sábado, 6 de agosto de 2016

Lutero - O homem certo na hora certa


Por Odair José da Silva

“E, vendo o Senhor que se virava para lá a ver, bradou Deus a ele do meio da sarça e disse: Moisés! Moisés! E ele disse: Eis-me aqui.” Êxodo 3.4.

“Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel.” Atos 9.15.

Em dois momentos cruciais da história do povo de Deus vemos o Senhor escolhendo um homem para fazer a diferença. Quando o povo era escravo no Egito, Deus chama Moisés. E através dele realiza uma história épica com o livramento do povo de Deus da escravidão do Egito para a terra prometida. Moisés fez a diferença porque era o homem certo na hora certa. O mesmo aconteceu com o apóstolo Paulo. Quando o Senhor precisou de um homem para expandir os ideais do cristianismo ele escolheu Paulo e o capacitou para fazer uma obra extraordinária. Era o homem certo na hora certa.

Mas, não apenas esses dois homens fizeram a diferença no seu tempo. Poderíamos estender essa lista e citar outros nomes. Homens que se colocaram na brecha. Que não mediram esforços para realizar o serviço do Senhor. E a lista seria enorme. Por isso quero falar de outro homem certo na hora certa: Martinho Lutero.

Em 31 de outubro de 1517, Lutero, que era monge, afixou na porta da catedral de Wittemberg, na Alemanha, as 95 teses contra a Igreja Católica. A iniciativa de Lutero é tida como decisiva para o fim do monopólio que a Igreja Católica exercia sobre os cristãos. Em poucos anos, como diria o historiador Lucien Febvre, Lutero deixava de ser um homem de importância provinciana, para se tornar uma figura européia. Mas, quem foi Lutero e qual a importância dele para os propósitos de Deus?

Martinho Lutero, monge agostiniano e destacado teólogo, mostrava-se particularmente envolvido com o tema da salvação. Buscava compreender o ensinamento da Igreja de que a salvação dependia da fé, das obras e da graça. As práticas defendidas pela Igreja para se obter a salvação – as boas ações, as orações, o jejum, as peregrinações, a missa e os outros sacramentos – jamais haviam convencido Lutero. O conceito de salvação pela fé parecia responder à sua busca espiritual.

A fé, dada gratuitamente por Deus através de Cristo, proporcionaria a salvação. Com base nisso, Lutero concluiu que, por mais numerosas e necessárias que fossem, as boas obras não trariam a salvação. A Igreja pregava que, após a morte, havia três destinos possíveis para as almas: o Céu, o Inferno e, para aqueles que ainda não estavam prontos para entrar no Céu e tampouco mereciam o Inferno, o Purgatório. As pessoas temiam o purgatório, pois se preocupavam com o tempo que poderiam ter de passar nessa zona de espera.

A esse temor a Igreja respondia com as indulgências, que eram oferecidas como garantia de redução desse tempo. Eram concedidas aos que oravam, compareciam à missa e realizavam boas obras, incluindo doações de dinheiro à igreja. Os críticos dessa prática – dentre eles Lutero – percebiam que as doações na verdade sinalizavam para a tentativa de “compra” da entrada no Céu. Usado por Deus, ele se colocou contra essa prática mesmo sabendo que corria sério risco de parar nas fogueiras da Inquisição. Ao saber da ação de Lutero, o papa exigiu que ele desmentisse publicamente tudo o que havia dito em suas teses. Lutero recusou-se e rompeu com a Igreja de Roma. A tentativa de puni-lo provocou o protesto dos nobres que apoiavam a Reforma. Por essa razão, os seguidores de Lutero ficaram conhecidos como protestantes. Lutero traduziu a Bíblia para o alemão, tornando a sua leitura possível para todos os alfabetizados. Dessa forma, divulgou sua convicção de que somente a fé aproximava os homens de Deus. Além disso, aboliu o clero e negou a infalibilidade do papa.
É importante saber: se Lutero tivesse se revoltado contra a Igreja Católica um século antes, possivelmente teria sido queimado numa fogueira, como ocorreu com outros que o fizeram. No momento em que Lutero se revoltou, o descontentamento com as atitudes da Igreja era grande e havia pessoas poderosas – reis e príncipes – dispostas a romper com aquela instituição e a proteger quem o fizesse. É aqui que vemos o propósito de Deus na vida de Lutero. Um homem certo na hora certa.

Quem sabe você tenha, até hoje, pensado que não é ninguém nesse vasto universo. Mas, quero que saiba que Deus tem um propósito para a sua vida e que você foi chamado para fazer a diferença. Quem sabe não uma obra gigantesca como Moisés, Paulo ou Lutero. Mas, um pequeno trabalho junto a sua família, seus amigos ou pessoas a sua volta. Descubra o que Deus tem reservado para você e faça a diferença nesse mundo. Você é a pessoa certa na hora certa.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Ateísmo: um suicídio intelectual


Por Gabriel Reis 

Cornelius Van Til foi um proeminente filósofo cristão do século XX. Ele é mais conhecido por sua defesa de um método apologético (defesa da fé) chamado de pressuposicionalismo. Para Van Til, o apologista cristão, ao invés de ignorar os pressupostos do incrédulo que norteiam a sua cosmovisão, ele deve expô-los e desafiá-los diretamente com seus próprios pressupostos cristãos.

Ele propôs o argumento transcendental para a existência de Deus. Um argumento transcendental é um tipo distinto de argumento que visa identificar os pressupostos do pensamento racional. A afirmação máxima de Van Til foi que esses pressupostos só podem ser explicados por uma visão cristã de mundo.

Outra proposta de Van Til é que devemos fazer uma crítica interna em cada visão de mundo. Qual visão de mundo podemos dar sentido para as coisas que nós tomamos como concedidas a todo o momento; que o universo é ordenado, que nossas mentes são equipadas para pensarmos racionalmente e que é verdade que existem padrões objetivos?

O que Van Til propôs era que fizéssemos uma redução ao absurdo na cosmovisão incrédula, assumindo ela por hipótese, e demonstrando que ela não fornece as condições de possibilidade para o pensamento racional, mas pelo contrário, ela destrói. Para Van Til, um ateu argumentando contra a existência de Deus é semelhante a um bebê que bate no rosto do seu pai. Ele só pode fazer isso porque o pai o mantém em seus braços.

A partir dessa analise de Van Til, uma série de pensadores cristãos têm comprado a briga pra levar o projeto de Van Til pra frente. Um fato curioso é que há um número crescente de ateus que estão demonstrando, mesmo que inconscientemente, que Van Til estava correto.

O absurdo de um mundo sem Deus 

Pense em Friedrich Nietzsche, o filósofo alemão do século 19 que era contra a religião. Sua frase mais famosa é “Deus está morto”, que significava a morte da crença significativa em Deus. Nietzsche reconheceu que colocar Deus de lado não é uma questão trivial, mas que tem profundas implicações. Você não pode destruir o Sol e depois esperar que você viva sem calor e luz. Da mesma forma, depois que você tira Deus do mundo – reconheceu Nietzsche – você deve tirar todas as coisas que dependem de Deus, tais como: significado e propósito da vida, moralidade objetiva, a racionalidade e a inteligibilidade do mundo, e até mesmo a ideia de verdade objetiva.

Então, Nietszche era um bom vantiliano fora de época, pelo menos nesse sentido dito, que se você nega a realidade de Deus você nega tudo o que vem com Ele. Mas eu gostaria de analisar uma obra mais recente chamada “O Guia do Ateu para a Realidade: Apreciando a vida sem ilusões”, de um ateu vantiliano, Alex Rosenberg. Para ele, nem o universo como um todo, nem a vida humana em particular, tem algum significado ou propósito. Não há liberdade ou qualquer diferença objetiva entre o certo e o errado. E que o ateu consistente deveria ser um niilista.

Embora ele compartilhe a visão de mundo naturalista-evolucionista de Richard Dawkins, a diferença importante entre esses dois ateus é que Rosenberg é filosoficamente treinado e muito mais equipado para reconhecer todas as implicações de sua visão de mundo. E isso é precisamente o que o Guia do Ateu propõe a fazer.

O livro é dirigido principalmente aos seus companheiros ateus e procura convencê-los de que eles não fizeram o suficiente para limpar a sua casa intelectual. Se eles estão a tomar a sua visão de mundo a sério, devem limpá-la de cada coisa até o último remanescente do teísmo. A realidade é dura e fria e muito mais estranha do que nós pensamos.

O ateísmo e a destruição da moral 

Rosenberg argumenta que o niilismo teleológico leva ao niilismo moral. Quando se trata de questões de moralidade, “vale tudo”. Simplesmente não existem respostas corretas para quaisquer questões morais. Isso inclui o aborto, a eutanásia, o homicídio, o estrupo e qualquer outro tipo de atrocidade humana. Nada é certo ou errado. Não há fundamento moral sem Deus. O ateísmo e a destruição do pensamento Rosenberg escreveu que “a seleção natural não é muito boa em escolher crenças verdadeiras” e “há fortes evidências de que a seleção natural produz grande quantidade de crenças falsas, mas úteis.” Se o naturalismo evolucionista é verdadeiro, o nosso cérebro não foi desenvolvido para alcançar a verdade. Existe uma possibilidade maior da seleção natural ter selecionado crenças em mim que são falsas, mas que no fim garantem a minha sobrevivência, pois a verdade não importa. Se eu creio que o naturalismo é verdadeiro, então, as crenças no meu cérebro não foram formadas a fim de alcançarem a verdade. E isso inclui a minha crença no naturalismo.

Ele também argumenta que a introspecção humana é radicalmente enganosa. Porque se levarmos a ciência a sério, nós nunca pensamos sobre a forma que pensamos. E que, na verdade, o nosso maior erro é pensar que nós pensamos sobre alguma coisa.

Rosenberg admite que isso soa absurdo, mas ele acha que tem um argumento definitivo para isso. Ele afirma que a introspecção, os seus pensamentos, exibe intencionalidade. Intencionalidade é quando os meus pensamentos estão dirigidos a alguma coisa, é sobre alguma coisa. No entanto, Rosenberg explica, a intencionalidade pode não ser uma propriedade intrínseca dos objetos físicos.

Ele diz que “um aglomerado de matéria não pode ser sobre outro aglomerado de matéria”. No entanto, o cientificismo diz que não há mente distinta do cérebro: o pensamento é algo que o seu cérebro faz. E o cérebro é apenas mais um amontoado de matéria no universo. Logo, se os seus pensamentos são nada além do que estados cerebrais físicos, então, seus pensamentos não podem realmente ser sobre qualquer coisa. Portanto, o seu pensamento não é sobre nada, caso o ateísmo seja verdade.

Outros absurdos do ateísmo 

No decorrer do livro, Rosenberg vai mais além dizendo que os ateus deveriam negar o propósito cósmico do mundo, o progresso histórico, a existência humana significativa, a vida após a morte, verdades morais, livre vontade, o direcionamento de nossos pensamentos, nossa capacidade de formular e executar planos.

Rosenberg também diz que se o naturalismo é verdadeiro, nenhuma sentença possui um significado, que não existem sentenças verdadeiras e que ninguém perdura por dois momentos no tempo, você não é a mesma pessoa que era quando começou a ler esse artigo. E eu chamaria o livro de: O guia do ateu para o suicídio intelectual.

A loucura da incredulidade 

Devemos observar que isso confirma o que a Bíblia diz sobre a loucura da incredulidade. A ideia bíblica de loucura tem a ver com a inteligência, e o tempo nos mostra que essa loucura é revelada no ato de abandonar o senso comum e abraçar absurdos auto-destrutivos, tudo para não aceitar a realidade de Deus. Não é surpreendente porque algumas pessoas estão mais dispostas a negar que existe diferença entre o certo e o errado e que os nossos pensamentos são sobre alguma coisa, do que admitir que eles são criados por Deus.

Fonte: http://bereianos.blogspot.com.br/2016/08/ateismo-um-suicidio-intelectual.html

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Objetos “sagrados” comercializados pela Igreja


Por Odair José da Silva 

“As igrejas da Europa possuíam pedaços de madeira da verdadeira cruz em quantidade suficiente para construir um navio. Nada menos que cinco tíbias do jumento montado por Jesus quando entrou em Jerusalém eram exibidas em lugares diferentes, não se falando de doze cabeças de João Batista. [...] O arcebispo de Mogúncia [...] alegava possuir ‘uma libra inteira do vento que soprou para Elias na caverna do monte Horebe, além de duas penas e um ovo do Espírito Santo’”. (BURNS, Edward M. História da civilização ocidental, p. 378).

Ao ler esse relato para os meus alunos na aula de História pude perceber o olhar de admiração por tal fato. Como podem existir pessoas tão ingênuas para acreditar nisso? Foi à pergunta de um dos alunos. Claro que ele não usou a expressão “ingênuo” e sim a famosa lembrança do animal que carrega carga. Então fiz outra pergunta para tentar esclarecer a situação. Será que não vemos isso nos dias de hoje? Como tentei não entrar no mérito do que cada denominação prega nos dias atuais para não correr o risco de ser mal interpretado só deixei a pergunta como uma reflexão. Logicamente que é fácil ver a comercialização do “sagrado” nos dias atuais. Vendem-se de tudo um pouco. Tijolinhos ungido para abençoar na construção da sua casa própria; miniatura de carros para você adquirir o seu veículo; vassoura ungida para varrer o mal da sua casa; entre outras infinidades de coisas.

Cantores e pregadores que cobram cachês exorbitantes para fazerem as suas apresentações sem nenhum compromisso com Deus. A glória são deles e não do Senhor Jesus Cristo. Aliás, Jesus só serve mesmo para venderem os seus produtos. Logicamente que existem aqueles que fazem as coisas de boa fé. Estou me referindo aos lobos devoradores. Mercantilistas que aproveitam a ingenuidade do povo para poderem lucrar e alcançarem o sucesso. Refiro-me as práticas, cada vez mais patentes de inescrupulosos deturpadores do Evangelho.

Na época anterior a Reforma Protestante em 1517, a Igreja Católica, maior senhora feudal da Europa e detentora das maiores riquezas, só queria se manter no poder as custas dos pobres miseráveis. Havia um grande número de padres do baixo clero que não sabiam ler e não conheciam o Evangelho. Alguns mal sabiam rezar: celebrava as missas fingindo que falavam latim, o idioma oficial da Igreja. Muitos clérigos namoravam às escondidas enquanto o alto clero vivia uma vida luxuosa sem se importar com os menos favorecidos. Para manter esse status com a decadência do feudalismo era preciso extorquir os pobres fiéis prometendo-lhes o perdão dos pecados por meio das indulgências.

É nesse contexto que Deus levanta um homem para abalar as estruturas da religião já definhada pela ganância e totalmente afastada dos princípios do verdadeiro evangelho. Martinho Lutero. Um homem cheio do Espírito Santo e guiado por Deus vai enfrentar o papa e afirmar que a salvação é pela fé em Jesus Cristo.

Infelizmente vivemos dias em que vemos um grande número de falsos pregadores espalhando um evangelho falsificado. Distante dos ensinos de Jesus Cristo. Alguns legalistas são verdadeiros fariseus modernos. Colocam tanto jugos e obstáculos à salvação que é impossível alguém conseguir alcançá-la. Outros são tão liberais que já não exigem nenhum sacrifício dos fiéis. A porta é tão larga que a pessoa pode fazer o que quiser e mesmo assim ser salvo em Jesus. Ele só quer o coração, dizem, como se Jesus fosse açougueiro.

Mas, aqui está o meu brado de atalaia para que voltemos ao verdadeiro Evangelho. Jesus ainda está convidando: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma”. ( Mateus 11. 28, 29). Não vejo aqui a necessidade de se comprar esse ou aquele objeto para alcançar prosperidade e ser abençoado. Nem vejo a necessidade de fazer muita coisa para ser salvo. Vejo, sim, a simplicidade de um Evangelho que prioriza o Jesus Cristo, o Filho de Deus que deu a sua vida em resgate da minha e da sua vida. Que possamos entender o sentido do verdadeiro Evangelho.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Ninguém está longe demais


Por Odair José da Silva 

A Bíblia, a Palavra de Deus, expressa categoricamente que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3.16). Não temos como expressar a magnitude deste amor revelado por Deus em prol da humanidade. Mas, como podemos entender isso? Após algum tempo refletindo sobre isso e fazendo perguntas de como poderia entender esse amor, deparei-me com uma passagem bastante conhecida que, como num passe de mágica, me abriu os olhos para compreender um pouco como é essa demonstração de amor de Deus pela humanidade. Partindo, então, da premissa do alcance do amor de Deus, compartilho com meus leitores a história de um resgate miraculoso registrado em Lucas 19. 1-10. Esse texto fala de Zaqueu, um publicano cobrador de impostos que teve um encontro com Jesus e sua vida transformada por causa desse encontro.

Diz o texto sagrado: "Jesus entrou em Jericó, e atravessava a cidade. Havia ali um homem rico chamado Zaqueu, chefe dos publicanos. Ele queria ver quem era Jesus, mas, sendo de pequena estatura, não o conseguia, por causa da multidão. Assim, correu adiante e subiu numa figueira brava para vê-lo, pois Jesus ia passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e lhe disse: "Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje". Então ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria. Todo o povo viu isso e começou a se queixar: "Ele se hospedou na casa de um ‘pecador’”. Mas Zaqueu levantou-se e disse ao Senhor: "Olha, Senhor! Estou dando a metade dos meus bens aos pobres; e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais". Jesus lhe disse: "Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão. Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido". (Lucas 19.1-10).

A partir da leitura desse texto podemos considerar algumas lições que nos mostra o alcance do amor de Deus. Em primeiro lugar compreendemos que o amor de Deus em Cristo Jesus alcança qualquer pessoa, em qualquer lugar. Não importa o que a pessoa é ou fez na sua vida. Se essa pessoa reconhecer o amor de Deus através de Jesus Cristo e o aceitar como Senhor e Salvador essa pessoa é alcançada pelo amor de Deus.

Quando olhamos para a vida de Zaqueu podemos dividi-la em duas fases: a primeira quando ele estava lá no alto e não era salvo; a segunda quando ele estava por baixo e agora era alcançado pelo amor de Deus. E, a partir dessa perspectiva, podemos inferir algumas lições que são preciosíssimas para compreendermos o amor de Deus em nossas vidas.

A primeira lição é que fomos feitos a imagem e semelhança de Deus, mas nos tornamos pecadores. Foi assim com Zaqueu. Ele, como qualquer um de nós, foi feito a imagem e semelhança de Deus, mas se afastou de Deus por causa do pecado. “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”. (Isaías 59.1,2). O pecado é que afasta o homem de Deus. Mas, mesmo assim, Deus busca o pecador perdido. Ele estende suas mãos e os procuram. Ele anuncia o ano aceitável do Senhor. Ele disponibiliza o tempo da graça e misericórdia para salvar o pecador. Ah! Se não fosse o amor de Deus para conosco. O que seria de nós?

A segunda lição é que dentro de nós há um desejo de buscar a Deus, mas o pecado nos impede. Vemos isso em Zaqueu. Quando ele soube que Jesus ia passar por ali ele procurou ver quem era Jesus. Mas encontrou diferentes dificuldades para realizar esse desejo. Isso representa o desejo do ser humano em ser salvo. Há um vazio na alma que ainda não encontrou a salvação em Jesus Cristo. Por mais que algumas pessoas insistem em dizer o contrário, sabemos que há no interior do ser humano o desejo de encontrar o seu Deus.

A terceira lição que aprendemos é que não devemos esperar tornarmos perfeitos para buscar a Deus. Zaqueu correu rápido para subir na figueira e ver Jesus. Apesar das dificuldades e sabedor que era mal visto pela sociedade ele foi atrás de sua salvação. Ele procurava um alívio para o vazio que sentia na sua alma. “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. (Isaías 55.6). A Bíblia salienta que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23), mas mostra-nos o caminho dizendo “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. (Efésios 2.8,9). Existem muitas pessoas enganadas querendo se aperfeiçoar e fazendo boas obras para serem salvas, mas estão iludidas porque a salvação é só através de Jesus Cristo. É dom de Deus. O que é preciso fazer é aceitar o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. Isso porque só existe um mediador entre Deus e os homens pelo qual podemos ser salvos, Jesus Cristo. (Atos 4.12).

A quarta lição que aprendemos aqui é que quando vamos até Jesus com uma atitude sincera ele nos acolhe. Foi o que aconteceu com Zaqueu. Ele foi sincero na sua busca. Ele queria ver Jesus. Quem sabe ele já tinha ouvido falar muito de Jesus e dos seus milagres, de suas palavras e ele buscava ver quem era Jesus. Mas, o mais importante de tudo isso é que ele buscava algo de diferente para sua vida. Ele era um homem rico, mas não era feliz. Tinha riqueza, mas não tinha felicidade. E buscou isso em Jesus. Mas ele foi com um coração sincero. E Jesus viu isso. Quando ele olha para Zaqueu ele viu a sinceridade do coração dele.

A quinta lição é não se preocupar com o que vão dizer de você. Jesus te recebeu e isso é o que importa. Aconteceu com Zaqueu e acontece nos nossos dias. O julgamento das pessoas. Ele é um pecador! Foi o que disseram. Como Jesus entra na casa de um pecador? Mas aquele homem não se importou com isso. Ele estava muito feliz para dar atenção para aquelas pessoas. Ele tinha encontrado o Mestre e a salvação de sua alma. Sua alma se rejubilava de alegria por ter encontrado Jesus. Nos dias atuais ainda vemos pessoas sendo discriminadas por causa do evangelho. Jesus veio buscar e salvar o que se havia perdido. Sim. Ele quer salvar e libertar os viciados, as prostitutas, os assassinos, enfim, não importa o pecado que a pessoa cometeu. O evangelho é para essas pessoas. Todos aqueles que se afastaram de Deus por causa do pecado, Jesus está buscando para salvar.

A sexta, mas não a última lição que percebemos aqui é que um coração aberto para Deus produz arrependimento e santidade. Vemos isso em Zaqueu quando ele aceita Jesus. Ele se arrepende de seus pecados e procura apresentar uma vida de santidade para o Mestre a partir de então. É isso que precisamos. Entregar nossas vidas a Jesus e segui-lo com fidelidade.

Para concluir esta mensagem quero dizer a você prezado leitor, que o amor de Deus é imenso. Ele está de braços abertos te esperando. Procure Jesus e aceite-O como seu Senhor e Salvador. O amor de Deus está derramado em nossos corações. Não importa o que você tenha feito e a sua situação atual. Se você crer em Jesus Cristo ele perdoará os seus pecados e transformará a sua vida. “Vinde, então, e argui-me, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã”. (Isaías 1.18). Entregue a sua vida para Jesus e deixe-o mudar o seu coração e então você encontrará alívio para a sua alma. Ninguém está longe demais do alcance do amor de Deus.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 26 de julho de 2016

Três contribuições para uma festa profana


Por Odair José da Silva 

A poderosa Babilônia se via cercada pelo exército persa. Contudo, Belsazar tentava levantar o moral de seus súditos e para isso promoveu uma grande festa na qual convidou mil de seus grandes do reino. Como império, Babilônia havia conquistado boa parte do mundo da época, inclusive a nação de Israel, povo eleito de Deus, e se considerava invencível dentro de suas muralhas.

O livro do profeta Daniel relata, no capítulo 5, como foi promovida essa grande festa e podemos inferir do texto sagrado três contribuições para que essa festa acontecesse.

A primeira contribuição foi do próprio Belsazar.
Ele contribuiu com sensualidade sem limites. Numa orgia abominável esse rebelde rei junto com os seus grandes promoviam uma afronta à Deus. E o ponto máximo dessa afronta foi estabelecido quando Belsazar mandou trazerem os utensílios sagrados do Templo de Jerusalém. Esses utensílios pertenciam à casa de Deus em Jerusalém e foram levados para a Babilônia como troféus de batalha e prova de poder dos deuses de Nabucodonosor porque “Deus lhe entregou”. Mas, não podemos esquecer que Deus tem o controle de tudo e que não se deixa escarnecer. Lá no céu os olhos de Deus vê qual é a tua sorte, se é vida ou morte e suas mãos a escreve.

Notamos que essa festa foi realizada por descuido. Isso porque como se pode apurar pela história, o inimigo, no caso os persas, estava próximo e cercava a cidade. Belsazar, no entanto, promoveu uma festa com muita gente nobre, mulheres e muita, mas muita bebida mesmo. Contudo, creio que a medida dos pecados dos babilônios chegaram no limite ao fazerem sacrilégio e usarem os vasos sagrados e também profanarem os utensílios da casa de Deus numa atitude de desafio ao Todo Poderoso. Além disso, a idolatria era grande pois cultuavam os deuses pagãos numa atitude de verdadeira afronta ao Deus de Israel.

A segunda contribuição para a festa de Belsazar foi de Deus.
O Senhor dos Exércitos, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó contribuiu com uma escrita misteriosa na parede que deixou todos aterrorizados. Creio que os folguedos e cantorias cessaram para dar lugar a um silencioso espanto. Uma mão misteriosa apareceu escrevendo na parede do palácio. A Bíblia diz que “ao ver a mão, o rei não sabia o que pensar; ficou pálido de medo e começou a tremer da cabeça aos pés”. Daniel 5.6 (NTLH). Todos que estavam no palácio não souberam decifrar a escrita e o rei mandou que todos os adivinhos adentrasse o palácio para decifrar o enigma.

Mas, o que Deus escreve só os seus servos entende e nenhum daqueles adivinhos puderam dar resposta ao rei. A Bíblia diz que “todos os sábios entraram no salão, mas nenhum deles pôde ler o que estava escrito na parede nem explicar ao rei o que aquilo queria dizer. O rei se assustou ainda mais, e o seu rosto ficou mais pálido ainda. E nenhuma das altas autoridades sabia o que fazer”. Daniel 5.9-10 (NTLH).

A terceira contribuição para a festa profana foi de Daniel, o profeta de Deus. 
Considerado um dos sábios do palácio, quando convocado fez o anúncio da calamidade do rei Belsazar e da queda da Babilônia. A sentença foi grave ao monarca e a escrita dizia que os dias do rei e do reino são numerados. Afirmava ainda que, na balança da justiça de Deus, o rei foi pesado e encontrado em falta. O reino foi dividido e dado aos medos e persas.

A história nos conta, nos relatos de Heródoto e Xenofonte que “a cidade foi invadida mediante o desvio do rio Eufrates, e que os persas entraram na cidade e encontraram o povo entregue a uma enorme bebedeira festiva mais ou menos em 11 e 12 de outubro de 539 a.C”. E a Bíblia afirma que “naquela mesma noite Belsazar, o rei da Babilônia, foi morto, e Dario, o rei do país da Média, que tinha sessenta e dois anos de idade, começou a reinar no seu lugar”. Daniel 5.30,31. (NTLH).

Prezado amigo, a história nos ensina lições preciosas e devemos observar o agir de Deus ao longo dos tempos. Tua vida, meu prezado amigo, está escrita e Deus tem o registro dos teus atos. Pare e reflita sobre como está sua vida. Qual a contribuição que tens dado para as festas profanas do mundo?

Jesus te faz compreender neste instante que existe uma balança divina para pesar os nossos atos e que, ainda tens tempo para abraçar a misericórdia de Deus através de Jesus Cristo. Não faças como Belsazar, mas arrepende-te porque “todos somos fracos desde o nascimento; a nossa vida é curta e muito agitada. O ser humano é como a flor que se abre e logo murcha”. Jó 14.1,2. (NTLH). Mas a misericórdia de Deus é a causa de não sermos consumidos. Ele deu o seu Filho amado para nos salvar. Aceite a Jesus Cristo e serás salvo tu e tua casa. Creia no unigênito Filho de Deus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

domingo, 24 de julho de 2016

Ganhar almas: motivos para fazê-lo


Por Odair José da Silva

“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho!” 1 Coríntios 9.16.

Se existe alguma coisa de suma importância que o seguidor de Cristo deve fazer é anunciar o evangelho do Reino de Deus que se manifestou através de Jesus Cristo. Para tanto, é necessário que o ganhador de almas eficiente tenha alguns requisitos: amor pelas almas; conhecimento da Palavra de Deus; espiritualidade plena; disponibilidade; fé; perseverança e chamado de Deus para essa missão. Nesse sentido, precisamos entender a necessidade de anunciar o evangelho de boas novas para um mundo que se encontra afastado de Deus e perdido em suas concepções errôneas.

Ganhar almas para o Reino de Deus é a mais importante tarefa que um fiel servo de Deus pode executar neste mundo. Nada e nem ninguém pode interferir neste propósito que deve pautar a vida de um verdadeiro cristão. O mundo precisa, mais do que nunca, de ouvir boas novas. E isso só será possível se cada cristão que aceitou a Jesus venha anunciar as maravilhas que é servir a Ele.

É uma obrigação primária de cada membro da igreja testemunhar para outras pessoas, a fim de que elas também se decidam por Cristo. Isso era o que fazia a igreja primitiva. Mesmo sendo perseguida ela anunciava as boas novas de salvação.

O evangelho contribui para transformar a sociedade, destruindo práticas abomináveis, incluindo embriaguez, prostituição e drogas e outros maus costumes que assolam as nossas cidades e levam milhares de pessoas para a morte cotidianamente. Vivemos uma época em que o ser humano está cada vez mais envolto na violência e degradação humana e só Jesus pode transformar as vidas dessas pessoas.

As almas sem Deus estão perdidas. São pessoas destituídas da glória de Deus. Por isso, cada um desvia-se pelo seu próprio caminho. O apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos afirma que: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. Romanos 3.23. E o profeta Isaías já havia vaticinado que: “Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos”. Isaías 53.6. E o apóstolo Paulo confirma aos Romanos dizendo: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”. Romanos 3.24.

A Bíblia define os homens e as mulheres deste mundo como pessoas perdidas. Mas existe uma esperança. “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Lucas 19.10. 

Nenhum pecador é capaz de salvar-se por si próprio. Por tal motivo, Deus enviou seu filho ao mundo, a fim de prover salvação para os perdidos. Quem nEle crer será completamente salvo. Foi o que Paulo e Silas disseram ao carcereiro quando este indagou o que poderia fazer para ser salvo. “E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e será salvo, tu e tua casa”. Atos 16.31. E o apóstolo Paulo ainda confirma esse enunciado dizendo: “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens”. Tito 2.11.

Somente Jesus pode salvar. Não existe outro nome, nem no céu e nem na terra, pelo qual os homens possam ser salvos. O apóstolo Pedro cheio do Espírito Santo afirma isso dizendo: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”. Atos 4.12.

Por isso, nada e nem ninguém pode substituir a tarefa de ganhar almas para o Reino de Deus. Como Cristãos que somos devemos anunciar o evangelho que transforma e que dá esperança para o ser humano. Não existe nenhuma esperança para a humanidade a não ser em Jesus Cristo. E nos dias em que estamos vivendo cresce cada vez mais a necessidade de anunciarmos essas boas novas.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 22 de julho de 2016

A igreja, a política e o voto consciente


Por Odair José da Silva

“Não gosto de política.” “Política e religião não se discutem.” É muito comum ouvirmos em nosso dia-a-dia frases como essas ditas por pessoas das mais diferentes origens. De modo geral, elas refletem uma imagem que muitos brasileiros têm da política: que se trata de algo desinteressante, fora do alcance e sempre aberto à corrupção.

Será que a política pode ser reduzida a isso? E quanto a nós, devemos nos manter distantes dela? Temos realmente de deixar essa atividade nas mãos de políticos profissionais? Como fica então nossa participação no processo de tomada de decisões, processo que está na essência mesma da política?

A sociedade em que vivemos está longe de ser homogênea. Nem sempre os anseios de um grupo social coincidem com os de outros. Muitas vezes eles são divergentes, contraditórios ou mesmo antagônicos. Como definir qual deve prevalecer? Foi pensando em questões como essas que o ser humano inventou a política. Por meio dela, as pessoas ou seus representantes discutem idéias, expõem argumentos e decidem que propostas devem ser postas em prática. Nesse processo, os grupos mais bem articulados e coesos, ou aqueles que dispõem de mais recursos, contam com maiores possibilidades de fazer aprovar suas propostas.

E a igreja? Como ela fica nessa situação? A política permeia todos os aspectos de nossa sociedade e a igreja não está isenta a isso. Nesse sentido, precisamos, enquanto corpo pensante, estabelecer metas para não sermos prejudicados com a atual política. Como fazer frente aos ataques que vemos cotidianamente aos princípios cristãos e familiares? Somente uma igreja atuante será capaz de realizar tal propósito. Não podemos nos omitir desse fator essencial no mundo contemporâneo e nem dar vazão a sentimentos nefastos que prejudicam a verdadeira política.

Está chegando à hora de, mais uma vez, escolhermos os nossos representantes municipais. Aqueles que vão ditar o nosso destino por quatro anos. Não podemos mais aceitar esse tipo de política que corrói os bons princípios da Palavra de Deus. Enquanto cidadãos de um país laico e democrático temos que mostrar a nossa força e não podemos nos omitir a esse detalhe e nem ser negligentes a nossa função social. Temos que ser participativo e votarmos conscientemente. Não podemos mais dar desculpas e sermos ignorantes com relação à política.

Um voto consciente faz toda diferença.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense