Confiar em Deus é aceitar o mistério do cuidado que ultrapassa nossa lógica. É reconhecer que, embora sejamos finitos, há um olhar infinito que repousa sobre cada detalhe de nossa existência.
Não é uma confiança cega, mas uma abertura da alma: a consciência de que a vida não se sustenta apenas pela força humana, mas pela presença de um sentido maior que nos escapa.
A confiança em Deus não elimina a dor, mas dá a ela um horizonte. Não apaga as perguntas, mas oferece uma quietude capaz de sustentá-las. É a fé de que não somos fragmentos soltos no acaso, mas partes de uma trama onde cada fio é conhecido.
Assim, a confiança torna-se filosofia de vida: viver sem a necessidade de controlar tudo, sabendo que, mesmo no caos, existe uma ordem invisível. Uma ordem que não diminui nossa liberdade, mas que suaviza o peso da incerteza.
Confiar em Deus é, em última instância, aprender a repousar no indizível.
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

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