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terça-feira, 25 de julho de 2023

A Revolução do Pensamento Humano

     O antropocentrismo é o conjunto de ações e de doutrinas filosóficas que colocam o ser humano no centro de todas as coisas. Também chamado de humanismo, essa herança cultural do movimento histórico, político e social conhecido como Renascença, vem se desdobrando desde o século XIV. Contudo, como sabemos, a verdadeira identidade humana não se encontra no antropocentrismo, mas nos ensinos das Escrituras Sagradas, cujo Criador Todo-Poderoso é soberano sobre todas as coisas. 
 
    1. Renascentismo. A Renascença é um movimento intelectual que surgiu na Europa Ocidental, entre os séculos XIV e XVI. A característica desse movimento foi o seu profundo racionalismo, ou seja, tudo devia ter uma explicação racional. Os renascentistas recusavam-se acreditar em qualquer coisa que não pudesse ser comprovada racionalmente. Durante esse período, que coincide com o início da Idade Moderna, que os historiadores marcam a partir da tomada dos otomanos pelos turcos em 1453 até a 1789 (Revolução Francesa), a visão teocêntrica (em que Deus era a medida de todas as coisas) foi mudada por uma concepção antropocêntrica (em que o homem se tornava a única medida de todas as coisas). No lugar de ver o mundo a partir das lentes do Criador, os homens passaram a enxergá-lo a partir das lentes da criatura. Assim, surgiram os primeiros efeitos do processo de secularização da cultura, quando a vida social passou a ceder o espaço para o racionalismo e o ceticismo (Jo 20.25,29). Nesse sentido, a revolução científica e literária, que se deu a partir do Renascimento, contribuiu para o surgimento do Humanismo. 
 
    2. Humanismo. A Itália foi o principal centro humanista nos fins do século XV. Para o movimento humanista, a ética e a moral dependem do homem. Assim, a criatura passou a ser a base de todos os valores, e não o Criador. Os humanistas aprofundaram seus estudos na história antiga a fim de desconstruir os livros sagrados. De positivo, destaca-se a valorização dos direitos do indivíduo. Porém, esta não é uma bandeira própria do humanismo. A Bíblia possui um arcabouço de concepções de liberdade e de igualdade (Dt 6.1-9) que antecedem muitos direitos que apareceram nos tempos modernos. Destaca-se, ainda, que a Escritura ensina a igualdade entre raças, classe social e de gênero (Gl 3.28). 
 
    3. Iluminismo e Pós-modernismo. O Iluminismo surgiu na Europa, entre os séculos XVII e XVIII. Seus adeptos rejeitavam a tradição, buscavam respostas na razão, entendiam que o homem era o senhor do seu próprio destino e que a igreja era uma instituição dispensável. Já a Pós-modernidade, ou Modernidade Líquida, surge a partir da metade do século XX. Sociólogos observam que a sociedade deixou de ser “sólida” e passou a ser “líquida”. Isso quer dizer que os valores que eram “absolutos” tornaram-se “relativos”. Nesse aspecto, a coletividade foi substituída pelo egocentrismo em que os relacionamentos se tornaram superficiais. Nesse contexto, os dois grandes imperativos que marcam esse movimento foram o hedonismo e o narcisismo. Na busca do bem-estar humano tudo se torna válido, tais como: o uso das pessoas, o abuso do corpo, a depravação e o consumismo desenfreado. 
 
    A corrupção da raça humana é o desfecho de sua rebelião à verdade divina. A impiedade e a ausência de retidão resultaram em teorias de autossuficiência em que a criatura se ergue acima de seu Criador. Ao se colocar como medida única de todas as coisas, o homem eleva seu interesse acima da vontade divina. As consequências são a autoidolatria, a depravação moral, a decadência social e espiritual. Não obstante, a Escritura alerta que a ira divina permanece sobre os que são desobedientes à verdade divina (Rm 2.8). 
 
Fonte: Lições Bíblicas CPAD 3º Trimestre de 2023

segunda-feira, 4 de julho de 2022

A atuação maligna no movimento pós-moderno

   De forma muito sutil o Diabo tem trabalhado dia e noite para destruir a Igreja de Cristo. Ele tem como objetivo afastar o maior número possível de crentes do caminho que conduz a salvação e, para tanto, tem utilizado-se de armas muito sutis para alcançar o seu intento. Sabemos, pela Palavra de Deus, que "as portas do Inferno não prevalecerão" contra a Igreja. No entanto, preocupa-nos, o número crescente de crentes, antes tão fervorosos na casa do Senhor, apostatando-se da fé e dando ouvidos a espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Dessa forma, é preciso estarmos atentos aos ataques do inimigo. Como ele age e quando? O que podemos fazer nessa guerra espiritual? São preocupações que devem ocupar a minha mente. 
 
    Eu não posso pensar que tudo está bem e que nada está acontecendo. Tem uma guerra muito séria sendo travada o tempo todo por causa da minha alma e eu não posso ser neutro nessa guerra. Então vejamos os ataques de Satanás. A Bíblia diz que o mundo jaz no maligno. Como, então, identificar as operações de Satã? Ele ataca em várias frentes. A sua atuação é através do sistema mundano no meio político. Utiliza-se ele dos formadores de opiniões que, infelizmente, nos últimos tempos e, por causa dos meios de comunicação, tem atingido um número, cada vez maior, de pessoas. Ele age através dos influenciadores e da influência de quem detém o poder. Dessa forma, suas sutilezas são exercidas através das mudanças na legislação. Infelizmente a maioria do cidadão brasileiro e, nesse escopo insiro os cristãos, não se preocupam ou não querem saber nada de política. Essa omissão faz com que os maus legislem e direcione os destinos da nação. 
 
    Satã utiliza-se do sistema mundano no meio religioso. Ele age através da sutileza da tolerância religiosa. O perigo aqui é que, por lei, não podemos falar mais contra o pecado porque corremos o risco de sermos taxados como intolerantes. É uma linha muito tênue. Por outro lado ele utiliza-se da premissa do Estado laico e, dessa forma, distancia e dificulta o trabalho de evangelização. São tempos trabalhosos. Tempos muito difíceis. 
 
    O inimigo de nossas almas utiliza-se, também e com maior ênfase, do sistema mundano nos meios de comunicação. Dentro desse sistema que tem evoluído de forma assustadora, Satã projeta a aniquilação dos valores morais através das programações. TV, internet, rádio, literatura, cinema, teatro e outros meios de comunicação são utilizados em massa para normalizar o aborto, a união homossexual, a eutanásia, a clonagem humana, as pesquisas com células-troncos, a discriminação das drogas, a libertinagem, a prostituição e outros que, se fôssemos elencar, levaríamos o dia todo. Ao utilizar esses recursos, o Diabo leva a indução consentida a desestruturação da família. Famílias fracas, igrejas fracas. Famílias destruídas, igreja destruída. 
 
    O cenário é aterrador. Mas, o que podemos fazer, uma vez que estamos inseridos neste contexto e não podemos ficar neutros? Existem três alternativas para nós. Acomodação; assimilação ou inconformação. Eu posso me acomodar e deixar que as coisas aconteçam como tem que acontecer, como se não tivessem nenhuma conexão comigo. No entanto, isso não é correto porque não somos seres inertes a sociedade. Estamos inseridos na sociedade e pertencemos a ela. Por outro lado, posso ser uma pessoa que só assimila os acontecimentos e deixo-me influenciar pelas mídias, discursos e ideologias propagadas pelo sistema. Neste caso, serei apenas uma marionete sendo manipulado por uma força maligna. 
 
    O certo mesmo é a inconformação. Paulo nos orienta quanto a isso quando escreveu aos Romanos dizendo que não deveríamos nos conformar com este mundo, mas sermos transformados pela renovação do nosso entendimento. O verdadeiro crente tem que estar do lado certo na guerra. Não temos que lutar contra carne e sangue e sim contra os principados e potestades, contra as hostes demoníacas e, para vencer essa guerra precisamos das armas espirituais. Dependemos de Jesus Cristo. 
 
    Chegou o tempo, meus amados, o tempo de lutar com todas as forças contra o inimigo de nossas almas. Temos que ocupar os espaços. Temos que levar a mensagem. Temos que arrebatar alguns do fogo! 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense 
Obs. Resumo da mensagem que preguei no culto de domingo a noite!