quarta-feira, 30 de julho de 2014

O Elogio da Loucura



Outra espécie de homens [...] é constituída por aqueles que se sentem devorados pela mania de construir. Uma vez invadidos por essa irrequieta paixão, nunca se dão por satisfeitos, sendo a sua preocupação contínua a de fazer, edificar, destruir, até que, como Horácio, nessa tarefa de mudar o quadrado em redondo e o redondo em quadrado, acabam por ficar sem casa e sem pão. E com que ficam? Ficam com a doce lembrança de terem passado com prazer um grande número de anos.

Erasmo de Roterdã - O Elogio da Loucura

Obs. Achei pertinente para os dias atuais.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A batalha não é dos fortes




Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos. Que também o homem não sabe o seu tempo; assim como os peixes que se pescam com a rede maligna, e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enlaçam também os filhos dos homens no mau tempo, quando cai de repente sobre eles. Eclesiastes 9. 11-12.

Pensar a vida talvez seja a melhor coisa que podemos fazer em determinado momento da nossa jornada. E, ao pensar na vida, começamos a questionar o que acontece a nossa volta. Para onde caminha a humanidade e qual o meu destino no final da caminhada? São perguntas que não são fáceis de serem respondidas. Mas, não há outro meio do que pensar sobre tudo o que acontece a nossa volta.

O que está acontecendo no mundo neste momento é algo para pensar ou isso não me diz respeito? Atingir avião com mísseis e não assumir a culpa pela morte de centenas de inocentes é algo sem importância? Ou atacar meu vizinho com mísseis é justificado a luz de ideologias religiosas? Por que o ser humano age dessa maneira? Os questionamentos são muitos. Mas, onde está a resposta para essas dúvidas?

Salomão, o homem mais sábio (de acordo com a Bíblia) que já existiu nesse mundo faz uma série de indagações e afirma que o homem não sabe o seu tempo. Na verdade não sabe mesmo. Estudamos os grandes feitos da humanidade e os acontecimentos que mudaram a face do planeta e não atentamos para o nosso dia a dia e o que acontece a nossa volta. A violência aumenta todos os dias e as pessoas já não se importam mais com isso.

São de uma profundidade imensa as palavras de Salomão. Podemos considerar que não são os ligeiros que correm as corridas e nem os fortes que lutam nas batalhas. São os pequenos e fracos de nossa sociedade é que são envoltos nesses conflitos generalizados que ceifam milhares de vidas constantemente. Como os peixes que se enroscam nas redes e os passarinhos que caem nas armadilhas, os homens são surpreendidos pelo mau tempo, ou para ser mais exato, o tempo mau em que vivemos.

O que fazer em meio esse caos que assola a humanidade e parece não ter fim? Confiar no Senhor. Ele é a nossa salvação. Esse é o conselho que Davi nos deixa. Quando perseguido ele solicitou a ajuda de Deus e foi atendido. É o que devemos fazer também.

Com a minha voz clamei ao Senhor, e ouviu-me desde o seu santo monte. Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou. Não temerei dez milhares de pessoas que se puseram contra mim e me cercam. Levanta-te, Senhor; salva-me, Deus meu; pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios. A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção. Salmos 3. 4-8.

Texto: Odair

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O Redentor que vive




“Eu sei que o meu Redentor vive.” Jó 19.25

Acredito que não há em toda a história humana uma esperança maior. Saber que o nosso Redentor vive é a maior esperança que alguém pode ter. Não existe doença, não existe sofrimento, não existe perseguição que faça um servo verdadeiro perder a esperança de dias melhores se ele confia no Redentor vivo.

Quando parece que tudo está perdido, que as esperanças desvanecem, lembramos que Ele não ficou na sepultura, mas ressurgiu de entre os mortos e subiu ao céu.

Quem sabe você nesse instante esteja no limite de suas forças. Saiba, porém, que é nessa hora que Jesus opera milagres. Pois, Ele opera além de nossos limites. As mulheres foram “ver o sepulcro”. Encontraram um anjo e este falou: “Eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui porque já ressuscitou!”.

Creia em Jesus. Ele é o Redentor vivo. Não é como os demais chamados “deuses” que os restos mortais estão na sepultura. Creia em Jesus, o Redentor vivo que está assentado à destra de Deus e intercede por nós. Creia em Jesus, o Redentor vivo que é o único mediador entre Deus e o homem; o único que leva ao Pai e o único nome que pode salvar.

Creia, porque eu sei que o meu Redentor vive.

Texto: Odair

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O peso de um pedaço de papel



Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou num armazém, aproximou-se do proprietário, conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos, argumentando sobre a enfermidade de seu marido e sua consequente impossibilidade de prover o sustento da família.
O dono do armazém zombou dela e pediu para que se retirasse do seu estabelecimento. Pensando na necessidade da sua família, a pobre mulher implorou:
— Por favor, senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que tiver.
Mas ele lhe respondeu que ela não tinha crédito nem conta em sua loja.
Em pé, no balcão ao lado, um freguês que ouvia a conversa entre os dois, aproximou-se do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família, por sua conta. Então, o comerciante falou meio relutante para a pobre mulher:
— Você tem uma lista de mantimentos?
— Sim! — respondeu ela.
— Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar eu lhe darei em mantimentos!
Não compreendendo a proposta, a pobre mulher hesitou por uns instantes e, com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel e nele escreveu alguma coisa, depositando-o, em seguida, na balança.
Os três ficaram admirados quando o prato da balança, com o papel, desceu e permaneceu embaixo. Completamente pasmo com o marcador da balança, o comerciante se virou lentamente para o seu freguês e comentou, contrariado:
— Eu não posso acreditar!
O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança e, como a escala da balança não equilibrava, pendendo sempre para o lado do pedaço de papel, ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada.
O comerciante ficou parado ali por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido, até que finalmente pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado. Não era uma lista de compras, mas, sim, uma oração, que dizia: “Meu Senhor, o Senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isso em suas mãos...”.
O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo silêncio, que agradeceu e deixou o armazém.
O freguês pagou a conta e disse:
 — Valeu cada centavo. Só Deus sabe o quanto pesa uma oração.
Ao terminar de ler esta mensagem, faça uma oração. É só isso o que você deve fazer. Não existe impossível para DEUS! Jamais desista daquilo que você realmente quer. Lembre-se, a pessoa que tem grandes sonhos é mais forte do que aquela que possui todos os fatos.

Fonte: http://www.icp.com.br/82contexto.asp

terça-feira, 22 de julho de 2014

Como navegar um rio sem margens



Tentar descobrir a grandeza de Deus
É como navegar um rio sem margens
Pela sua infinitude.
Por mais que almejemos conhecê-lo
Só saberemos parte da sua grandeza
Pois Ele é maior do que tudo que conhecemos.
Nossa mente é limitada
Para conhecer a magnificência de Deus.
Se só pensarmos dessa forma
Como alcançar esse Deus?
Eis o grande segredo da vida Deus se revela a nós
E está entre nós.
Jesus Cristo, seu Filho amado
Veio em resgate da nossa alma.
Deus amou o mundo de tal maneira
Que se revelou a si mesmo
Através de seu Filho para nos salvar.
Consigo, então, ver as margens desse rio.
As verdejantes pradarias da salvação.
Já não navego mais sozinho
Pois Ele está comigo.
A ciência não é capaz de revelar a grandeza de Deus
Mas, Ele se revela aos pequeninos
Aqueles que o aceitam como Salvador
Através de seu Filho Jesus Cristo.
Para estes o destino é certo,
Mesmo que a caminhada seja espinhosa
Pois, Deus os conduzirá ao descanso eterno.

Poema: Odair
Foto: Joe Bengala. (Às Margens do Rio Paraguai - Cáceres, MT)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

No Caminho de Emaús



Quase meu coração desfaleceu
Quando caminhava tristemente
Três dias se passaram
Desde os últimos acontecimentos.
A esperança já se ia
Desfalecia em mim as minhas forças
Em saber que Ele havia morrido
E já não se via o seu lugar.
No caminho Ele apareceu
E como pedra estava eu
Quando começou a descrever
As profecias a seu respeito.
Convinha que o Messias
Fosse pendurado no madeiro
Desde Moisés está escrito
E em toda a escritura.
Quando parecia continuar
Sua longa jornada
O recebemos em nossa casa
Pois tarde do dia já era.
Ao tomar o pão e dar graças
Eis que meus olhos abriram
E, então descobri,
Que meu coração batia forte.
Agora sei que Ele vive
Que dos mortos ressuscitou
Irei correndo contar
As boas novas de alegria.

Poema: Odair

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O cantar do galo



Este ensaio tem por objetivo problematizar uma questão fundamental em nossa existência. As frustrações do dia-a-dia. Não pretende ser um manual que explica como e porque isso acontece e, muito menos uma receita de como se livrar delas. Muito pelo contrário. É uma reflexão sobre algo que acontece com todos independente de credo, raça e status social.

Muitas vezes sofremos a dor de uma derrota, choramos pelos sonhos destruídos por um momento de fraqueza e ficamos decepcionados com nossas atitudes. Isso é normal quando se sabe o porquê sofremos tal desilusão. Contudo, é válido lembrar que somos vasos de barro sujeitos a queda e não podemos nos desesperar quando isso acontece em nossas vidas. Afinal, quem nunca errou? Admira-me observar como Jesus agia diante de pessoas frustradas consigo mesmas. Ele agia com amor eterno mostrando que a sua missão era restaurar o ferido. Diferentemente do que costumamos fazer com nossos semelhantes e, muitas vezes, conosco mesmo.

Uma mulher apanhada em ato de adultério em uma civilização judaica com certeza era condenada a morte por apedrejamento, mas Jesus, além de não a acusar, ainda não permitiu que ninguém a acusasse mostrando-lhes que cada acusador daquela mulher também tinha pecado.

Pedro era um discípulo de Jesus que mais se gabava de ir com ele até a morte se esquecendo que era um vaso de barro sujeito a queda. Quando viu que havia negado o mestre, chorou amargamente. Será que podemos imaginar o que se passou na mente de Pedro? Muita tristeza, angústia e dor. Ao ressuscitar, Jesus manda um recado todo especial a Pedro mostrando que o havia perdoado.

Em nossa sociedade não se vê muito essa compaixão. Que se dane o próximo. Lançamos mãos dos açoites psicológicos e físicos na esperança de apagar nossas frustrações. No entanto, isso não é o certo a fazer e nem resolve absolutamente nada. Quando ouvimos o cantar do galo notamos que falhamos outra vez. Mas, é preciso levar em consideração que temos um amigo ao nosso lado disposto a nos auxiliar em nossas fraquezas e capaz de se lembrar do nosso nome na primeira oportunidade.

Texto: Odair