que servem a Deus e confia no seu poder. Ele se compadece das nossas angústias e dá o alento necessário para superarmos as dificuldades que possam sobrevir sobre nós. Apenas creia no milagre. 

    6. Se você pode estender a mão e emprestar o seu ombro à pessoa que se esbarra em você todos os dias com um grito mudo de socorro, faça isso. Amar é o maior sentido da existência do ser humano. Sem amor não há sentido para viver. A pessoa que não ama, não edifica a si mesma. 

    7. Todos os que aceitam Cristo como Salvador devem deixar todos os vícios e a prática de pecados conhecidos e conscientes. A comunhão intensa com o Senhor mediante a submissão, a oração, a adoração e a santidade de vida é fundamental para vivermos aqui. 

    8. Deus aquieta as almas que sofrem. Ele é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Deus é bom o tempo todo. E quão maravilhoso é saber que os seus pensamentos são maiores do que os nossos pensamentos e melhores também. 

    9. É tempo de invocarmos o nome do Senhor. A oração deve ser prioridade em nossas vidas. A maior tragédia dos dias atuais é a falta de oração. Devemos nos preparar para os desafios do dia a dia, mas a vitória vem do Senhor. O segredo é estar com o altar em dias com o nosso Deus. 

    10. Ocupe-se da leitura da Bíblia. Gaste mais tempo do que qualquer outro cristão com o estudo da Palavra de Deus e galgarás os umbrais do conhecimento do Senhor. 

    11. Aprenda a viver com Deus. Aprenda sentir a presença dEle na sua vida. Só o Senhor é o melhor caminho a seguir. Se estivermos com Ele não precisamos temer nenhum mal. Entregue teu caminho ao Senhor, confia nEle e Ele tudo fará para nos dar a proteção e segurança para chegarmos ao destino certo. 

    12. Para administrarmos bem o nosso tempo devemos começar por evitar a falsa sabedoria, o hedonismo, a falsa prosperidade e o ativismo. Estes roubam-nos o tempo. Somente Deus é eterno e somente Ele deve ser o centro de nossa busca. 

    13. Ter uma alma que confia inteiramente em Deus é muito melhor do que ter boa sorte. Muitos vivem enganados e confiando no desconhecido. Por que fazer isso se podemos confiar em Deus? Ele é o Criador de todas as coisas e tem todo poder nos céus e na terra. 

    14. A salvação é o bem mais precioso que podemos desejar. No entanto, cada pessoa é responsável por aceitar ou rejeitar o convite de Jesus Cristo para ser salvo. A salvação é individual e cada um de nós temos a decisão em nossas mãos. 

    15. As boas novas do evangelho não apenas incluem o grande amor de Deus, como também exigem uma mudança de coração, que antes estava inclinado ao pecado e agora tem o desejo de caminhar com Deus. Essa mudança de coração ocorre quando damos o primeiro passo de fé, ao abandonar o pecado e ir a Cristo. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

A mensagem da cruz

    Pode parecer loucura e para alguns é, mas a Bíblia está viva hoje. O Deus que falou para os antigos e fez maravilhas diante deles mostrando que era o Deus verdadeiro é o mesmo que continua falando conosco. Ele confronta os estudos modernos e os homens de nossa geração através da sua Palavra que continua viva e eficaz. Com o avanço desenfreado do conhecimento moderno temos acessos as culturas que até pouco tempo desconhecíamos e as descobertas arqueológicas provam que existe um Criador para o universo. Parece não haver limites para a expansão do conhecimento humano e quanto mais se descobre pela ciência mais deslumbramos o agir de Deus na criação e na natureza. Não há como duvidar desse maravilhoso Deus. 

    A mensagem da cruz nos dá a conotação do sacrifício de Jesus para resgatar o homem de sua natureza pecaminosa. O homem entregou-se ao pecado e este o afastou de seu Criador. O salário do pecado é a morte e esta passou a usufruir seu poder cruel. Nesse contexto sombrio o homem, por causa de sua natureza pecaminosa, ficou impossibilitado de alcançar a salvação pelos seus próprios esforços. Não é pelas obras para que ninguém se glorie. Não é possível sairmos do abismo sozinho. 

    Sabedor dessa impossibilidade do ser humano em alcançar a salvação, Deus olhou dos céus e sentiu a miséria humana. Com amor profundo Ele enviou seu único filho para pagar o preço da salvação. Um preço altíssimo. Sangue imaculado. Apenas isso seria suficiente para o resgate de vidas condenadas pelo pecado. Jesus veio dar a sua vida por nós. Deixou o céu de glória onde estava sentado a destra de Deus e entregou-se para salvação da humanidade. 

    A mensagem da cruz nos mostra que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça mais tenha a vida eterna. Basta um simples gesto de aceitação e alcançará a salvação. Alguns não entendem esse mistério. Quando alguém que é tido como grande pecador e que já cometeu inúmeros delitos afirma ter encontrado perdão em Jesus Cristo alguns não acredita. Isso acontece porque, normalmente, queremos acreditar que as boas obras é que irão demonstrar a nossa salvação. No entanto, praticamos boas obras porque somos salvos, não o contrário. 

    Reconheça que Jesus Cristo fez o que nenhum de nós poderia ter feito e aceito-O como Senhor e Salvador de sua vida. Todos os teus pecados serão perdoados e você gozará a felicidade da salvação. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Sábios conselhos para a vida cristã

    A fé é o fundamento da vida cristã. Devemos confiar em Deus mesmo quando aparentemente as peças não se encaixam, pois Ele está no controle de todas as coisas. Muitas vezes, em nossa limitação, não conseguimos compreender o agir de Deus. Contudo, precisamos confiar no seu operar, na sua misericórdia e justiça. O Senhor nos capacitou com entendimento para saber diferenciar as coisas. Não estamos no escuro. A luz de Cristo brilha em nós e nos dá a direção certa para seguir sem medo. Portanto, o que precisamos realmente é de um retorno aos princípios da Palavra de Deus. O mundo pode estar um caos, mas sabemos que Cristo está conosco e que vamos vencer. A fé é o firme fundamento. Não é qualquer vento que irá abalar a nossa estrutura se estivermos firmes no Senhor. 
 
    Os rituais religiosos tangíveis podem nos levar à acomodação. Com o tempo, isto se torna uma prática “mecânica” que desprovida da justiça e da caridade, não tem valor algum para Deus. O fato de irmos à Igreja gera em nós a aparente sensação de que estamos “certos”. Isto pode ser perigoso. Cultuar ao Senhor é bom. É bíblico. Entretanto, para Deus, o que realmente importa não é o que fazemos exclusivamente na Igreja, mas é como vivemos no mundo e como tratamos as pessoas. Os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em Espírito e em verdade. Vivemos uma época de rituais vazios e mediocridade espiritual. Mas, não podemos permitir que essa frieza e esse mecanicismo tome conta de nossas vidas. O Senhor nos chamou para fazermos a diferença neste mundo. 
 
    Infelizmente, algumas pessoas ainda hoje depois de prosperarem se esquecem do Senhor e das ordenanças da sua Palavra. Devemos lembrar de que os fundamentos da verdadeira religião são constituídos pela forma como tratamos o próximo. Adoração sem justiça é uma ofensa a Deus. Uma religião que diz honrar a Deus, mas despreza, explora ou oprime o semelhante é uma fraude. Amós nos ensina que a verdadeira adoração exige comunhão vertical, com Deus, e horizontal, com o próximo. Saber agradecer o que Deus fez e faz por nós é de suma importância para a nossa vida espiritual. E, sabermos ajudar os que precisam é essencial para exercermos a bondade de Deus. Não somos merecedores do amor de Deus e, mesmo assim, Ele nos amou com amor eterno. Portanto, que possamos agir dentro dos princípios divinos e ajudar quem precisa de nossa ajuda. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense