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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

O que diz a Bíblia sobre racismo, preconceito e discriminação?

    O primeiro item a compreender nesta discussão é que há uma só raça: a raça humana. Caucasianos, africanos, asiáticos, indianos, árabes, judeus, etc, não são de diferentes raças, mas ao invés disto, são de diferentes etnias da raça humana. Todos os seres humanos têm as mesmas características físicas (com pequenas variações, é claro). Mas principalmente, todos os seres humanos são criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27). Deus ama o mundo inteiro (João 3:16). Jesus entregou Sua vida por todos no mundo inteiro (I João 2:2). O “mundo inteiro”, obviamente, inclui todas as etnias da humanidade. 
 
    Deus não mostra parcialidade ou favoritismo (Deuteronômio 10:17; Atos 10:34; Romanos 2:11; Efésios 6:9), e nem nós deveríamos. Tiago 2:4 descreve a qualquer um que mostra discriminação como juiz “de maus pensamentos”. Devemos sim amar a nosso próximo como a nós mesmos (Tiago 2:8). No Velho Testamento, Deus dividiu a humanidade em dois grupos “raciais”: judeus e gentios. A intenção de Deus era que os judeus formassem um reino de sacerdotes, ministrando às nações gentias. Mas ao contrário, em sua maioria, os judeus se tornaram orgulhosos de sua posição e desdenharam dos gentios. Jesus Cristo colocou fim a isto, destruindo a parede divisória da hostilidade (Efésios 2:14). Todas as formas de racismo, preconceito e discriminação são afrontas à obra de Cristo na cruz. 
 
    Jesus nos ordena que amemos uns aos outros assim como Ele nos ama (João 13:34). Se Deus é imparcial, e nos ama com imparcialidade, isto significa que precisamos amar aos outros com o mesmo alto padrão. Jesus nos ensina, ao final de Mateus 25, que tudo o que fizermos com o menor de Seus irmãos, faremos a Ele. Se tratarmos uma pessoa com desprezo, estamos maltratando uma pessoa criada à imagem de Deus; estaremos ferindo alguém que Deus ama e por quem Jesus morreu. 
 
    O racismo, em formas variantes e vários graus, tem sido uma praga na humanidade por milhares de anos. Irmãos e irmãs de todas as etnias, isso não pode ocorrer! Para as vítimas do racismo, preconceito e discriminação: você precisa perdoar. Efésios 4:32 declara: “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” Não, os racistas não merecem seu perdão, mas nós, muito menos ainda, merecemos o perdão de Deus! Aos responsáveis pelo racismo, preconceito e discriminação: vocês precisam se arrepender e apresentar-vos “a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” (Romanos 6:13) Que Gálatas 3:28 seja completamente cumprido: “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” 
 

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

Lições importantes para combater o preconceito

    O preconceito é uma atitude e relação injusta a um grupo de povos e pessoas com base em características como raça, gênero, religião, orientação sexual, social, entre outras. Uma atitude ruim de manifestar diversas formas de preconceitos, como discriminação, generalizações e intolerância. Para evitar o preconceito é preciso se envolver em um processo consciente de autorreflexão e mudança de mentalidade. Destaco algumas atitudes importantes para evitarmos o preconceito 

    Educação e Conscientização: Busque aprender sobre diferentes culturas, crenças e experiências de vida. Esteja atento ao desconhecimento das crenças e preconceitos, e aberto a desafiá-los. 

    Empatia: Coloque-se no lugar do outro para compreender suas experiências e perspectivas. Reconheça a diversidade e aceite que as pessoas não são únicas e cada uma pode ser diferente de você. 

    Experiências Pessoais: Interaja com diferentes culturas e origens para ampliar sua compreensão de mundo e perspectiva. Esteja disposto a questionar suas suposições e estereótipos. 

    Promoção da Igualdade: Defenda a igualdade de direitos para todos, lute sempre pela igualdade de direitos e respeito as diferentes culturas. Esteja envolvido em ações que promovam a justiça social e a equidade. 

    Diálogo Aberto: Esteja aberto a discussão e promoção de questões relacionadas ao preconceito de forma aberta e construtiva. Promova conversas que busquem compromisso e resolução, em detrimentos aos estereótipos. 

    Respeito à Diversidade: Valorizar e celebre a diversidade em todos com suas formas e peculiaridades. Esteja atento a linguagem e comportamentos que possam ser desrespeitosas e prejudiciais. 

    Combate às Estruturas Discriminatórias: Trabalhe para mudar políticas e as instalações práticas que perpetuam uma discriminação. Apoie organizações e iniciativas que olhe para a justiça social e a igualdade de direitos entre todos. 

    Autoavaliação Constante: Regularmente, questione suas atitudes e comportamentos para o problema e veja se está agindo com consciência sobre o assunto. Não seja um preconceituoso. 

    Combater o preconceito é um esforço e contínuo que requer a participação de todos na sociedade. Um conscientização, uma educação e a promoção da igualdade são fundamentais para a construção de uma sociedade mais humana e agradável de se viver. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

E não sou uma mulher?

    Sojourner Truth, alcunha de Isabella van Wagenen, nasceu escravizada, nos Estados Unidos, em 1797. Em 1851, na condição de mulher negra livre, participou da Convenção do Direito das Mulheres em Akron, Ohio, nos Estados Unidos. 
 
    No momento em que participou dessa convenção, Sojourner Truth (em português, “verdade peregrina”) já era uma pregadora pentecostal conhecida. Na ocasião, ela fez um discurso inflamado para os presentes, entre os quais se encontravam sacerdotes que defendiam que as mulheres não deveriam ter os mesmos direitos que os homens, por acreditarem que elas eram fisicamente frágeis, menos capazes intelectualmente, porque Jesus era um homem e porque a primeira mulher, Eva, era uma pecadora. 
 
    Esse discurso é um documento histórico. Ficou conhecido como “E não sou uma mulher?”
 
    Leia-o a seguir. 
 
    "Muito bem, crianças, onde há muita algazarra alguma coisa está fora da ordem. Eu acho que, com essa mistura de negros do Sul e mulheres do Norte, todo mundo falando sobre direitos, o homem branco vai entrar na linha rapidinho. 
 
    Aqueles homens ali dizem que as mulheres precisam de ajuda para subir em carruagens, e devem ser carregadas para atravessar valas, e que merecem o melhor lugar onde quer que estejam. Ninguém jamais me ajudou a subir em carruagens, ou a saltar sobre poças de lama, e nunca me ofereceram melhor lugar algum! E não sou uma mulher? Olhem para mim! Olhem para meus braços! Eu arei e plantei, e juntei a colheita nos celeiros, e homem algum poderia estar à minha frente. E não sou uma mulher? Eu poderia trabalhar tanto e comer tanto quanto qualquer homem – desde que eu tivesse oportunidade para isso – e suportar o açoite também! E não sou uma mulher? Eu pari treze filhos e vi a maioria deles ser vendida para a escravidão, e quando eu clamei com a minha dor de mãe, ninguém a não ser Jesus me ouviu! E não sou uma mulher? 
 
    Daí eles falam dessa coisa na cabeça; como eles chamam isso… [alguém da audiência sussurra, “intelecto”]. É isso, querido. O que é que isso tem a ver com os direitos das mulheres e dos negros? Se o meu copo não tem mais que um quarto, e o seu está cheio, por que você me impediria de completar a minha medida? 
 
    Daí aquele homenzinho de preto ali disse que a mulher não pode ter os mesmos direitos que o homem porque Cristo não era mulher! De onde o seu Cristo veio? De onde o seu Cristo veio? De Deus e de uma mulher! O homem não teve nada a ver com isso. Se a primeira mulher que Deus fez foi forte o bastante para virar o mundo de cabeça para baixo por sua própria conta, todas estas mulheres juntas aqui devem ser capazes de consertá-lo, colocando-o do jeito certo novamente. E agora que elas estão exigindo fazer isso, é melhor que os homens as deixem fazer o que elas querem. 
 
    Agradecida a vocês por me escutarem, e agora a velha Sojourner não tem mais nada a dizer."
 
Fonte:  TRUTH, Sojourner. E não sou uma mulher? Tradução: Osmundo Pinho. Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (Cachoeira)/University of Texas (Austin). Geledés.

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

E não sou uma mulher? - O discurso de Sojourner Truth

    Sojourner Truth, alcunha de Isabella van Wagenen, nasceu escravizada, nos Estados Unidos, em 1797. Em 1851, na condição de mulher negra livre, participou da Convenção do Direito das Mulheres em Akron, Ohio, nos Estados Unidos. 
 
    No momento em que participou dessa convenção, Sojourner Truth (em português, “verdade peregrina”) já era uma pregadora pentecostal conhecida. Na ocasião, ela fez um discurso inflamado para os presentes, entre os quais se encontravam sacerdotes que defendiam que as mulheres não deveriam ter os mesmos direitos que os homens, por acreditarem que elas eram fisicamente frágeis, menos capazes intelectualmente, porque Jesus era um homem e porque a primeira mulher, Eva, era uma pecadora. 
 
    Esse discurso é um documento histórico. Ficou conhecido como “E não sou uma mulher?”
 
Leia-o a seguir. 
 
    "Muito bem, crianças, onde há muita algazarra alguma coisa está fora da ordem. Eu acho que, com essa mistura de negros do Sul e mulheres do Norte, todo mundo falando sobre direitos, o homem branco vai entrar na linha rapidinho. 
    Aqueles homens ali dizem que as mulheres precisam de ajuda para subir em carruagens, e devem ser carregadas para atravessar valas, e que merecem o melhor lugar onde quer que estejam. Ninguém jamais me ajudou a subir em carruagens, ou a saltar sobre poças de lama, e nunca me ofereceram melhor lugar algum! E não sou uma mulher? Olhem para mim! Olhem para meus braços! Eu arei e plantei, e juntei a colheita nos celeiros, e homem algum poderia estar à minha frente. E não sou uma mulher? Eu poderia trabalhar tanto e comer tanto quanto qualquer homem – desde que eu tivesse oportunidade para isso – e suportar o açoite também! E não sou uma mulher? Eu pari treze filhos e vi a maioria deles ser vendida para a escravidão, e quando eu clamei com a minha dor de mãe, ninguém a não ser Jesus me ouviu! E não sou uma mulher? 
    Daí eles falam dessa coisa na cabeça; como eles chamam isso… [alguém da audiência sussurra, “intelecto”]. É isso, querido. O que é que isso tem a ver com os direitos das mulheres e dos negros? Se o meu copo não tem mais que um quarto, e o seu está cheio, por que você me impediria de completar a minha medida? 
    Daí aquele homenzinho de preto ali disse que a mulher não pode ter os mesmos direitos que o homem porque Cristo não era mulher! De onde o seu Cristo veio? De onde o seu Cristo veio? De Deus e de uma mulher! O homem não teve nada a ver com isso. 
    Se a primeira mulher que Deus fez foi forte o bastante para virar o mundo de cabeça para baixo por sua própria conta, todas estas mulheres juntas aqui devem ser capazes de consertá-lo, colocando-o do jeito certo novamente. E agora que elas estão exigindo fazer isso, é melhor que os homens as deixem fazer o que elas querem. 
    Agradecida a vocês por me escutarem, e agora a velha Sojourner não tem mais nada a dizer"
 
TRUTH, Sojourner. E não sou uma mulher? Tradução: Osmundo Pinho. Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (Cachoeira)/University of Texas (Austin). Geledés.