Nada do que dizemos é neutro. As palavras podem curar ou aprofundar feridas, levantar alguém do chão ou empurrá-lo ainda mais para o abismo. Por isso, essa oração não é sobre eloquência, mas sobre discernimento: saber quando falar, como falar e, sobretudo, por que falar.
Quando o coração é cheio de palavras que abençoam, ele também se esvazia do excesso de julgamento, da pressa em responder, da vaidade de ter razão. Passa a falar quem escuta. Passa a ensinar quem aprende. Passa a consolar quem conhece a dor.
Há dias em que a maior bênção não será um discurso, mas uma frase simples dita no momento certo. Outras vezes, será o silêncio sustentado com presença. E há palavras que só abençoam porque carregam verdade, mesmo quando doem — não a dor que humilha, mas a que desperta.
Quando o coração é cheio do que edifica, até as palavras mais simples se tornam abrigo. E às vezes, é só disso que o outro precisa para continuar.
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

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