terça-feira, 20 de junho de 2023

Não te mandei eu? Sê forte e corajoso

    "Não te mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares." Josué 1.9 

    Essa passagem bíblica está inserida no contexto da transição de liderança do povo de Israel, após a morte de Moisés. Josué foi escolhido por Deus para liderar o povo de Israel à terra prometida. 

    Essa reflexão nos traz algumas lições importantes. Em primeiro lugar, Deus está presente em nossas vidas e nos acompanha em todos os momentos. Ele é o nosso refúgio e fortaleza, o qual podemos confiar. Assim como Josué foi encorajado a ser forte e corajoso, também somos chamados a confiar na presença de Deus e em seu auxílio em todas as situações. 

    Além disso, o versículo nos exorta a não ter medo nem se intimidar diante dos desafios que enfrentamos. A vida está repleta de complicações, obstáculos e situações que podem nos causar temor. No entanto, a promessa de Deus para Josué e para nós é que não devemos temer, porque Ele está conosco. A confiança em Deus nos capacita a perseverar, mesmo quando as circunstâncias parecem adversas. 

    Essa passagem também nos lembra da importância de obedecer à vontade de Deus. Josué foi lembrado de que Deus o havia enviado e, portanto, era sua responsabilidade ser forte e corajoso. Da mesma forma, quando seguimos os planos de Deus para nossas vidas e nos submetemos à sua direção, podemos enfrentar qualquer desafio com a certeza de que Ele está conosco. 

    Dessa forma, o texto sagrado nos encoraja a confiar na presença de Deus, a sermos fortes e corajosos diante dos desafios e obedecer à sua vontade. Essas palavras nos inspiram a enfrentar a vida com confiança, sabendo que Deus está ao nosso lado em cada passo do caminho. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 19 de junho de 2023

A importância da meditação na Palavra de Deus de acordo com o Salmo 1º

    O Salmo 1º é um belo poema que descreve a importância de buscar a sabedoria e a orientação de Deus em nossas vidas. Embora não mencione diretamente a meditação, podemos refletir sobre a sua importância à luz dos princípios expressos neste salmo. 
 
    O Salmo 1º começa dizendo: "Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores" (Salmo 1:1). Esses versículos nos chamam a atenção para a importância de cultivar um coração e uma mente voltados para Deus. A meditação na Palavra de Deus nos ajuda a filtrar os conselhos do mundo e a nos concentrar nas verdades eternas que ele nos revela. 
 
    Em seguida, o Salmo 1º continua: "Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite" (Salmo 1:2). Aqui vemos uma referência direta à meditação na Palavra de Deus. A meditação implica em ponderar, refletir e internalizar as Escrituras em nosso coração. É um processo de mergulhar profundamente nos ensinamentos divinos, permitindo que eles moldem nossos pensamentos, atitudes e ações. 
 
    A meditação na Palavra de Deus nos fortalece espiritualmente e nos ajuda a crescer em nosso relacionamento com Deus. Ela nos permite conhecer os caminhos do Senhor, discernir Sua vontade e experimentar a paz e a alegria que vêm de uma vida alinhada com Ele. A meditação nos ajuda a lidar com os desafios e as pressões da vida de uma maneira que honra a Deus e nos mantém firmes em nossa fé. 
 
    Além disso, a meditação na Palavra de Deus nos dá discernimento espiritual. O Salmo 1º continua descrevendo o resultado dessa meditação constante: "Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem-sucedido" (Salmo 1:3). Quando nos alimentamos regularmente da Palavra de Deus e meditamos nela, somos fortalecidos e enraizados em uma fonte inesgotável de vida espiritual. Isso nos capacita a tomar decisões sábias e a agir de acordo com os princípios divinos em todas as áreas de nossas vidas. 
 
    Em resumo, o Salmo 1º nos lembra da importância da meditação na Palavra de Deus. Através da meditação, somos capacitados a discernir a vontade de Deus, a crescer espiritualmente e a viver de maneira agradável a Ele. Portanto, busquemos cultivar o hábito de meditar na Palavra de Deus, permitindo que ela transforme nossos corações, nos guie em nosso caminho e nos aproxime cada vez mais do nosso Criador. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

E não sede conformados com este mundo

    "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." Romanos 12:1,2 

    Estamos diante de um trecho poderoso da Bíblia que traz uma reflexão profunda sobre a forma como os cristãos devem viver suas vidas. Esses versículos nos convidam a não nos conformarmos com os padrões deste mundo e buscar a revolução do nosso entendimento. 

    A primeira parte do versículo 2 diz: "Não vos conformeis com este mundo". Isso implica que, como seguidores de Cristo, não devemos permitir que os valores e princípios do mundo nos influenciem a ponto de nos desviarmos dos caminhos de Deus. O mundo muitas vezes promove valores como egoísmo, materialismo, imoralidade e busca do poder, mas como cristãos somos chamados a viver de maneira contrária a esses padrões. 

    Em vez disso, somos instruídos a buscar a renovação do nosso entendimento. Essa novidade ocorre quando nos aproximamos de Deus, através do estudo da Sua Palavra, da oração e do relacionamento íntimo com Ele. Quando nosso entendimento for renovado, somos capazes de discernir a vontade de Deus e compreender Seus caminhos mais claramente. Essa inovação também nos capacita a desenvolver uma mentalidade transformada, que está justificada com os princípios divinos. 

    Ao não nos conformarmos com o mundo e buscar a novidade do nosso entendimento, podemos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Isso significa viver em obediência aos Seus mandamentos e direcionamentos, seguindo o exemplo de Jesus Cristo. Ao fazermos isso, refletimos o caráter de Deus em nossas vidas e nos tornamos luz neste mundo, impactando positivamente as pessoas ao nosso redor. 

    Esses versículos nos desafiam a não sermos passivos, mas a agirmos intencionalmente na busca da vontade de Deus. Isso requer uma escolha consciente de rejeitar os valores do mundo e se submeter aos princípios de Deus. É um chamado para viver uma vida santificada e separada para Deus, buscando a transformação diária e a conformação à imagem de Cristo. 

    Portanto, essa orientação de Paulo nos lembra da importância de não nos conformarmos com o mundo e buscar a renovação do nosso entendimento por meio de uma comunhão profunda com Deus. Essa novidade nos capacita a viver uma vida de propósito, em acordo com a vontade divina, e nos torna instrumentos de transformação neste mundo. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Quando Deus abençoa uma pessoa

    Aprenda uma coisa: aqueles que são amados por Deus são odiados pelo mundo. Quando o céu abençoa uma pessoa o inferno a amaldiçoa. Aquele a quem Deus fala de modo consolador, as pessoas ímpias não irão falar bem.  
 
    Contente-se em ser aprovado por Deus. Ande nos caminhos que Ele determinou para você e deixe seus inimigos rugirem como leão. Saiba que você está sob a proteção do Todo-poderoso e ninguém, ninguém mesmo, poderá tocar em você.  
 
    Quando Deus abençoa uma pessoa Ele guia pela caminho certo e conduz ao destino final. Lutas virão, provações e tribulações. Mas, aqueles que são escolhidos pela graça de Deus vão chegar ao porto desejado porque Deus estará com eles. As tempestades não poderão derrotá-los.  
 
    Deus tem um propósito para a minha e a sua vida. Acredite que você é um escolhido do Senhor para realizar uma grande obra nesta terra. Coloque-se diante do Senhor e deixe que Ele cumpra em sua vida os propósitos designados por Ele.  
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Quando Deus diz não

    “Como amaldiçoarei o que Deus não amaldiçoa? E como detestarei, quando o SENHOR não detesta?” Números 23.8 
 
    Devemos estar atentos para as ocasiões em que Deus nos orienta a não ultrapassar os limites impostos por Ele. 
 
    Quando estudamos a respeito de Balaão vemos que ele ouvia a voz de Deus, embora não fosse um hebreu (Nm 22.12). A princípio parece que reconhecia o Todo-Poderoso como o único e verdadeiro Deus, mas tudo indica que em algum momento ele deixou a ambição tomar conta do seu coração e passou a ignorar a voz do Senhor. Balaão foi chamado pelo rei de Moabe para amaldiçoar o povo a quem Deus já havia abençoado. Sua missão era impossível e ele bem sabia que não obteria êxito, contudo tentava de todas as formas receber algum tipo de recompensa. Tudo indica que Balaão levava a sério sua missão profética, todavia seu coração era ambicioso e dúbio. Que jamais sejamos seduzidos pela tentação da ambição e venhamos nos apartar do Senhor, fonte de bênçãos e vida abundante. 
 
    Uma das maiores tentações que cercam as pessoas que conhecem a Deus é, justamente, tentar contornar o que o Senhor disse, seja para fazer alguma coisa, seja para deixar de fazê-la. A vontade do Altíssimo pode impulsionar pessoas para a obediência, mas quando essa vontade confronta o que desejamos, como reagimos? Não raro, o anseio por conseguir mais bens materiais, posições ou fama nos leva a querer impor para Deus a nossa vontade. A ambição pode nos fazer ignorar as orientações expressas do Eterno, levando-nos a lugares onde Ele jamais planejou que estivéssemos. 
 
LIÇÕES QUE APRENDEMOS COM BALAÃO 
 
    1. Um homem que ouvia a voz de Deus (Nm 22.8-12). 
 
    Balaão é descrito na Bíblia como um homem que ouviu a voz de Deus. Moisés não entra em detalhes sobre a fé de Balaão, nem como ele começou a ouvir ao Todo-Poderoso, muito menos se Balaão tinha por hábito obedecer ao que Deus lhe dizia, mas deixa claro que ele não apenas ouviu ao Pai Celeste, mas soube também distinguir que o Senhor estava falando com ele. Então, eis aqui uma importante questão: Quando somos tentados, não basta ouvir a voz de Deus! Veremos que é preciso ouvir e obedecer ao que Deus está falando. O Senhor não se nega a falar conosco. Hoje temos a sua Palavra escrita, onde os princípios gerais para comunhão com Ele já estão apresentados. Temos também respostas do Altíssimo quando oramos, e podemos não somente ouvir sua voz nos orientando, mas igualmente nos direcionando em situações nas quais Ele mesmo está nos dirigindo (Jr 33.3). Deus também fala conosco de diferentes maneiras: por intermédio dos seus servos e por meio dos dons espirituais, que são bíblicos e válidos para os nossos dias, pois foram dados à Igreja para a edificação dos santos. Esses dons não têm data de validade no Novo Testamento, nem se sujeitam ao pensamento de algumas pessoas que entendem terem sido extintos no primeiro século da era cristã. Mas, de nada adiantaria todas essas formas do Criador falar conosco, se decidirmos que ouvir e obedecer ao que Ele diz não é necessário. 
 
    2. Um homem diante de um negócio (Nm 22.6,18). 
 
    Balaão entra na história sagrada durante a caminhada do povo em direção à Terra Prometida. Midianitas e moabitas se uniram em torno de uma causa à qual julgaram ser um problema em comum: o acampamento dos israelitas nas campinas de Moabe (Nm 22.1-3). É certo que a multidão de hebreus deixou os moabitas assustados, pois os filhos de Abraão eram numerosos. Talvez fosse mais fácil, para os inimigos do povo de Deus, se cercarem de forças espirituais que pudessem dar fim àquele povo, poupando, desta forma, uma possível guerra e a perda de moabitas. Dessa forma, os midianitas e moabitas enviam representantes para falarem com Balaão. 
 
    3. Povo bendito é. 
 
    Após receber os representantes dos dois reinos, Balaão consultou ao Senhor. Ao que parece, ele não tinha conhecimento de que os hebreus contavam com a proteção de Deus. O Eterno sabia o que estava acontecendo, mas se dirigiu a Balaão e perguntou quem eram os homens que estavam com ele. Deus deixou que ele explicasse quem eram e o que estavam fazendo, e de forma objetiva, deixou claro a Balaão que ele não deveria entrar naquele negócio: “[…] Não irás com eles, nem amaldiçoarás a este povo, porquanto bendito é” (Nm 22.12). É curioso o fato de que Deus considera seu povo um povo bendito. O mesmo povo que murmurou contra Ele, que se rebelou contra Moisés, foi considerado bendito pelo próprio Senhor. É provável que isso se deva não apenas porque o Todo-Poderoso trata com o seu povo de forma amorosa, mas também que somente Ele pode julgar os seus. Ele não permitiria que seu próprio povo fosse alvo de alguma maldição. Na prática, foi essa lição que Balaão não aprendeu. Ele até entendeu, em um momento inicial, que não deveria agir de forma contrária ao que Deus lhe orientou: “Então, Balaão levantou-se pela manhã e disse aos príncipes de Balaque: Ide à vossa terra, porque o SENHOR recusa deixar-me ir convosco” (Nm 22.13). Mas logo ele sucumbiria à constância dos apelos daqueles povos. 
 
    Balaão começou sua história como uma pessoa que ouvia a Deus, mas se tornou depois um mercenário. A tentação de fazer a nossa própria vontade sempre terá seu preço. Balaão poderia ter entrado para a história como um personagem que aprendeu a ser fiel a Deus, mas passou a ser conhecido como um vidente maligno, cujo conselho matou a ele e outras milhares de pessoas. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense 
Fonte: Lições Bíblicas Jovens CPAD 2º Trimestre 2022.

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Porque mandas, lançarei a rede

    “E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, porque mandas, lançarei a rede”. Lucas 5. 5. 
 
    Todos nós alguma vez na vida já passamos por alguma decepção na vida. o que fazer quando isso acontece? Pedro passa por isso aqui nesta passagem bíblica. Ele está decepcionado. Passou a noite toda pescando e não conseguiu pegar nenhum peixe. Mas, Pedro estava perto de Jesus. E quando estamos perto de Jesus ele nos ajuda. Orienta-nos a fazer a coisa certa. 
 
    Então Jesus manda que Pedro volte ao mar e lance as redes novamente. “Porque mandas, lançarei a rede”, diz Pedro sabendo que poderia acontecer algo de diferente por causa das palavras de Jesus. Apesar da sua frustração, ele acreditava que Jesus poderia mudar aquele cenário. 
 
    Quem sabe você tem passado por decepções e não sabe mais o que fazer. Deixe-se ser guiado pela voz do Senhor Jesus Cristo. Ele sabe o que é melhor para a sua vida. Entrega o seu caminho ao Senhor, confia nele e Ele tudo fará. 
 
    Jesus deve ocupar o melhor lugar na nossa vida. Nenhuma outra coisa deve ter mais prioridade em nossas vidas do que Jesus Cristo. “Sem mim nada podereis fazer” disse Jesus. O segredo para uma vida vitoriosa é deixar Jesus ocupar o melhor lugar na nossa vida. Ele vai nos orientar onde devemos lançar as nossas redes e, fazendo isso, elas virão cheias de peixes. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 12 de junho de 2023

O que é o sacramento católico da Santa Eucaristia?

    Para os católicos, a Santa Eucaristia ou Missa Católica é considerada a mais importante e mais alta forma de oração. De fato, ir à missa é uma obrigação, sob pena de pecado mortal, a cada domingo e em outros Dias Santos de Obrigação. A Missa é dividida em duas partes: a Liturgia da Palavra e a Liturgia da Eucaristia. A Liturgia da Palavra consiste em duas leituras (uma do Velho Testamento e uma do Novo Testamento), o Salmo Responsorial, a leitura do Evangelho, a homilia (ou sermão) e intercessões gerais (também chamadas petições). 

    A parte central da Missa é a segunda parte, a Liturgia da Santa Eucaristia. Neste momento, os católicos compartilham do corpo e sangue de Jesus na forma de pão e vinho, que são passados para a congregação. De acordo com a Bíblia, isto é feito em memória de Cristo (I Coríntios 11:23-25, compare Lucas 22:18-20 e Mateus 26:26-28). Contudo, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1366, “A Eucaristia é, portanto, um sacrifício porque representa (toma presente) o Sacrifício da Cruz, porque dele é memorial e porque aplica seus frutos.” O Catecismo continua no parágrafo 1367: “O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único sacrifício: É uma só e mesma vítima, é o mesmo que oferece agora pelo ministério dos sacerdotes, que se ofereceu a si mesmo então na cruz. Apenas a maneira de oferecer difere". "E porque neste divino sacrifício que se realiza na missa, este mesmo Cristo, que se ofereceu a si mesmo uma vez de maneira cruenta no altar da cruz, está contido e é imolado de maneira incruenta, este sacrifício é verdadeiramente propiciatório". 

    No livro de Malaquias, o profeta prediz a eliminação do velho sistema sacrificial e a instituição de um novo sacrifício: “Quem há também entre vós que feche as portas por nada, e não acenda debalde o fogo do meu altar? Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão. Mas desde o nascente do sol até ao poente é grande entre os gentios o meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao meu nome incenso, e uma oferta pura; porque o meu nome é grande entre os gentios, diz o Senhor dos Exércitos” (Malaquias 1:10-11). Isto significa que Deus um dia será glorificado entre os Gentios, que trarão a Ele puras ofertas em todos os lugares. Os católicos vêem isto como a Eucaristia. Contudo, o apóstolo Paulo parece ter um ponto de vista diferente deste: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1). A Eucaristia pode apenas ser oferecida em determinados lugares: Igrejas santificadas e abençoadas de acordo com a Lei Canônica Católica. A ideia de oferecermos nossos corpos como sacrifícios vivos se encaixa melhor com a linguagem da profecia, que diz que os sacrifícios serão oferecidos “em todos os lugares”. 

    A Igreja Católica Romana crê que o pão e o vinho da Santa Eucaristia se tornam o real corpo e sangue de Jesus. Eles tentam apoiar seu sistema de pensamento com passagens como João 6:32-58; Mateus 26:26; Lucas 22:17-23; e I Coríntios 11:24-25. Em 1551 d.C., o Conselho de Trento oficialmente afirmou: “Pela consagração do pão e do vinho se efetua a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue. Esta conversão foi com muito acerto e propriedade chamada pela Igreja Católica de transubstanciação.” (Sessão XIII, cap. IV; Cân.II). Compartilhando a refeição da Eucaristia, a Igreja ensina que os católicos estão cumprindo João 6:53: “Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.” 

    O que isto realmente significa? Jesus continua e diz que: “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (João 6:63). Portanto, se “a carne para nada aproveita”, por que teríamos que comer a carne de Jesus para termos vida eterna? Não faz sentido, até que Jesus nos diz que as palavras que Ele diz são “espírito”. Jesus está dizendo que este não é um ensinamento literal, mas espiritual. A linguagem se encaixa perfeitamente com a afirmação anterior do apóstolo Paulo: “que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1). 

    No pensamento judeu, o pão equivalia à Tora, e “comer dele” era ler e compreender a aliança de Deus (Deuteronômio 8:3). Por exemplo, o livro Apócrifo Ben Sira (Eclesiástico) afirma: “Aqueles que me comem terão ainda fome, e aqueles que me bebem terão ainda sede. Aquele que me ouve não será humilhado, e os que agem por mim não pecarão. Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna. Tudo isso é o livro da vida, a aliança do Altíssimo, e o conhecimento da verdade. Moisés deu-nos a lei com os preceitos da justiça, a herança da casa de Jacó e as promessas feitas a Israel” (Ben Sira 24:29-33). Ao citarmos aqui o livro de Ben Sira não o endossamos como parte das Escrituras, mas isto apenas serve para ilustrar como o povo judeu pensava a Lei Mosaica. É importante compreender o ato de igualar o pão com a Tora para que entendamos o que realmente Jesus quis dizer. 

    Em João 6, Jesus está, na verdade, dizendo à multidão que Ele é superior à Tora (cf. João 6:49-51), e a todo o sistema de Lei Mosaica. A passagem do livro Ben Sira afirma que aqueles que comerem da Lei “terão ainda fome” e “terão ainda sede”, linguagem que é espelhada por Jesus quando Ele diz: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (João 6:35). Jesus não está ordenando que as pessoas literalmente comam Sua carne e bebam Seu sangue, mas está revelando a elas o centro de toda a doutrina cristã: creia no próprio Jesus (“A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” João 6:29, enfaticamente). Portanto, a interpretação católica de João 6 é não-bíblica. 

    Em segundo lugar, em João 6, há uma claríssima analogia aos dias de Moisés e ao ato de comer o maná. Nos dias de Moisés, o maná era a provisão de Deus em termos de comida aos israelitas enquanto vagavam no deserto. Entretanto, em João 6, Jesus afirmou ser o verdadeiro maná, o pão dos céus. Com esta afirmação Jesus disse ser a provisão completa de Deus para salvação. O maná foi a provisão de Deus para o alívio da fome. Jesus é a provisão de Deus para a libertação da condenação eterna. Assim como o maná deveria ser consumido para preservar as vidas dos israelitas, assim também Jesus deve ser consumido (completamente recebido pela fé) para que a salvação seja recebida. 

    Fica então muito claro que Jesus se referiu a Si mesmo como o Pão da Vida e encorajou Seus seguidores a comer de Sua carne em João 6. Mas não precisamos concluir que Jesus estava ensinando aquilo a que os católicos se referem como transubstanciação. A Ceia do Senhor/comunhão cristã/Santa Eucaristia ainda não haviam sido instituídas. Jesus não instituiu a Santa Eucaristia/missa/Ceia do Senhor antes de João capítulo 13. Por isto, interpretar a Ceia do Senhor com o que está em João 6 não é garantido. Como sugerido acima, é melhor compreender esta passagem como o ato de vir a Cristo, em fé, para salvação. Quando recebemos a Cristo como Salvador, depositando Nele toda a nossa confiança, estamos “consumindo Sua carne” e “bebendo Seu sangue”. Seu corpo foi moído (quando Ele morreu) e Seu sangue foi vertido para providenciar nossa salvação. I Coríntios 11:26: “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.” 

    Seja a definição católica de Santa Eucaristia um “novo sacrifício” de Cristo ou um “novo oferecimento” do sacrifício de Cristo, nenhum dos conceitos é bíblico. Cristo não precisa ser sacrificado novamente. O sacrifício de Cristo não precisa ser novamente oferecido. Hebreus 7:27 diz: “Que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele (Jesus), UMA VEZ, oferecendo-se a si mesmo.” Da mesma forma, I Pedro 3:18 diz: “Porque também Cristo padeceu UMA VEZ pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus...” A morte de Cristo na cruz, suficiente e única, foi capaz de expiar por todos os nossos pecados (I João 2:2). Por este motivo, o sacrifício de Cristo não precisa ser novamente oferecido. Ao invés disto, o sacrifício de Cristo deve ser recebido pela fé (João 1:2; 3:16). Comer a carne de Cristo e beber Seu sangue são símbolos do total recebimento de Seu sacrifício em nosso lugar, pela graça através da fé.