domingo, 7 de janeiro de 2018

Empurre a pedra


Certa noite, um homem estava dormindo em sua cabana quando, de repente, uma luz inundou o seu quarto e Deus lhe apareceu dando-lhe uma incumbência. Disse-lhe:
—“Há uma grande rocha defronte à sua cabana; doravante, dia após dia, quero que você a empurre com toda a sua força”.
Surpreso com a inusitada visão o homem resolveu obedecer.
Dia a dia, ele pelejava com seus ombros escorados na fria e maciça superfície da rocha, empurrando-a com toda a sua força, mas ela não se mexia.
E cada noite, aborrecido, retornava à sua cabana, sentindo que o seu esforço era em vão.
Percebendo o desânimo do homem, o adversário (satanás) decidiu entrar em cena colocando pensamentos em sua mente desgastada:
-"Você tem empurrado essa rocha por tanto tempo e ela ainda não se moveu. Não acha melhor desistir? Deixe essa tarefa para outro.”
Estes pensamentos minavam o seu espírito e davam-lhe a impressão de que era um fracassado. Pensando em desistir, elevou seus pensamentos em oração e disse:
—“Senhor, tenho trabalhado duro e por muito tempo em Teu serviço, colocando toda a minha força pra fazer aquilo que o Senhor me mandou. Entretanto, após todo esse tempo, não consegui mover a rocha nem por um milímetro! O que está errado? Por que tenho falhado?”
O Senhor, em Sua infinita misericórdia e conhecendo a aflição que tomava conta daquele coração, respondeu-lhe:
—“Meu filho, quando Eu lhe disse para me servir e você aceitou, expliquei-lhe que o seu trabalho seria empurrar a rocha todos os dias; e é o que você tem feito. Eu nunca lhe pedi que a movesse.” “Por que você pensa que falhou? Olhe-se: Seus braços estão fortes e musculosos, suas costas enrijecidas e bronzeadas, suas mãos estão curtidas, suas pernas se tornaram musculosas e firmes. Todos esses atributos lhe fazem melhor do que antes. Você não moveu a rocha, mas observe que o seu chamado foi para empurrá-la, exercitando sua fé e confiança em Mim. E isso você fez!” AGORA, EU MESMO MOVEREI A ROCHA.

Às vezes, quando ouvimos uma Palavra de Deus, tendemos a usar nosso intelecto para decifrar o que Ele quer de nós, quando na verdade, o que Ele deseja, é apenas nossa obediência e fé.
Em todos os sentidos, exercite a fé que remove montanhas, mas saiba que continua sendo Deus quem as move.
Assim...
Quando tudo lhe parecer errado, apenas EMPURRE!
Quando o trabalho lhe deixar pra baixo, apenas EMPURRE!
Quando as pessoas não agirem da maneira que você espera, apenas EMPURRE!
Quando o seu dinheiro for embora e as contas ficarem, apenas EMPURRE!
Quando as pessoas não compreenderem você... apenas EMPURRE!

E em bom inglês EMPURRE é PUSH!

P– Pray = Ore
U– Until = até
S– Something = alguma coisa
H– Happen = acontecer

“Mas os que esperam no Senhor renovarão, as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão”. (Is.40.31)

Fonte: Portal a Voz de Deus

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

A Revelação de Deus em Hebreus


"Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo". Hebreus 1.1-2.

Introdução

A epístola aos Hebreus contém alguns enigmas. Não esclarece quem foi seu autor; a quem foi realmente destinada, nem a data em que foi escrita. No primeiro século, os chamados pais da Igreja não esclareceram tais detalhes. Clemente de Alexandria e Orígenes entenderam que Paulo escrevera Hebreus. No Século II, Tertuliano discordava da autoria paulina, e cria que Barnabé era o autor da epístola. Agostinho, de início, julgou que fosse Paulo mas, depois, afirmou que ela era anônima. Martinho Lutero sugeriu que a carta poderia ter sido escrita por Apolo (At 18.24). Quanto à data, os estudiosos situam-na entre 68 a 70 d.C. Com relação aos destinatários da carta, Hebreus deve ter sido inicialmente dirigida a judeus helenistas convertidos ao Cristianismo. O propósito deste comentário não é discutir tais pormenores, pois a resposta só teremos no céu, quando nos encontrarmos com o escritor. É fundamental que nestas lições sobre a Epístola aos Hebreus, vejamos a pessoa de Jesus Cristo como o resplendor da glória de Deus, o Salvador perfeito.

1. A antiga revelação. 

No versículo primeiro, o escritor assevera que, “antigamente”, Deus falou “muitas vezes, e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas”. Moisés foi um profeta especial. No Salmo 103.7, lemos: “Fez notórios seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel”. Na galeria dos profetas, destacam-se Isaías, que recebeu a revelação do nascimento, vida, ministério, morte e ressurreição do Messias; Jeremias, Ezequiel, Daniel, Joel, Malaquias, e outros, foram instrumentos da revelação, não só para Israel, mas para a Igreja e para o mundo. (Ver 1 Pe 1.12.)

2. Deus falou de muitas maneiras. 

Nas páginas do Antigo Testamento, vemos que Deus não falou de modo uniforme pelos profetas. A uns, como a Moisés, Ele falou direto, “cara a cara”; a outros, como Daniel, falou por sonhos; a Jonas, em voz audível, e por meio do vento, do mar e do peixe. Por esses meios, Deus se revelou de modo progressivo, nas diversas dispensações, até que chegasse “...a posteridade, a quem a promessa tinha sido feita” (Gl 3.19), e a posteridade era Cristo.

3. A última e definitiva revelação.

Deus, “a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (v.1b). Essa afirmação é fundamental para a fé cristã. Primeiro, porque Deus falou. Segundo, porque nos falou “pelo Filho”. A revelação pelos profetas foi divina e progressiva. Eles, com convicção, diziam: “Assim diz o Senhor” (Êx 5.1; Is 7.7; Jr 2.5; Ez 3.11). A revelação pelo Filho, Jesus, é divina e superior, visto ser conclusiva e definitiva. Em Hebreus, vemos a melhor e mais perfeita comunicação do Altíssimo. Ele, nestes “últimos dias”, falou pelo seu próprio Filho, de modo completo, direto e definitivo (cf. Lc 21.33; Mc 13.31). Os ímpios não entenderam esta revelação: os espíritas dizem que o espiritismo é a “terceira revelação”, depois de Moisés e Cristo. Os adeptos da “Nova Era” dizem que virá a “Era de Aquários”, para substituir o Cristianismo. Com esse engodo, o Diabo engana os incrédulos, a fim de que sejam lançados no inferno (cf. Sl 9.17). Jesus é a última e definitiva revelação de Deus aos homens. Ele falou e está falado! “Cale-se diante dele toda a terra” (Hc 2.20). Nós cristãos, precisamos estar seguros, fundamentados na Palavra de Deus, para refutar toda e qualquer doutrina falsa, que apresente qualquer outra revelação divina.

Conclusão

Alegremo-nos por não servirmos a um deus qualquer, produto da mente humana, ou da necessidade imanente de se acreditar em algo ou em alguém superior, como os indígenas e outros povos tidos como primitivos. O nosso Deus é o excelso Criador. O nosso Cristo é o Verbo Divino, o Salvador, que, cumprida sua missão, assentou-se “à direita da majestade nas alturas”.

Fonte: http://www.estudantesdabiblia.com.br/licoes_cpad/2001/2001-03-01.htm

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

O Que Devemos Dar a Deus em 2018


"Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração." (Mateus 6:21)

À medida que entramos em 2018, aqui está algo para lembrarmos: temos 3 coisas que podemos oferecer a Deus: o nosso tesouro, o nosso talento e o nosso tempo. Cada uma dessas coisas nos é dada por Deus, e cada uma delas deveria ser dada de volta em porções generosas.

Primeiro, há o nosso tesouro: eu insisto que você se comprometa com Deus de forma fiel e generosa no ano que está por vir. Jesus disse: "Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração" (Mateus 6:21). Sempre que colocamos o nosso dinheiro em algo, acabamos desenvolvendo um interesse por tal objeto. Faz sentido colocarmos nossos recursos financeiros onde os nossos corações estão. Se amamos ler livros, nos entreter, ou se amamos as últimas tecnologias, gastamos o nosso tesouro nisso. E se o nosso coração deseja mudança, é lá que colocaremos o nosso tesouro.

Mas também funciona no sentido contrário: onde colocarmos os nossos tesouros, o nosso coração irá atrás. Você quer que o seu coração esteja nas coisas de Deus? Então coloque os seus tesouros nas coisas de Deus. Desenvolva um vasto interesse pelo Reino de Deus.

A segunda coisa que podemos dar a Deus é o nosso talento. Deus deu dons distintos a cada cristão. Todo mundo tem algo a oferecer ao Reino de Deus. Romanos 12:4-5 diz: "Assim como cada um de nós tem um corpo com muitos membros e esses membros não exercem todos a mesma função, assim também em Cristo nós, que somos muitos, formamos um corpo, e cada membro está ligado a todos os outros."

Finalmente, há o nosso tempo. Digamos que certo dia o seu telefone toque, e quem estava ligando era o presidente do banco em que você tem conta. Ele disse que um doador anônimo que o ama muito decidiu depositar 86.400 centavos na sua conta todas as manhãs. À primeira vista não parece muito. Mas então você descobre que seriam R$ 864,00 depositados todos os dias. Contando os 7 dias da semana e as 52 semanas do ano, aqueles centavos somariam quase R$ 315.000,00 por ano! Mas o presidente do banco completa: "O doador anônimo disse que você tem que gastar todo o dinheiro do dia no mesmo dia. O valor não irá se acumular para o dia seguinte. Todas as manhãs o banco irá cancelar o valor que você não usar."

Isso parece fantasia, mas aqui está a realidade: toda manhã, alguém que o ama muito deposita em seu "banco de vida" 86.400 segundos, que representam 1440 minutos, o que obviamente é igual às 24 h de cada dia. Deus lhe dá essa quantia de tempo para usar todos os dias. Nada fica de crédito para o dia seguinte. Não haverá dias de 27 horas. Isso se chama tempo e não temos como escapar dele. O tempo está correndo agora mesmo. A Bíblia nos diz para "resgatar o tempo" - para tornar sagrado e sábio o uso de cada oportunidade.

Ofereça a Deus o seu tesouro, o seu talento e o seu tempo. Viva o próximo ano como se fosse o último, pois de uma certa forma poderá ser. Faça cada minuto valer a pena!

Fonte: https://www.harvest.org/devotions-and-blogs/daily-devotions/2015-01-01

sábado, 25 de novembro de 2017

Arrependimento e Fé para a Salvação


Introdução

O arrependimento e a fé operam conjuntamente para a salvação. É o pecador arrependido que crê no sacrifício vicário de Cristo na cruz do Calvário. Essa fé leva o pecador arrependido a abandonar de vez a situação de pecado, para então ser perdoado e, experimentar assim, a paz de Deus em seu coração.

1. Arrependimento — condição para a salvação.

Jesus afirmou que para fazer parte do Reino de Deus é necessário o arrependimento (Mt 4.17). Zaqueu, o publicano, teve um arrependimento tão genuíno que prometeu dar aos pobres metade de seus bens e devolver quatro vezes mais caso houvesse roubado alguém (Lc 19.8). De modo que ele pôde ouvir do Senhor: “Hoje, veio salvação a esta casa” (19.9). Assim, o arrependimento é diferente do remorso; este é momentâneo e passageiro, aquele atinge o lugar mais recôndito do coração humano.

2. Salvação por meio da fé. 

A salvação é pela graça mediante a fé (Ef 2.8), uma condição necessária para se obtê-la, pois sem a fé não se pode crer no sacrifício vicário de Cristo. Assim, o arrependimento produzido pelo convencimento do Espírito Santo e a fé, como dom divino, exercida pela pessoa, operam conjuntamente para a glória de Deus.

3. Arrependimento e conversão.

O arrependimento faz parte do processo de conversão e abrange o ser humano por inteiro: o intelecto (Mt 21.29), as emoções (Lc 18.13) e a vontade (Lc 15.18,19). Portanto, a conversão é uma ruptura com antigas tradições e modos de vida abomináveis e pecaminosos. Agora, tudo se torna novo, surge outra pessoa nascida de novo (Jo 3.3). Isso significa que todas as esferas da vida humana assumem a virtude e a ética do Reino de Deus ensinadas por Cristo Jesus (Mt 5-7).

Conclusão

Como nova criatura, “as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Co 5.17). Ao crente que experimentou essa conversão cabe esforçar-se para manter-se afastado do que outrora causou-lhe tanta dor, sendo o motivo de sua perdição. Agora, tudo é novo! Tudo faz sentido!

Fonte: Lição Bíblica 4º Trimestre 2017. CPAD.

sábado, 18 de novembro de 2017

As lições do filho pródigo


By Odair José 

Sentado triste a olhar 
Os porcos que se alimentavam 
Sentiu a tristeza no coração. 
Sentia fome também 
E desejou alimentar-se com a comida dos porcos. 
E chorou dentro de si. 
Sentiu saudades de casa 
Da bonança que sempre tivera 
E sabia que até os jornaleiros de seu pai 
Alimentava-se melhor que ele agora. 
Sentiu vergonha de ter saído de casa 
Arrependia-se de tudo que fizera 
E as lágrimas corriam de seus olhos. 
Os porcos continuavam a comer 
Brigavam entre si 
E enlameavam-se. 

Que situação humilhante 
Alimentar-se da comida dos porcos 
Enquanto na casa do pai havia conforto. 
Mas, ele sabia que havia perdido tudo 
A herança que pedira ao pai 
Ele havia torrado nas bebedeiras e nas noitadas sem fim 
E, enquanto tinha dinheiro tivera amigos 
E os mesmos evaporaram assim que o dinheiro acabou. 
Lembrava da forma tristonha em que o pai havia ficado 
Na noite em que partiu 
Sem ter pena do olhar amoroso e triste do pai. 
O que fizera de sua vida? 

Lembrou-se de seu pai e do quanto o amava 
Queria voltar para casa 
Mas, sabia que não merecia amor depois de tudo que fizera. 
Vou pedir perdão ao meu pai 
E pedir-lhe que me faça como um de seus jornaleiros 
Ainda será melhor do que essa comida de porcos. 
Levantou-se. 
Uma atitude que ainda precisava ter em sua vida. 
Caminhou com passos trêmulos rumo à casa do pai. 
Sabia que tinha perdido tudo 
Mas, queria o perdão. 

O pai ao vê-lo moveu-se de íntima compaixão. 
Deu-lhe um abraço carinhoso e chorou em seus ombros. 
Não sou digno de ser chamado seu filho 
Pois pequei contra os céus e perante ti 
Faça-me como um de seus jornaleiros. 
Não diga isso, meu filho, 
Eis que lhe visto com o melhor vestido, 
Coloco-lhe o anel no dedo 
E sandálias nos pés. 

O vestido simboliza a remissão dos pecados 
Que Deus lança no mar do esquecimento. 
Enquanto os homens olham para o nosso passado, 
Deus vê o nosso futuro. 
Quando o primeiro homem pecou e sentiu-se nu diante de Deus 
Envergonhado, 
O Senhor o cobriu com peles de animais. 
Remissão de pecados 
E libertação da vergonha que este causa ao ser humano. 
O anel no dedo simboliza autoridade. 
O filho perdoado recebe a autoridade do pai 
E todos reconhecerão que ele é o filho honrado. 
As sandálias representam a dignidade de filhos. 
Nessa época apenas os escravos andavam descalços. 
Eis as lições do filho pródigo. 

Quantos filhos estão distantes da casa do pai. 
Receberam sua herança e as perderam nas noitadas da vida 
Em bebedeiras, jogatinas e prostituição 
E hoje estão se alimentando das bolotas que os porcos comem. 
Mas, sente no coração a tristeza dessa vida 
E saudade do tempo em que tinham a comunhão na casa do pai. 
Tome uma atitude. 
Levante-se do lugar onde está e volte-se ao seu Criador. 
Ele te espera para restituir a alegria que tinha 
Quando cantava de alegria e tinha uma vida digna de filho. 
Volte e terá vestidos novos para cobrir tua nudez 
Anel de autoridade no dedo 
E sandálias nos pés mostrando que não és escravo e sim filho. 
Basta que tenha atitude. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sábado, 4 de novembro de 2017

A Sabedoria da Cruz e o Repúdio ao Mundo


Como ser irrepreensível e sincero, 
Filhos de Deus inculpáveis 
No meio de uma geração 
Corrompida e depravada? 

A sabedoria da cruz 
É o repúdio a norma do mundo. 
Para o cristão, Cristo e não o mundo 
Deve ser o padrão a ser seguido. 

O crente deve se adaptar 
Não as normas da sociedade 
Nem aos prazeres do mundo 
Mas, à vontade de Deus. 

O mundo é um barco que está afundando 
E o caos está nele instalado 
Mas, o crente dele escapa 
Não se integrando a ele 
E, sim, abandonando-o. 

A mensagem do evangelho 
Não é para nos ajustarmos ao mundo 
Nem nos conformarmos com ele. 

A mensagem do evangelho 
É o repúdio social 
E o carregar a cruz. 
Seguir a Cristo significa tomar sua cruz 
E fazer a sua vontade. 

Não funciona ser igual ao mundo 
Na intenção de transformá-lo. 
O poder do cristão 
Origina-se na diferença 
E não na integração. 

Não nos conformemos com este mundo 
Pois, o mundo passa. 
O conselho a ser seguido é: 
Negue-se a si mesmo 
Tome a sua cruz 
E siga a Jesus Cristo. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

O Alcance da Obra Expiatória de Cristo


Introdução

A salvação em Cristo alcança a todos (Jo 3.16). É tão eficaz que foi completada de uma vez por todas pelo “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Somente por intermédio de um Cordeiro tão perfeito, de um sacrifício tão completo e de um Deus tão amoroso se poderia realizar essa obra de maneira a raiar a luz para os que estavam em trevas (Mt 4.16).

1. A impossibilidade humana.

Toda tentativa do homem de manter-se puro, sem pecado, e por esforço próprio, fracassou. Nesse sentido o sistema de sacrifícios foi apenas um vislumbre do que viria por intermédio da morte vicária de Cristo. As Escrituras mostram que a Lei é incapaz de justificar o homem diante de Deus (Rm 3.20; Cl 2.16,17), já que o ser humano não consegue resolver o problema grave do pecado, pois ele não pode mantê-lo oculto diante de Deus. Somente o Senhor Jesus pode resolver tal problema.

2. Cristo ocupou o lugar do pecador. 

A expiação aponta para o grande amor de Cristo para com o pecador. Nosso Senhor supriu a necessidade de reconciliação do ser humano com o Pai de amor (Rm 5.8), que deu o seu Filho como oferta expiatória. Nesse sentido, a morte de Cristo é substitutiva, pois quem deveria morrer era o próprio homem (Rm 4.25), mas Cristo ocupou esse lugar (1Jo 2.2) e perdoou o pecador, destruindo o poder do pecado (1Pe 2.24). A morte vicária de Cristo na cruz representa a nossa morte (2Co 5.14), pois foi esse sacrifício que nos resgatou da “maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gl 3.13).

3. Alcance universal da obra expiatória.

O alcance da obra expiatória operada por Cristo é universal, pois ela envolve todos os homens e o homem todo — espírito, alma e corpo — (1Ts 5.23), alcançando todo o mundo (Jo 3.16). Além disso, por meio da expiação de Cristo é garantida a redenção, a reconciliação, a justificação, a adoção e o perdão dos pecadores. Entretanto, convém destacar: essa tão grande salvação precisa ser aceita pela fé para se tornar efetiva (Ef 2.8).

Conclusão

A salvação que Cristo oferece é tão abrangente que, além de uma experiência espiritual primordial e libertadora da pessoa, traz consigo implicações de ordem cultural e social que vão muito além do indivíduo e se estendem por toda ordem de coisas criadas. Em Cristo, Deus ofereceu salvação a todo o mundo.

Fonte: Lições Bíblicas 4º Trimestre 2017. CPAD.