Mostrando postagens com marcador Cruz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cruz. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Dois ladrões na cruz

    Um dos criminosos que estavam ali dependurados lançava-lhe insultos: “Você não é o Cristo? Salve-se a si mesmo e a nós!” Mas o outro criminoso o repreendeu, dizendo: “Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença? Nós estamos sendo punidos com justiça, pois estamos recebendo o que os nossos atos merecem. Mas este homem não cometeu nenhum mal.” Então ele disse: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino”. Jesus lhe respondeu: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso”. Lucas 23.39-43    
 
    A narrativa dos dois ladrões na cruz ao lado de Jesus, encontrada nos Evangelhos, especialmente em Lucas 23:39-43, é uma passagem rica em significado teológico e moral. As atitudes contrastantes dos dois homens em relação a Jesus revelam verdades profundas sobre a natureza humana, a graça e o arrependimento.    
 
    1. A Indiferença e o Desespero: O Primeiro Ladrão
 
    O primeiro ladrão, que estava crucificado à esquerda de Jesus, representa uma atitude de escárnio e desespero. Ele zombou de Jesus, dizendo: "Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós" (Lucas 23:39). Esta reação demonstra uma falta de fé e um coração endurecido, mesmo diante da morte iminente. Ele não reconhece Jesus como Salvador, mas como alguém que poderia, talvez, oferecer uma fuga temporária do sofrimento.    
 
    Esse ladrão personifica aqueles que, diante do sofrimento, se voltam para o cinismo e a descrença. Ele se preocupa apenas com sua própria sobrevivência e, ao invés de buscar redenção, escolhe desdenhar de Jesus, recusando-se a ver além de sua dor e desespero. Sua atitude reflete a condição de muitos que, em momentos de crise, rejeitam a possibilidade de uma verdade maior ou de um significado mais profundo em suas experiências.    
 
    2. Arrependimento e Fé: O Segundo Ladrão    
 
    Em contraste, o segundo ladrão, crucificado à direita de Jesus, mostra uma atitude completamente diferente. Ele repreende seu companheiro e reconhece a inocência de Jesus, dizendo: "Nem ao menos temes a Deus, estando sob a mesma condenação? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos atos mereciam; mas este nenhum mal fez" (Lucas 23:40-41). Esse reconhecimento é um ato de humildade e contrição.    
 
    Além disso, o segundo ladrão faz uma súplica sincera: "Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino" (Lucas 23:42). Essa declaração é cheia de fé. Ele reconhece a realeza de Jesus e sua capacidade de salvar, mesmo na cruz. Essa atitude de humildade e reconhecimento da soberania de Cristo é recompensada com a promessa de salvação: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso" (Lucas 23:43).    
 
    3. Reflexões sobre a Natureza Humana e a Graça   
 
    Os dois ladrões representam as respostas contrastantes da humanidade diante da pessoa de Jesus. O primeiro ladrão simboliza aqueles que, diante do sofrimento e da injustiça percebida, escolhem a amargura e o desespero, negando a possibilidade de redenção. Já o segundo ladrão representa aqueles que, mesmo em meio ao sofrimento, reconhecem sua própria culpa e a santidade de Jesus, buscando a salvação através da fé e do arrependimento.    
 
    Essa narrativa também enfatiza a profundidade da graça divina. O segundo ladrão, apesar de seus pecados, é acolhido no Reino de Deus no último momento de sua vida. Isso ilustra a natureza radical da graça de Deus, que está disponível para todos, independentemente do passado, desde que haja um arrependimento genuíno e fé em Cristo.    
 
    4. Conclusão: Escolha e Consequência    
 
    A história dos ladrões na cruz nos desafia a refletir sobre nossas próprias atitudes em relação a Jesus. Ela nos lembra que, mesmo no último momento, a escolha de nos voltarmos para Deus com fé e arrependimento pode transformar nosso destino eterno. A escolha entre escárnio e fé, entre desespero e esperança, continua a ser relevante para cada pessoa, em cada tempo e lugar.    
    Essa passagem nos convida a reconhecer nossa própria fragilidade e a necessidade de graça, e a entender que, diante de Cristo, todos têm a oportunidade de redenção. A resposta de cada um a essa oportunidade é o que determina sua eternidade.    
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo

    "No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." João 1:29. 
 
    Existe uma história sobre a construção da catedral em Colônia sobre um operário da obra. De acordo com os relatos da construção havia no local, antes e durante a construção da igreja um cordeiro que sempre pastava tranquilamente pelas proximidades daquela obra. Em um determinado dia um operário caiu de um andaime de uma altura muito grande e os outros correram para acudir já prevendo o pior porque, dificilmente alguém sobreviveria com uma queda daquela. Para surpresa geral o homem estava bem porque tinha caído sobre o cordeiro que morreu no acidente. O homem foi salvo porque o cordeiro morreu em seu lugar. 
 
    Essa história ilustra nossa mensagem de hoje, isto é, a salvação em Cristo Jesus. A Bíblia diz que ele deu a sua vida em nosso lugar para que fôssemos resgatados da nossa vã maneira de viver. Só através de Jesus Cristo conseguimos a salvação eterna. Não há outro mediador entre Deus e os homens capaz de oferecer essa salvação. 
 
    Quando o primeiro casal pecou no Jardim do Éden e, consequentemente, trouxe o pecado ao mundo, Deus sacrificou um animal para que, com sua pele, fizesse uma vestimenta para eles. Esse cordeiro, aqui subtendido, já ilustrava a realização que seria oferecida por Cristo na Cruz do Calvário. Posteriormente vemos o povo de Deus sendo escravizado no Egito e clamando por libertação. Na noite anterior ao livramento de Deus o povo foi orientado a matar um cordeiro e espargir o sangue nos umbrais das portas. Todos que fizeram isso foram salvos da morte e libertos no dia seguinte. Uma ilustração da obra que Jesus realizaria futuramente. 
 
    O profeta Isaías, inspirado por Deus, afirmou profeticamente: Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Isaías 53:7. Uma profecia que viria ser cumprida no tempo de Deus. João Batista, às margens do Rio Jordão exclamou em alta voz: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”
 
    Jesus fez o sacrifício pelas nossas vidas porque o homem jamais seria capaz de salvar-se a si mesmo. O pecado corrompe o ser humano desde o seu nascimento e o torna incapaz de realizar essa obra. A salvação é pela graça de Deus através de Jesus Cristo. Ao sabermos isso duas questões nos instiga: O que poderemos dizer diante de tanto amor? E, como responderemos a ele? 
 
    O pecador perdido em seus delitos e pecados, incapaz de salvar-se, deve reconhecer que é pecador e aceitar o sacrifício do Cordeiro de Deus. Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, 1 Pedro 1:18-19. E responder a esse amor entregando sua vida a Ele. Que Deus em Cristo nos abençoe e nos ajude a buscar refúgio no sangue do Cordeiro. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 22 de outubro de 2023

Que amor é este?

    “Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor”. João 15.9. 

    Que amor é este? Como entender uma fonte tão profunda de um amor tão verdadeiro como este? Seremos capazes, em nossa limitação humana, de entender a magnitude de um amor tão sublime assim? O amor de Deus é algo sublime, maravilhoso. Foi o maior amor visto pela humanidade desde que o homem se rebelou no jardim do Éden e procurou o mal. 

    Deus, então, para resgatar o homem que “jazia no maligno” Ele enviou seu Filho amado, o único filho que tinha. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. João 3.16. Jesus então se fez carne. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. João 1.14. Padeceu todas as afrontas aqui na terra até ser crucificado naquela cruz trazendo salvação a todos os homens. “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus”. I Pedro 3.18. 

    Satisfaz que entregue sua vida ao filho do Deus altíssimo que está assentado a destra de Deus. Pois, ao terceiro dia Ele ressuscitou, cumprindo-se assim todo o plano da salvação predita por Deus. “Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a Ele, glória e poder para todo o sempre. Amém!” Apocalipse 1.5,6. 

    Não há, na história humana, maior amor do que este. Deus ama cada um de nós como se não houvesse mais ninguém a quem pudesse dar o seu amor. É um amor incondicional e sublime. Um amor que “excede todo entendimento”. Quem sabe sua vida tem sido de sofrimento e desespero onde as pessoas tem te abandonado e demonstrado pouca afeição por você. 

    Quem sabe pessoas têm sido infiéis com você. Saiba que Jesus Cristo demonstrou um amor verdadeiro pela tua vida. Ele está de braços abertos esperando para te dar um abraço e receber você com todo esse amor. Ele mudará a história da sua vida. Ele escreverá uma nova página na sua história. Uma história cheia de alegrias e refrigério da salvação. Entregue a Ele o seu coração. Basta você entregar seu coração a Jesus e receber este amor maravilhoso do nosso Deus e permanecer nesse amor. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense