Os inúteis que se acham super importantes são como vaga-lumes em poste de luz: piscam freneticamente achando que iluminam o mundo, quando na verdade só incomodam quem passa.
Eles se vendem como gênios, mas só entregam vento com etiqueta de diamante. Vivem de frases feitas, discursos vazios e poses ensaiadas, como se a própria sombra fosse digna de aplauso.
São mestres em ocupar espaço: um talento raro para transformar qualquer ambiente em palco de teatro barato, onde só eles acreditam ser protagonistas.
No fundo, sua importância cabe inteira num rodapé esquecido, mas insistem em se anunciar como manchete.
O que mais irrita é que falam de grandeza como se estivessem distribuindo medalhas — quando na verdade só colecionam migalhas de atenção.
A verdade? São pequenos demais para perceberem o próprio tamanho.
Mas é divertido vê-los tropeçar na própria vaidade.
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

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