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quinta-feira, 28 de março de 2024

Quem foi responsável pela morte de Cristo? Quem matou Jesus?

    A resposta a esta pergunta tem muitas facetas. Primeiro, não há dúvida de que os líderes religiosos de Israel foram responsáveis pela morte de Jesus. Mateus 26:3-4 nos diz que "os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás, e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo." Os líderes judeus exigiram dos romanos que Jesus fosse morto (Mateus 27:22-25). Eles não podiam continuar permitindo que Jesus operasse sinais e maravilhas porque isso ameaçava a sua posição e lugar na sociedade religiosa que dominavam (João 11:47-50), de modo que "resolveram matar Jesus" (João 11:53). 
 
    Os romanos foram os que realmente O crucificaram (Mateus 27:27-37). A crucificação era um método romano de execução, autorizado e realizado pelos romanos sob a autoridade de Pôncio Pilatos, o governador romano que sentenciou Jesus. Os soldados romanos enfiaram os pregos nas Suas mãos e pés, as tropas romanas ergueram a cruz e um soldado romano perfurou o Seu lado (Mateus 27:27-35). 
 
    O povo de Israel também foi cúmplice na morte de Jesus. Eles foram os que gritaram: "Crucifique-o! Crucifique-o!" enquanto Jesus estava sendo julgado diante de Pilatos (Lucas 23:21). Eles também clamaram para que o ladrão Barrabás fosse libertado em vez de Jesus (Mateus 27:21). Pedro confirmou isso em Atos 2:22-23, quando disse aos homens de Israel: "vocês mataram, crucificando-o por meio de homens maus." De fato, o assassinato de Jesus foi uma conspiração envolvendo Roma, Herodes, os líderes judeus e o povo de Israel, ou seja, um grupo diversificado de pessoas que nunca trabalharam juntas em nada antes ou depois, mas que se uniram dessa vez para planejar e realizar o impensável: o assassinato do filho de Deus. 
 
    Por fim, e talvez um tanto surpreendente, foi o próprio Deus quem matou Jesus. Este foi o maior ato de justiça divina já realizado, o qual foi efetuado "conforme o plano determinado e a presciência de Deus" (Atos 2:23) e para alcançar o mais elevado objetivo. A morte de Jesus na cruz garantiu a salvação de incontáveis milhões e proporcionou a única maneira de Deus perdoar o pecado sem comprometer a Sua santidade e perfeita justiça. A morte de Cristo foi o plano perfeito de Deus para a redenção eterna dos Seus. Longe de ser uma vitória para Satanás, como alguns têm sugerido, ou uma tragédia desnecessária, esse foi o ato mais gracioso da bondade e misericórdia de Deus, a expressão definitiva do amor do Pai pelos pecadores. Deus matou Jesus por nossos pecados para que pudéssemos viver em justiça sem pecado diante dEle, uma justiça que só é possível por causa da cruz. "Aquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Coríntios 5:21). 
 
    Assim, nós que nos aproximamos de Cristo em fé somos culpados do Seu sangue, derramado na cruz por nós. Ele morreu para pagar a penalidade por nossos pecados (Romanos 5:8; 6:23). 
 

segunda-feira, 19 de junho de 2023

E não sede conformados com este mundo

    "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." Romanos 12:1,2 

    Estamos diante de um trecho poderoso da Bíblia que traz uma reflexão profunda sobre a forma como os cristãos devem viver suas vidas. Esses versículos nos convidam a não nos conformarmos com os padrões deste mundo e buscar a revolução do nosso entendimento. 

    A primeira parte do versículo 2 diz: "Não vos conformeis com este mundo". Isso implica que, como seguidores de Cristo, não devemos permitir que os valores e princípios do mundo nos influenciem a ponto de nos desviarmos dos caminhos de Deus. O mundo muitas vezes promove valores como egoísmo, materialismo, imoralidade e busca do poder, mas como cristãos somos chamados a viver de maneira contrária a esses padrões. 

    Em vez disso, somos instruídos a buscar a renovação do nosso entendimento. Essa novidade ocorre quando nos aproximamos de Deus, através do estudo da Sua Palavra, da oração e do relacionamento íntimo com Ele. Quando nosso entendimento for renovado, somos capazes de discernir a vontade de Deus e compreender Seus caminhos mais claramente. Essa inovação também nos capacita a desenvolver uma mentalidade transformada, que está justificada com os princípios divinos. 

    Ao não nos conformarmos com o mundo e buscar a novidade do nosso entendimento, podemos experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Isso significa viver em obediência aos Seus mandamentos e direcionamentos, seguindo o exemplo de Jesus Cristo. Ao fazermos isso, refletimos o caráter de Deus em nossas vidas e nos tornamos luz neste mundo, impactando positivamente as pessoas ao nosso redor. 

    Esses versículos nos desafiam a não sermos passivos, mas a agirmos intencionalmente na busca da vontade de Deus. Isso requer uma escolha consciente de rejeitar os valores do mundo e se submeter aos princípios de Deus. É um chamado para viver uma vida santificada e separada para Deus, buscando a transformação diária e a conformação à imagem de Cristo. 

    Portanto, essa orientação de Paulo nos lembra da importância de não nos conformarmos com o mundo e buscar a renovação do nosso entendimento por meio de uma comunhão profunda com Deus. Essa novidade nos capacita a viver uma vida de propósito, em acordo com a vontade divina, e nos torna instrumentos de transformação neste mundo. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 20 de setembro de 2022

O que Deus espera de nós?

    "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional." Romanos 12.1.

    1. “Rogo-vos” (v.1). No grego, o verbo é parakaleo , que vem de duas palavras: para, uma preposição grega que significa “ao lado de”; e kaleo , o verbo “chamar”, traduzido no Novo Testamento por “exortar, apelar, recomendar, solicitar”. Deus não está exigindo, mas pedindo. Muitos expositores da Bíblia se surpreendem com essa expressão. Disse um desses grandes expositores: “Surpreendente expressão vinda de Deus! De um Deus contra o qual havíamos pecado, e sob cujo juízo estávamos”.

    2. “Apresenteis o vosso corpo (v.1)”. O verbo “apresentar”, aqui, tem o sentido de “oferecer”. É um ensino extraído dos sacrifícios que se ofereciam sobre o altar, no culto levítico. O hebreu escolhia o melhor para sacrifício e uma vez oferecido a Deus, tal oferenda era propriedade absoluta do Senhor.

    3. Entrega total. É essa a analogia que o apóstolo faz no v.1, com relação à nossa adoração a Deus. Deste modo o apóstolo exorta os crentes para uma vida consagrada. O corpo é o invólucro da alma e do espírito, e é o meio pelo qual revelamos o nosso interior (2Co 5.10). O mesmo corpo que no passado era instrumento para o pecado, agora é o templo do Espírito Santo (1Co 3.16,17), para servir à justiça (Rm 6.13).

    4. “Sacrifício vivo” (v.1). O culto bíblico apresenta pelo menos cinco elementos: oração, cântico, leitura da Palavra de Deus, pregação com o sobrenatural ou testemunho e ofertas (1Co 14.26; 16.1-3). A expressão “sacrifício vivo” mostra o contraste com o serviço religioso externo de Israel nos tempos do Antigo Testamento, pois era um ritual e praticado por força da lei.

    5. Culto. “Culto racional” é a adoração cristã, muito diferente do culto do Antigo Testamento, onde se ofereciam criaturas irracionais. A palavra “culto” é latreia , na língua grega do Novo Testamento e significa “serviço sagrado, adoração”, de onde vem a palavra “liturgia”.

    6. Racional. Do grego logikos , derivado do logos , “palavra, razão”, de onde vem a nossa palavra “lógica”. Os principais dicionários de grego afirmam que logikos significa também espiritual. A Nova Versão Internacional (NVI), no rodapé, coloca como opção a tradução “culto espiritual”. Essa palavra só aparece mais uma vez no Novo Testamento (1Pe 2.2), onde “leite racional” é traduzido por “leite espiritual” na Versão Almeida Atualizada. Então, “racional”, aqui, não se refere a racionalismo humanista, frio, sem vida e à parte de Deus, mas algo espiritual. Isto é: culto espiritual, resultado da sabedoria e da inteligência espiritual de Cl 1.9. Devemos oferecer a Deus um culto vivo e espiritual. 

    Vida consagrada envolve todo o nosso ser e em todos os aspectos da vida. É uma entrega total ao Senhor que nos leva a estarmos cada vez mais próximos dEle e, consequentemente, vivermos em amor com os nossos irmãos em Cristo. Assim, teremos poder e graça para vencermos o mundo. E mais do que isso, com o nosso testemunho de fidelidade ao Senhor, conquistarmos os não-crentes para Cristo.  

Fonte: Lições Bíblicas CPAD 2º Trimestre de 1998.