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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

A dor muda as pessoas

    A dor nunca passa sem deixar vestígios. Ela atravessa as pessoas como um rio subterrâneo: não se vê da superfície, mas altera todo o terreno por dentro. O curioso é que a mesma dor nunca produz o mesmo resultado. Diante dela, cada um se transforma de um jeito — como se o sofrimento fosse um espelho que devolve não o que somos, mas o que estamos dispostos a nos tornar. 
 
    Alguns endurecem. Criam cascas grossas, aprendem a falar com menos afeto, a confiar com mais cautela. Não é frieza gratuita — é defesa. A dor, quando repetida, ensina que sentir demais custa caro. Então esses aprendem a sentir menos, ou ao menos a demonstrar menos, como quem fecha as janelas para impedir novas tempestades. 
 
    Outros se tornam silenciosos. Não porque não tenham o que dizer, mas porque descobrem que certas dores não cabem em palavras. O silêncio vira abrigo. Eles observam mais, falam menos, carregam histórias que nunca serão contadas por inteiro. Não é ausência — é profundidade. É quem aprendeu que nem toda verdade precisa ser explicada para existir. 
 
    Há também os que se tornam sábios. Não no sentido grandioso, mas no essencial. A dor os ensina a reconhecer limites, a respeitar o tempo do outro, a compreender fragilidades. São pessoas que não romantizam o sofrimento, mas o transformam em compreensão. Aprendem que quase todo mundo carrega batalhas invisíveis e, por isso, escolhem a empatia em vez do julgamento. 
 
    Sendo assim, a dor não define quem somos, mas revela caminhos possíveis. Ela pode nos fechar, nos calar ou nos ampliar. Não é a dor em si que decide — é o que fazemos com ela quando ninguém está olhando. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 25 de março de 2025

O que posso aprender hoje?

    "Não é porque eu nunca fiz que não sou capaz de aprender". Esse pensamento nos lembra que a falta de experiência em algo não define nossa capacidade de aprender e evoluir. Muitas vezes, evitamos desafios simplesmente porque nunca os enfrentamos antes, mas isso não significa que somos incapazes. 
 
    O aprendizado é um processo contínuo e acessível a todos que se dispõem a tentar. Tudo que sabemos hoje um dia foi desconhecido para nós. Se adotarmos uma mentalidade de crescimento, veremos que cada nova experiência é uma oportunidade de desenvolvimento. 
 
    Portanto, em vez de dizer "eu nunca fiz isso", podemos transformar essa visão para "eu ainda não fiz, mas posso aprender". A chave está na disposição para se desafiar, na paciência com o próprio progresso e na confiança de que a habilidade vem com a prática. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Crescer na graça e no conhecimento

    Antes de iniciar o meu argumento sobre crescimento na graça gostaria de transcrever uma história que Plínio relata. De acordo com Plínio, Zeuxis pintou uma vez tão bem um menino segurando um prato de uvas, que as aves se enganaram e voaram para debicar as frutas. O artista, no entanto, estava desgostoso com o quadro, pois, disse ele: “houvesse eu pintado tão bem o menino como devia os pássaros não teriam ousado tocar nas uvas”

    Essa pequena história ilustra-nos uma grande lição de vida quando pensamos em crescimento espiritual. As pessoas estão cada dia mais presas ao mundo moderno cheio de suas tecnologias que esqueceram a principal razão pelo qual vivemos que é sermos frutos para a Glória de Deus. Crescer na graça requer amadurecimento. É necessário que tenhamos em mente que precisamos brilhar em meio à escuridão do mundo. Reluzirmos o brilho de Cristo em meio às densas trevas que sufocam a alma humana. Para que isso aconteça essencial é sermos cheios da Graça de Deus. 

    Na história citada acima conta-se a busca da perfeição com que o artista queria que sua obra estivesse. Isso acontece quando um escritor escreve um livro ou quando um pintor pinta sua obra máxima. Eles procuram se esforçar para que suas obras sejam as melhores possíveis. Isso nos orienta a sermos os melhores naquilo que fazemos na obra de Deus. 

    Para alcançarmos o conhecimento precisamos ser humildes o bastante para aprender com os outros. Precisamos escutar os demais e dar valor as lições que vemos diariamente acontecer a nossa volta para que possamos crescer. Quando a Bíblia nos orienta a crescer na graça e no conhecimento ela se refere a dois tipos de crescimento. Crescer na graça está relacionado a busca pela misericórdia de Deus através da oração e súplica. Afinal, é de Deus que alcançamos essa graça. Crescer no conhecimento está relacionado aos estudos e compreensão dos acontecimentos a nossa volta. 

    Outro passo necessário para esse crescimento espiritual na graça é não confiarmos em nós mesmo. Isso se faz necessário para não acharmos que somos alguma coisa. Na verdade, Paulo foi categórico em afirmar que, se não fosse à misericórdia de Deus nada seriamos. E, no momento de maior luta Deus assim falou para ele: a minha graça te basta. Esse procedimento nos leva a entender que tudo que somos é permissão de um Deus onisciente que conhece nossas limitações e, mesmo assim, nos permite fazermos grandes coisas. Que possamos cada dia mais buscar a presença de Deus para realizar a obra que Ele tem nos chamado a fazer. 

    Para finalizar esse texto quero aqui deixar um conselho de um dos homens mais sábios que já passou pela Terra e que foi usado por Deus para nos orientar. Um conselho maravilhoso. Salomão escreveu: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”. (Prov. 4.18). 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense