quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Já não há alegria entre os filhos dos homens



Por Odair José da Silva 

A vide se secou, a figueira se murchou, a romeira também, e a palmeira e a macieira; todas as árvores do campo se secaram, e já não há alegria entre os filhos dos homens. Joel 1:12

Acontece na vida de algumas pessoas de sobrevir um sofrimento terrível. Não conhecemos os antecedentes da pessoa e ficamos perturbado com o seu sofrimento. Às vezes até questionamos porque aquela pessoa está sofrendo daquele jeito. Entristecemos e não sabemos o que fazer. Em alguns casos quanto mais ajudamos ou tentamos ajudar, mais a pessoa se afunda em seu sofrimento.

Quando olhamos para a Bíblia encontramos respostas para muitas de nossas perguntas. O exemplo da nação de Israel é interessante para observarmos. Quem vê a situação do povo na época do Profeta Joel pode se perguntar o porque de tanto sofrimento. Será que Deus virou as costas para o seu povo? E se virou, por que o fez? Notamos, então, que, muitas vezes, o sofrimento é consequência da desobediência, do afastamento dos caminhos do Senhor.

A situação era terrível. Desoladora. Eles estavam sofrendo um castigo. Tudo que plantavam morria, não havia alimento, não havia água, não havia esperança. De todos os lados eles estavam cercados. Abatidos. Dessa forma, encontramos muitas pessoas nos nossos dias. Estão sofrendo as consequências de seus desvios do caminho do Senhor.

A pergunta que permanece na nossa mente é o que fazer numa situação dessas? Há solução para o sofrimento quando é consequência de nossos próprios atos? O próprio Profeta Joel nos dá a resposta:

E rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor vosso Deus; porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal. Joel 2:13

Se houver um arrependimento verdadeiro o Senhor é grande em benignidade. Ele restaura a nossa comunhão e nos dá a alegria do céu para vivermos em sua presença. Com Ele, a vida torna-se mais alegre.

Texto: Odair José, o Poeta Cacerense

Deus! Cuida de mim!


No profundo da minha dor eu clamei 
Queria ouvir uma voz que me ouvisse 
Que olhasse para mim 
Alguém que estendesse suas mãos 
E me ajudasse. 
Eu me sentia sozinho 
Parecia que tudo estava contra mim 
Pessoas me olhavam com ódio 
Olhares de rancor queriam ver o meu fim 
E meus passos vacilaram. 
Na minha angústia eu clamei: 
- Deus, cuida de mim! 
No mais profundo do abismo 
Na escuridão tenebrosa da solidão 
Onde eu não encontrava mais esperança 
Eis que as mãos suaves do Senhor 
Foram estendidas para mim. 

Acusaram-me com mentiras 
E disseram que eu não ia conseguir. 
Os meus pecados lançavam em meu rosto 
E uma dor terrível se apoderou de mim 
Eu só queria ouvir uma voz de amor 
De compaixão. 
Na minha angústia eu clamei: 
- Deus, cuida de mim! 
Eu sei o quanto sou falho diante de ti 
Mas, não permita que meus inimigos zombem de mim 
Eles querem ver o meu fim 
A minha queda 
Não permita, oh Senhor! 
Deveras sou teu servo e busco a tua face 
Com lágrimas de arrependimento. 
Se não fora a tua bondade 
Certamente eles teriam prevalecido contra o teu servo. 
Na minha angústia eu clamei: 
- Deus, cuida de mim! 
E o Senhor 
Com suas mãos de puro amor estendida sobre mim 
Ajuda-me a caminhar. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Se alguém me matar eu perdoo a morte!


Ela ainda é uma jovem
Mas está bem debilitada com o tempo
Roupas em frangalhos
Pele castigada pelas escoriações
Olhos vermelhos de tanto chorar pelas madrugadas.
Na sua angústia ela reclama de Deus
Diz que Ele é o culpado de estar nesta situação
- Se Deus é Pai, porque me deixa sofrer assim?
Prisioneira das drogas
Precisa se prostituir para conseguir manter seu vício
E, no seu desespero deixa rolar suas lágrimas.

Ela já não é tão jovem
Teve uma vida abençoada por um bom tempo
Mas, agora se encontra pelos valados e sarjetas da cidade
Em grupos eles se reúnem para fumar e ingerir suas drogas
Sem uma perspectiva de solução.
Está embaixo da ponte juntamente com outros na mesma situação
Quando aquele homem de rosto simpático
Desce até eles com alguns mantimentos
Conversa com ela
Sorri por fora e tenta ser gentil.
Lembra-se dela todos os dias
E leva-lhe compras sempre quando pode.
Ele se despede e ela sente no seu coração que ele a ama
Seu velho e querido pai que sempre a encontra
Independente do buraco onde ela esteja.

Ele ainda é jovem
Anda pelas madrugadas, cansado das bebidas
Das brigas e das mulheres da vida que se joga em seus braços
Dentro da alma há um desespero
Quer uma libertação para sua vida
Ao caminhar chora silenciosamente pelo desespero
De uma vida sem sentido.
O que será do futuro?
E nesse desespero da alma ele grita pelas ruas:
- Se alguém me matar eu perdoo a morte!

Essas histórias aqui ilustradas
São verdadeiras
Ao contemplar essas cenas me veio à pergunta
- Deus, o que fazer?
O que posso fazer é dizer nestas linhas
Só Jesus Cristo é a solução para essas vidas!
Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido
Aceite-O como Senhor e Salvador de sua vida
E conhecereis a verdade
E a verdade vos libertará!

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sábado, 5 de setembro de 2015

Bênçãos em meio à violência


Por Odair José da Silva

"Bênçãos há sobre a cabeça do justo, mas a violência cobre a boca dos perversos". Provérbios 10.6 

Em dias como os que estamos vivendo, em que o que mais se ouve dizer é violência, cabe-nos olharmos para a Palavra de Deus. Ela nos conforta e nos orienta. Quando por ai as pessoas estão com medo e já nem podem mais sair de casa por causa de tanta violência, o crente fiel confia em Deus e sabe que bênçãos há sobre a cabeça do justo.

Por mais que os dias são tenebrosos e violentos, sabemos pela Palavra de Deus, que mil cairão ao nosso lado e dez mil a nossa direita mas nós não seremos atingidos porque o Anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem e os livra de todo mal.

Bênção significa proteção, segurança, paz, felicidade, bondade e muitas outras coisas boas que Deus concede aos seus queridos.

Justo é aquele que faz a vontade de Deus em todos os momentos. Elias era um homem justo. Será que estamos sendo como Elias? Bênçãos há sobre a cabeça do justo. Se formos justos não há temor. Se somos justos não nos preocupemos por estarmos em dias tão violentos, pois Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.

Texto: Odair José

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Lição Bíblica 10 - O líder diante da chegada da morte


SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, em muitas das suas cartas, o apóstolo Paulo afirmava que estava morto para o mundo e vivo no serviço de Cristo (Fp 1.21-23; 2Co 5.2). Entretanto, o tom presente nesta segunda carta a Timóteo parece mais grave e mais sério. Neste trecho da epístola, há algumas formas literárias que ajuda-nos a descrever a gravidade desse tom na epístola, bem como em outras semelhantes: 1) o reconhecimento de que a morte está próxima; 2) advertências sobre a vinda dos falsos doutores; 3) a designação de sucessores para continuar a tradição apostólica; 4) a correta interpretação de pontos controversos. Assim, é possível perceber a típica forma de Paulo se comunicar neste momento de sofrimento: “oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé” (Fp 2.17); “Combati o bom combate e terminei a carreira” (2Tm 4.7). Então, a sua última realização foi: “guardei a fé”. O apóstolo sabia que restava pouco tempo de vida. Sugerimos que você repasse essa explicação aos alunos, logo depois de expor o primeiro tópico da lição.

SUBSÍDIO DIDÁTICO

“Bem sabes isto: que os que estão na Ásia todos se apartaram de mim; entre os quais foram Fígelo e Hermógenes. O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou e não se envergonhou das minhas cadeias; antes, vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e me achou. O Senhor lhe conceda que, naquele Dia, ache misericórdia diante do Senhor. E, quanto me ajudou em Éfeso, melhor o sabes tu” (2Tm 1.15-18). Este texto, mostra com clareza, que o apóstolo Paulo já havia se queixado da solidão. Esta é uma informação importante que você, prezado professor, deve repassar à classe. O texto de Paulo expresso no capítulo 4 de 2 Timóteo é de caráter bem pessoal, demonstrando o sentimento, a pessoalidade e a dor do apóstolo em ser abandonado por quem deveria apoiá-lo em seu árduo ministério. Enfatize que 2 Timóteo 4 narra os últimos momentos da vida do apóstolo. Podemos afirmar que temos o privilégio de conhecer os últimos momentos da vida de um grande homem de Deus, apóstolo Paulo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A graça seja convosco. Estas são as últimas palavras de Paulo nas Escrituras registradas enquanto ele aguardava o martírio num cárcere romano. Do ponto de vista do mundo, a vida do apóstolo estava para terminar num trágico fracasso. Durante trinta anos, largara tudo por amor a Cristo; pouca coisa ganhara com isso, a não ser perseguição e inimizade dos seus próprios patrícios. Sua missão e sua pregação aos gentios resultaram no estabelecimento de um bom número de igrejas, mas muitas dessas igrejas estavam decaindo em lealdade a ele e à fé apostólica (2Tm 1.15). E agora, no cárcere, depois de todos os seus leais amigos o deixarem, a não ser Lucas (vv.11,16), ele aguarda a morte” (Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD, 1995, p.1885).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

O líder diante da chegada da morte

A morte é a consequência do pecado (Rm 6.23). Deus não criou o homem e a mulher para a morte. Esta é a separação entre a alma e o corpo. A base bíblica para este entendimento encontra-se em Gênesis 35.18 a respeito da morte de Raquel: “E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu)”. E Tiago, o irmão do Senhor, corrobora com este fato quando ensina: “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obra é morta” (Tg 2.26). Podemos, então, afirmar: quando a alma deixa o corpo estabelece-se o evento no qual denominamos morte.

A pergunta de Jó, “morrendo o homem, porventura, tornará a viver?”, é de interesse perene a todos os seres humanos. Quem nunca se perguntou: “Há vida após a morte?”; “Há consciência após a morte?”. As Sagradas Escrituras têm respostas afirmativas para estas indagações:

 a) “No Antigo Testamento”. O lugar denominado “sheol” aparece com frequência no Antigo Testamento. Em Salmos 16.10; 49.14,15 o termo hebraico é traduzido por “inferno” e “sepultura”. Em ambos os textos o ensino da imortalidade da alma é o âmago da esperança de salvação humana após a experiência da morte. As frequentes advertências contra a consulta aos mortos (comunicação com espíritos de mortos) indicam a imortalidade da alma numa esfera além vida (Dt 18.11; Is 8.19; 29.4). Em seguida, os textos de Jó 19.23-27; Sl 16.9-11; 17.15; Is 26.19; Dn 12.2 são taxativos em relação à doutrina da ressurreição denotando, inclusive, a alegria do crente em comunhão com Deus de se encontrar com Ele depois da morte. Logo, podemos afirmar que o Antigo Testamento afirma perfeitamente que, após a morte, a alma continua a existir conscientemente.

b) “Em o Novo Testamento”. A base bíblica neotestamentária para a imortalidade da alma está na pessoa de Jesus Cristo. Ele é quem trouxe à luz, a vida e a imortalidade. As evidências são abundantes. Passagens como Mt 10.28; Lc 23.43; Jo 11.25,26; 14.3; 2Co 5.1 ensinam claramente que a alma dos crentes e do ímpios sobreviverão após a morte. A redenção do corpo e a entrada na vida alegre de comunhão com Deus é o resultado da plena e bem-aventurada imortalidade da alma (1Co 15; Ts 4.16; Fp 3.21). Para os crentes, a vida não é uma mera existência do acaso, mas uma encantadora comunhão com Deus implantada em nós, por intermédio de Cristo Jesus, enquanto de nossa peregrinação terrena.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Levante Seus Olhos



Sentes o frio da madrugada
E o medo no seu coração
Não soube livrar da cilada
Que te levaste a essa ilusão
Permaneces com a alma alada
E não ouves mais a canção.

II
As promessas que ouvistes do amor
Só fizeram você sofrer
Seu peito sente uma profunda dor
E já não queres mais viver
Não tem na alma mais vigor
E só pensa em morrer.

III 
Mas a vida tem algo a oferecer
Ao seu coração em perigo
Basta em Jesus Cristo crer
Para encontrares o abrigo
Levante seus olhos para ver
Do seu lado, um grande amigo.

IV
Ele oferece a ti a salvação
Uma paz que mudará o seu viver
Veja agora a grande consolação
Que pode terminar com o seu sofrer
Receba Ele no seu coração
E sua vida muito feliz há de ser.


Jesus conhece toda a sua vida
Quer dar paz ao seu coração
Curar da sua alma a ferida
E trazer-te a libertação
Só Ele tem a verdadeira saída
E a mais singela salvação.

VI 
Levante seus olhos nesse instante
Receba a Jesus como seu salvador
Veja-o como uma estrela brilhante
A mostrar-te todo o seu amor
Você será muito triunfante
Quando receber Cristo como seu Senhor.

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
Obs: Este poema foi o selecionado para intitular
o livro "Levante Seus Olhos" que acaba de ser publicado!


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Os tesouros da terra não satisfazem o vazio da alma


Por Odair José da Silva

Os tesouros desta terra não nos satisfazem. Eles não preenchem o vazio da alma. Por isso estamos sempre insatisfeitos mesmo que tenhamos tudo.

As coisas deste mundo não preenchem o coração que só pode ser preenchido pela graça de Deus. Por isso busquem primeiro o Reino de Deus e sua justiça. Os tesouros que podem preencher o coração estão escondidos em Deus e é preciso ir buscá-los o tempo todo.

De que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma? Nossa maior riqueza está em Deus. Esqueça as coisas deste mundo. Tudo aqui é passageiro e não satisfazem a nossa alma. Deixe o Senhor preencher o vazio de sua alma e te dar a alegria da salvação. A verdadeira felicidade do céu está no Senhor Jesus Cristo.

Mensagem: Odair José, o Poeta Cacerense