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sexta-feira, 8 de março de 2024

Três mulheres que fizeram a diferença na História

    Neste Dia Internacional da Mulher quero destacar três grandes mulheres que fizeram a diferença neste mundo. Sei que tem centenas de mulheres que poderiam estar nessa lista, mas destaco essas para representar todas as outras que lutam incansavelmente todos os dias para que o mundo seja um lugar melhor de se viver.
    Marie Curie: Uma pioneira na ciência, Curie foi a primeira mulher a um ganhar Prêmio Nobel e a única a ganhar em duas áreas (Física e Química). Seu trabalho revolucionário sobre radioatividades deu novos caminhos para a medicina e a física. 
    Rosa Parks: Conhecida como "a mãe do movimento dos direitos civis", Parks desempenhou um papel crucial na luta contra a segregação racial nos Estados Unidos. Sua recusa em ceder seu assento a um homem branco em um ônibus de Montgomery, Alabama, em 1955, desencadeou o famoso boicote aos ônibus que durou mais de um ano e foi um marco importante na história da igualdade racial. 
    Malala Yousafzai: Uma ativista paquistanesa que lutou pelos direitos das mulheres na educação. Malala ganhou destaque internacional após sobreviver a um atentado perpetrado pelo Talibã por sua defesa da educação feminina. Ela se tornou a mais jovem ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2014 e continua sendo uma voz poderosa em favor da educação das meninas em todo o mundo. 

    A importância dessas mulheres transcende suas próprias conquistas individuais. Elas representam a perseverança, a coragem e a determinação diante de desafios extraordinários. Suas histórias inspiram não apenas as mulheres, mas pessoas de todas as origens e gêneros, a lutar por um mundo mais justo, igualitário e inclusivo. 

    Além disso, destacam a necessidade de reconhecer e valorizar o papel das mulheres na história e na sociedade. Por muito tempo, as contribuições das mulheres foram subestimadas ou até mesmo apagadas dos registros históricos. Ao reconhecer e celebrar figuras como Marie Curie, Rosa Parks e Malala Yousafzai, reafirmamos a importância de dar visibilidade às conquistas das mulheres e inspirar gerações futuras a alcançarem seu pleno potencial, independentemente de obstáculos sociais, culturais ou políticos que possam enfrentar. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

E não sou uma mulher?

    Sojourner Truth, alcunha de Isabella van Wagenen, nasceu escravizada, nos Estados Unidos, em 1797. Em 1851, na condição de mulher negra livre, participou da Convenção do Direito das Mulheres em Akron, Ohio, nos Estados Unidos. 
 
    No momento em que participou dessa convenção, Sojourner Truth (em português, “verdade peregrina”) já era uma pregadora pentecostal conhecida. Na ocasião, ela fez um discurso inflamado para os presentes, entre os quais se encontravam sacerdotes que defendiam que as mulheres não deveriam ter os mesmos direitos que os homens, por acreditarem que elas eram fisicamente frágeis, menos capazes intelectualmente, porque Jesus era um homem e porque a primeira mulher, Eva, era uma pecadora. 
 
    Esse discurso é um documento histórico. Ficou conhecido como “E não sou uma mulher?”
 
    Leia-o a seguir. 
 
    "Muito bem, crianças, onde há muita algazarra alguma coisa está fora da ordem. Eu acho que, com essa mistura de negros do Sul e mulheres do Norte, todo mundo falando sobre direitos, o homem branco vai entrar na linha rapidinho. 
 
    Aqueles homens ali dizem que as mulheres precisam de ajuda para subir em carruagens, e devem ser carregadas para atravessar valas, e que merecem o melhor lugar onde quer que estejam. Ninguém jamais me ajudou a subir em carruagens, ou a saltar sobre poças de lama, e nunca me ofereceram melhor lugar algum! E não sou uma mulher? Olhem para mim! Olhem para meus braços! Eu arei e plantei, e juntei a colheita nos celeiros, e homem algum poderia estar à minha frente. E não sou uma mulher? Eu poderia trabalhar tanto e comer tanto quanto qualquer homem – desde que eu tivesse oportunidade para isso – e suportar o açoite também! E não sou uma mulher? Eu pari treze filhos e vi a maioria deles ser vendida para a escravidão, e quando eu clamei com a minha dor de mãe, ninguém a não ser Jesus me ouviu! E não sou uma mulher? 
 
    Daí eles falam dessa coisa na cabeça; como eles chamam isso… [alguém da audiência sussurra, “intelecto”]. É isso, querido. O que é que isso tem a ver com os direitos das mulheres e dos negros? Se o meu copo não tem mais que um quarto, e o seu está cheio, por que você me impediria de completar a minha medida? 
 
    Daí aquele homenzinho de preto ali disse que a mulher não pode ter os mesmos direitos que o homem porque Cristo não era mulher! De onde o seu Cristo veio? De onde o seu Cristo veio? De Deus e de uma mulher! O homem não teve nada a ver com isso. Se a primeira mulher que Deus fez foi forte o bastante para virar o mundo de cabeça para baixo por sua própria conta, todas estas mulheres juntas aqui devem ser capazes de consertá-lo, colocando-o do jeito certo novamente. E agora que elas estão exigindo fazer isso, é melhor que os homens as deixem fazer o que elas querem. 
 
    Agradecida a vocês por me escutarem, e agora a velha Sojourner não tem mais nada a dizer."
 
Fonte:  TRUTH, Sojourner. E não sou uma mulher? Tradução: Osmundo Pinho. Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (Cachoeira)/University of Texas (Austin). Geledés.

terça-feira, 5 de julho de 2022

Mulheres víboras, homens serpentes!

    Quero perguntar neste espaço de onde vem aos homens esse aspecto repelente e bestial? De onde vem a pele cabeluda? A barba e essa aparência de estar sempre velho?

    Penso que vem do maior vicio que o homem pode ter, isto é, ser prudente.

    Sim, penso que o homem é muito prudente. Às vezes até demais. E isso é prejudicial. A própria Bíblia ensina que devemos ser prudentes como as serpentes. Isso não quer dizer que devemos deixar que nos acertem a cabeça.

    Olha bem para as mulheres. Elas são totalmente contrárias aos homens. Lutam para manter um rosto limpo e liso, mantém a voz suave, a pele macia. O contraste resulta em elas sempre parecerem jovens. Uma imagem de eterna juventude. O que faz elas usufruírem da propaganda enganosa? Qual o objetivo de vestir uma calça com enchimento nas nádegas para que pareçam maior? Porque os homens gostam de bumbum? Algumas para esconder as manchas nas pernas, outras para esconder as marcas do tempo e da corrosão na pele. Mas porque elas fazem isso?

    Será que elas têm outro desejo que não seja agradar os homens? Aqueles mesmo que citei acima que são ridículos?

    Claro que o grande consumo com cosméticos e cremes, enfeites, perfumes, cabeleireiros e salões de belezas devem ser com o objetivo de conquistar os homens. Não existe outra explicação. Ou será que existe? Se existe, estejam à vontade para me dizer.

    Quanto se gasta com estéticas no mundo?

    Qual o objetivo de tudo isso? O fundamento de tais ações? Não é a LOUCURA?

    Nesse sentido é válido afirmar que tudo que os homens concedem as mulheres tem como objetivo delas receberem o prazer? Ou existe outra explicação para o fato de bancarem, na maioria das vezes, esses caprichos milionários das mulheres?

    Pois bem, e esse prazer não consiste na LOUCURA?

    Convença-me, com argumentos opostos aos meus de que não agem de forma louca os homens e as mulheres.

    Se prestarmos atenção em todas as bobagens que os homens cometem e proferem e por todas as loucuras que fazem por uma mulher chegaremos a uma conclusão: Tens a oportunidade de me dizer...
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense