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terça-feira, 16 de junho de 2026

O mal banal e a ausência do pensamento

    O mal nem sempre chega vestido de sombras. Às vezes, usa roupas comuns, cumpre horários, assina documentos e segue ordens sem questionar. Sua força não está na crueldade extraordinária, mas na renúncia silenciosa ao pensamento. 
 
    Quando o ser humano deixa de refletir sobre seus atos, abre espaço para que a consciência adormeça. E uma consciência adormecida pode aceitar injustiças como se fossem parte natural da paisagem. O mal banal nasce justamente nesse terreno: não da perversidade profunda, mas da incapacidade, ou da recusa, de pensar sobre as consequências do que se faz. 
 
    Pensar é mais do que acumular conhecimento; é dialogar consigo mesmo, examinar valores, questionar certezas e reconhecer a humanidade do outro. Quem abandona esse exercício corre o risco de transformar-se em mero instrumento de vontades alheias. 
 
    Por isso, cada pergunta sincera é um ato de resistência. Cada reflexão honesta é uma defesa contra a indiferença. O pensamento ilumina caminhos que a obediência cega jamais consegue enxergar. 
 
    O mal banal prospera no silêncio da consciência; o bem floresce quando a mente desperta e o coração aprende a perguntar: "Isto é justo?" 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

De onde vem o mal sobre nós?

    Se algo de errado lhe aconteceu na vida, não culpe Deus ou o diabo por isso. Nem sempre eles são causadores das nossas intempéries. Temos a premissa de que Deus sempre quer o nosso bem, mas entendemos que Ele, muitas vezes, pode permitir o mal sobre as nossas vidas. Não podemos entender os propósitos, mas podemos saber que existe um. No entanto, a reflexão sobre o mal que nos aflige, muitas vezes, pode ser atribuída a uma combinação de fatores, incluindo nossos erros do passado, más escolhas e ignorância. Vamos explorar esses elementos em mais detalhes: 

    Erros do Passado: Nossos erros e ações no passado podem ter consequências que afetam nosso presente e nosso futuro. Essas consequências podem se manifestar como adversidades ou desafios que enfrentamos. A reflexão sobre esses erros do passado pode nos ajudar a reconhecer o que fizemos de errado e a aprender com essas experiências para evitar repeti-los no futuro. 

    Más Escolhas: Muitas vezes, as más escolhas que fazemos na vida, sejam elas relacionadas a relacionamentos, carreira, finanças ou outros aspectos, podem levar a situações difíceis e problemas. A reflexão sobre as escolhas que fizemos nos permite avaliar por que tomamos determinadas decisões e como poderíamos ter feito escolhas melhores. Essa autorreflexão pode ser uma oportunidade de crescimento pessoal. 

    Ignorância: A ignorância, ou seja, a falta de conhecimento ou entendimento sobre determinados assuntos, pode levar a decisões equivocadas e consequências negativas. Às vezes, o mal que nos atinge é resultado de não estarmos cientes de informações cruciais que teriam nos permitido agir de forma mais apropriada. A busca por conhecimento e a conscientização podem ajudar a evitar futuros problemas decorrentes da ignorância. 

    É importante lembrar que nem todos os males que enfrentamos são estritamente resultado de nossos erros, más escolhas ou ignorância. Existem inúmeros fatores externos e circunstanciais que também desempenham um papel importante. Além disso, a vida é complexa, e nem tudo pode ser atribuído a ações ou decisões individuais. No entanto, a reflexão sobre nossos erros passados, más escolhas e a busca por conhecimento podem contribuir para uma vida mais consciente e para evitar problemas futuros. 

    Além disso, é fundamental adotar uma abordagem construtiva ao lidar com os desafios e adversidades. Em vez de se culpar excessivamente, é importante aprender com as experiências e buscar maneiras de superar as dificuldades, melhorar a si mesmo e buscar soluções para os problemas que surgem. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 11 de outubro de 2023

A origem do mal

    Ao estudarmos sobre a origem do mal notamos que ele teve seu princípio no mundo espiritual, através dos anjos que se rebelaram contra Deus. Um dos principais ministros tomou posição contra Deus, apesar de altos privilégios que lhe haviam sido conferidos, Ez 28.13,14. 
 
    Ele era dos principais e era um governador. Essa verdade ele próprio disse para Jesus, que não retrucou, Lc 4.6. De fato, em tempos mui remotos, ele havia sido um "querubim ungido". Leia Jo 12.31; 14.30. Ele chefiou uma rebelião contra Deus, Is 44.14, e tornou-se imperador do reino da morte, Hb 2.14, chefe das potestades do ar, Ef 6.12.
 
    Em sua leviandade e orgulho sofreu um terrível juízo, de modo que o mundo original foi conduzido aoabismode ruínas espirituais e físicas, Jr 4.23-26, o conhecido estado caótico do mundo, Gn 1.2, que ficou mergulhado em densas trevas, nas eras glaciais. 
 
    Alguns perguntam: Não poderia Deus destruir o mal primeiramente e colocar em ordem o mundo? PODIA E PODE/ No entanto Deus preferiu aguardar o momento de obter uma vitória completa sobre o mal através do triunfo pessoal de Cristo, Jo 16.11; Ap 10.7; 11.15-18. 
 
Lições Bíblicas CPAD 1976. Comentarista: Pastor João de Oliveira

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

É certo o cristão destilar discurso de ódio?

"...orai pelos que vos caluniam." (Lucas 6.28) 

    Alguma coisa não está certa nos dias atuais. Vivemos dias de ódio. Disseminado nos discursos de quem se diz cristão. Uma defesa ao confronto irracional aos que pensam contrário. Se somos caluniados, caluniamos. Se somos expostos ao desprezo, desprezamos. É a lei de talião em crescimento na defesa da famigerada apologia ao armamentismo. O "cidadão de bem" precisa andar armado. Até se utilizam da Bíblia (ou parte dela) para justificar suas ideias. Mas, não consigo encontrar esse respaldo nas Escrituras. 

    O Senhor Jesus nos deixou vários conselhos de que o melhor a se fazer em situações assim é orarmos pelos que nos caluniam. Orar pelas pessoas que nos tratam com desprezo é uma maneira de fazer "...o bem aos que vos odeiam". Abençoar (e não amaldiçoar) aqueles que nos perseguem, nas palavras do Apóstolo Paulo, nos separa deles e nos alinha com Deus, porque o Altíssimo é bom mesmo com os perversos. "Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis." Romanos 12:14. "Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso." Lucas 6:35,36. Parece mesmo que estamos andando na contramão do que Jesus nos ensinou. Então, cabe a pergunta: os cristãos de hoje estão seguindo a Cristo? Lembre-se: pagar o bem com o bem é humano; pagar o mal com o bem é divino

    Duas coisas podemos ponderar sobre isso. A primeira é que amar os nossos inimigos não significa um amor emotivo, isto é, de ter afeto por eles. Ninguém consegue isso. Mas, uma genuína solicitude pelo seu bem e pela salvação eterna. Essas pessoas tem uma alma que precisa ser salvas e devemos, enquanto cristão, orar para que o Senhor venha alcançá-las para o seu Reino. A segunda é que amar os nossos inimigos não quer dizer ficarmos indiferentes enquanto os malfeitores continua suas atividades perigosas. É nossa função agir em defesa dos menos favorecidos e dos que não conseguem se defender de injustiças. No entanto, devemos fazer isso dentro das leis que regem a nossa nação e não através da justiça pelas próprias mãos como muitos estão fazendo. "E, finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, amando os irmãos, entranhavelmente misericordiosos e afáveis. Não tornando mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados, para que por herança alcanceis a bênção." 1 Pedro 3:8,9 

    Que Deus em Cristo nos ajude a sermos exemplos de Cristo neste mundo e não apenas hipócritas defensores de uma falsa religiosidade. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

A batalha sem fim

 

Eu quero  
Desejo 
Parece que não posso controlar 
Esse desejo insano 
E eu quero mais que tudo 
Busco forma de realizar 
O desejo humano 
Frágil ímpeto 
Incontrolável 
O desejo do prazer 
Espontâneo 
Um olhar 
E já desejo estar 
Por vezes puro 
Ingênuo 
O desejo a aflorar 
Os passos trôpegos 
Orgulho ferido 
Busca insana 
Desejo humano do prazer 
Sinto-te em mim 
E luto 
Uma guerra íntima 
Uma batalha sem fim 
Contra o desejo humano 
Sinto-te demente em mim 
Minha mente 
Meu coração 
Apunhalado 
Rasgado 
Pelo desejo humano 
O ímpeto insano 
Do coração em busca do prazer. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense