domingo, 5 de março de 2023

Cego de Jericó: tudo começou com um grito...

“Mas ele gritava mais ainda: ’Filho de Davi, tem piedade de mim!’” (Mc 10,48) 

    Jesus está a caminho de Jerusalém, onde vai acontecer o desenlace de sua “missão”. Ele tem pressa; não está sozinho: os discípulos e as multidões o acompanham. O barulho dos passos, a balbúrdia e o vozerio das pessoas despertam a curiosidade de um cego, que estava sentado, mendigando às margens da estrada. Tendo sido informado de quem passava por perto, da sua boca brota uma invocação incontrolável, cada vez mais persistente; uma oração, um ato de fé: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!”. 

    O cego ouve a multidão passar com Jesus e aproveita da única e última oportunidade, pois não desfruta da vida em plenitude. Depende dos outros. Sem ver o trajeto, está impossibilitado para seguir a marcha com Ele. Encontra-se deslocado, fora do percurso. À margem do caminho cresce a passividade e o conformismo. Seu lugar revela carência de futuro. Junto à margem não vingam seus projetos e o sentido da existência desaparece. 

    Encontrando-se incapacitado para progredir por uma rota desconhecida, o cego reage da única maneira que pode, gritando; não lhe basta pedir, grita para ser escutado. Frente àqueles que querem fazê-lo calar, grita mais forte ainda e atrai a atenção de Jesus. Se seus olhos não podem ajudar-lhe, a potência de sua voz expressará sua vontade firme de curar-se e sua tenacidade na busca da recuperação da visão. Porque seus gritos por ajuda foram escutados e seu clamor teve resposta, abriu-se para este homem a possibilidade de uma história com futuro. 

    A multidão procurava interrompê-lo, porque seu grito incomodava. Aquele grito parecia desviar Jesus do seu objetivo e interromper o “clima sereno” que se criara em torno do Mestre. Merece atenção a atitude das pessoas que caminham com Jesus. É curioso como no início mandam Bartimeu ficar calado e logo mais adiante, quando Jesus lhe chama, o animam. Em tão poucas linhas revela-se o melhor retrato da reação de uma multidão. Dispersos numa massa é difícil manter uma atitude pessoal e diferenciada. No meio de um grupo muito grande as pessoas são mais propensas à mudança rápida e à contradição. A conclusão se impõe: em nossa relação com Jesus não podemos depender do ambiente. 

    Bartimeu nos ensina a ter personalidade e a buscar Jesus para além do apoio ou da oposição do ambiente. 

    O gesto e a resposta de Bartimeu ao chamado de Jesus que as pessoas lhe transmitem é muito significativo. Reage com rapidez. Deixa de lado seu manto, sem hesitar: sua riqueza, sua segurança, seu teto... e dá um salto. Sai de seu fechamento (o manto era considerado um prolongamento da pessoa). Desfaz-se daquilo que lhe traz segurança e recupera sua dignidade: “pôs-se de pé”

    Jogar seu manto supõe desfazer-se não só de algo importante que serve para se proteger e que confere dignidade à pessoa, mas é, sobretudo, algo sobre o qual estava sentado e na qual se encontravam as esmolas recebidas. Bartimeu, ao lançá-lo fora, se desfaz de seu sustento na vida, de tudo o que tem nesse momento. Seu salto adquire então toda sua força. 

    Esquece o que deixa para trás e se fixa no que está à frente. É um autêntico salto na fé, é o salto para o seguimento de Jesus. Seu duplo gesto é toda uma oração que contrasta com a atitude do homem rico preso por suas riquezas, apresentado um pouco antes neste mesmo evangelho (10,17-22). 

    O cego, que ainda não podia ver, mas consegue entender que está diante de Alguém que o olha, que lê no fundo do seu coração e que vai mudar o rumo, o horizonte e o sentido de sua vida, que vai acabar com seu sofrimento. Ambos se põem um diante do outro. A multidão, ao invés, quase desaparece atrás deste cenário. Bartimeu não está mais excluído, às margens da estrada. Agora, ele se encontra no centro da cena: face a face com o “Filho de Davi”. 

    - “o que queres que eu te faça? – pergunta-lhe Jesus. É um diálogo de tu a tu, sem intermediários, que lhe oferece a possibilidade de se revelar diante de alguém, de expressar os desejos mais profundos de seu coração. O espaço de diálogo experimentado lhe devolve a confiança, lhe confere autonomia e o ganha para o Reino. A palavra acolhida e oferecida é geradora e criadora. 

    A resposta do cego foi rápida; já estava pronta, preparada dentro de si, cultivada no seu íntimo, há muito tempo, no segredo e na noite do desejo, no silêncio da espera, na obscuridade do sofrimento. Seu pedido foi claro e direto, cheio de confiança; as migalhas não lhe bastam mais; não se satisfaz mais apenas com esmolas: quer mais, muito mais (“Mestre, quero ver de novo”). 

    Bartimeu sabe que havia manifestado um desejo que, até então, lhe parecia impossível; ao encontrar-se com Jesus, percebe ter no coração um pedido bem mais profundo: finalmente ele pode ver, não apenas o rosto das pessoas, a cor de uma flor, o sorriso de uma criança, o encanto da aurora ou o pôr-do-sol, mas, sobretudo, ver a própria existência, o sentido das coisas, da história, dos acontecimentos humanos e da vida, sob o ponto de vista justo e na direção certa. 

    Jesus não fez nada, não tocou os olhos turvos do cego; com grande delicadeza e profundo respeito, simplesmente pôs a fé daquele homem em evidência (“A tua fé te curou”). Assim, ilumina a fé de Bartimeu e o torna livre: “Vai!” 

    Finalmente, Bartimeu poderá decidir onde ir, o que fazer da própria vida e como dirigir-se ao próprio Deus. Jesus não o segura; não o convida a segui-lo, mas ativa nele a capacidade de ver na direção certa; desperta-lhe a liberdade; ajuda-o a descobrir que, o desejo de viver, de caminhar, de gritar, nasce da fé. Jesus o ajuda a tomar consciência da própria fé. 

    E tudo isso começou de um grito... 

    Pela sua fé, pela sua perseverança na oração e pelo seu seguimento de Jesus, Bartimeu é apresentado como modelo do verdadeiro discípulo. 

    O relato acentua o contraste entre sua situação no começo e no fim. No início é apresentado como cego, mendigo, parado/sentado, imobilizado, marginalizado, na beira do caminho, na periferia da cidade, distante de Jesus... sem comunhão, sem horizonte e sem futuro. No fim, depois do encontro com Jesus, é apresentado como curado, libertado, iluminado, em movimento, seguindo Jesus como discípulo. 

    Bartimeu vive a experiência de uma profunda “travessia”: cego e sentado à beira da estrada pedindo esmola à recuperação da vista para seguir Jesus pelo caminho. 

Por que não aprendemos com as lições da história?

    Uma pergunta tem martelado minha mente ultimamente e gostaria de compartilhar com mais pessoas. Quem tiver uma resposta pode me ajudar. Por que os seres humanos nunca aprendem bem as lições que a história ensina? Essa pergunta tem seus desdobramentos quando nos colocamos a refletir sobre ela e suas diferentes abordagens. Por que isso é assim? Por que a maioria das pessoas não querem saber do passado e, por isso, insistem no erro? Cometem as mesmas falhas que seus antecessores cometeram. 

    Quando ignoramos o que aconteceu na história, corremos o sério risco de cometermos os mesmos erros. Um exemplo claro dessa abordagem podemos ver no Povo de Israel registrado no livro de Juízes. A passagem mais emblemática do livro afirma que: "Porém os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do SENHOR." Juízes 6:1. É sempre um processo perigoso voltar a fazer o que povos antigos fizeram de errado. Um povo que pertence a Deus deve ter Deus como seu guia e orientador. 

    Afastamo-nos de Deus e queremos receber as bênçãos do Senhor em nossos vidas. Como isso é possível? Não aprendemos as lições de obediência e adoração ao único Deus verdadeiro e queremos ser protegidos. Como isso é possível? Estamos oferecendo cultos como Caim ofereceu e queremos ser aceitos como Abel foi por Deus. De que forma isso é possível? É hora de refletirmos sobre isso e voltarmos ao primeiro amor. Devemos saber pelas lições da história que o pecado é sempre destruidor para o povo de Deus. Não posso permanecer no pecado e justificar que "Deus é amor". Ou servimos a Deus de coração ou o abandonamos para sempre. 

    Uma geração que faz o que é mau aos olhos do Senhor quer que algo diferente aconteça. Ledo engano. O que plantamos isso mesmo iremos colher. A lei da semeadura não falha. Precisamos nos atentar para isso. A coisa torna-se mais séria quando ignoramos as lições da história. "E subiu o anjo do SENHOR de Gilgal a Boquim, e disse: Do Egito vos fiz subir, e vos trouxe à terra que a vossos pais tinha jurado e disse: Nunca invalidarei a minha aliança convosco. E, quanto a vós, não fareis acordo com os moradores desta terra, antes derrubareis os seus altares; mas vós não obedecestes à minha voz. Por que fizestes isso?" Juízes 2:1,2. 

    Essa última pergunta deve martelar a nossa mente constantemente. Por que não obedecemos a voz do Senhor? Por que não aprendemos com as lições da história? Fica a pergunta para uma reflexão sincera de cada um. As lições estão ai para aprendermos como não cometer os mesmos erros dos nossos antepassados. Que Deus em Cristo possa nos ajudar. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 4 de março de 2023

Meditações do Poeta Cacerense XLV

    1. Almejo que Deus molde as minhas mãos e as torne forte para que eu possa lutar e, com a graça de Deus, vencer as lutas do dia a dia. Os desafios são enormes. Os gigantes se levantam e rugem nas campinas querendo nos amedrontar. No entanto, assim como fez aquele pastor que confiava em Deus, fazemos menção do nome do Senhor e vencemos a batalha mostrando que só o Senhor é Deus. 

    2. Há uma esperança em cada olhar. Uma busca por algo que está além de nossos olhos. Como alcançar? Através da fé. A fé é o firme fundamento das coisas que se não veem. É preciso acreditar que nossos caminhos são projetados pelo Criador. É preciso aceitar os desígnios de Deus para a nossa vida. Andar em seus preceitos. Fora isso a vida não tem sentido nenhum. 

    3. Quando a Palavra de Deus diz que não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus significa que temos uma viva esperança de vivermos com o Senhor para sempre. 

    4. Não podemos nos conformar com isto aqui. Não podemos deixar-nos ser envolvidos pela corrupção do mundo. Devemos evitar os embaraços e o pecado que tão de perto nos rodeia. Devemos urgentemente fixar nossos olhos em Jesus. Ele deve ser o nosso alvo. Olhando para Cristo que é o nosso alvo. A escolha é nossa. Viver uma vida que tem sentido ao lado de Jesus, andando nos seus preceitos ou viver uma vida miserável sem Deus. 

    5. Os dias são tenebrosos, os momentos difíceis, pessoas estão prostradas, outras caídas pelas sarjetas e, ainda outras estão abandonando a jornada. Porém, me alegro em ver que existem ainda alguns que estão avançando, pela misericórdia de Deus, e estão progredindo. A seara é enorme, os campos estão brancos para a ceifa, e Deus conclama os ceifeiros do tempo final. A responsabilidade é muito grande. Por isso, urge-nos estarmos debaixo das potentes mãos do Senhor para essa tarefa. Levante-se e siga-me. Que Deus nos ajude a vencer. 

    6. Que nossa meta de vida seja sempre a disciplina da vida cristã para evitarmos o pecado que tão de perto nos rodeia. 

    7. O mundo é um lugar perigoso e cheio de armadilhas. Existem muitos embaraços que querem nos impedir de trilharmos o caminhos certo. O mundo oferece os prazeres e coisas que a nossa carne deseja. O caminho largo parece-nos mais confortável. No entanto, devemos estar atentos a tudo isso e buscar andar nos caminhos do Senhor. Haverá um dia de juízo para o pecador que não se arrepender de seus pecados. 

    8. Quando pequeno eu sonhava. Hoje tenho convicção da minha fé. Meus passos são guiados pelas mãos poderosas de Jesus Cristo. Ele é o autor e consumador da minha fé. Através dEle encontrei a salvação. Ele estendeu seus braços de amor e encontrei a verdadeira paz. O sonho tornou-se realidade e a alegria irradia meu coração. Mesmo encontrando aflições e espinhos na caminhada eu confio nAquele que venceu o mundo e que me sustenta em seus caminhos. 

    9. Assim como o oleiro molda o barro e faz dele um vaso de valor, assim quero ser usado nas mãos do Mestre. Um vaso cheio do Espírito Santo. Cheio da unção divina. Que minha vida seja moldada pela graça de Deus. Que seja um canal de bênção na vida das pessoas que estão a minha volta e mesmo as que estão distantes, mas que são alcançadas por estas palavras. Sei que Deus espera de nós uma disposição em servi-lo para que Ele possa nos usar da forma que Ele quer. E, eu sei que a vontade de Deus é sempre boa. 

    10. Não somos do mundo, assim como nosso Senhor Jesus Cristo. Estamos no mundo para fazermos a diferença: levar as boas novas de salvação! 

    11. Entregue seu caminho ao Senhor, confia nele. Só Jesus é a solução para o ser humano. Não importa onde você esteja, Ele estende suas mãos para você neste momento. Ouça a voz suave do Filho de Deus pronto a mudar o rumo de sua vida neste instante. Apenas creia no poder e deixe o Senhor Jesus cuidar de você. Lance sobre Ele toda a sua ansiedade. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 3 de março de 2023

Qual será a religião mundial do fim dos tempos?

    A religião mundial descrita em Apocalipse 17:1-18 como "a grande meretriz" será parte do cenário dos últimos tempos. O termo meretriz é usado em todo o Antigo Testamento como uma metáfora da falsa religião. A verdadeira identidade dessa religião tem sido debatida durante séculos e tem resultado em uma série de diferentes pontos de vista entre os comentaristas e teólogos bíblicos. Existem argumentos convincentes de que essa religião mundial seja o catolicismo, o islamismo, o movimento da nova era ou alguma forma de religião nem sequer inventada ainda, e uma pesquisa na Internet produzirá muitas outras possibilidades e teorias. Não há dúvida de que algum tipo de religião mundial sob o falso profeta será uma parte do fim dos tempos, talvez composta de um número de diferentes religiões, seitas e ismos que existem hoje. 
 
    Apocalipse 17:1-18 nos dá várias características dessa religião mundial. A falsa religião dominará todos os "povos, multidões, nações e línguas" da terra (versículo 15), significando que terá autoridade universal, sem dúvida dada a ela pelo Anticristo, o qual governa o mundo naquele tempo. Os versículos 2-3 descrevem a meretriz como cometendo adultério com os "reis da terra", referindo-se à influência da falsa religião entre os governantes do mundo e pessoas influentes. A expressão "com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra" pode se referir àqueles que estão bêbados com o poder que recebem de adorar o deus falso desta religião, como Satanás frequentemente aprisiona aqueles que cobiçam poder. As alianças forjadas pela religião falsa unirão a igreja e o estado como nunca antes. 
 
    O versículo 6 descreve a meretriz como "embriagada com o sangue dos santos" e o sangue dos que testificam de Jesus. O assassinato de crentes durante a tribulação será parte do plano do Anticristo (Apocalipse 6:9). Muitos que se opõem à religião mundial serão decapitados (Apocalipse 20:4), e aqueles que se recusarem a adorar o Anticristo ao aceitar a sua marca não poderão comprar e vender, tornando a sobrevivência muito difícil (Apocalipse 13:16- 17) . 
 
    Eventualmente, a meretriz perderá o favor com o Anticristo, o qual irá querer receber a adoração do mundo para si mesmo. Ele não compartilhará a adoração do mundo com os profetas e sacerdotes da falsa religião, por mais obsequiosos que sejam. Uma vez que o Anticristo ganhe a atenção do mundo pelo seu milagroso retorno dos mortos (Apocalipse 13: 3, 12, 14), ele se voltará contra o falso sistema religioso e o destruirá, estabelecendo-se como Deus. O engano, Jesus nos diz, será tão grande que, se fosse possível, até mesmo os eleitos cairiam nele (Mateus 24:24). 
 

Digo eu, não o Senhor

    1. É desejo do Senhor se relacionar com você na intimidade, no secreto, revelando-te coisas grandes que não sabes. Por que se contentar com cisternas rotas, quando se tem a disposição um manancial de águas vivas? Por que se contentar com experiências espirituais gloriosas, mas que não foram suas? Será que você tem buscado o Senhor com toda a sede e devoção que lhes são devidas? Será que muitas respostas que procuramos não estão ocultas nos momentos de oração, leitura e prática bíblica que negligenciamos? Reconheça as suas falhas e volte-se para o Senhor. Tenha mais tempo com Deus e Ele terá mais bênçãos para você! 

    2. Precisamos compreender que tem coisas que é humanamente possível e, se é humanamente possível, quer dizer que são coisas que podemos e devemos fazer. Não podemos esperar que Deus faça o que podemos fazer. Ele é o Deus das causas impossíveis, isto é, Ele irá fazer o que NÃO podemos fazer. O segredo é saber que existe um lugar para cada coisa, para a oração e para a preparação. Valer-se de apenas um deles é ingênuo e parcial. Faça o que é possível fazer e deixa Deus fazer o que é impossível para nós. 

    3. A restauração do ser humano acontece em razão do amor e da misericórdia de Deus, e não como consequência do esforço pessoal, piedade ou atos de bondade. Precisamos saber que somos salvos pela graça, não pelas obras. Fazemos boas obras porque somos salvos e não o contrário. Portanto, saiba você que, todos, indistintamente, precisamos de Deus para alcançarmos a salvação. O amor de Deus revelado em Cristo Jesus é o que nos garante a salvação e nos livra de sermos condenados com o mundo. Entregue o seu caminho ao Senhor, confia em sua graça e misericórdia para o perdão dos pecados e restauração da alma. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 2 de março de 2023

Estar em pé diante de Deus

    “E veio a palavra do Senhor segunda vez a Jonas, dizendo: Levanta-te, e vai a grande cidade de Nínive, e prega contra ela a pregação que eu te disse. E levantou-se Jonas e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor”
. Jonas 3.1-3. 
 
    Estar de pé. O que significa isso? Na verdade é uma palavra muito forte e que tem um sentido muito profundo para as nossas vidas. Estar de pé. Porque Deus sempre está exigindo que estejamos de pé? Isso acontece porque não é desejo de Deus que estejamos prostrados. Deus nos chama para estarmos de pé e anunciar o seu evangelho. A salvação que nos foi dada pela misericórdia de Deus deve alcançar outros corações e só estando de pé é que podemos levar esta palavra de salvação. 
 
    Deus não tem prazer na morte do ímpio. O desejo de Deus é que todos os homens venham ao conhecimento da verdade e que aceite a salvação oferecida por Ele à humanidade. Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único Filho para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Jesus é a fonte da salvação. Ele deu sua vida em resgate da humanidade e quer que todos sejam salvos. 
 
    Estar de pé é fazer a vontade de Deus e levar a mensagem de arrependimento aos pecadores. Foi isso que aconteceu com Jonas. Deus o enviou para pregar a mensagem de arrependimento para um povo perverso e cruel, mas que necessitava da salvação. Não devemos anunciar a palavra só para os bonzinhos. Todos necessitam da salvação. Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido. 
 
    Estar em pé diante de Jesus Cristo em sua volta  
 
    “E olhai por vós, para que não aconteça que o vosso coração se carregue de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas essas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do Homem”. Lucas 21.34-36. 
 
    Uma mensagem poderosa feita pelo próprio Jesus. Um alerta sem precedentes na história humana. Um grito pela necessidade que temos de estar atentos aos sinais que precedem a sua volta. Jesus vem buscar os que o aceitaram como Senhor e Salvador para os livrarem da ira futura de Deus que vai julgar os pecadores. O alerta é bem claro. Primeiro não podemos ficar presos, isto é, prostrados diante das coisas deste mundo. As bebedeiras, as glutonarias e os afazeres deste mundo levam o ser humano a ficar preso no dia a dia e esquecer-se de Deus. Os dias passam voando e é uma correria para todos os lados. E, se vacilarmos, podemos ser surpreendidos com a proximidade do Dia do Senhor. 
 
    Jesus adverte-nos solenemente para vigiarmos e, o mais importante, para estarmos de pé diante da sua volta. É uma advertência muito séria e que precisamos estar atentos. Este mundo passa e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade do Senhor permanece para sempre. 
 
    Para se manter de pé é preciso a armadura de Deus  
 
    “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”. Efésios 6.13. 
 
    O segredo para permanecermos de pé é nos revestirmos da graça de Deus. Quando nos colocamos diante dEle e suplicamos a sua graça na nossa vida temos condições de permanecer de pé. O mundo é mal, as lutas são constantes e o inimigo não descansa no objetivo de nos tirar da presença de Deus. Por isso, urge-nos estarmos, a todo instante, vigiando e orando. De nós mesmos nada temos, mas, de Deus temos a vitória. Que o Senhor possa nos ajudar nessa caminhada. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 1 de março de 2023

Onde estamos no caminho?

    Gosto de pensar sobre a vida. De observar as coisas a minha volta. Gosto de poder refletir sobre o tempo. Sobre o que faço na caminhada. E, então, me vem a pergunta:  Onde estamos no caminho?    
 
    Pensar e refletir sobre a existência.  É abrir o coração e a mente.  Buscar o conhecimento.  E alcançar a sabedoria.  Que pode me mostrar novas realidades.    
 
    Nada pode ser mais importante nesta vida.  Do que poder sentir o vento.  Ter a liberdade para pensar.  Deixar livre os pensamentos.  E compreender os acontecimentos.  O que nos acontece na caminhada.    
 
    Minha vida se resume nessa busca.  E desejo alcançar os mais altos montes.  As altas montanhas do saber.  Porque sou um eterno pensador.  Que deseja descansar a mente.  Sobre a existência do ser humano.    
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense