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domingo, 4 de fevereiro de 2024

Víboras peçonhentas

    "Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?" Mateus 23:33 

    Não há verdade em tudo que dizem. E as palavras que saem de suas bocas são como venenos de víboras peçonhentas. Eu tento evitá-los o máximo que posso e fico indignado com sua capacidade de ludibriar as mentes incautas que encontram pelo caminho. Eles vociferam palavras de bençãos e maldições como se fossem deuses capazes de realizarem o que dizem. Não sei por quanto tempo consigo observar sem dizer nada. No entanto, o que mais me perturba é que as pessoas, muito provavelmente, darão mais ouvidos aos tolos que gritam essas balburdias do que as minhas comedidas palavras. É assim que funciona a engrenagem da vida. Por isso, muitos crápulas tiveram sucesso ao longo da História. 

    As pessoas tem uma tendência a ouvir os charlatões. Os que prometem o paraíso. Talvez seja um mal necessário no mundo. Sei lá, talvez seja. Eu fico em silêncio e vejo o tempo passar lentamente. Observo os acontecimentos e percebo que estou de mãos atadas. Não há muito o que fazer. Eles seguem os lobos como ovelhas indo para o matadouro. São cegos sendo conduzidos por falsos pastores cruéis que só pensam em tirar proveito da situação. São vítimas de um sistema inescrupuloso que destroem as vidas e as almas perdidas. Eu tento falar. Você pode me ouvir? 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Obreiros que só cobiçam a prata, o ouro e a fama

    "De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem a veste." Atos 20.33 

    Palavras de um verdadeiro obreiro que faz a obra de Deus sem ter ambições materiais. Infelizmente o que presenciamos nos dias atuais são obreiros que só desejam o dinheiro e a fama. Movidos pela ambição de edificar seus próprios impérios, ou por amor ao dinheiro, ao poder, ou à popularidade, impostores na igreja, "perverterão" o evangelho original segundo o Novo Testamento. 

    Paulo dá um exemplo a todos os ministros de Deus. Ele nunca visou a riqueza, nem buscou enriquecer através do seu trabalho no evangelho. O Apóstolo teve muitas oportunidades de acumular riquezas. Como Apóstolo, tinha influência sobre os crentes, e realizava milagres e curas; além disso, os cristãos primitivos estavam dispostos a doar dinheiro e propriedades aos líderes eclesiásticos de destaque, para serem distribuídos aos necessitados. Se Paulo tivesse tirado vantagem dos seus dons e da sua posição, e da generosidade dos crentes, poderia ter tido uma vida abastada. Não fez assim porque o Espírito Santo dentro dele o orientava, e porque amava o evangelho que pregava. 

    Infelizmente, nos dias atuais o que vemos é o oposto dessa atitude. Obreiros e pseudo-pregadores que cobram altos cachês para pregar, cantores que cobram somas vultosas de dinheiro para cantar e palestrantes que só fazem suas palestras diante de uma boa contribuição. É digno o obreiro do seu salário, mas é indigno explorar as igrejas em nome de Deus. 

    O que vemos nos últimos tempos é a mercantilização do nome de Jesus. Tudo que se visa é o lucro e os status nas redes sociais. Cobram-se altas somas de dinheiro por curas, milagres e bênçãos. Pregadores que só pregam se receberem uma oferta "abençoada". Examine-se o homem a si mesmo. Que cada um de nós possamos fazer a análise de como estamos diante de Deus. As nossas ações condizem com o verdadeiro evangelho de Cristo? 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

A morte na panela e o veneno dos falsos ensinos em nossas igrejas


    "E, voltando Eliseu a Gilgal, havia fome naquela terra, e os filhos dos profetas estavam assentados na sua presença; e disse ao seu servo: Põe a panela grande ao lume, e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas. Então um deles saiu ao campo a apanhar ervas, e achou uma parra brava, e colheu dela enchendo a sua capa de colocíntidas; e veio, e as cortou na panela do caldo; porque não as conheciam. Assim deram de comer para os homens. E sucedeu que, comendo eles daquele caldo, clamaram e disseram: Homem de Deus, há morte na panela. Não puderam comer. Porém ele disse: Trazei farinha. E deitou-a na panela, e disse: Dai de comer ao povo. E já não havia mal nenhum na panela". 2 Reis 4:38-41 
 
    Era tempo de escassez e de fome. Os discípulos dos profetas estavam assentados, mas sem nada para comer. Eliseu disse ao seu moço: "Põe a panela grande ao lume, e faze um cozinhado para os discípulos dos profetas". Alguém saiu para apanhar legumes no campo. Ele "achou uma trepadeira silvestre e, colhendo dela, encheu a sua capa de colocíntidas; voltou e cortou-as em pedaços, pondo-os na panela, visto que não as conheciam". O moço colheu e cozinhou um fruto que não conhecia. Isto não é só imprudente, mas também é muito perigoso. 
 
    Há necessidade de ter cuidado, tanto com o alimento espiritual quanto com o material. Nas suas cartas a Timóteo, o Apóstolo Paulo exortou o seu colega a tomar muito cuidado com o seu alimento espiritual. Ele sabia que é muito perigoso fugir do ensino da Palavra de Deus. Ele fez Timóteo lembrar como a sua avó e a sua mãe lhe ensinavam as Sagradas Escrituras, que formaram a base da sua vida. Escreveu Paulo: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina". Timóteo precisava alimentar-se bem com a Palavra de Deus e também ter muito cuidado com a doutrina que ele ensinava nas igrejas. Aliás, o seu serviço principal era corrigir a doutrina errada nas igrejas. Isso é um alerta imprescindível para o nosso tempo. 
 
    O moço que apanhou o fruto venenoso de uma trepadeira silvestre, sem dúvida achou o fruto bonito. Para os imaturos e incautos, as heresias parecem bonitas. O Apóstolo Paulo advertiu Timóteo quanto aos ensinos dos demônios. O ensino falso pode não somente estragar a vida de uma igreja, mas também, acabar com ela. Felizmente, quando os moços provaram a comida, logo descobriram o perigo e gritaram: "Morte na panela, ó homem de Deus! E não puderam comer". 
 
    Qual foi o remédio? Eliseu disse: "Trazei farinha. Ele a deitou na panela e disse: Tira de comer para o povo. E já não havia mal nenhum na panela". Foi um milagre. A farinha é uma figura da vida pura do Senhor Jesus e a única história autêntica da vida de Jesus Cristo encontra-se no Novo Testamento. Ele mesmo disse: "Eu sou o caminho, e a VERDADE, e a vida". 
 
    Que o Senhor nos ajude a entregar o alimento puro do céu para as almas sedentas e, também, que possamos estar alertas contra os alimentos venenosos no seio da Igreja. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense