terça-feira, 30 de julho de 2024

Discernindo os tempos

 
    Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu(Eclesiastes 3.1).
 
1. A transitoriedade da vida. 
 
    Um tema bem claro em Eclesiastes é o da transitoriedade da vida. Ela é efêmera, passageira. E Salomão estava consciente disso (Ec 1.4). Sendo a vida tão curta, que “vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol?” (Ec 1.3). Esse é o dilema que Salomão procura responder. A vida é passageira, dura pouco. Por isso, muitos buscam satisfazer-se de várias formas. Há os que acham que a sabedoria resolverá o seu problema (Ec 1.16-18; 2.12-16). Outros buscam preencher a sua alma com os prazeres dessa existência (Ec 2.1-3). Ainda outros recorrem às riquezas (Ec 2.4-11). E, por último, há aqueles que se autorrealizam no trabalho (Ec 2.17-23). Tudo é vaidade! O centro da realização humana não está nessas coisas. 
 
2. A eternidade de Deus. 
 
    Cerca de 40 vezes o Pregador refere-se a Deus no Eclesiastes. Ele o identifica pelo nome hebraico Elohim, o Deus criador. Isto é proposital, pois Salomão alude com frequência àquilo que acontece “debaixo do sol” (Ec 1.3,9,14; 2.18). É debaixo do sol que está a criação; é debaixo do sol que o homem se encontra. Mas o Pregador tem algo mais a dizer. Ele quer destacar o enorme contraste entre a criação e o Criador, mais especificamente entre Deus e o Homem. Deus é eterno, onipotente, autoexistente, enquanto o homem é finito, frágil e transitório. Por ser mortal, o homem não deve fixar-se apenas nas coisas dessa vida, pois o Deus Eterno pôs a eternidade em seu coração (Ec 3.11 — ARA). 
 
Fonte: Lições Bíblicas CPAD

domingo, 28 de julho de 2024

Pensamentos de paz

    "Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança." (Jeremias 29:11) 

    Lembre-se de que, mesmo nos momentos mais difíceis, Deus tem um plano de paz e esperança para cada um de nós. Confie em Sua fidelidade e permaneça firme na fé, pois Ele nunca nos desampara. "O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?" (Salmo 27:1). Será que precisamos mais do que essa promessa gloriosa? O Senhor tem pensamentos de paz para as nossas vidas e isso significa que Ele cuida das nossas vidas e nos garante essa paz. Que essa verdade fortaleça seu coração e renove sua esperança! 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

Se Cristo conosco vai

    Devemos saber e esperar que as lágrimas que derramamos, as lutas que enfrentamos, a dor emocional, a tristeza por amigos e entes queridos perdidos, se tornarão memórias, como as cicatrizes de Jesus. As cicatrizes nunca desaparecem completamente, mas também não doem mais. Algum dia, teremos o nosso corpo transformado e um novo céu e uma nova terra para habitarmos e vivermos. Isso se chama esperança. O cristão tem essa esperança porque sabe em quem tem crido. Sabe que Jesus veio ao mundo para resgatar todos aqueles que depositam nEle a sua confiança. Todos aqueles que O aceitam como Senhor e Salvador passa a ter essa viva esperança no coração. 

    O mundo em que vivemos é cheio de obstáculos e situações que, na maioria das vezes, nos fazem chorar. Muitas vezes a tristeza por algo que nos decepciona nos fazem querer desistir da vida. Nos trazem decepções e nos levam as lágrimas. No entanto, não podemos nos deixar sermos abatidos por esses sentimentos. O próprio Senhor Jesus Cristo nos disse que neste mundo teríamos aflições, mas pediu para que tenhamos bom ânimo porque Ele sempre estaria conosco. Temos a convicção de que não estamos sozinhos na caminhada e, nada mais do que a presença de Jesus, nos é suficiente para vencermos as lutas e desafios deste mundo. Se Cristo conosco vai, nós iremos até o fim. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 27 de julho de 2024

O mestre da aventura de viver

    O nosso Senhor é o mestre da aventura de viver; seguir a sua sabedoria nos traz a plenitude da vida. Nunca podemos nos esquecer de onde viemos, isto é, das mãos poderosas de Deus. Ele nos criou a sua imagem e semelhança e nos deu o fôlego de vida para vivermos uma vida abençoada. Nós que nos afastamos de seus propósitos e desviamos do caminho que Ele traçou para nós e, por isso, pagamos o preço da desobediência. Mas, quando voltamos o nosso olhar para a sua bondade e suplicamos a sua misericórdia, Ele nos atende e nos restaura. 

    Algumas vezes a nossa vida também pode parecer estar em ruínas. Criamos problemas por nós mesmos e os conflitos que nos são inevitáveis podem nos deixar devastados. Mas temos um Pai que compreende. Suave e pacientemente, Ele limpa todo o entulho, nos dá um novo propósito e constrói algo melhor. É assim que devemos viver. Buscar a sabedoria do Senhor e andar em seus propósitos. Fazendo isso teremos a comunhão e a graça do Senhor em nossas vidas e, nada neste mundo, pode ser melhor do que viver sob a plenitude do amor de Deus. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 26 de julho de 2024

Como deve um cristão ver os esportes/atletismo?

    O esporte é uma grande parte da vida de muitas pessoas, seja assistindo a eventos esportivos, levando seus filhos a treinos ou participando diretamente de esportes. 
 
    Esportes e competições atléticas são populares desde os tempos antigos. A Bíblia extrai várias analogias sobre a vida cristã do mundo dos esportes: 1 Coríntios 9:26 contém uma referência ao Boxe Sombra; o autor de Hebreus compara a vida cristã a uma corrida (Hebreus 12:1); e Paulo nos adverte: “Corram de tal maneira que ganhem o prêmio” (1 Coríntios 9:24). 
 
    Dado o uso positivo da Bíblia de analogias relacionadas a esportes, não pode haver nada inerentemente errado em assistir ou participar de eventos esportivos. Seguir o time de futebol favorito, jogar algumas partidas de golfe, assistir a uma partida de vôlei ou se inscrever no softball comunitário é algo que os cristãos podem fazer e curtir. Atletas e treinadores cristãos muitas vezes têm a oportunidade de usar sua proeminência nos esportes como uma plataforma para o avanço do evangelho. 
 
    Os cristãos que praticam esportes podem atestar os muitos benefícios que tal envolvimento pode proporcionar, incluindo a redução do estresse; controle de peso; camaradagem; e o desenvolvimento de habilidades de responsabilidade, liderança e comunicação, estabelecimento de metas e resolução de problemas. A resistência e a perseverança exigidas na competição atlética podem ser valiosas na construção e fortalecimento do caráter. 
 
    Um dos maiores benefícios de competir nos esportes é o desenvolvimento do autocontrole: “Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível” (1 Coríntios 9:25). No cadinho da ação competitiva, a presença de autocontrole — ou a falta dele — torna-se óbvia para todos os observadores. Alguns atletas (e fãs) lidam com as adversidades relacionadas ao jogo com graça e equilíbrio; outros derretem em uma birra adulta. O problema não é o esporte; é o caráter interior do atleta ou torcedor. De muitas maneiras, um evento esportivo oferece uma ocasião para testar o caráter de vencedores e perdedores. Atletas, treinadores e torcedores cristãos devem ser cheios do Espírito Santo e mostrar o fruto do Espírito, não importa onde estejam, seja na quadra, no campo ou no vestiário. 
 
    Como em todas as áreas da vida, devemos ter equilíbrio em relação ao nosso envolvimento no esporte. Devemos estabelecer prioridades. É fácil para um fã de esportes exagerar, comprometendo muito tempo, dinheiro e outros recursos no que deveria ser uma diversão. É fácil para um atleta que deseja ter sucesso dedicar uma quantidade excessiva de tempo e energia ao treinamento, negligenciando a família, os amigos ou a sua caminhada com Deus. A Bíblia nos ajuda a esclarecer as nossas prioridades: “Pois o exercício físico tem algum valor, mas a piedade tem valor para tudo, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de vir” (1 Timóteo 4:8). 
 
    O esporte é bom e benéfico quando mantido em perspectiva. Nunca se deve permitir que os esportes interrompam o tempo com Deus ou se tornem mais importantes do que buscar o reino e a justiça de Deus (Mateus 6:33). Os ídolos não devem fazer parte da vida cristã (1 João 5:21). E em tudo o que fazemos, dentro ou fora do campo, devemos fazer tudo para a glória de Deus (1 Coríntios 10:31). 
 

quinta-feira, 25 de julho de 2024

Ainda reténs a tua integridade?

    "Julga-me, SENHOR, conforme a minha justiça e conforme a integridade que há em mim” (Salmos 7.8) 
 
    O Cristianismo é a religião da integridade. Os que o professam têm a obrigação de agir com inteireza de caráter quer na vida particular, quer na social e espiritual. 
 
    Há quem diga que era mais fácil ser um crente fiel nos dias de Jó que nos de nosso tempo. Entretanto, sabemos que as dificuldades de se manter uma vida santa diante de Deus sempre foram as mesmas. A pureza de Jó era consequência de um conceito de vida, da convicção de que “o temor do Senhor é a sabedoria” (28.28). O patriarca não só absteve-se da contaminação pela luxúria, adultério, imoralidade e corrupção de seus dias como também manteve-se íntegro em seus pensamentos mais íntimos (vv.1,7,9). E nós, que esforço temos feito nesse sentido? 
 
    Uma das expressões com que Deus define o caráter de Jó é integridade. Em todos os aspectos de sua vida, Jó não permitiu que houvesse brecha. Mesmo estando em condição vil, ele não cedeu à tentação, não perdeu a fé e não se deixou influenciar pelos constrangimentos. Além disso, voltou o olhar para si mesmo tentando encontrar uma resposta. Tão diferente do que vemos hoje, quando é muito comum transferir responsabilidades, em todos os níveis, à semelhança de Adão que não titubeou em acusar Eva ao ser questionado por seu pecado: “A mulher que tu me deste…”. Avaliar a própria conduta deve ser primordial em meio à provação. Se for pecado, busque arrependimento. Se for tentação, resista. 
 
    “Ainda reténs a tua integridade?”. Embora ciente de que a integridade do patriarca não lhe era um mero ornamento, mas algo inerente ao caráter, a esposa de Jó queria saber se, apesar de todas aquelas provas, conservava ele a perfeição moral e espiritual (Jó 2.9). Sim, ainda reténs a tua integridade? Como se haverá você diante dessa pergunta? Se chegou o momento de respondê-la, não vacile; aja com firmeza e determinação. De sua resposta, depende o seu destino eterno. 
 
    Você ainda retém a sua integridade? Ou já se conformou com este mundo? Os que o rodeiam podem atestar-lhe a idoneidade moral e espiritual? Sua vida é um protesto contra o pecado? Ou um aval para as coisas que vêm ocorrendo neste século que jaz no maligno? 
 
Fonte: Lições Bíblicas CPAD

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Em meio as tempestades da vida

    Em meio às tempestades da vida, busquemos a serenidade da alma, como os sábios estoicos nos ensinaram. Reconheçamos que não controlamos os eventos externos, mas temos domínio sobre nossas reações e atitudes. Aceitar o que não podemos mudar nos liberta, e cultivar a virtude nos guia para a verdadeira paz interior. 
 
    Lembremo-nos das palavras de Epicteto: "Não são as coisas que nos perturbam, mas a nossa visão sobre elas." Quando enfrentamos desafios, pratiquemos a resiliência e a sabedoria, mantendo a calma e a clareza mental. Encontremos força na nossa capacidade de escolha, na nossa vontade de viver em harmonia com a natureza e com os princípios da razão. 
 
    Que cada ação nossa seja refletida com cuidado, guiada pela virtude e pela justiça. Que hoje, e todos os dias, possamos ser como a rocha que permanece firme, inabalável pelas ondas do destino. Cultivemos a gratidão pelo presente, a coragem diante do desconhecido e a serenidade em nossos corações.  
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense