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domingo, 27 de novembro de 2022

O Deus da História

    Deus não é somente o Deus da Criação; Ele é também o Deus da História. A maior parte da Bíblia é História porque Deus age na experiência e na vida do homem. As suas intervenções na história das nações são bem conhecidas, como, por exemplo, no dilúvio, na destruição de Sodoma e Gomorra, no exílio do povo de Israel e também na sua restauração. É possível vislumbrar o agir de Deus quando vemos que Ele não deixou o inimigo destruir o seu povo, nem no Egito e nem na Pérsia. 

    A história da Bíblia é diferente das demais porque é vista, em primeiro lugar, em relação a Deus. Deus não está ativo apenas operando e sustentando o Universo, mas também está ativo na história do mundo, fazendo tudo cumprir os seus propósitos. Não existe nem um evento, seja ele de pequena ou de grande magnitude, que não esteja dentro dos propósitos de Deus. Todos os acontecimentos segue uma ordem cronológica para que se sucedam. Deus sabe os destinos de todas as nações e, mais impressionante ainda, de cada indivíduo. Quando temos essa noção ficamos seguros de que nada está fora da sua permissão. 

    O que verdadeiramente importa é nos colocarmos diante de sua presença e fazermos a Sua vontade. Deus é o Senhor de toda História e estamos seguros quando confiamos em sua soberana sabedoria para conduzir os acontecimentos. Tudo tem um propósito do qual não sabemos quase nada, mas, se tivermos confiança no Senhor a nossa História terá um final feliz. Os heróis da Bíblia não são como os historiadores descrevem, mas homens e mulheres cujas vidas são exemplos a seguir. Que possamos aprender a confiar nos propósitos de Deus e construirmos a nossa biografia dentro desse propósito. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 7 de junho de 2022

Livre-arbítrio do ser humano

    Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram(Rm 5.12)

    Ao pecar contra Deus, o homem perdeu o completo domínio sobre a criação e tornou-se vulnerável à morte; em Cristo, porém, temos o Reino e a vida eterna.  

    1. O livre-arbítrio. É o dom que recebemos de Deus, através do qual podemos, desimpedidamente, escolher entre o bem e o mal (Dt 28.1; Js 24.15; 1Rs 18.21; Hb 4.7). Sem o livre-arbítrio, não seríamos o que hoje somos: seres autônomos, conscientes da própria existência e de nosso lugar no Universo criado por Deus.

    2. A soberania divina. É o direito absoluto, irrestrito e inquestionável, que possui Deus sobre toda a sua criação (Êx 9.29; Dt 10.14; Sl 135.6). Portanto, o Senhor age como lhe aprouver. Em suas mãos, somos o barro; Ele, o soberano oleiro (Jr 18.6). Não nos cabe questionar a soberania do Todo-Poderoso (Rm 9.20). Ele é Deus e Senhor!

    Não devemos, por outro lado, ver a soberania divina como algo despótico e tirânico, porquanto todas as ações de Deus são fundamentadas em seu amor, justiça e sabedoria. O que Ele faz agora só viremos a compreender mais à frente (Jo 13.7). Descansemos, pois, na vontade divina (Sl 37.5).

    3. A responsabilidade humana. Entre o livre-arbítrio e a soberania divina encontra-se a nossa responsabilidade (Jr 35.13). Não resta dúvida de que Deus permite-nos o direito de obedecer-lhe ou nãos aos mandamentos (Dt 11.13). Todavia, Ele nos chamará, um dia, a prestar contas quanto às nossas escolhas (Ec 11.9; 12.14). O Juízo Final não é ficção; é a realidade que aguarda a espécie humana na consumação de todas as coisas (Ap 20.11-15).

Fonte: Lições Bíblicas CPAD 1º Trimestre de 2020