terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Escola Dominical da AD Marajoara premia alunos assíduos


A Escola Dominical é um espaço onde é estudado a Palavra de Deus de forma sistemática. Através da Escola Dominical os participantes aprendem mais sobre a Bíblia e os caminhos do Senhor.

Com esse pensamento em foco a AD do Bairro Jardim Marajoara, que tem como líder o Pastor Roaldo Martins, desenvolveu, neste último trimestre, uma Escola Dominical de forma dinâmica e incentivadora. Premiando os seus alunos mais assíduos.

O Professor Odair José, com a ajuda de patrocinadores, conseguiu brindes para premiar os irmãos. Além do aprendizado primordial para o crescimento espiritual dos participantes, eles foram contemplados com brindes que foram entregues no culto de domingo a noite na AD. O objetivo, de acordo com o professor, é incentivar, cada vez mais, os irmãos para participarem da Escola Dominical. Uma lição importante que falou sobre o Livro de Gênesis.

Fica o convite para o próximo trimestre quando a lição fala sobre a Esperança da Igreja, isto é, as últimas coisas. Um estudo sobre Escatologia Bíblica.

Texto: Odair José 
Fotos: Odair José

 Irmã Ana ganha um Devocional 2016

 Irmã Cristiane ganha um livro de Poemas

 Irmã Ozangela ganha um livro de Poemas

 Irmã Valzinete ganha uma Bíblia de Estudo

 Irmã Nelma ganha uma Panela de Pressão

 Irmã Cirene ganha um celular

 Ev. Daniel ganha um DVD

 Irmão Norberto ganha um livro

 Irmão Wilson ganha um livro

 Irmão Dhjonnes ganha uma Bíblia de Estudo

 Pastor Roaldo e esposa, irmã Nelma ganham um Calendário 2016.

 Pastor Roaldo fala sobre a importância da Escola Dominical

 Pastor Roaldo fala sobre a importância da Escola Dominical

 As irmãs ganhadoras com seus brindes

 Pastor Roaldo faz uma oração

 Agradeço a Deus por mais essa vitória!

sábado, 26 de dezembro de 2015

Lição Bíblica 13: José, a realidade de um sonho


 INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Com a graça de Deus chegamos ao final do estudo do livro de Gênesis. Com certeza a sua fé, e a de seus alunos foram edificadas por intermédio de cada lição. Como é bom saber que o Deus que tudo criou é o nosso Pai. Um Deus que nos ama, cuida de nós e nos faz sonhar. Na lição de hoje estudaremos a respeito da vida de José. Este jovem foi um sonhador. Seus sonhos o levaram até uma cova. Mas, a interpretação de alguns sonhos o levaram ao palácio e o fizeram governador do Egito. Com José aprendemos que os sonhos que Deus estabelece em nossos corações, não podem ser frustrados, embora, isso não nos impeça de passarmos por várias situações difíceis.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“A história de José nos revela como os descendentes de Jacó vieram a ser uma nação dentro do Egito. Esta seção de Gênesis não somente nos prepara para a narrativa do êxodo do Egito, como também revela a fidelidade que José sempre teve para com Deus, e as muitas maneiras como Deus protegeu e dirigiu a sua vida para o bem doutras pessoas. Ressalta a verdade de que nos justos podem sofrer num mundo mau e iníquo, mas que, por fim, triunfará o propósito de Deus reservado para eles” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.90).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“1. José tipo de Cristo
Muitos tomam José como um tipo de Cristo; uma pessoa inocente que sofreu por causa da maldade dos outros e, através do qual, o povo escolhido foi liberto da morte certa. O silêncio de José enquanto seus irmãos deliberam seu destino (Gn 37.12-35) prefigura o silêncio de Cristo perante seus juízes (1Pe 2.23).

2. A mulher de Potifar
O contraste entre Judá e José é forte. Ambos foram tentados sexualmente. Judá procurou o sexo ilícito, enquanto José recusou repetidos apelos da mulher de seu senhor. José lembra-nos que nunca podemos dizer que o sexo nos leva a pecar. A escolha é nossa, agir como Judá ou como José" (RICAHRDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.45).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“As Escrituras deixam claro que a separação entre José e o seu povo estava sob o controle de Deus. O Senhor estava operando através de José e das circunstâncias deste, a fim de preservar a família de Israel e reuni-la segundo as suas promessas. Quatro vezes no capítulo 39 está escrito que ‘o Senhor estava com José’ (vv.2,3,21,23). Porque José honrava a Deus, Deus honrava a ele. Aqueles que temem a Deus e o reconhecem em todos os seus caminhos têm a promessa de que Deus dirigirá todos os seus passos (Pv 3.5,6)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.39).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

José, a realidade de um sonho 

A história de José é uma das histórias mais belas e famosas de toda a Bíblia. É a última história de família da narrativa dos patriarcas de Israel (Gn 37.2-50.26). José é a pessoa que Deus usou para resgatar a nação de Israel da fome intensa daquela época e, assim, preservar a descendência prometida para herdar a terra de Canaã.

Se você lê os capítulos 37.2 a 50.26, perceberá que se trata da narrativa mais longa de todo o livro e, principalmente, do gênero literário narrativo de toda a Bíblia. Nesta grande seção narrativa, é possível verificar três interrupções na história: a história de Judá (Gn 38); a genealogia dos filhos de Israel que foram ao Egito com Jacó (Gn 46.8-27); e a bênção de Jacó (Gn 49). São três interrupções que suspenderam momentaneamente a sequência da narrativa, o que é um recurso comum no gênero literário narrativo.

Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/2015-04-13.htm

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O “espirito natalino” é uma tremenda farsa


Por Odair José da Silva

O Natal é uma invenção da cristandade e que se tornou um dos carros chefes do mundo capitalista. As pessoas só pensam em compras e festas e se esquecem do que acontece ao seu redor.

O "espírito natalino" é uma tremenda farsa. Pense. Porque algumas pessoas se comovem nessa época do ano e resolvem fazer coletas de cobertor, etc, e tal e, no resto do ano esquecem que as pessoas têm fome e passa frio? Então dirás: é melhor fazer isso uma vez no ano do que nunca fazer. É um discurso passível de desconstrução. Quem lucra com o Natal? A Coca-Cola, a Sadia e Perdigão, as indústrias de Panetone, etc. E o pobre coitado que está lá na sarjeta sem um futuro? O que ele ganha com o Natal? Se der sorte, ganha uma cesta com bombons. Esse é o espírito natalino.

É lamentável que as pessoas consigam se deixar levar pelos discursos consumistas de um mundo capitalista e cruel que ativa a mente dos consumidores. Promoções de final de ano arrebatam os milhares de consumidores compulsivos e os destroem.

A mídia consegue passar um discurso de bondade e solidariedade que deveria existir nas pessoas o ano todo e não somente em uma data especifica. Mal começa o mês de dezembro e há uma avalanche de filmes “natalinos” e mensagens subliminares em busca das mentes ociosas e sedentárias diante do aparelho. Os índices econômicos informam que haverá uma queda nas porcentagens de vendas de final de ano com relação ao ano anterior. Culpa da crise econômica que atinge o mundo. Mas, as ruas estão cheias de pessoas em busca de comprar um presente para a família ou alguém especial.

Fazem festas em comemoração ao nascimento de Cristo sem mesmo saber a origem da festa de Natal que não tem nada haver uma coisa com a outra. É como o estouro de uma boiada. Não há como correr em sentido contrário ou seremos pisoteados. Uma das coisas que Cristo mais combateu durante o seu ministério na Terra foi à hipocrisia. E, nunca se vê tanta hipocrisia como na época natalina.

Farsas travestidas de verdades absolutas, e uma turba acreditando em mentiras positivadas como verdade. Porém o mais triste em tudo isso é ver pessoas "bem intencionadas" festejar tal data como algo bíblico e emanado pelas hostes celestiais, inculcando em seus membros/seguidores que o natal é uma festa bíblica...e o pior, eles acreditam sem questionar... é triste.

Eu poderia afirmar aqui, só como exemplo, que os magos do Oriente não foram na manjedoura quando Jesus nasceu. Mas, as pinturas produzidas na Idade Média mostra isso e quase todo mundo acredita. Fazer o quê? Deixa-me ver se alguém me convida para comer uma leitoa assada.

Haja paciência!

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Vale a pena ter nascido


Por Odair José da Silva 

Quando olhamos para o que acontece a nossa volta e conseguimos ver a beleza nos olhos de alguém há uma felicidade que irradia de nossos corações. O mundo pode parecer um lugar hostil e, muitas das vezes, até mesmo, cruel. Mas, temos que considerar que há uma beleza infinita na alma humana. Deus, o Criador dos céus e da Terra, fez o ser humano com a capacidade de amar e ser amado. E, o amor, é a maior beleza que existe no ser humano. Mesmo em meio as maiores tragédias vemos pessoas demonstrando amor e compaixão pelo próximo. Existem, de fato, muitas pessoas ruins e mal intencionadas vivendo em nossa sociedade. Mas, a beleza do amor em muitas almas faz-nos perceber que a bondade permeia as nossas ações.

Como já dizia o Poeta Fernando Pessoa“às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”. Essa sensibilidade para a vida nos faz refletir sobre as maravilhas de um Deus de amor. Mesmo em meio as maiores loucuras humanas é possível sentirmos o vento da bondade nos corações de pessoas que tem a missão de tornar esse mundo melhor. Mesmo em meio as calamidades, há pessoas que estendem as mãos para ajudar o próximo a sair dos escombros. O que precisamos é saber de que lado do caminho estamos. Somos seres com personalidade e força de vontade vencer os obstáculos?

Vale a pena ter nascido. Vale a pena porque sei que nasci para fazer a diferença. Para deixar uma palavra de fé e otimismo as pessoas que precisam de uma força. Quem sabe você têm passado por um momento de tristeza. Uma perda, uma decepção, enfim, algo que tenha te deixado triste. Saiba que a vida continua e que tudo contribui para o bem daqueles que amam a Deus. Não se deixe abater pelas circunstâncias da vida. Olhe para frente e siga o seu caminho de cabeça erguida sabendo que você é uma pessoa especial e que tem uma missão nesta vida. Acredite nos seus sonhos e Deus vai realizar os desejos do seu coração se estiver na direção de Sua vontade.

Ouça o vento sussurrar em seus ouvidos. Deixe-se tocar pela brisa suave do amor e acredite na vitória em sua vida. Você é especial aos olhos de Deus e chamado para fazer a diferença neste mundo. Deixe-se ser cheio da graça divina e ande nos propósitos do Senhor. Você não está aqui por acaso. Você não é um acidente da natureza. Você é uma pessoa escolhida e separada para um grande propósito antes mesmo de nascer. Faça a sua vida valer a pena.

Mensagem: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Quando Deus abençoa uma pessoa


Por Odair José da Silva

Aprenda uma coisa: aqueles que são amados por Deus são odiados pelo mundo. Quando o céu abençoa uma pessoa o inferno a amaldiçoa. Aquele a quem Deus fala de modo consolador, as pessoas ímpias não irão falar bem.

Contente-se em ser aprovado por Deus. Ande nos caminhos que Ele determinou para você e deixe seus inimigos rugirem como leão. Saiba que você está sob a proteção do Todo-Poderoso e ninguém, ninguém mesmo, poderá tocar em você.

Quando Deus abençoa uma pessoa Ele guia pela caminho certo e conduz ao destino final. Lutas virão, provações e tribulações. Mas, aqueles que são escolhidos pela graça de Deus vão chegar ao porto desejado porque Deus estará com eles. As tempestades não poderão derrotá-los.

Deus tem um propósito para a minha e a sua vida. Acredite que você é um escolhido do Senhor para realizar uma grande obra nesta terra. Coloque-se diante do Senhor e deixe que Ele cumpra em sua vida os propósitos designados por Ele.

Mensagem: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Que sociedade é essa?


Por Odair José da Silva

Como viver em uma sociedade como a que estamos inseridos e não sentir um tédio danado? Onde estão os grandes exemplos de pessoas coerentes para seguirmos? Não dá para admirar os proeminentes que ocupam os principais postos da nação. As celebridades, os artistas, os atletas. Medíocres. Do outro lado, pessoas insossas, conformistas e apáticas deixam-se levar pelas ilusões de um mundo caótico. O que esperar do futuro? Onde depositar a esperança de dias melhores? Criminosos infames deturpam. Pessoas envolvidas com frivolidades. Tudo lixo de uma sociedade corroída pela poluição. Ambiental, sonora e visual. Onde posso colocar os meus pés? Onde posso colocar as minhas idéias?

Não há autonomia. O homem moderno é um negócio. O consumismo toma conta das pessoas frívolas. O capitalismo selvagem solapa as mentes e as transformam em marionetes nas mãos invisíveis do sistema. Ninguém ouve o meu brado. Eu grito pelas ruas e avenidas. Mas os ouvidos estão com comichões e ninguém escuta nada. Insignificantes seres a perambular pela existência humana. Já não há um nome que se possa dizer: eis uma pessoa de caráter. Sim. Eu estou entediado de ver tanta mediocridade. Cansado de ver pessoas surdas, mudas e cegas. Para onde caminha a humanidade? Responda-me se puder.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Lição Bíblica 12: Isaque, o sorriso de uma promessa


INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Deus havia prometido a Abraão um herdeiro, porém, sua idade e a da sua esposa já eram bem avançadas. Continuar esperando o cumprimento de uma promessa a essa altura da vida não parecia nada fácil. Mas, Deus é fiel e vela por sua palavra. Se Deus fez uma promessa a você, creia que no tempo certo ela se cumprirá. Todavia, Sara querendo resolver a situação do seu jeito pede que Abraão tenha um filho com sua escrava Agar. A princípio, parecia que o plano de Sara havia dado certo, porém, depois que o filho da promessa nasceu, começaram os conflitos. Abraão teve que lançar seu filho fora. Mas Deus não havia lançado fora Ismael. O Senhor livra o menino e sua mãe da aflição do deserto e transforma um caso que a princípio parecia de fracasso e morte, em bênção. Deus abençoou Ismael, mas Isaque era o filho da promessa e por seu intermédio, Deus cumpriria seu concerto com Abraão.

SUBSÍDIO DEVOCIONAL

“Idade de Noventa e Nove Anos Abraão agora estava com noventa e nove anos e Sarai já há muito ultrapassara a idade de ter filhos. Mas treze anos após o nascimento de Ismael e vinte e quatro anos depois da promessa original de Deus, o Senhor apareceu a Abraão com uma mensagem e exigência. (1) Deus se revelou como o ‘Deus Todo-Poderoso’, significando que Ele era onipotente e que nada lhe era impossível. Como Deus Todo-Poderoso, Ele podia cumprir suas promessas, quando na esfera natural tudo dizia ser impossível o seu cumprimento. Então, seria por um milagre que Deus traria ao mundo o filho prometido a Abraão. (2) Deus ordenou que Abraão andasse diante dEle e que fosse ‘perfeito’. Assim como a fé de Abraão foi necessária na efetuação do concerto com Deus, assim também um esforço sincero para agradá-lo era agora necessário, para continuação das bênçãos de Deus, segundo o concerto feito. A fé de Abraão tinha que estar unida à sua obediência (Rm 1.5); senão ele estaria inabilitado para participar dos propósitos eternos de Deus. Noutras palavras, as promessas e os milagres de Deus somente serão realizados quando o seu povo busca viver de maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado para Ele” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 2006, p.56).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Isaque O nome dado por Deus antes do nascimento da criança (Gn 17.19) significa ‘ele ri’, ‘aquele que ri’, ou simplesmente ‘riso’. Nada é conhecido sobre os dias da infância de Isaque. Em seguida, vemo-lo grande e forte o suficiente para carregar a madeira para o fogo do altar subindo a montanha, não sabendo que ele mesmo seria colocado no altar. A experiência de ter sido amarrado como uma vítima de sacrifício e então liberto pela intervenção divina deve ter afetado profundamente toda a sua vida” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.989).

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, procure enfatizar as características de Isaque. Mostre que a sua mansidão “é vista em sua submissão sem resistência a seu pai ao tornar-se o sacrifício sobre o altar de Moriá, e em sua recusa a discutir quando os pastores de Gerar reivindicavam os poços. Ele possuía uma natureza afetuosa, profundamente ligado à mãe, chorando por sua morte, e sendo depois confortado em seu amor por Rebeca. Seu espírito mediador pode ter contribuído para seu afeto expansivo. Ele era um homem que vivia em contato com Deus. Embora não tenha as visitações dramáticas que foram concedidas ao seu pai, Abraão, Isaque obedeceu aos mandamentos de Deus. O altar, a tenda e o poço simbolizavam os principais interesses de sua vida” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.990).

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, enfatize as caracteristicas de Isaque e as lições de vida que aprendemos com Ele. Mostre aos alunos que Isaque demonstrou ser um filho obediente, um homem paciente e um marido cuidadoso. Observe algumas das lições que aprendemos com o filho da promessa, Isaque. Se desejar, leia para os alunos e discuta com eles cada lição: “ • A paciência sempre produz recompensas; • As promessas e os planos de Deus são maiores que os das pessoas. • Deus sempre cumpre suas promessas! Ele permanece fiel embora nossa fé seja pequena. • Exercer favoritismo certamente produz conflitos familiares” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, 2005, p.35).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Isaque, o sorriso de uma promessa 

O nascimento de Isaque é a confirmação da promessa feita por Deus a Abraão, onde a descendência prometida viria do útero de uma mulher estéril, de sua esposa Sara. Embora a história de Isaque e de Jacó fosse contada simultaneamente, pois o relato de Jacó é contado dentro da história de Isaque (25.19-35.29), as promessas de Deus feitas a Abraão são repetidas a Isaque (26.3-5), como também para Jacó (28.13-15).

Igualmente, como aconteceu com Sara, o Senhor abriu a madre da mulher de Isaque, Rebeca, conforme está escrito: “E Isaque orou instantemente ao SENHOR por sua mulher, porquanto era estéril; e o SENHOR ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu” (Gn 25.21). Rebeca, não concebeu apenas uma vida, mas duas nações.

No capítulo 26, Isaque repetiu o fracasso de seu pai, Abraão, mentindo sobre a sua esposa (26.6,7), pois ao invés de afirmar ser Rebeca a sua esposa, ele disse a Abimeleque que ela era a sua irmã. Entretanto, Deus interviu na história para proteger a descendência do Seu povo e garantir o cumprimento da promessa feita a Abraão, o seu amigo (Gn 26.11,12).

Isaque era o “bem” mais precioso de Abraão. Foi com esse “bem” que o Senhor provou a fé de Abraão. Isaque foi exemplarmente obediente ao seu pai, e não questionou o fato de ser a “oferta” para o sacrifício apresentado por seu pai a Deus.

 O convívio com Abraão, seu pai, ensinou Isaque a se relacionar com Deus. Sabendo quem é Deus e o quão importante é viver uma vida que o honre, Isaque foi forjado “aos pés de Abraão”, pois ele daria prosseguimento à promessa: conquistar a terra de Canaã.

Perceba que, até aqui, Abraão e Isaque representam aquela fase nômade do povo de Israel. Esse povo não tinha terra, não tinha casa e não tinha raízes. Viver é o grande desafio diário. Entrava numa terra, se estabelecia nela e, logo depois, saía, iniciando esse mesmo ciclo em outro lugar. Mas, em Isaque, esta realidade começa a ser quebrada.

Ele é o filho da promessa. É o filho da livre e não da escrava. Com essa imagem, o apóstolo Paulo fundamentou a doutrina da Graça de Deus: “Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. [...] Mas a Jerusalém que é de cima é livre, a qual é mãe de todos nós; porque está escrito: Alegra-te, estéril, que não dás à luz, esforça-te e clama, tu que não estás de parto; porque os filhos da solitária são mais do que os da que tem marido. Mas nós, irmãos, somos filhos da promessa, como Isaque” (Gl 4.22,26-28).

Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/2015-04-12.htm

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Bem-aventurados os bonitos, porque eles serão admirados.


Por Odair José da Silva 

Permita-me adentrar um terreno movediço. Mas, não consigo ficar calado diante de tanta hipocrisia que vemos nos dias atuais. Há um desvirtuamento da Palavra de Deus em nossas igrejas que não é possível que seja assim. Quando Jesus subiu ao Monte das bem-aventuranças ele proferiu diversas exortações para seguirmos e como seríamos felizes se o fizéssemos como Ele nos ordenou. Mas, o que vemos nos dias atuais? Em pleno século XXI creio que o que vemos é mais ou menos isso:

Bem-aventurados os bonitos, porque eles serão admirados.
Bem-aventurados os ricos, porque eles terão tudo.
Bem-aventurados os populares, porque eles serão amados.
Bem-aventurados os famosos, porque eles serão seguidos.
Bem-aventurados os vaidosos, porque eles serão copiados.
Bem-aventurados os mentirosos, porque eles terão mais seguidores.

Parece um cenário caótico, sem esperança. E, na verdade, é mesmo. O Apóstolo Paulo já nos advertia que nos últimos tempos teríamos dias trabalhosos. Homens amantes de si mesmo. Soberbos e avarentos. Pessoas que só pensam neles próprios e distorcem a Palavra de Deus levando as pessoas para o erro. O mundo capitalista tem dominado as mentes das pessoas e o mundo jaz no maligno. Mudaram a verdade em mentira e o relativismo têm tomado conta até dos nossos púlpitos. O que fazer?

Creio que assim como Elias, eu não sou o único a sentir isso nestes últimos dias. Creio que tem milhares de cristãos espalhados pelo mundo que estão gemendo de angústia ao ver a nossa sociedade envolta neste emaranhado de coisas supérflua. O grande dilema é que a Igreja que deveria ser o modelo, o padrão de justiça, de retidão, está copiando o mundo. Com o discurso de ganhar almas para Cristo a Igreja têm cedido espaço para o inimigo instalar suas teorias no seio da doutrina cristã.

Nos dias atuais as pessoas valorizam mais o ter do que o ser. Valorizam os bonitos, os ricos, os populares, os famosos, os vaidosos e os mentirosos. Esses são os que estão em proeminência em boa parte da Igreja. E eles são admirados, amados, seguidos, copiados, enfim. Têm mais admiradores nas redes sociais e as pessoas curtem o que eles dizem, até mesmo sem saber que a maioria das coisas que dizem são heresias. Pessoas andam quilômetros atrás desses famosos em busca de milagres e profecias, principalmente de prosperidades, e deixam à Bíblia de lado.

O que fazer? Creio que orar é o primeiro passo. Pedir a Deus que tenha misericórdia do maior número possível de pessoas e que elas possam voltar as fontes de água viva que é Jesus Cristo. Voltar ao verdadeiro evangelho. O Evangelho puro e simples pregado por Jesus e seus discípulos. O segundo passo é não ficar calado diante de tanta hipocrisia. É bradar com a força dos nossos pulmões para que voltem ao verdadeiro caminho de Jesus. Somos pecadores que precisa de Jesus. Não somos super-homens como ensina as novas teologias por ai. Por isso precisamos de humildade para reconhecer que só Jesus pode nos garantir a salvação.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

sábado, 12 de dezembro de 2015

Lição Bíblica 11: Melquisedeque abençoa Abrãao


INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Prezado professor, animado para o estudo e o preparo de mais uma lição? Esperamos que sim, pois um professor entusiasmado e bem preparado é importante, fundamental no processo de ensino-aprendizagem. Na lição de hoje, estudaremos a respeito de dois personagens: Melquisedeque e Abraão. Segundo o pastor Claudionor de Andrade, a história de Melquisedeque é pequena, mas a teologia e a sua importância são grandes. Melquisedeque era rei de Salém, que mais tarde veio a se tornar Jerusalém. Ele é um tipo de Cristo. Melquisedeque não era apenas rei, mas também um sacerdote. Seu nome significa “rei da justiça”. Ao aceitar a bênção de Melquisedeque, Abraão demonstra reconhecer a sua autoridade sacerdotal. Abraão não somente aceitou sua bênção, mas lhe deu o dízimo de tudo (v.20).

 SUBSÍDIO DIDÁTICO

“Em hebraico malkisedeq ou ‘rei da justiça’, é mencionado em Gênesis 14.18; Salmo 110.4; Hebreus 5.6,10; 6.20; 7.1,10,11,15,17. No livro de Gênesis ele é um rei-sacerdote cananeu de Salém (Jerusalém) que abençoou Abraão quando este retornou depois de salvar Ló, e a quem Abraão pagou o dízimo do espólio da batalha. Devido ao mistério que cerca seu repentino aparecimento no cenário da história, e seu igualmente repentino desaparecimento, ele tem sido identificado com um anjo, com o Espírito Santo, com o Senhor Jesus Cristo, com Enoque. Quanto à religião, ele era ‘sacerdote do Deus Altíssimo’” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.1247).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Melquisedeque e seu sacerdócio são exemplo de Cristo e de seu sacerdócio. O sacerdócio de Melquisedeque não estava limitado a raça humana ou a tribo, sendo, portanto, universal. Sua realeza não foi herdada de seus pais. E essa realeza também não foi transmitida a um descendente; e assim ela era eterna. Portanto, Melquisedeque é uma tipologia de Cristo e de seu sacerdócio eterno e universal” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.1247).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Melquisedeque abençoa Abraão 

As narrativas sobre como Deus tratou Abraão, Isaque, Jacó e José, os patriarcas ancestrais do povo de Israel estão registras nos capítulos de 12 a 50 de Gênesis. Conhecer as raízes históricas e a formação do povo judeu é simples, a partir da leitura atenta desses capítulos que formam o Gênesis.

A história de Abraão inicia com a narrativa da família do patriarca, a caminho de Canaã (Gn 11.27-32), acrescentada de uma citação especial sobre a esterilidade de Sara, a esposa do pai da fé (Gn 11.30). Mas os momentos principais nas narrativas sobre a vida de Abraão estão em Gênesis 12.1-9, em que Deus chama Abraão para sair da terra de Harã, após a morte do seu pai Terá, e ser enviado a uma terra estranha (v.1), prometendo fazer dele “uma grande nação”, e abençoando, assim, por intermédio dele, “todas as famílias da terra” (vv.2,3).

Após viajar para a terra que o Senhor lhe falou, Abraão percorreu obedientemente a terra inteira. Em seguida, recebeu a promessa de Deus: “E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra” (Gn 12.7). Qual foi a reação de Abraão? Ora, edificar um altar ao Senhor e invocar o seu nome (vv.8,9). Ao longo da narrativa sobre o patriarca Abraão, expressões como “terra prometida”, “descendência prometida”, “uma grande nação”, “bênçãos para as nações” vão ganhando corpo e materialidade. E verbos como “adorar” e “confiar” em Deus, como único e verdadeiro, vão se constituindo como símbolo para uma adoração e uma fé adequadas ao único Deus do povo de Israel.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Quero subir o mais alto que eu puder


Por Odair José da Silva

Desde o momento em que me escondi na caverna e fui repreendido para que não temesse ameaça alguma e em meu espírito renasceu a vontade de vencer. Quero subir o mais alto que eu puder e olhar o horizonte distante do topo da montanha.

Ouvi o estrondo do trovão e o esmiuçar das rochas pelo vento forte da tempestade. Mas, quando veio uma brisa suave eu ouvi uma voz de encorajamento a lembrar-me do propósito pelo qual devo continuar. Eu desafiei todos esses falsos profetas que afrontavam o Senhor. Minha oração foi respondida por Deus com fogo do céu.

Não há barreiras para aqueles que amam ao Senhor e tem indignação pelas afrontas que se fazem ao Senhor. Não posso me calar diante de tudo isso. Sou chamado para fazer a diferença neste mundo.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Lição Bíblica 10: A origem da diversidade cultural da humanidade


INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Na lição de hoje estudaremos a respeito da construção da Torre de Babel. Veremos que um dos fatores que contribuíram para que a depravação da humanidade viesse a crescer de forma vertiginosa foi o monolinguismo. A Terra havia sido purificada pelas águas do dilúvio, mas a semente do pecado estava em Noé e em seus descendentes. Não demorou muito para que o pecado se alastrasse novamente. Já que não havia impedimento quanto a língua, os homens cheios de soberba, e com um espírito de rebelião se unem para fazer um monumento que seria símbolo da sua empáfia. Deus não estava preocupado com a construção ou com o tamanho da torre, mas com a arrogância que dominava, mais uma vez o coração do homem. O Senhor abomina a altivez, o orgulho (Pv 6.17). Que venhamos guardar os nossos corações destes sentimentos tão nefastos.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, é importante que você leia com os alunos o capítulo 10 de Gênesis antes de introduzir a lição. Explique que os “descendentes de Sem povoaram as regiões asiáticas, desde as praias do Mediterrâneo até o oceano Índico, ocupando a maior parte do território de Jafé e Cam. Foi entre eles que Deus escolheu seu povo, cuja história constitui o tema central das Sagradas Escrituras. Os descendentes de Cam foram notavelmente poderosos no princípio da história do mundo antigo. Constituem a base dos povos que mais relações travaram com os hebreus, seja como amigos, seja como inimigos. Eles estabeleceram-se na África, no litoral mediterrâneo da Arábia e na Mesopotâmia. Os descendentes de Jafé foram os povos indo-europeus, ou arianos. Embora não tivessem sobressaído na história antiga, tornaram-se nas raças dominantes do mundo moderno” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.47).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“A história nos conta que, em assembleia, os novos habitantes de Sinar tomaram uma decisão totalmente fora da vontade de Deus. O propósito da ação é claro. Queriam fama (Gn 11.4). E desejavam segurança: ‘Para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra’. Ambas as metas seriam alcançadas somente pelo empreendimento humano. Não há dúvida sobre a ingenuidade das pessoas. Não tendo pedras, fabricaram tijolos de barro e depois queimaram bem. Viram a utilidade do betume abundante na área e o usaram como argamassa.

O interesse principal desse povo não estava numa torre, embora também houvesse a construção de uma cidade. A torre ia alcançar os céus. Nada é dito sobre um templo no topo da torre, por isso não está claro se a torre era como os zigurates que houve mais tarde na Babilônia.

O paganismo está indiretamente envolvido nesta história, pois havia um ímpeto construtivo em direção ao céu e o único verdadeiro Deus foi definitivamente omitido de todo planejamento e de todas as etapas. Mas Deus não estava inativo. O julgamento de Deus logo veio. Para demonstrar que a unidade humana era superficial sem Deus, Ele introduziu confusão de som na língua humana. Imediatamente estabeleceu-se o caos. O grande projeto foi abandonado e a sociedade unida, sem temor de Deus, foi despedaçada em segmentos confusos. Em hebraico, um jogo de palavras no versículo 9 é pungente. Babel significa ‘confusão’ e a diversidade de línguas resultou em balbucius ou fala ininteligível” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.55).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

A origem da diversidade cultural da humanidade 

O capítulo 11 de Gênesis expõe a história de Babel, concluindo todos os relatos pré-abraâmicos. Além de encerrar a série de narrativas das origens, a história de Babel leva o leitor diretamente para a narrativa de Abraão e a conseqüente à formação do povo de Deus. A história de Babel tem como um de seus intuitos apresentar o ambiente pagão e politeísta do nosso pai na fé, Abraão.

Gênesis 11 mostra que a confusão do idioma, quando Deus decidiu confundir as línguas da humanidade, ocorreu na quarta geração pós-diluviana. O propósito por trás do relato da Torre de Babel está paralelamente ligado ao mesmo propósito da narrativa de Adão e Eva em Gênesis 3: mostrar a busca pela própria autonomia e usurpar a glória de Deus. O povo de Babel tinha o propósito de transcender às limitações humanas. Queria mostrar que não dependia do auxílio de Deus, pois buscava a glória humana, e não a divina. Isso fica claro quando fazemos uma comparação da Torre de Babel com o Dia de Pentecoste (At 2).

A Torre de Babel representa a eterna tentativa do ser humano em ser autônomo, ser independente e dono do seu próprio destino. Mas o texto deixa claro que quando o ser humano porfia por esse caminho, ele entra pelo caminho da morte, da rebelião contra a vontade de Deus. De outro modo, o Dia de Pentecoste representa o ideal de Deus, por intermédio da Igreja, o Corpo de Cristo, em viver uma comunhão verdadeira e uma vida que faça sentido para o ser humano. A Torre de Babel é a tentativa da emancipação do homem por si mesmo; o Dia de Pentecoste é Deus, por intermédio do Espírito Santo, emancipando o ser humano.

Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/2015-04-10.htm

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Como Deus transforma a vida do homem


Para que você se torne o homem ou a mulher que Deus deseja é necessário que o seu temperamento, personalidade e caráter se tornem subservientes dos projetos de Deus para a tua vida. Até que Deus prevaleça sobre nossas vidas (2Co 2.14), alguns precisam ser jogados numa cisterna, como José (Gn 37.20); outros, ser alimentado por corvos, como Elias (1Rs 17.6); e, alguns, apresentar sua língua aos serafins, como fez Isaías (Is 6.6,7).

O caminho que Deus escolhe para forjar o caráter de seus cooperadores algumas vezes é íngreme e inóspito. Mas, quando eles saem da fornalha, é perceptível até mesmo para os pagãos que eles andaram com o quarto Homem na fornalha (Dn 3.25-27). Deus jamais chamou alguém para uma grande missão sem que esse escolhido passasse por uma profunda transformação moral.

Se desejas que o Deus de José, Elias e Isaías realize em você o mesmo que fez com eles, coloque o seu caráter no altar do Espírito; apresente a sua personalidade Àquele que a todos transforma segundo a imagem de Cristo. Só assim serás a pessoa que Deus deseja que você seja”

(BENTHO, Esdras C. Revista Ensinador Cristão, 2008).

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Um pecado muito real



"Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus servos ou servas, nem seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença." (Êxodo 20:17)

Enquanto os primeiros nove dos Dez Mandamentos lidam com ações externas, o último trata de uma ação do coração: a cobiça. Na verdade, trata-se de algo que podemos nem mesmo perceber. No entanto, Deus claramente especifica essa como um das dez coisas mais importantes que Ele quer que saibamos.

O que significa cobiçar? Não significa que seja errado ver algo que você goste e desejar tal objeto. Isso não é necessariamente cobiça. Deus disse: "Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem seus servos ou servas, nem seu boi ou jumento, nem coisa alguma que lhe pertença" (Êxodo 20:17, ênfase nossa). Observe que o contexto é algo que pertence a outra pessoa.

O Novo Testamento traduz a palavra hebraica para "cobiça" como a palavra "luxúria". Então como é que a cobiça funciona? Os olhos olham para um objeto. A mente o admira. A vontade vai até ele. E o corpo se move para possuí-lo.

Vamos dizer que seu amigo acaba de comprar um carro novo. Você diz: "Nossa! Que carro legal!" Depois, no dia seguinte, você compra o mesmo carro, na mesma cor. Isso não é cobiçar; isso é copiar. Mas digamos que você pegue o carro novo do seu amigo para dar uma volta em torno da quadra e nunca mais volte. Isso é a cobiça que deu lugar ao roubo. Cobiçar é querer algo que pertence a outra pessoa e determinar que você vai buscá-lo, custe o que custar.

A cobiça pode infiltrar-se em muitas áreas de nossas vidas, e pode destruí-las. Casamentos são destruídos. Carreiras são destruídas. Famílias são destruídas. Acontece o tempo todo. A cobiça é um pecado muito real - e pagaremos um preço também muito real por ela.

Link: https://www.harvest.org/devotions-and-blogs/daily-devotions/2010-08-30

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Lição Bíblica 9: Bênção e maldição na família de Noé


INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Na lição de hoje estudaremos o triste episódio da embriaguez de Noé e a trágica consequências de seu ato para a sua família. Este é o primeiro relato bíblico com relação ao uso exagerado do vinho. Com ele aprendemos que o crente precisa estar sóbrio. Deus advertiu inúmeras vezes o seu povo quanto ao uso do vinho. Os sacerdotes não podiam beber vinho antes de se apresentarem ao Senhor: “Vinho ou bebida forte tu e teus filhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações” (Lv 10.9). Eles deveriam ser santos, diante de Deus e das pessoas. Hoje, somos a geração santa, sacerdotes do Senhor em Jesus Cristo (1Pe 2.9), e como tal devemos nos manter sóbrios, evitado o uso de bebidas alcoólicas.

 SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Noé era um lavrador da terra, como fora Caim. Cuidar de plantas se tornou sua grande paixão e entre elas estava a videira. Esta é a primeira vez que a produção de vinho é aludida na Bíblia, e é significativo que esteja ligada a uma situação de desgraça. Noé pode ter sido inocente, não conhecendo o efeito que a fermentação causa no suco de uva nem o efeito que o vinho fermentado exerce no cérebro humano. Isto não impediu que a vergonha entrasse no círculo familiar. Perdendo os sentidos, Noé tirou a roupa e se deitou nu. A nudez era detestada pelos primitivos povos semíticos, sobretudo pelos hebreus que a associavam com a libertinagem sexual (cf. Lv 18.5-19; 20.17-21; 1Sm 20.30)” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.42).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Recuperando os sentidos, Noé ficou sabendo do que aconteceu e falou com seus filhos. Ele deixou Cam sem bênção e concentrou sua reprimenda em Canaã, cujos os descendentes historicamente se tornaram um povo marcado por moralidades sórdidas e principalmente fonte de corrupção para os israelitas. A adoração Cananéia de Baal desceu às mais baixas profundezas da degradação moral. Embora os cananeus obtivessem certo poder, como os fenícios, pelo tráfico marítimo no Mediterrâneo, eles nunca conseguiram se tornar grande nação. Quase sempre foram dominados por outros povos” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 1. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.52).

SUBSÍDIO DIDÁTICO

“Maldito seja Canaã Quando Noé ficou sabendo do ato desrespeitoso de Cam, pronunciou uma maldição sobre Canaã, filho de Cam (não sobre o próprio Cam). (1) Talvez Canaã tivesse de alguma maneira envolvido no pecado de Cam, ou tivesse os mesmos defeitos de caráter do seu pai. A maldição prescrevia que os descendentes de Canaã (os quais não eram negros) seriam oprimidos e controlados por outras nações. Por outro lado, os descendentes de Sem e Jafé teriam a bênção de Deus (vv.26,27). (2) Essa profecia de Noé era condicional a todas as pessoas a quem ela foi dirigida. Qualquer descendente de Canaã que se voltasse para Deus receberia, também, a bênção de Sem (Js 6.22-25; Hb 11.31), mas também quaisquer descendentes de Sem e de Jafé que desviassem de Deus teriam a maldição de Canaã (Jr 18.7-10)” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.42).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Bênção e maldição na família de Noé 

O capítulo 9 de Gênesis, infelizmente, e por muito tempo, foi usado para amaldiçoar outros povos e raças. A “maldição contra Cam”, mais especificamente em relação a Canaã, seu filho, muitas vezes tem sido relacionada às pessoas de raças não-brancas, especialmente às pessoas negras. Logo, essa interpretação tem sido empregada para apoiar a suposta superioridade da raça branca, bem como a justificativa para a escravidão, que era muito comum entre alguns protestantes do passado na região sul dos EUA, na África do Sul no regime do apartheid e em muitos tipos de discriminação.

É importante ressaltar esse fato, pois, no Brasil, recentemente, um conhecido pastor midiático trouxe à tona essa interpretação, trazendo grandes problemas e contundentes acusações de preconceito para os que pensam segundo essa corrente equivocada de interpretação bíblica.

Por que não se pode usar a “maldição de Canaã” para justificar, por exemplo, a miséria presente num continente como a África? Ora, em primeiro lugar, é difícil definir os “cananeus” como grupo racial específico, e ao que tudo indica, suas origens foram profundamente diversificadas. Segundo os estudiosos, possivelmente, os cananeus rumaram para a Arábia meridional e central, ao Egito, ao litoral do Mediterrâneo e à costa leste da África. Não se pode falar de um povo cananeu somente, mas de vários povos com cultura específica, língua própria etc: os jebuseus, os amorreus, os girgaseus, os heveus, os arqueus, os sineus, os arvadeus, os zemareus, os hamateus e a diversificação das famílias dos cananeus (Gn 10.15-18; cf. 15.18-21).

Nas Escrituras, o relato de Canaã foi exposto para explicar as implicações da conquista da terra de Israel no livro de Josué. De fato, a terra de Canaã, sua cultura e costumes, confrontavam diretamente a vontade e o plano de Deus. Entretanto, a maldição de Noé em relação a Cam, e especificamente ao seu neto Canaã, nada têm a ver com a África e, muito menos, com um recorte racial. Isso precisa ficar bem claro a seus alunos na classe!

Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/2015-04-09.htm

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Quem sou eu? O homem ferido, o assaltante, o sacerdote, o levita ou o bom samaritano?


Sou um homem caído na beira de uma estrada. Eu fui ferido por um assaltante que quase tirou a minha vida. Espancou-me e levou tudo que eu havia adquirido neste dia. Fiquei quase sem vida caído à margem do caminho e as pessoas passam por mim e ficam olhando para a miséria da minha vida. Eu sou este que foi atingido pela violência do mundo atual.

Sou o assaltante que feriu o homem à margem do caminho. Sou este que não pensa nas consequências dos meus atos. Estava a espreita do primeiro que desse bobeira para extrair-lhe seus pertences. No calor da luta acabei por ferir este homem. Talvez esta não fosse a minha intenção, mas aconteceu. E eu feri. Deixei-o com suas feridas e fui-me embora daquele lugar em busca de outras vítimas.

Sou o sacerdote que passou de largo. Eu vi aquele homem caído na beira do caminho. É uma vítima da sociedade, mas são tantos que nem posso mais dar atenção a essas situações. Tenho tantos rituais para fazer na igreja, tantas coisas para ouvir e tanto para interceder perante Deus que nem vou me dar ao luxo de parar para atender esse pobre miserável. É apenas mais uma vítima desse mundo cruel. Eu sou um sacerdote e não devo me contaminar.

Sou o levita e também passo de largo deste pobre moribundo caído à margem desta estrada. Minha função é louvar a Deus na igreja e faço isso muito bem. Minha obrigação não é olhar pessoas caídas à margem da estrada. Então, vou para a igreja cantar. Essa é minha função. E é isso que vou fazer. Louvar a Deus. Não posso perder meu tempo em atender pessoas caídas na beira de estrada.

Sou um samaritano. Desprezado pela sociedade e excluído dos meios sociais. Quase não encontro lugar para viver. Olho para esse homem caído à beira da estrada. Está ferido. Olho para ele e me vejo. Tenho como obrigação ajudá-lo. Deixarei tudo que estou fazendo e vou ajudar este homem. Levá-lo-ei a uma estalagem e ali pedirei para que curem suas feridas. Afinal, poderia ser eu nesta situação.

Sim, sou o homem caído à beira do caminho, mas igualmente sou o assaltante que o feriu, e o sacerdote e o levita que o evitaram. Mas, pela graça de Deus, sou também o samaritano que o tomou nos braços e o amou.

Quem de nós pode afirmar que não somos todos esses personagens destacado pelo Filho de Deus? Quem melhor que Ele para conhecer o coração do homem e saber que somos todos eles em algum momento da nossa vida. Por isso não podemos julgar as pessoas, mas compreender que não somos nada se não for a misericórdia de Deus nas nossas vidas.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 24 de novembro de 2015

O campo de batalha



Por Odair José da Silva 

Eu quero falar de uma batalha. Uma batalha que é travada intensamente diariamente na minha mente. Uma batalha acirrada e renhida que não dá trégua. Às vezes eu choro pelas madrugadas e busco auxílio do alto para que eu não fique prostrado no campo de batalha. Eu quero alcançar o reino prometido pro Deus. Quero ser um vaso de honra em sua presença. Mas, dentro de mim tem uma natureza carnal que deseja as coisas desta vida. É fácil alguém dizer que precisamos ter atitude nisso ou naquilo, que precisamos ser vigilantes e outros conselhos práticos. Isso é verdade. Mas, a nossa luta é muito mais difícil. Temos três inimigos. O Diabo, o Mundo e a Carne. Inimigos cruéis que não dá trégua. Não dão descanso e querem ver o meu fim. Foi por isso que Jesus afirmou que o Reino de Deus é ganho a força.

Têm pessoas que afirmam que é fácil ser crente. Não é fácil. Fácil é viver uma vida dissoluta e coxeando entre dois pensamentos. Fácil é viver um cristianismo de fachada. Fácil é caminhar no meio do mundo sendo e agindo como um deles. Fácil é viver em meio uma sociedade corrompida e pecaminosa compartilhando de seus pecados. Mas, ser crente de verdade. Ser sal e luz é difícil. Muito difícil. Fazer a diferença. Ser santo em meio uma geração má e perversa não é nada fácil. Viver um cristianismo puro e simples seguindo os mandamentos de Jesus requer uma força de vontade tremenda e uma disposição para negar o mundo, tomar a cruz e seguir a Cristo. É ai que a coisa fica complicada. É ai que os nossos inimigos ficam furiosos e atacam sem dó.

O Diabo, com milhares de anos de experiência não está nem um pouco incomodado com esse cristianismo falso pregado nos dias de hoje. Um cristianismo que só sabe valorizar o ego humano. Um cristianismo que entronizou o homem e tirou a glória de Deus. A vaidade e o orgulho de muitos falsos líderes levam as pessoas a acreditarem que não precisa muita coisa para entrar no céu. Não precisa de santificação e não precisa de compromisso com a Palavra. Afinal, dizem eles, Deus é amor e os tempos mudaram. Sim. Esquecem eles que Deus, também é justiça e juízo. Esquecem eles que os tempos mudaram, mas Deus permanece o mesmo. Ele é imutável e sua Palavra também. O Diabo engana, seduz e destrói a fé de quem deseja seguir a Cristo porque esse é o seu objetivo. Ele é astuto e nunca aparece cara a cara. É traiçoeiro e nunca dorme.

O Mundo oferece coisas boas aos olhos. O coração humano deseja status, honra, glória e poder. O Mundo escancara tudo isso a todo momento. As filosofias de vida corrompem os bons costumes e a moral. Discursos e mais discursos tentam convencer-me de que não precisa viver uma vida de sofrimento para agradar a Deus. Tantas tecnologias, tantas coisas boas para se viver a vida, para que ficar presos as ideologias de religião? E isso seduz os nossos olhos. Se deixarmos, corrompe os nossos corações que estão ávidos por tudo isso.

A Carne. Ah! Esse é o nosso pior inimigo. Porque é o inimigo interior. O Diabo e o Mundo estão no exterior. Podemos nos afastar deles. Prever algumas de suas artimanhas e escolhermos ficar longe. Mas, a Carne está aqui dentro. Ela dorme e acorda junto comigo. Quer a todo instante que eu a agrade. Que eu a satisfaça. É difícil lidar com ela. Deseja as coisas que o Mundo oferece e o Diabo tenta convencer-me de que é bom. Ele faz isso desde a origem do ser humano.

Estou no campo de batalha. Dentro de mim está uma vontade servir a Deus, cumprir os seus estatutos e andar na sua presença. Quero ser um vaso de bênção nas mãos do Senhor. Quero seu usado para fazer a sua obra e divulgar a sua Palavra. Jesus garantiu que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos. Ele disse que no mundo teríamos aflições, mas que precisamos ter bom ânimo porque Ele venceu o Mundo. Sim. É preciso ter confiança. Preciso confiar mais em Deus e caminhar. Eu não estou sozinho neste campo de batalha. Foi com confiança em Deus que Davi caminhou em direção ao gigante Golias. Acima de Golias e bem maior que ele, Davi via um Deus Todo Poderoso.

Eu olho para mim. Dentro de mim há uma força que guerreia todos os dias. Uma força que quer me destruir. Quer ver a minha queda. Os meus passos tropeçar. Mas, eu devo caminhar. Devo prosseguir nesta jornada. Estou em meio uma guerra ferrenha. Meus inimigos se levantam contra mim. Às vezes eu choro, outras vezes eu canto. Miserável homem que sou. Um pobre pecador. Deus, tenha misericórdia de mim! Eu preciso de ti! Me ajude a conquistar o paraíso.

Mas, eu não quero viver uma vida medíocre. Eu não quero estar no muro. Eu não posso viver duas vidas. Que o Senhor me ajude a ser um vaso de honra. Que o Senhor me ajude a caminhar de cabeça erguida em meio as setas do inimigo e vencer os meus adversários. Eu quero fazer a diferença. Quero estar na brecha. Ser um intercessor. Caminhar nos caminhos de Jesus e vencer este mundo mal. Senhor, capacita-me na tua vontade. Estou no campo de batalha e quero ser vencedor.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Deus! Cuida de mim!


No profundo da minha dor eu clamei
Queria ouvir uma voz que me ouvisse
Que olhasse para mim
Alguém que estendesse suas mãos
E me ajudasse.
Eu me sentia sozinho
Parecia que tudo estava contra mim
Pessoas me olhavam com ódio
Olhares de rancor queriam ver o meu fim
E meus passos vacilaram.
Na minha angústia eu clamei:
- Deus, cuida de mim!
No mais profundo do abismo
Na escuridão tenebrosa da solidão
Onde eu não encontrava mais esperança
Eis que as mãos suaves do Senhor
Foram estendidas para mim.

Acusaram-me com mentiras
E disseram que eu não ia conseguir.
Os meus pecados lançavam em meu rosto
E uma dor terrível se apoderou de mim
Eu só queria ouvir uma voz de amor
De compaixão.
Na minha angústia eu clamei:
- Deus, cuida de mim!
Eu sei o quanto sou falho diante de ti
Mas, não permita que meus inimigos zombem de mim
Eles querem ver o meu fim
A minha queda
Não permita, oh Senhor!
Deveras sou teu servo e busco a tua face
Com lágrimas de arrependimento.
Se não fora a tua bondade
Certamente eles teriam prevalecido contra o teu servo.
Na minha angústia eu clamei:
- Deus, cuida de mim!
E o Senhor
Com suas mãos de puro amor estendida sobre mim
Ajuda-me a caminhar.

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sábado, 21 de novembro de 2015

Lição Bíblica 8: O início do Governo Humano


INTERAGINDO COM O PROFESSOR

As águas do dilúvio foram baixando até que Noé e sua família puderam deixar a arca e iniciar uma nova vida em um mundo novo, purificado do pecado pelas águas do dilúvio. Noé e sua família deram início a nova vida com sacrifício e adoração a Deus, o grande Criador (8.1-22). O Senhor então decide introduzir o governo humano no novo mundo. O governo humano é uma forma de governo onde Deus delega ao homem a direção do planeta e a administração da justiça. Esta forma de governo foi confirmada pela filho de Deus ao declarar: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.12). Deus também fez um pacto com a humanidade, prometendo que nunca mais destruiria a vida humana por intermédio de dilúvio. A Terra havia sido purificada, porém Noé e seus descendentes carregavam a semente do pecado em seus corações.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

Professor para a introdução do primeiro tópico da lição faça a seguinte indagação: “Quanto tempo durou o dilúvio?”. Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Explique que “Gênesis 7 e 8 registra detalhes sobre isso. Os animais entraram na arca no dia 10 do mês dois (7.8,9). A chuva começou sete dias depois (v.11), e o volume de água foi aumentando até dia 27 do mês três (v.12). A arca não toca a terra até dia 17 do mês sete (8.4). O cume de montanhas é visto no dia 1º do décimo mês (v.4), e as portas da arca finalmente são abertas em 1º do mês um (v.13). A terra estava seca o suficiente para Noé e sua família saírem em 27 do mês dois (v.14), um ano e dez dias depois que o dilúvio começou” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.30).

“O relato do dilúvio fala-nos, tanto do julgamento do mal, como da salvação (Hb 11.7). (1) O dilúvio, trazendo a total destruição de toda a vida humana fora da arca, foi necessário para extirpar a extrema corrupção moral dos homens e mulheres e para dar à raça humana uma nova oportunidade de ter comunhão com Deus. (2) O apóstolo Pedro declara que a salvação de Noé em meio às águas do dilúvio, seu livramento da morte, figurava o batismo do cristão” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.42).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

Peça que os alunos leiam Gênesis 9.9-17. Depois explique que estes versículos “falam do concerto que Deus fez com a humanidade e com a natureza, pelo qual Ele prometeu que nunca mais destruiria a terra e todos os seres viventes com um dilúvio (vv.11,15). O arco-íris foi o sinal de Deus e o memorial perpétuo da sua promessa, no sentido de nunca mais Ele destruir todos os habitantes da terra com um dilúvio. O arco-íris deve nos lembrar da misericórdia de Deus e da sua fidelidade à sua palavra” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.45).

 SUBSÍDIO DIDÁTICO

“A Instituição do Governo Humano No século antediluviano não havia nenhum governo humano. Todo homem tinha liberdade para seguir ou rejeitar qualquer caminho. Mesmo rejeitando o Caminho, não havia refreio contra o pecado. O primeiro homicida, Caim, foi protegido contra um vingador (Gn 4.15). Sucessivos homicidas (Lameque, por exemplo) exigiram semelhante proteção (Gn 4.23,24). Durante séculos os homens haviam abusado do amor e da graça de Deus, e gastaram seu tempo entregues a toda qualidade de pecado e vício. Após o dilúvio, o caminho, o único Caminho para a vida eterna, ainda permaneceria aberto diante deles, e cabia-lhes o direito de aceitar ou rejeitá-lo. Mas se o rejeitassem, continuando desobedientes às leis divinas, eram passíveis de punição imediata por parte dos seus contemporâneos, pois Deus instituiu um governo terrestre que serviria de freio sobre os delitos dos ímpios. A ordem divina foi esta: ‘Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu’ (Gn 9.6). A pena capital é a função de maior seriedade do governo humano, e uma vez que Deus concedeu ao homem essa responsabilidade judicial, automaticamente todas as demais funções de governo foram também conferidas. O governo humano, assim construído, exercendo a prerrogativa da pena capital, foi e é sancionada pelo próprio Deus como um meio de deter os desobedientes (Rm 13.1-7; 1Tm 1.8-10). A investidura dessa autoridade e responsabilidade no homem foi uma novidade do novo pacto de Deus ao homem após o dilúvio. Em comparação com a aliança adâmica, notamos que há: 1) maior domínio sobre o reino animal; 2) uma dieta mais ampla; 3) a promessa de Deus que não mais destruirá toda a carne; 4) e maior repressão sobre os ímpios, incluindo a prerrogativa da pena capital, que seria ao mesmo tempo uma ilustração do governo divino” (OLSON, Lawrence N. O Plano Divino Através dos Séculos: As dispensações que Deus estabeleceu para Israel, a Igreja e para o mundo. 26ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.69-71).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

O início do Governo Humano

“A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos” — frase atribuída a Winston Churchill. Dizem alguns filósofos que a história da humanidade pode se resumir na luta pelo poder. Ou como disse Karl Marx: “A história de toda a sociedade até aos nossos dias nada mais é do que a história da luta de classes”. Se Churchil e Marx estão certos, esta não é a discussão que desejamos levantar aqui — é bom lembrar que Churchil e Marx são cosmovisões completamente distintas uma da outra, conservadorismo x socialismo.

Entretanto, desde Noé e sua descendência, quando se começou a estabelecer um governo humano, até os dias contemporâneos, muita coisa aconteceu. Reinos se levantaram e reinos foram abatidos. Imperadores chegaram ao poder e imperadores foram retirados do poder. Os governos deixaram de ser uma pessoa para ser uma Carta Magna, com o advento das constituições federais. O Estado não é mais o indivíduo, como disse Luis XV da França (“O Estado sou eu”).

Tudo isso faz parte do plano de Deus para o governo humano. Nosso Senhor disse: “Nenhum poder terias contra mim, se de cima te não fosse dado” (Jo 19.11a). Nosso Senhor deixa claro que todo poder que existe no mundo foi estabelecido por Deus. O apóstolo Paulo escreveu: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus” (Rm 13.1).

A ideia bíblica de que a autoridade foi ordenada por Deus para garantir a ordem e o bom funcionamento para a sociedade é apresentada nas Escrituras desde a família de Noé, quando do novo começo da humanidade, passando pela história de toda civilização humana.

Essa é uma boa oportunidade para refletirmos sobre os governos atuais que flertam com a ditadura, com a falta de interesse de desenvolver a educação da nação e a prioridade de proteger o cidadão com estratégias de segurança pública. São questões atuais e necessárias para serem refletidas. Ainda em Romanos, o apóstolo Paulo diz: “Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela” (13.3). Neste texto, está implícito que o governo, segundo a perspectiva de Deus e das Escrituras, é para fazer o bem, proteger as pessoas de bem e fazer justiça a quem for vítima de um algoz que praticar o mal.

Todo poder estabelecido no mundo provém de Deus e prestará contas a Ele!

Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/2015-04-08.htm

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Alguns pensamentos de Spurgeon


Uma fé pequena leva as almas até o céu, mas uma grande fé traz o céu até as almas. C. H. Spurgeon

Você pode ocultar sua fraqueza de seu melhor amigo, mas não a esconderá de seu pior inimigo. C. H. Spurgeon


Nenhuma flor veste tão adoravelmente um azul como aquelas que crescem ao pé das montanhas geladas; nenhuma estrela cintila tão brilhantemente quanto aquelas que reluzem no céu polar; não há água tão saborosa e doce como a que salta no meio da areia do deserto; nenhuma Fé é tão preciosa como a que vive e triunfa na adversidade!!! "A Fé provada traz Experiência!" C. H. Spurgeon

Não deixe aquilo que é urgente tomar o lugar daquilo que é importante em sua vida. C. H. Spurgeon

As estrelas podem ser vistas do fundo de um poço escuro, quando não podem ser discernidas do topo de um monte. Assim também, muitas coisas são aprendidas na adversidade, com as quais o homem próspero nem sonha. C. H. Spurgeon 

Tome para você a promessa de Deus, pois ela é suficiente, e mais do que suficiente, mesmo que todas as fontes da terra se sequem. C. H. Spurgeon

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

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Eu nasci em circunstâncias bem atípicas. Nasci em um tempo distante onde não havia tecnologia como conhecemos. Minha mãe não pode ter um hospital para ter o seu bebê que agora vinha ao mundo. Não nasci em berço de ouro e, pelos relatos de meus pais, nem berço havia para que eu pudesse descansar. Em algumas ocasiões nem mesmo o leite havia para que eu pudesse saciar minha fome. Eram tempos difíceis. Passei muitos perigos quando pequeno, mas sobrevivi a tudo isso. Minha história tinha inicio nos primórdios dos anos 70 na região inóspita de um Mato Grosso ainda selvagem. Corri sério riscos de morrer por ataques de cobras, de picadas de insetos, de acidentes, de paralisia infantil, tuberculose e outras mazelas que atingiam crianças daquela época. Mas, tudo isso não foi capaz de atrapalhar a minha jornada.

Minha adolescência e juventude foi quase toda vivida na pequena cidade de Lambari D'Oeste, que naquela época era só Lambari mesmo. É um tempo do qual não consigo esquecer. Muito sofrimento por viver, na maioria do tempo, nas casas dos outros, uma vez que meus pais haviam se separados o que dificultou essa fase da minha vida. No entanto, não me tornei um bandido e nem um revoltado com a vida. Tirei lições preciosas desse tempo amargo e aprendi a crescer com objetivo de fazer as coisas certas.

Minha fase de jovem foi marcante na cidade de Cáceres nos anos 90. Lembro-me da Hollywood Dance, UBSSC e Praça Duque de Caxias. Algumas experiências amargas. Pular da Ponte Marechal Rondon e nadar no Rio Paraguai correndo o sério risco de morrer afogado. Praia do Julião. Escola Mário Motta. Boas lembranças.

O tempo passa. Hoje chego aos 42 anos. Uma vida cheia de desafios e obstáculos a ser vencido cada dia. Parece-me que chego ao topo de uma montanha e agora posso ver o horizonte distante. Olho por onde trilhei e vejo coisas que não via quando por lá passava. Olho para o caminho a minha frente e sei que coisas boas ainda estão por vir. Realização de sonhos. Objetivos a alcançar. Orgulho-me da família que Deus me concedeu. Meus pais, inesquecíveis. Meus irmãos, insubstituíveis. Meus filhos, o maior tesouro que alguém poderia ter.

Cometi muitos erros durante toda minha vida. Mas, nunca fiquei prostrado. Tive medo, mas sempre procurei superá-lo. Sonhei e ainda sonho. Chorei e sorri. Magoei e fui magoado. A vida me ensina lições toda manhã. E procuro aprender com todas as coisas a minha volta. Quero viver mais 42 anos se assim o Senhor me permitir. Aos amigos, quero muito receber todas as considerações em vida. Talvez não possa retribuir o carinho de todos, mas saibam que estão dentro do meu coração para sempre.

Agradeço imensamente ao meu Deus pela oportunidade que Ele me concede de viver neste tempo presente e de conhecer pessoas fantásticas como as que me cercam. Que meu legado seja de coisas boas para todos aqueles que saibam apreciar as vozes do coração. A coisa mais importante na vida é saber que existe um Deus que nos concede essa preciosidade. Por isso sou eternamente grato a Deus pelos 42 anos de vida que Ele me concede neste dia.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Lição Bíblica 7: A família que sobreviveu ao Dilúvio


INTERAGINDO COM O PROFESSOR

O Senhor levantou Noé, um homem justo e que buscava ter comunhão com Deus, mesmo vivendo em uma sociedade perversa, para anunciar o juízo divino em forma de dilúvio que viria sobre a terra. Noé trabalhou na construção da arca e pregou a verdade divina durante 120 anos. Todos tiveram oportunidade e tempo para se arrependerem dos seus pecados, mas ninguém deu crédito a pregação de Noé. Somente ele, sua família e os animais foram salvos das águas do dilúvio. A arca construída por Noé é um tipo de Cristo, aquele que é o nosso único meio de Salvação. Somente Jesus pode livrar essa geração do juízo e da morte (1Pe 3.20,21), por isso, não podemos perder mais tempo e anunciar a todos os povos e nações a mensagem da salvação e o Salvador — Jesus.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Em meio à iniquidade e maldade generalizada daqueles dias, Deus chamou Noé um homem que ainda buscava comunhão com Ele e que era ‘varão justo’. (1) ‘Reto em suas gerações’, equivale dizer que ele se mantinha distanciado da iniquidade moral da sociedade ao seu redor. Por ser justo e temer a Deus e resistir à opinião e conduta condenáveis do público, Noé achou favor aos olhos de Deus. (2) Essa retidão de Noé era fruto da graça de Deus nele, por meio da sua fé e do seu andar com Deus. A salvação no Novo Testamento é obtida exatamente da mesma maneira, mediante a graça e a misericórdia de Deus, recebidas pela fé, cuja eficácia conduz o crente a um esforço para andar com Deus e permanecer separado da geração ímpia ao seu redor. Hebreus 11.7 declara que Noé ‘foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé’. (3) O Novo Testamento também declara que Noé não somente era justo, como também pregador da justiça (2Pe 2.5). Nisso, ele é exemplo do que os pregadores devem ser” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2005, p.42).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“A arca não continha todas as espécies de animais, mas o protótipo de cada uma delas. Uma simples junta de gado portava os genes que provêm da ampla variação dessas classes animal. O relato bíblico da criação refuta a noção de que toda a vida animal evoluiu dos antepassados unicelulares. Contudo, não questiona o relato de evolucionistas sobre a variação dentro das espécies. Maldade e violência. Essas palavras são usadas para caracterizar os pecados que causaram o dilúvio de Gênesis. Maldade é rasah, atos criminosos que violam os direitos dos outros e tiram proveito do sofrimento deles. Violência é hamas, atos deliberadamente destrutivos que visam prejudicar outras pessoas” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.29).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“O dilúvio Cristãos que mantêm uma ampla visão das Escrituras debatem se o dilúvio descrito em Gênesis foi uma inundação universal, que cobriu a total superfície do globo, ou uma inundação limitada, que afetou somente áreas habitadas pelo homem. Versos como ‘todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu foram cobertos’ (7.19,20) e ‘tudo que tinha fôlego de espírito de vida em seus narizes, tudo o que havia no seco, morreu’ (vv.21-23) sugerem um cataclisma mundial. Mas como seria o fato de que não há água suficiente em nosso planeta e na atmosfera para cobrir montanhas tais como o Evereste? Aqueles que mantêm a visão universal acreditam que o dilúvio modificou a face da terra, levando o leito dos mares e formar reentrâncias e empurrando montanhas para um lugar mais alto. Seja qual for a nossa visão, está claro que o relato do dilúvio estabelece uma poderosa declaração. Ele afirmava que Deus é Regente moral deste universo, que tem o poder de julgar o pecado. 2 Pedro 3 lembra-nos daqueles que escarnecem da ideia do Juízo Final que o Senhor perpetuou nos tempos de Noé para julgar os homens ímpios e violentos. O Todo-Poderoso, cujo ódio ao pecado está revelado no dilúvio, não permitirá que os pecados continuem impunes” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.29).

Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/2015-04-07.htm

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Instruídos nos caminhos do Senhor


Por Odair José da Silva

É muito bom quando somos instruídos nos caminhos do Senhor. Nesta vida temos que enfrentar muitos dissabores, tristezas e dores. Mas, quando estamos na orientação de Deus e andando em seus preceitos Ele nos ajuda na caminhada e nos dá a paz e proteção que tanto precisamos para um viver feliz nesta terra. Ser instruído nos caminhos do Senhor faz toda diferença.

Quantas pessoas andam de acordo com suas próprias vontades e na direção de seus olhos. Mas, logo percebem que estão caminhando na escuridão e sujeitos a toda espécie de calamidades. Os caminhos sem Deus podem até parecer caminhos bons, mas o seu final sempre são caminhos de morte. Não se deixe levar pelas suas próprias concupiscências e nem pelos desejos de seu coração. Somente na direção de Deus temos a certeza de chegarmos ao nosso destino final em segurança.

Ande na presença de Deus, obedeça os seus preceitos e desfrute da gloriosa presença do Senhor em sua vida. Que Cristo seja o nosso alvo e que possamos ser instruídos nos seus preceitos.

Mensagem: Odair José, o Poeta Cacerense.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Lição Bíblica 6: O impiedoso mundo de Lameque


INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Adão e Eva pecaram e a corrupção humana foi se alastrando e envolvendo toda a humanidade. Deus é santo e não poderia suportar o pecado, por isso, Ele resolveu dar fim a humanidade trazendo o seu juízo. Mas, Deus ama tanto o homem que deu um tempo para que as pessoas se arrependessem de seus pecados. O Senhor levantou Noé, um homem justo, e sua família para construir a arca e anunciar o juízo que viria caso não se arrependessem. Noé pregou durante anos, mas ninguém deu ouvidos a sua pregação. Hoje também pregamos e anunciamos o Dia do Juízo de Deus sobre essa Terra, porém, muitos não creem. Todavia, como nos dias de Noé, o juízo de Deus sobre o pecado virá. Noé e sua família foram salvos, e isso nos mostra que Deus tem um compromisso com aqueles que pela fé lhe obedecem. Que possamos permanecer na fé e como Noé, seguirmos anunciando o amor e o juízo de Deus sobre o pecado.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

Lameque 1. Filho de Metusael, um descendente de Caim, que foi o primeiro polígamo, tendo se casado com Ada e Zilá (Gn 4.18-24). Seus filhos foram Jabal (pai dos que habitam em tendas e têm gado), e Jubal (pai de todos que tocam harpa e órgão), e Tubalcaim (mestre de toda a obra de cobre e de ferro). Lameque cantou para suas esposas, vangloriando-se de ter matado os homens que o feriram ou o golpearam. Essa vanglória é geralmente entendida como sendo a confiança nas armas de metal de seu filho, em oposição à confiança em Deus. Estes filhos parecem torná-lo o pai dos nômades, músicos e artífices em metal.

Lameque 2. O filho de Matusalém que, com a idade de 182 anos, se tornou o pai de Noé, e viveu até a idade de 777 anos (Gn 5.25-31). Por ocasião do nascimento de seu filho, ele expressou o desejo de que em Noé a maldição de Adão chegasse ao fim: ‘Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou’ (Gn 5.29). Ele está incluído na genealogia do Senhor Jesus (Lc 3.36)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2006, p.1130).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Nos dias de Noé, o pecado abertamente se manifestava no ser humano, de duas principais maneiras: a concupsciência carnal (v.2) e a violência (vv.11,12). A degeneração humana não mudou; o mal continua irrompendo desenfreado através da depravação e da violência. Hoje em dia, a imoralidade, a incredulidade, a pornografia e a violência dominam a sociedade inteira. Deus se revela já nestes primeiros capítulos da Bíblia, como um Deus pessoal para com o ser humano, e que é passível de sentir emoção, desagrado e reação contra o pecado deliberado e a rebelião da humanidade. (1) A expressão ‘arrependeu-se’ (6.6) significa que, por causa do trágico pecado da raça humana, Deus mudou a sua disposição para com as pessoas; sua atitude de misericórdia e de longanimidade passou à atitude de juízo. (2) A existência de Deus, o seu caráter e seus eternos propósitos traçados, permanecem imutáveis, porém, Ele pode alterar seu tratamento para com o homem, dependendo da conduta deste. Deus altera, sim, seus sentimentos, atitudes, atos e intenções, conforme as pessoas agem diante da sua vontade (Êx 32.14; 2Sm 24.16). (3) Essa revelação de Deus como um Deus que pode sentir pesar e tristeza, deixa claro que Ele, em relação à sua criação, age pessoalmente, como no recesso de uma família. Ele tem um amor intenso pelos seres humanos e solicitude divina ante a penosa situação da raça humana (Sl 139.7-18)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.41).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

O impiedoso mundo de Lameque 

O relato dos capítulos 5 e 6 se refere à linhagem familiar de Adão, mais particularmente à geração de Sete. Essa genealogia faz um contraste com a linhagem de Caim descrita no capítulo anterior (Gn 4.17-24). Neste contraste, há a presença de dois “Lameques”, um no capítulo 4 (vv.18,23) e outro no capítulo 5 (vv.28-31). Qual a diferença entre esses dois “Lameques”?

O Lameque do capítulo 4 é o da linhagem de Caim, trata-se, pois, de um homem violento e odioso, conforme o autor sagrado descreveu: “E disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zilá ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai o meu dito: porque eu matei um varão, por me ferir, e um jovem, por me pisar. Porque sete vezes Caim será vingado; mas Lameque, setenta vezes sete” (vv.23,24). O Lameque do capítulo 4 cantava e entoava a impiedade e a violência. A intenção de fazer o mal pulsava em seu coração, pois Lameque matou um jovem só porque este o pisou.

O Lameque do capítulo 5 é o da geração de Sete. A geração que começou a buscar a face do Senhor Deus. Esse Lameque é o pai de Noé. Diferentemente das palavras do Lameque do capítulo 4, o pai de Noé se referiu ao seu amado filho, quando o nomeou, assim: “E chamou o seu nome Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o SENHOR amaldiçoou” (Gn 5.29). Este Lameque conhecia bem ao Senhor e sabia que a terra estava cheia de violência. Entretanto, ele depositou a sua esperança no seu filho, pois sabia que Noé agradaria o Senhor seu Deus.

Enquanto o Lameque do capítulo 4 simboliza a violência, o ódio, a desesperança, o mundo entregue ao mal, o plano de Caim que aprofundou o mal sobre a terra com a devassidão moral, a violência ilimitada e a terrível resistência à graça divina; o Lameque do capítulo 5 representa a esperança, o consolo de Deus a uma geração. Este Lameque é o Lameque que não prosperou em maldade, mas em bondade, misericórdia e consolação.

Por intermédio de Lameque, o pai de Noé, chegou o livramento de Deus para a humanidade. Lembremos de que Jesus de Nazaré é da linhagem de Noé. No Dilúvio, o plano de Deus apontava para o plano maior dEle para o mundo: a Cruz do Calvário.

Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/2015-04-06.htm

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Conhece-te a ti mesmo - Uma abordagem sobre o filme Matrix


Por Odair José da Silva

No primeiro filme da série Matrix, Neo, o personagem principal do filme vai até o Oráculo para ouvir uma mensagem. A mulher pergunta a ele se ele leu a frase na entrada da porta e explica-lhe que aquela frase é de uma língua há muito desaparecida, o latim. A frase não é nada mais nada menos do que a celebre frase escrita sobre o portal de entrada do santuário do deus Apolo: “conhece-te a ti mesmo”. De acordo com a História, certa vez Sócrates foi até o Oráculo de Delfos e esta lhe perguntou: “O que você sabe?” Ao que ele respondeu: “Só sei que nada sei”. A partir dessa resposta o Oráculo concluiu que Sócrates era o mais sábio de todos os homens.

Essa pequena abordagem é importante para entendermos o contexto do filme e minha abordagem nesse artigo. No entanto, é necessário apresentarmos outros dois personagens do filme. Neo, o personagem principal, significa “novo” ou “renovado” e, quando dito de alguém, significa “jovem na força e no ardor da juventude”. Já Morfeu, o personagem que conduz Neo ao Oráculo, pertence à mitologia grega: era o nome de um espírito, filho do Sono e da Noite, que possuía asas e era capaz, num único instante, de voar em absoluto silêncio para as extremidades do mundo.

Matrix é uma palavra latina derivada de mater, que quer dizer “mãe”. Em latim, matrix é o órgão das fêmeas dos mamíferos onde o embrião e o feto se desenvolvem, o útero. Pois bem, no filme, Matrix representa um útero universal onde estão todos os seres humanos cuja vida real é “uterina”. Morfeu mostra para Neo a realidade, isto é, que ele passou a vida inteira sem saber se estava desperto ou se dormia e sonhava porque, realmente, esteve sempre dormindo e sonhando.

Destaco estas inferências sobre este filme para abordar algumas questões que, no meu entendimento, são cruciais para compreendermos a sociedade pós-moderna na qual estamos inseridos. Não se pode negar o controle das inteligências artificiais na sociedade. Há uma realidade virtual na qual todos acreditam. Um controle dos números e organizações sobre o indivíduo. Uma teia invisível que controla nossas ações. Quem pode dizer o contrário?

A Matrix é o computador gigantesco que escraviza os homens, usando a mente deles para controlar seus sentimentos e pensamentos, fazendo-os crer que é real o que é aparente. Ou seja, vivemos uma total ilusão da vida. Enquanto muitos acham que sabem tudo, que descobriu muita coisa, as palavras do Oráculo ecoam na nossa mente: Conhece-te a ti mesmo.

Salomão, considerado o homem mais sábio que já existiu, alegou desilusões com os acontecimentos da vida. De acordo com ele, tudo que se faz debaixo do sol é vaidade. Depois de muitas buscas o fim da vida é ilusão, isto é, tudo são enfado e canseira. No entanto, é interessante notarmos que Salomão afirma isso para as pessoas que procuram a felicidade ou conhecimento humano sem buscar e conhecer a Deus. Ele descobriu que a despeito de seus esforços, a vida sem Deus é uma longa e frustrada busca por prazer, significado e realização. Não é possível alcançarmos a felicidade sem Deus. Daí a necessidade de pensarmos nas palavras de Sócrates: Só sei que nada sei. A partir dessa premissa, sabemos que toda e qualquer sabedoria vem de Deus. Ele é quem nos dá a capacidade para entendermos que as conquistas deste mundo são efêmeras e que, o mais importante é seguirmos seus mandamentos.

A humanidade encontra-se presa em uma teia gigantesca. O avanço científico e tecnológico não é capaz de solucionar as principais mazelas da humanidade. Cresce em todo mundo a insegurança, a violência, as epidemias, as desigualdades, enfim, tudo que o homem, no seu esforço não consegue solucionar. Isso demonstra que, qualquer sucesso sem Deus é fracasso. O homem pós-moderno tira Deus do seu caminho e acha que pode solucionar suas necessidades. Por isso esse caos cotidiano.

Precisamos pensar. Indagar o porquê das coisas estarem caminhando nesse sentido. Estamos conformados de estarmos ligados na rede, na Matrix? Ou queremos libertar-nos dessa gigantesca rede abominável? Sócrates questionava seus opositores. Precisamos questionar esse modelo de vida ao qual estamos inseridos. Não podemos permitir que o Sono e a Noite seja donos da nossa vida. Sigamos o conselho de Salomão: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: teme a Deus e guarda os seus mandamentos, porque este é o dever de todo homem”. Eclesiastes 12.13.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Lição Bíblica 5 - Caim era do maligno


 INTERAGINDO COM O PROFESSOR

O capítulo 4 do livro de Gênesis nos mostra que o pecado de Adão e Eva não afetou somente eles, mas trouxe sérios infortúnios para seus descendentes. A história do pecado de Caim, muito se assemelha a de seus pais, pois podemos ver um ato de violação (4.8), uma cena de julgamento (4.9-15) e a execução da sentença divina sobre o pecador (4.16). Caim tinha um coração mau, dominado pelo ódio e a inveja, por isso, teve o seu sacrifício rejeitado. Deus não olhou e não olha para a oferta em si, mas o mais importante é o coração do ofertante, por isso, Jesus declarou: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta” (Mt 5.23,24). Jamais poderemos comprar a Deus ou impressioná-lo com as nossas ofertas, pois tudo que existe nos céus e a Terra pertence ao Senhor. Ele é o dono da prata e do ouro. Sejamos fiéis ao Senhor em nossas ofertas, mas que jamais venhamos a permitir que nossos corações sejam contaminados pelo pecado.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“A história dos primeiros dois rapazes nascidos a Adão e Eva realça as repercussões do pecado dentro da unidade familiar. Caim e Abel, tinham temperamentos notavelmente opostos. Caim gostava de trabalhar com plantas. Abel gostava de estar com animais. Ambos tinham uma disposição de espírito religioso. Os filhos de Adão levaram sacrifícios ao Senhor, o primeiro incidente sacrificial registrado na Bíblia. Que Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura não quer dizer necessariamente que animais são superiores a plantas para propósitos sacrificiais. Por que atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta fica evidente à medida que a história se desenrola. A primeira pista aparece quase imediatamente. Caim não suportava que algum outro ficasse em primeiro lugar. A preferência do Senhor por Abel encheu Caim de raiva. Só Caim podia ser o ‘número um’. O Senhor não estava ausente na hora da adoração. Ele abordou Caim e lhe deu um aviso. Deus não o condenou diretamente, mas por meio de um jogo de palavras informou Caim que ele estava em real perigo. Em hebraico, a palavra aceitação é, literalmente, levantamento, e está em contraste com descaiu. Um olhar abatido não é companhia adequada de uma consciência pura ou de uma ação correta. O ímpeto das perguntas de Deus era levar Caim à introspecção e ao arrependimento” (Comentário Bíblico Beacon. 1ª Edição. Volume I. RJ: CPAD, 2005, p.43).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“‘E irou-se Caim fortemente’ (4.5). A ira de Caim mostra quão decidido ele estava em agir por conta própria, sem se submeter a Deus. A ira é uma emoção destruidora. Nunca poderemos nos desculpar por ter ofendido alguém dizendo: ‘Tenho um temperamento agressivo’. Precisamos considerar a ira como pecado e conscientemente nos submeter à vontade de Deus” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. RJ: CPAD, 2012, p.28).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“Caim foi amaldiçoado por Deus no sentido de Deus já não abençoar seus esforços para extrair da terra o seu sustento (vv.2,3). Caim não se humilhou com tristeza e arrependimento diante de Deus, pois afastou-se do Senhor e procurou viver sem a sua ajuda (v.16). O sinal na testa de Caim (4.15) talvez deva ser entendido como posto em Caim para assegurá-lo da promessa de Deus. Caim não sofreu pena de morte nesse tempo. Posteriormente, quando a iniquidade e a violência da raça humana tornou-se extrema na terra, a pena de morte foi instituída (9.5,6). Caim e seus descendentes foram os cabeças da civilização humana até hoje desviada de Deus. A motivação básica de todas as sociedades humanistas está em superar a maldição, buscar o prazer e reconquistar o ‘paraíso’, sem submissão a Deus. Noutras palavras, o sistema mundial fundamenta-se no princípio da autorredenção da raça humana na sua rebelião contra Deus” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, p.39).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Caim era do Maligno 

O capítulo 4 do livro do Gênesis apresenta a consumação do pecado e sua história de implicações práticas para o gênero humano. O assassinato de Abel por seu irmão, Caim, é o símbolo do alcance do mal quando este domina o coração humano. E o consequente banimento de Caim da presença de Deus mostra o quanto o homem se afasta da presença do Altíssimo quando decide em seu coração fazer o mal.

O caminho de Caim se torna o caminho de todos nós, quando desejamos em nosso coração a vingança, o “dar o troco”, o revide, ou seja, tudo o que passa na contramão do filtro de Jesus Cristo: ame o vosso inimigo.

Tudo começa bem na vida do ser humano. Assim, Caim nasceu e cresceu numa família que devotava a vida a Deus, tanto que a sua mãe, Eva, devotou a Deus ação de graças: “Alcancei do Senhor um varão” (Gn 4.1). A vida de Caim para os seus pais era uma bênção de Deus. Um presente.

Adulto, Caim tornara-se um agricultor, pois trabalhava a terra, administrava-a e assim cumpria o plano de Deus estabelecido para a humanidade (Gn 1.26-28). Fazendo assim, Caim obedecia a Deus. Até que, num belo dia, o ciúme, a inveja e o desejo egoístico tomaram o coração de Caim. Seu sacrifício fora rejeitado por Deus e o de seu irmão, aprovado e aceito por Ele. A razão de o Senhor aceitar o sacrifício de Abel e rejeitar o de Caim, embora não esteja totalmente claro nas Escrituras, pelo menos deixa claro que o Senhor olhava e olha com atenção e justiça para o interior do ser humano, de modo que nada lhe escapa o olhar divino.

Caim não se achou aprovado, muito menos aceito, pelo olhar de Deus. Entretanto, essa reprovação de Deus não significava que Caim seria banido de sua presença, pois bastava outro sacrifício com a motivação correta, espontânea e voluntária que o Senhor não haveria de rejeitá-lo. Mas Caim não escolheu o caminho do bem. Ele matou o seu irmão covardemente. O resultado: Caim foi banido da presença de Deus.

O caminho de Caim é muito fácil de trilhar. Basta dar vazão ao ódio, à inveja, ao rancor, à raiva e a tudo que não esteja de acordo com o nosso interesse. O caminho de Caim está a cada dia próximo de nós, quando rejeitamos considerar o nosso próximo superior a nós mesmos. O caminho de Caim está mais próximo das nossas vidas, quando procuramos fugir da realidade inventando desculpas para não fazermos a nossa parte com retidão.

Qual o caminho que você deseja trilhar: o de Caim ou o de Jesus?

Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2015/2015-04-05.htm