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quarta-feira, 3 de abril de 2024

Que te ensina o que é útil

    "Assim diz o Senhor, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o Senhor teu Deus, que te ensina o que é útil, e te guia pelo caminho em que deves andar". Isaías 48:17 
 
    Deus é tão bom que nos orienta no caminho do bem. Ele quer ver a nossa felicidade. Nós que não compreendemos isso e deixamos o caminho certo para seguir os nossos próprios desejos. No final sofremos por isso. Deus é quem nos ensina o que é útil. Ele deseja que trilhemos o caminho do bem. 
 
    Feliz a pessoa que não anda segundo conselhos de ímpios. Que anda nos ensinos do Senhor. Que segue os seus mandamentos. Essa pessoa recebe orientação e vive uma vida feliz. Quando fazemos isso temos um companheiro. Deus anda conosco quando obedecemos seus preceitos. Ele nos acompanha na nossa jornada e nos guia pelo caminho da justiça. Podemos evitar dissabores quando seguimos pelo caminho traçado por Deus para as nossas vidas. Ele nos guia pelo caminho em que devemos andar. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 12 de março de 2023

Quem sou eu? O homem ferido, o assaltante, o sacerdote, o levita ou o bom samaritano?

    Sou um homem caído na beira de uma estrada. Eu fui ferido por um assaltante que quase tirou a minha vida. Espancou-me e levou tudo que eu havia adquirido neste dia. Fiquei quase sem vida caído à margem do caminho e as pessoas passam por mim e ficam olhando para a miséria da minha vida. Eu sou este que foi atingido pela violência do mundo atual. 

    Sou o assaltante que feriu o homem à margem do caminho. Sou este que não pensa nas consequências dos meus atos. Estava a espreita do primeiro que desse bobeira para extrair-lhe seus pertences. No calor da luta acabei por ferir este homem. Talvez esta não fosse a minha intenção, mas aconteceu. E eu feri. Deixei-o com suas feridas e fui-me embora daquele lugar em busca de outras vítimas. 

    Sou o sacerdote que passou de largo. Eu vi aquele homem caído na beira do caminho. É uma vítima da sociedade, mas são tantos que nem posso mais dar atenção a essas situações. Tenho tantos rituais para fazer na igreja, tantas coisas para ouvir e tanto para interceder perante Deus que nem vou me dar ao luxo de parar para atender esse pobre miserável. É apenas mais uma vítima desse mundo cruel. Eu sou um sacerdote e não devo me contaminar. 

    Sou o levita e também passo de largo deste pobre moribundo caído à margem desta estrada. Minha função é louvar a Deus na igreja e faço isso muito bem. Minha obrigação não é olhar pessoas caídas à margem da estrada. Então, vou para a igreja cantar. Essa é minha função. E é isso que vou fazer. Louvar a Deus. Não posso perder meu tempo em atender pessoas caídas na beira de estrada. 

    Sou um samaritano. Desprezado pela sociedade e excluído dos meios sociais. Quase não encontro lugar para viver. Olho para esse homem caído à beira da estrada. Está ferido. Olho para ele e me vejo. Tenho como obrigação ajudá-lo. Deixarei tudo que estou fazendo e vou ajudar este homem. Levá-lo-ei a uma estalagem e ali pedirei para que curem suas feridas. Afinal, poderia ser eu nesta situação. 

    Sim, sou o homem caído à beira do caminho, mas igualmente sou o assaltante que o feriu, e o sacerdote e o levita que o evitaram. Mas, pela graça de Deus, sou também o samaritano que o tomou nos braços e o amou. 

    Quem de nós pode afirmar que não somos todos esses personagens destacado pelo Filho de Deus? Quem melhor que Ele para conhecer o coração do homem e saber que somos todos eles em algum momento da nossa vida. Por isso não podemos julgar as pessoas, mas compreender que não somos nada se não for a misericórdia de Deus nas nossas vidas. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense