Tem uma forma silenciosa de grandeza que não nasce do acerto, mas da coragem de reconhecer o erro. Admitir que está errado não é um gesto de fraqueza é, na verdade, um raro sinal de lucidez. É quando o ego se cala para que a consciência possa falar.
Vivemos, muitas vezes, como se errar fosse uma falha irreparável, quando, na verdade, é apenas uma evidência de que estamos em movimento, aprendendo, tentando. O problema não está no erro em si, mas na resistência em reconhecê-lo. Quem insiste em estar sempre certo se aprisiona numa versão rígida de si mesmo, incapaz de crescer.
Assumir o erro é um ato ético. É dizer ao mundo e a si mesmo: “eu me importo mais com a verdade do que com a minha vaidade”. E isso exige humildade, não aquela humildade performática, mas a verdadeira, que desmonta defesas internas e abre espaço para transformação.
Quando você admite que errou, algo se reorganiza dentro de você. A consciência se alinha, o pensamento amadurece, e o caráter se fortalece. É como se, ao reconhecer a falha, você desse um passo em direção a uma versão mais honesta e inteira de si.
No fundo, fazer a coisa certa nem sempre é acertar. Muitas vezes, é ter a coragem de dizer: “eu estava errado” e, a partir disso, escolher um novo caminho.
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

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