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terça-feira, 7 de novembro de 2023

Nunca pare de lutar

    Encostado no canto do quarto na penumbra de mais um dia que termina seus olhos não contém às lágrimas que teimam em rolar pela sua face já pálida de tanto sofrimento. Não sabe o que fazer. Leva as mãos ao rosto e sussurra o seu desespero na esperança de que Deus, e apenas Deus possa ouvir a sua voz. Tudo que podia fazer tinha feito e o que recebera fora apenas a ingratidão. Não poderia mais viver com esse peso e na sua alma a única solução para o fim deste terrível sofrimento seria a morte. Só queria forças para executar um último ato neste mundo: tirar a própria vida! 

    De relance viu o pequeno inseto que tinha sido preso na teia da aranha. Lutava para escapar enquanto a aranha caminhava lentamente, como que saboreando a vítima, para fazer a sua refeição. Observou como aquele inseto lutava pela sua vida. Mesmo preso pela teia não desistia. Poderia ajudá-lo. Pensou consigo mesmo. Mas, esse era o ciclo da vida e, dessa forma não deveria intervir. O inseto lutou bravamente. Mas, apesar de seus esforços não conseguiu se livrar e, aos poucos fora devorado pela aranha. 

    Como poderia isto ser assim? Levantou daquele canto e foi até o banheiro. Olhou para si mesmo no espelho. Como poderia ser derrotado dessa forma? Olha para aquele inseto que lutou até o fim. Será que sou mais miserável do que aquele pequeno inseto? Em seus pensamentos passava toda essa reflexão. Lavou o rosto e sentiu a água fria tocar sua pele. Era como se acordasse de um pesadelo. Não podia ser mais uma vítima do sistema. Tinha que lutar. Desgarrar-se-ia da teia de aranha e correria livre pelas campinas. 

    Pegou uma caneta e escreveu em letras garrafais antes de pregar na cabeceira da cama as palavras: “Nunca pare de lutar!”. Como se aquelas palavras fossem uma vitamina que lhe desse mais coragem e determinação, adormeceu. Quando acordou na manhã seguinte estava revigorado. Pronto para mais um dia de labuta e, dessa vez, pensou consigo mesmo, hei de ser um vencedor. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 7 de março de 2023

O que é o homem para que dele te lembres?

    No sonho desta noite havia uma pergunta que atormentava minha mente. O que é o homem mortal para que dele te lembres? Provavelmente a questão veio em meu pensamento pelo impressionante documentário Os rios e a vida que assisti antes de dormir. O documentário apresentava o Rio Amazonas como sendo o último grande rio que ainda resiste à destruição do homem, mas que, com o avanço da soja ele logo vai estar destruído. A floresta é destruída para a plantação do grão que fornece uma base de alimentação no mundo moderno. No entanto, antes da soja, a floresta sofreu, e ainda sofre a destruição causada pela ambição do homem que retira a madeira para fazer diversas atividades com ela. O ser humano destrói a natureza e não mede as consequências dos seus atos. 

    A natureza começa a mostrar sua força. No documentário mostrou uma das secas causadas pela ação do homem onde o rio baixou mais do que o costumeiro e causou inúmeras perdas. Os peixes morreram, em alguns casos até mesmo cozidos pelo calor do sol e as poucas águas. A população ribeirinha sofre com as inconstantes cheias e secas do rio. Alguns, em meio ao desespero, procuram Deus e apelam para o todo poderoso. Sabemos, no entanto, que a marcha para o progresso não vai parar até o homem ter derrubado a última árvore que Deus fez nascer. O pulmão do mundo está sendo afetado diretamente e vai ser impossível respirarmos futuramente. Atualmente destrói-se o equivalente a cinco campos de futebol por minuto. 

    O ser humano dominado pelo espírito do capitalismo está conduzindo a terra para a destruição. E, então martela em nossa mente a pergunta acima. O que é o homem para que dele te lembres? Se não fosse a misericórdia de Deus já teríamos sido consumidos pela destruição. Coloca-se a culpa em Deus pelas calamidades e catástrofes e questionam onde está Deus quando isso acontece. No entanto, deveriam olhar para a destruição que o próprio ser humano faz para suprir suas ambições de poder e luxúria. 

    Deus criou o mundo perfeito. A natureza exuberante funciona dentro de uma lógica perfeita e todos os ecossistemas são interligados. A quase extinção dos jacarés na floresta amazônica a algum tempo atrás, causou um desequilíbrio incalculável na natureza. Quando isso estava para acontecer o homem fez a intervenção e, por meio da proteção ambiental salvaram os jacarés da extinção. A proteção fez com que sua população aumentasse além do normal e isso, também, causou um desequilíbrio. Interfere na natureza de forma que suas consequências são sentidas por anos e anos. Esse fato não aconteceu só na Amazônia, mas, também, no Pantanal. 

    Davi ficou admirado com a grandeza de Deus e, ao olhar para as coisas que Deus havia feito ele ficou fascinado. A lua e as estrelas que o Criador fizera com as próprias mãos causaram no salmista uma admiração pelo poder de Deus. Mas, Davi fica deslumbrado pela oportunidade que Deus dá ao homem de cuidar dessa criação. Admira-se por que Deus dá ao homem o domínio sobre todas as coisas que fez sob o céu. As ovelhas e o gado representam toda criação. As aves do céu e os peixes do mar representam a extensão dessa autoridade. E o que o homem fez desse domínio? O que vemos todos os dias nos noticiários. Mata, rouba e causa destruição sem precedentes. Em tudo isso martela em nossa mente. O que é o homem para que dele te lembres? O homem só desaponta o Criador. Destrói aquilo que ele fez com tanto amor. Será que merecemos o amor de Deus? 

    Abra seus olhos para essa realidade. Saibas que Deus te escolheu para proclamar a sua magnitude. Para adorá-lo na beleza da sua santidade e não para destruir o que Ele fez com tanto amor. Que o Espírito de Deus possa falar melhor em cada coração. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação

    "Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias". Daniel 9:18 
 
    Ó Senhor, nosso Deus. Oramos a ti neste momento suplicando que lembres de nós pelas tuas muitas misericórdias. Abandonamos o caminho. Seguimos os nossos desejos e, para realizar as nossas ambições materialistas, acabamos com o planeta. Estamos vivendo nas misérias das grandes cidades cheias de pessoas nas sarjetas, nos lixões e nos semáforos. A natureza geme e é consumida pelo fogo, pelo calor excessivo e pelas enchentes. 
 
    O ser humano não pensou no planeta com recursos limitados e destruiu tudo o que pode. Agora lamentamos toda essa destruição e pedimos a sua misericórdia. Lembra-te de nós e nos ajude. Sabemos que tens um propósito para todas as coisas e que tudo está em seu controle. Por isso entregamos a ti, em tuas mãos, a nossa angústia com a destruição do planeta. Vem em nosso auxílio e faça resplandecer sobre nós o seu amor. 
 
    "No qual temos ousadia e acesso com confiança, pela nossa fé nele". Efésios 3:12 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense