quinta-feira, 14 de setembro de 2023

O Maravilhoso Amor de Deus

    A salvação é obra do imenso amor de Deus e de sua maravilhosa misericórdia. Essa obra só foi possível porque o Pai amou tanto a humanidade a ponto de dar o seu próprio Filho para morrer no lugar dela. Assim, por intermédio de sua misericórdia, Deus concedeu perdão ao pecador, fazendo deste seu filho por adoção, dando-lhe vida em abundância. 

    1. Deus é amor. 

    Se é difícil dimensionar o amor da mãe pelos filhos, imagine o amor de Deus, que é mais profundo e incomensurável (Is 49.15)! Nesse sentido, Deus usou o profeta Oseias para demonstrar o verdadeiro amor pelo seu povo, ainda que os israelitas se apresentassem indiferentes a esse amor (Os 11.1-4). Ora, amar reflete a natureza do próprio Deus, pois Ele é amor (1Jo 4.8,16). Sendo o Pai a própria essência do amor, nós, seus filhos, somos apenas dotados por Ele com a capacidade de amar (1Jo 4.19). Assim, a maior demonstração do amor de Deus pelo mundo foi quando Ele entregou vicariamente o seu amado Filho (Rm 5.8; 2Co 5.14; Gl 2.20). Logo, o objeto desse amor vai muito além da Criação, pois tem, na humanidade, seu valor monumental (Jo 3.16). 

    2. Um amor que não se pode conter. 

    Deus sempre amou o ser humano. A criação do homem e da mulher, por si mesma, é a prova desse amor divino (Gn 1.26,27). Nesse aspecto, o amor de Deus pela humanidade é incondicional, ou seja, não há nada que o ser humano possa fazer para aumentá-lo ou diminuí-lo (2Pe 3.9; 1Tm 2.4). Entretanto, há uma tensão entre o amor de Deus e a sua justiça. Como conciliar isso? As Escrituras mostram que o ser humano escolhe abandonar esse ato de amor, de modo que o Altíssimo, respeitando o livro-arbítrio do homem, o entrega à sua própria condição (Rm 1.18-32). Assim, o amor e a justiça de Deus se conciliam. 

    3. A certeza do amor de Deus. 

    As relações humanas, infelizmente, implicam trocas, por isso certa dificuldade de compreendermos a gratuidade do amor de Deus. Pensamos que quando o decepcionamos com nossas atitudes e pecados, Ele vira as costas para nós, como fazem as pessoas as quais frustramos com nossas ações. Ora, havendo quebrantamento de coração (Sl 51.17), verdadeiro arrependimento (Pv 28.13) e atitude de retorno sincero, Deus jamais abandona os seus filhos, ainda que estes o tenham ofendido (Lc 15.11-32). Assim, Ele nos convida a experimentar do seu perdão e a desfrutar do seu amor como filhos mui amados. Isso tudo acontece porque o amor do Altíssimo não se baseia no ser humano, objeto de seu amor, mas nEle mesmo (Dt 7.6,7), a fonte inesgotável de amor. 

    Conclusão 

    O amor e a misericórdia de Deus extrapolam a compreensão humana, pois ainda que se usem os melhores recursos linguísticos, estes não seriam capazes de descrever quão incomensuráveis são essas virtudes divinas. Nem mesmo o amor de uma mãe pelo seu filho é capaz de sobrepor o amor e a misericórdia de nosso Deus. Por isso, resta-nos expressar esse amor em nossa relação com cada criatura. 

Fonte: Lições Bíblicas 4º Trimestre 2017. CPAD.

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Taxi Driver - A solidão e o solitário

    Um dos filmes que mais gostei de assistir em minha vida trata-se de "Taxi Driver". Neste sentido, busco fazer uma análise do filme a partir da questão da solidão e de uma pessoa solitária. "Taxi Driver," dirigido por Martin Scorsese e lançado em 1976, é um filme que oferece uma profunda exploração da solidão e alienação social por meio de seu personagem principal, Travis Bickle, interpretado por Robert De Niro. O filme é um retrato sombrio da vida urbana decadente de Nova York na década de 1970 e da mente perturbada de Travis, que se torna um taxista noturno para combater sua insônia e solidão. 

    A solidão de Travis é evidente desde o início do filme. Ele é um veterano do Vietnã que tem dificuldade em se encaixar na sociedade e estabelecer conexões significativas com as pessoas. Ele frequentemente se isola em seu apartamento, assistindo televisão e escrevendo em seu diário. Essa solidão o leva a buscar uma forma de contato humano nas ruas de Nova York durante as longas noites de trabalho. 

    Travis, ao ser testemunha da decadência urbana e da violência nas ruas, começa a acreditar que ele é o "paladino" que pode limpar a cidade de sua corrupção e degradação. Essa crença delirante é um reflexo da sua alienação e solidão extrema, pois ele não tem mais ninguém com quem compartilhar seus pensamentos e sentimentos. Ele se vê como um "solitário" em uma cidade caótica. 

    A solidão de Travis é exacerbada pelo fato de que ele não consegue se conectar com as pessoas ao seu redor. Ele tenta estabelecer um relacionamento com Betsy, uma voluntária política interpretada por Cybill Shepherd, mas suas tentativas são desajeitadas e estranhas, resultando em seu isolamento ainda maior. Ele também tenta se aproximar de Iris, uma prostituta adolescente interpretada por Jodie Foster, mas sua preocupação por ela é mais um reflexo de sua necessidade de "salvar" alguém do que de construir um relacionamento real. 

    O filme culmina em um ato de violência que é, em parte, uma tentativa de Travis de finalmente se conectar com o mundo ao seu redor, mas sua abordagem distorcida revela a profundidade de sua alienação. O final ambíguo do filme deixa em aberto se Travis encontra alguma redenção ou conexão real com os outros, mas a última cena em que ele observa Betsy de longe sugere que sua solidão persiste. 

    "Taxi Driver" é uma exploração sombria e perturbadora da solidão e alienação em uma cidade impessoal e desumana. Travis Bickle é um personagem complexo que, em última análise, é vítima de sua própria incapacidade de se conectar com os outros. O filme lança um olhar implacável sobre os aspectos sombrios da sociedade e da mente humana, destacando como a solidão extrema pode levar a comportamentos perigosos e alienação social. É uma obra-prima cinematográfica que continua a ressoar com os espectadores como um retrato vívido da solidão urbana. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

Senhor, escuta a minha voz!

    Senhor Deus Todo Poderoso, venho em nome de Jesus, orar a Ti neste dia e agradecer pela grande bondade que tens tido para comigo. 

    Sou falho e pecador e mesmo assim Tu tens me cercado de bênçãos e paz. Só tenho que agradecer pela maravilhosa presença em minha vida. 

    Se o coração está apertado, as dificuldades são imensas, todas as portas parecem fechadas, mesmo assim eu vejo o seu propósito em tudo isso. 

    Estou aprendendo a confiar em Teu socorro mesmo sabendo que não mereço, porém, confiando, pois preciso mais do que mereço. 

    Quando, neste dia, veio o desânimo depois de tanta correria, pude ouvir a Tua meiga voz me dizendo para simplesmente confiar, pois não há dificuldade para Ti. 

    Obrigado Senhor, pelo Teu amor e misericórdia para comigo. 

    Te agradeço de coração. 

    Amém! 

Oração: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 12 de setembro de 2023

De que se queixa o homem vivente? - (Uma breve análise sobre o sofrimento)

    É impossível encontrar um ser humano que não passe por dificuldades nesta vida. Por mais posses que tenha uma angústia sempre toma conta do coração humano. O sofrimento é patente em diversos lugares e com milhares de pessoas todos os dias. Alguns colocam a culpa em Deus pelo sofrimento humano. Mas, tem fundamento isso? Logicamente que não. Quem é responsável pelo sofrimento é o próprio homem que um dia se afastou dos caminhos de Deus. Vamos culpar, então, Adão? Não. Ele teve o castigo que merecia. Nós somos responsáveis pelo que sofremos. Colhemos o que plantamos. O que acontece é que são poucos os que reconhecem isso. Uma das perguntas clássicas da Bíblia nos revela o profundo dessa questão. 

    “De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados”. Lamentações 3. 39. 

    Quando distanciamos dos caminhos de Deus sofremos as consequências de nossas escolhas. Mas, alguém questiona: tem pessoas boas que sofrem muito e pessoas más que não sofrem. Esse foi um dos maiores dilemas na vida de Asafe. Ele questionou a prosperidade dos ímpios, mas Deus o fez entender que é uma falsa prosperidade. O que o ser humano tem de mais valioso é sua alma e essa não se satisfaz com riquezas materiais. Necessita de algo que só Deus é capaz de preencher. Por isso vemos, constantemente, pessoas aparentemente bem sucedidas tirando a própria vida. Isso porque falta a paz interior que só o Senhor Jesus Cristo pode proporcionar. 

    O Profeta Jeremias faz o questionamento: de que se queixa, pois, o homem vivente? Constantemente vemos pessoas reclamarem de sua situação, seus sofrimentos, suas mazelas. Reclamam e buscam culpar os outros. Culpa a Deus, aos amigos, as outras pessoas, o governo, o diabo, enfim, só se esquece que o responsável pelo sofrimento é o próprio ser humano. Ao desviarmos do propósito estabelecido por Deus encontramos o sofrimento. Uma angústia, uma tristeza, uma dor que muitas vezes parece insuportável. Por que isso acontece? O próprio Jeremias nos dá uma resposta. 

    “A tua malícia te castigará, e as tuas apostasias te repreenderão; sabe, pois, e vê, que mau e quão amargo é deixares ao Senhor, teu Deus, e não teres o meu temor contigo, diz o Senhor JEOVÁ dos Exércitos”. Jeremias 2. 19. 

    O sofrimento humano é causado por causa do desvio ao caminho do Senhor. A Bíblia diz que até mesmo a natureza geme por causa do pecado. Imagina, então, o ser humano. Colhemos os frutos do que semeamos e ainda reclamamos por estar na situação que estamos. O mundo está um caos e tudo isso é responsabilidade do próprio homem e sua ganância insaciável. Não podemos simplesmente jogar a culpa em Deus pelos trágicos acontecimentos a nossa volta. É fácil apontar o dedo e culpar os outros, mas o certo é nos responsabilizarmos pelo que acontece conosco. Davi reconheceu isso. 

    “Porque males sem números me têm rodeado; as minhas iniquidades me prenderam, de modo que não posso olhar para cima; são mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça, pelo que desfalece o meu coração”. Salmos 40. 12. 

    O sofrimento que passava neste momento não era pequeno. Uma angústia terrível tinha se abatido sobre sua alma. Mas, ele reconhecia que era por culpa de seu pecado e seu distanciamento dos caminhos de Deus. Quando isso acontece, o Senhor nos ajuda e nos orienta em meio ao nosso sofrimento. Ele nunca nos abandona. No entanto, não adianta fazer sacrifícios e oferendas sem sentidos para Deus. O que importa é ter um coração arrependido e sincero diante dele. Não sofremos o tanto que merecemos. Lembra-se de que Jesus sofreu pelos pecadores mesmo não tendo pecado. Tudo isso Ele fez por amor a nós. Davi, então, nos orienta com relação ao que Deus quer de cada um de nós. 

    “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. Salmos 51. 17. 

    Quando se fala em sofrimento não podemos deixar de lembrar os sofrimentos de Jesus pela humanidade. Sim. Ele não tinha pecado, no entanto, levava sobre si os pecados de todos nós. O salmista Davi também sofreu muito. E, os sofrimentos de Davi prefiguram os sofrimentos de Cristo. 

    “Bem conheces a minha afronta, e a minha vergonha, e a minha confusão; diante de ti estão todos os meus adversários. Afrontas me quebrantaram o coração, e estou fraquíssimo; esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum; e por consoladores, mas não os achei. Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre”. Salmos 69. 19-21. 

    Não há maior sofrimento do que esse. Jesus passou por tudo isso por amor a nós. Por isso, não há razão para nos queixarmos dos nossos sofrimentos. Sofremos porque distanciamos dos caminhos do Senhor. Mas, existe um consolo para todos aqueles que aceitam a Jesus como Salvador e Senhor. Ele promete estar com os seus filhos todos os dias até a consumação dos séculos. Ele diz: 

    “Tenho vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. João 16. 33. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

A Letra Escarlate

    O romance A Letra Escarlate ou A Letra Encarnada (no Brasil) foi escrito por Nathaniel Hawthorne e publicado pela primeira vez em 1850. Ele se passa na colônia puritana de Massachusetts Bay no século XVII e conta a história de Hester Prynne, uma mulher que tem um filho depois de cometer adultério e é punida pela sociedade ao ser forçada a usar uma letra "A" escarlate em sua roupa como um sinal de sua vergonha. Ao longo do romance, Hawthorne explora temas de pecado, legalismo, culpa, redenção e a natureza do mal. 

    Várias adaptações cinematográficas e televisivas foram feitas dessa obra. Aqui, vou fazer uma análise generalizada, considerando os temas mais comuns encontrados nas adaptações e o romance em si. 

    1. Moralidade e Julgamento: Uma das ideias centrais do livro é a hipocrisia da sociedade puritana que condena Hester Prynne enquanto muitos de seus membros têm seus próprios segredos e pecados. A Letra Escarlate que Hester é forçada a usar é um lembrete constante de seu "pecado", mas também se torna um símbolo de sua resistência e força individual. 

    2. Identidade: Hester é inicialmente definida por seu erro e pela letra "A", mas ao longo do tempo, ela redefine a letra e a si mesma. Ela transforma a marca de vergonha em uma marca de honra, demonstrando resiliência e integridade. 

    3. Isolamento vs. Comunidade: Hester é excluída da comunidade puritana e vive à margem da sociedade. Seu isolamento forçado a leva a refletir sobre sua identidade e seu lugar no mundo. 

    4. Pecado e Redenção: O romance explora a ideia de que todos são pecadores e que a verdadeira redenção vem de reconhecer e aceitar seus erros, em vez de escondê-los ou fugir deles. 

    5. Amor e Paixão: O relacionamento de Hester com o Reverendo Dimmesdale é central para a trama. Eles compartilham um amor profundo e genuíno, mas também são forçados a enfrentar as consequências de seus atos. 

    6. O Natural vs. O Sobrenatural: Hawthorne incorpora elementos do sobrenatural através do personagem Roger Chillingworth e sua transformação vingativa, e também através de simbolismos como a letra "A" brilhando no céu. 

    As adaptações cinematográficas e televisivas de "A Letra Escarlate" variam em sua fidelidade ao texto original, mas muitas buscam capturar o espírito e os temas centrais do romance. Algumas versões podem se concentrar mais no drama romântico entre Hester e Dimmesdale, enquanto outras podem se aprofundar no comentário social sobre a hipocrisia e o moralismo da sociedade puritana. 

    Independentemente da versão, "A Letra Escarlate" é uma obra poderosa que explora a complexidade da condição humana, o julgamento e a capacidade de redenção.  Para mim, tanto a leitura do livro como o filme de 1995 que assisti me levaram a uma reflexão sobre as conjecturas e meandros da religião.

Análise: Odair José, Poeta Cacerense

Como um cristão deve reagir a todas as previsões do fim dos tempos que existem?

    Na década de 1950, o mundo temia estar à beira de um apocalipse nuclear. Perto da virada do século, houve especulação mundial sobre o Y2K e o possível fim do mundo civilizado como resultado. Uma agitação da cultura pop surgiu no final do calendário maia em 2012. Em seguida, houve uma discussão nos círculos cristãos sobre o aparecimento de luas de sangue, supostamente também um sinal de eventos catastróficos. Como, então, um cristão deve responder às previsões catastróficas e eventos de notícias relacionados? 

    De uma perspectiva cristã, nossa primeira reação deve ser respirar fundo e relaxar. Em algum momento, este mundo vai acabar (2 Pedro 3:10). Cristo retornará (Apocalipse 19:11–13) no momento para o qual Ele está preparado (1 Coríntios 15:51–52). E ainda assim, cada pessoa na terra está agora mesmo a uma fração de segundo de um dia do juízo final pessoal (Salmo 39:5). Ataques cardíacos, guerras, acidentes e coisas assim podem nos deixar cara a cara com nosso Criador mais prontamente do que uma catástrofe global (Tiago 4:13-15). Esteja o fim dos tempos próximo ou muito distante, somos chamados a estarmos preparados (2 Coríntios 6:2), não para entrarmos em pânico. 

    A grande maioria das previsões do fim do mundo são pura especulação, mito ou histeria desinformada. Nem mesmo os maias pensavam que seu ciclo de calendário era uma previsão do fim do mundo. Os especialistas em informática não foram os responsáveis pelo pânico do Y2K. E virtualmente nenhum teólogo cristão pensa que o fenômeno da lua de sangue é um indicador importante de qualquer evento em particular. Como acontece com outros modismos e manias, as discussões são motivadas por raciocínios inadequados e fatos ainda piores. 

    Um cristão nascido de novo pode ter certeza de sua salvação e confiar que Deus pode lidar com tudo o mais também (Mateus 6:25–34). Somos informados de que é possível ler os sinais dos tempos (Mateus 16:3), mas também que é impossível saber com certeza quando o fim dos tempos realmente ocorrerá (Mateus 24:36). Em vez de nos concentrarmos em datas, disputas e rumores, devemos nos concentrar em levar o evangelho ao maior número possível de pessoas. O navio está afundando, mas antes de nos preocuparmos sobre como e quando o fim chegará, precisamos colocar mais pessoas nos botes e coletes salva-vidas! 

domingo, 10 de setembro de 2023

O mal nunca se rende sem feroz luta e resistência

    "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço." Romanos 7:18,19 

    O mundo é um campo de batalha. Estamos em conflitos contra as forças do mal todos os dias de nossa vida. Não podemos vacilar. Não podemos baixar a guarda. Não há campo neutro nessa luta. Ou você luta ao lado do Espírito Santo de Deus ou você cede aos desejos pecaminosos da carne. A nossa luta é essa. Lutamos contra as hostes infernais. O inimigo não dorme. Ele é sútil e traiçoeiro. Não podemos confiar de jeito nenhum. Maldito é o homem que confia no homem. A nossa única esperança é Jesus Cristo. 

    Não podemos alcançar nenhuma vitória entre os prazeres dos divertimentos de um piquenique. Vitória só se alcança nos campos de batalhas. Não podemos ceder, de forma nenhuma, às concupiscências do mundo, às concupiscências dos olhos e nem a soberba da vida. Devemos fugir da aparência do mal. Não podemos andar de braços dados com a iniquidade, com a mentira, com o pecado. Isso não pode fazer parte do cotidiano do cristão. Somos sal da terra e luz do mundo. Devemos saber disso o tempo todo. Isso deve ser um mantra em nossa mente. Sou de JESUS, pertenço a JESUS, luto por JESUS. 

    Ah, meus amados, em cada área da vida só alcançamos a liberdade a preço de sangue. Jesus deu o seu sangue precioso na cruz do Calvário para nos perdoar e salvar. Não podemos ignorar esse fato. Ele venceu as tentações no deserto. Ele nos ajudará a vencer. A luta é intensa. O pecado sempre aparenta ser uma coisa boa. Ele sempre vem disfarçado. É lindo aos nossos olhos. Mas, é trágico quando cedemos a ele. Se não lutarmos dia e noite contra as forças do mal seremos, inevitavelmente, derrotados por ele. O pecado tem palavras macias, tem passos de algodão. Ele sempre vem de mansinho para nos enganar. 

    Não nascemos em berços de ouro e não vamos alcançar nada de braços cruzados. A luta é ferrenha. O campo de batalha não é fácil para ninguém. Mas, saiba você que não lutamos sozinhos. Maior é o que está conosco do que o que está no mundo. Devemos confiar na graça e na misericórdia de Deus. Confiar na ajuda do Senhor Jesus Cristo. Ele disse que venceríamos se nEle confiássemos. O mal nunca se rende sem feroz luta e resistência. 

    Nas trincheiras da vida não podemos ceder. Vamos até o fim, pois a vitória é certa se confiarmos em Deus. Ao que vencer está reservado bênçãos inimagináveis ao lado do Senhor. Força meu irmão e minha irmã. Essa luta que você está passando, se confiar no Senhor, você vencerá! 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense