terça-feira, 13 de outubro de 2020

O triste fim de Sodoma e a advertência para os nossos dias!

 
"Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar". Lucas 17:28-30 
 
Esta passagem bíblica é uma advertência seríssima para os nossos dias. Vivemos uma época de depravação moral e espiritual que deixaria Sodoma e Gomorra distante. Vemos uma sociedade totalmente entregue ao materialismo e pecados de toda natureza. Não há uma preocupação com os avisos da Palavra de Deus de que em breve Jesus voltará para levar um povo seu, especial, zeloso e de boas obras. Mas, as palavras de Jesus ecoa nos quatro ventos afirmando categoricamente: Lembrai-vos dos dias de Ló! 
 
Quem era Ló e porque Jesus nos advertiu para que não o esqueçamos? Para responder estas perguntas faz-se necessário voltarmos ao início da Bíblia. No primeiro livro da Bíblia, o Gênesis, encontramos a história de Ló. Ele era sobrinho do patriarca Abraão e sempre viveu perto dele. No entanto, um dia os pastores dos dois estavam brigando e Abraão disse a Ló que escolhesse um lugar para ele e, dependendo de sua escolha, Abraão iria para o outro lado para que não houvesse brigas entre os pastores. Ló escolheu as campinas de Sodoma. Com certeza porque aparentava ser mais verdejantes e vistosas à vista. Isso nos mostra a natureza humana que sempre escolhe o que é bonito aos olhos. 
 
Logo em seguida a Bíblia nos informa que Ló estendeu suas tendas até as portas de Sodoma e mais adiante ele está assentado nas portas de Sodoma. Isso significa que ele já fazia parte das pessoas da cidade. E esse foi seu maior erro. A cidade era totalmente entregue a depravação, prostituição e homossexualidade. Homens inflamavam entre si nas ruas a céu aberto. A Bíblia relata que a maldade daquela cidade chegou no seu limite diante dos olhos de Deus. Na sua justiça, Deus iria destruir a cidade. 
Abraão, que a Bíblia nos informa ser chamado amigo de Deus, intercedeu pela cidade. Deus afirmou a ele que se em Sodoma e Gomorra existissem dez justos Ele não destruiria a cidade por causa deles. Abraão entendeu que não havia dez justos naquelas cidades e elas estavam condenadas à destruição. No entanto, sua súplica foi suficiente para Deus enviar dois anjos até Sodoma para tirar Ló e sua família de lá. 
 
Não foi tarefa fácil para os anjos cumprirem sua missão. Primeiro porque os homens daquela cidade queriam de toda forma ter relações homo afetivas com eles e os anjos os cegaram por isso. Segundo porque o próprio Ló não queria fugir para o monte indicado pelos anjos e preferiu ir para uma pequena cidade. Por último, os anjos tiveram que, praticamente, arrastá-los para fora da cidade. Mal saíram de lá e choveu do céu fogo e enxofre destruindo aquelas cidades. O coração deles estava tão arraigados nas coisas materiais que a mulher de Ló foi transformada em uma estátua de sal por desobedecer a ordem de não olhar para trás. Precisamos avaliar nossas atitudes e desejos dos nossos corações. Estamos olhando para qual lado? As campinas de Sodoma ou para o Alvo que é Jesus Cristo? Nosso futuro depende do nosso olhar. 
 
Jesus adverte-nos para atentarmos para este detalhe. Lembrar da destruição de Sodoma nos leva a refletir que devemos estar preparados para a volta de Jesus Cristo. Ele virá buscar a sua Igreja. Os salvos. Aqueles que O aceitaram como Senhor e Salvador de suas vidas. Só Jesus pode salvar e perdoar os pecados. Em nenhum outro há salvação. 
 
Meu amigo. Atente para esse detalhe e aceite Jesus Cristo como Salvador de sua vida. Assim você estará preparado para encontrar com o Senhor nos ares e ficar livre da destruição desse mundo. Que o Espírito Santo possa falar melhor em seu coração. 
 
Texto: Odair José, Poeta e Escritor Cacerense

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Quem era Jó

“Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e este era homem sincero, reto e temente a Deus; e desviava-se do mal” (Jó 1.1).
 
INTRODUÇÃO 
 
O autor sagrado não elabora uma biografia de Jó, mas traça um perfil que diz muito sobre esse gigante da fé. Jó foi um homem diferente, não em natureza, pois ele era igual aos demais de sua época. Todavia, foi, sem dúvida, distinto na espiritualidade. Ele foi um homem que não apenas possuía bens materiais e uma família sólida, mas mantinha profunda comunhão com Deus. Assim, nesta lição destacaremos alguns traços da vida e espiritualidade de Jó. 
 
I. UM HOMEM DE CARÁTER IRRETOCÁVEL 
 
1. Íntegro (sincero) (v.1). O caráter define o que uma pessoa é de verdade. Ela é vista a partir dos valores que governam a sua vida interior. O “mau-caráter” define uma pessoa que não merece confiança, que é desonesta e que, portanto, não possui valores nobres. Jó não era um homem sem pecado, mas tinha um caráter irretocável. Nesse sentido, os primeiros versículos do livro possuem vários adjetivos que descrevem o seu caráter. No primeiro, o autor o apresenta como um homem íntegro. A palavra “íntegro”, que traduz o hebraico tam , possui o sentido de inocente, sem culpa. No grego, segundo a Septuaginta, a palavra alethinós remete ao que é verdadeiro. Assim, podemos afirmar que Jó era sincero nas intenções, afeições e diligente nos esforços para cumprir seus deveres para com Deus e os homens. 
 
2. Reto (v.1). Ele também era um homem reto que, no hebraico yasar , tem um sentido de alguém justo, direito. Na Septuaginta, de acordo com o grego amemptos , possui o sentido de irrepreensível. Portanto, o homem de Uz era justo, reto, direito e se comportava de maneira irrepreensível. 
 
3. Temente a Deus e desviava-se do mal (v.1). Jó é descrito como alguém temente a Deus, que desviava-se do mal. Estas palavras, de acordo com os termos relativos ao hebraico, sur e yare , traduzem a ideia de alguém que prestava reverência a Deus e evitava o mal. Já na Septuaginta, os termos relativos ao grego, theosebés e apecho , trazem o sentido de alguém devotado ao culto e à adoração a Deus e que, por isso, mantinha o mal sempre à distância. As Escrituras mostram que, muito antes de Salomão, Jó praticava o que o homem mais sábio do mundo, posteriormente, ensinaria: “Teme ao SENHOR e aparta-te do mal” (Pv 3.7). 
 
II. UM HOMEM SÁBIO E PRÓSPERO 
 
1. Um conselheiro sábio. Há pessoas ricas que não são sábias nem tampouco prósperas. Possuem conhecimento, mas não entendimento; riquezas, mas não prosperidade. Jó distingue-se nesse aspecto. Ele foi um homem sábio, rico e próspero. A Bíblia afirma que Jó era “maior do que todos os do Oriente” (Jó 1.3). “Maior” aqui não pode ser entendido apenas como uma referência a bens materiais, mas também à sua sabedoria. Estudiosos destacam que Jó era mais importante em sabedoria, riqueza e piedade do que qualquer outra pessoa daquela região e ressaltam o reconhecimento da sabedoria de Jó conforme se destacava a sabedoria dos orientais expressa em provérbios, canções e histórias. Isso fazia dele um homem proeminente, a quem as pessoas recorriam com frequência em busca de conselho e orientação (Jó 29.21,22). 
 
2. Um homem próspero. O homem de Uz não era apenas rico, mas, sobretudo, próspero. O texto sagrado destaca que, além de sua esposa, ele tinha sete filhos e três filhas (v.2). Para os padrões da época, possuía uma família com o formato ideal. Ele também era um fazendeiro bem sucedido. Em sua fazenda havia sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, e quinhentas jumentas; e tinha também muitíssima gente a seu serviço (v.3). 
 
3. Uma prosperidade baseada no “ser”. Jó, portanto, possuía um grande patrimônio e uma bela família. Sua prosperidade se refletia na relação harmoniosa entre ele, sua família, seus negócios e, sobretudo, Deus. Não era uma prosperidade estabelecida somente no “ter”, mas, principalmente, no “ser”. 
 
III. UM HOMEM DE PROFUNDA PIEDADE PESSOAL 
 
1. Um homem dedicado à família. O primeiro capítulo de Jó diz: “Iam seus filhos e faziam banquetes em casa de cada um no seu dia; e enviavam e convidavam as suas três irmãs a comerem e beberem com eles” (1.4). O ambiente descrito aqui é de uma família em harmonia que, de forma feliz, festejava a vida. De forma alguma o texto sugere dissolução, bebedice ou licenciosidade nessas comemorações. Eram confraternizações feitas no ambiente familiar. 
 
2. Um homem de moral e piedade. Jó foi um homem que possuía uma forte moralidade e uma sólida espiritualidade. Além de seu caráter irretocável, o texto deixa claro que ele tinha uma vida piedosa (Jó 1.5). Essa piedade está presente não apenas nos primeiros capítulos, mas em todo o livro. Mesmo nos momentos de desespero, como consequência de sua provação, ele sempre mantinha seus olhos em Deus. Essa piedade era a causa da dedicação de Jó à família. 
 
3. Um homem de vida consagrada. A piedade de Jó está evidente no cuidado espiritual que ele tinha com os filhos. Jó sempre orava por eles: “Sucedia, pois, que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura, pecaram meus filhos e blasfemaram de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente.” (Jó 1.5). Como sacerdote de seu lar, Jó cumpria o ritual do culto em favor de sua família. O levantar cedo ou de madrugada, como expressão idiomática do hebraico bíblico, é uma forma de enfatizar a piedade de Jó. Essa devoção é demonstrada pela consagração vivida por ele. O texto diz que ele se “santificava”. O vocábulo português “santificava” traduz o termo hebraico, qadash , que possui o sentido de ser separado ou consagrado. Uma pessoa que é consagrada é uma pessoa que ora, uma pessoa que ora é uma pessoa consagrada. Portanto, à luz da vida de Jó, somos instados a viver uma vida consagrada diante de Deus e dos homens. 
 
CONCLUSÃO 
 
Destacamos três aspectos importantes acerca da vida de Jó: caráter, prosperidade e piedade. Só compreenderemos devidamente a vida desse gigante da fé do Antigo Testamento a partir dessa matriz. É possível que alguém seja rico, mas não possua caráter algum; da mesma forma é possível que alguém possua valores morais sem, contudo, esboçar piedade alguma. Todavia, ninguém terá um caráter irretocável, não apenas fragmentos ético-morais, prosperidade, não apenas posses, piedade, não apenas religiosidade se não conhecer a Deus na intimidade. Jó era assim: íntegro, reto, temente a Deus e se desviava do mal. 
 
Fonte: Lições Bíblicas CPAD, 2020.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Natureza e Mensagem do Livro de Jó

 

Por que os justos sofrem? 
 
Algumas das questões mais importantes levantadas no Livro de Jó são eminentemente de natureza teológica e, também, filosófica. A questão do sofrimento do inocente é a principal delas. Por que sofre o justo? Ou ainda, por que os ímpios prosperam enquanto o justo sofre? Ao longo dos anos, tanto teólogos quanto filósofos têm procurado dar explicações para esse dilema humano. No contexto de Jó, a ideia que prevalece é a de que somente os maus sofriam em consequências de seus pecados. Se havia sofrimento era porque havia culpa do sofredor. Nesse aspecto, ao longo de seus 42 capítulos, o autor procura demonstrar um novo olhar sobre essa questão.
 
Existe bondade desinteressada? 
 
Para muitas pessoas qualquer prática religiosa não passa de barganha. Essa era também a tese do Diabo. Para ele, Jó só permanecia fiel a Deus porque recebia benefício em troca: Jó era um homem agraciado com muitos bens; com uma família formidável; cercado de muitos amigos; e gozava de boa saúde. Nessas condições, como disse Satanás, todos são devotos. Todavia, vindo o infortúnio, a tragédia e a calamidade, será que esse fervor religioso permaneceria? Satanás estava disposto a apostar que a espiritualidade de Jó não subsistiria a uma prova de fogo. O livro mostra como Jó se comportou nessa prova. 
 
Pode o homem compreender Deus? 
 
Os últimos capítulos de Jó mostram os impactos que a revelação divina tem sobre os homens. Como Paulo, que foi verdadeiramente mudado quando contemplou o Senhor numa visão (At 9.1-17), assim também Jó é totalmente transformado quando contempla a majestade do Senhor (Jó 38 — 42). A questão para Jó não foi tanto o entender Deus, mas experimentá-Lo. Viver e experienciar Deus mudou completamente a vida de Jó! Eis uma grande lição deixada por esse precioso livro. 
 
Fonte: Lições Bíblicas CPAD - 4º Trimestre 2020.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Cristo entende você

 

Cristo é o nosso Sumo Sacerdote no céu, e, por ter vivido como um ser humano, Ele conhece as nossas fraquezas e simpatiza com aqueles que se esforçam para não errar, ainda que nem sempre sejam bem-sucedidos.

Cristo foi perfeito em todos os seus caminhos, sendo também sacrifício perfeito pelos nossos pecados.

De nós Ele exige que não abandonemos a fé e que perseveremos em conhecê-lo. Agindo assim, poderemos chegar "com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno". Hb 4.16.


Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Religião, escândalos e enganações

 
A pastora que matou o marido dará uma explicação e os seus seguidores continuarão dando dinheiro a ela.
O padre que desviou milhões da construção da Basílica vai explicar e dizer que são acusações falsas e os fiéis continuarão colaborando.
Se soltar o famigerado João de Deus, com certeza teremos filas enormes de pessoas na porta de sua casa em busca de curas e milagres.
Foi assim no discurso do Papa Urbano II que levou milhares de fiéis para a morte nas Cruzadas.
Curandeiros, charlatões, vigaristas...Por que eles existem e conseguem dar seus golpes sempre da mesma forma?
No fundo, parece que as pessoas gostam de ser enganadas.
Faz parte da natureza humana?
Deuses, demônios, fantasmas, monstros e outras criaturas são criadas para controle das pessoas. Eles têm o poder de exercer a dominação sobre o ser humano que os criaram. Basta alguém ter um excelente discurso e persuasão para conseguir ludibriar as mentes incautas.
O medo, a superstição, o orgulho, a ignorância...
Tudo isso contribui para o que vemos ao longo do tempo.
A religião, sem dúvidas, é uma canoa furada em alto mar que levará as pessoas para o fundo do abismo.
A pergunta que formulo é até quando isso vai ser assim?
 
Texto: Odair José, Poeta e Escritor Cacerense

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Caminhar

 
"Não tenho medo de ter minhas mãos e pés sujos por caminhar e ajudar pessoas a saírem do pântano...Desde que tenha o meu coração limpo e a consciência tranquila".

Pensamento: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

O que penso eu do mundo

 
Elevo meus olhos para o céu e vejo as estrelas
Em minha mente passa inúmeros pensamentos
Uma inquietude sobre a existência humana
Perguntas que muitas vezes não tem as respostas
Capazes de satisfazer o coração.
 
Quem sou eu nesta vastidão do universo?
Será que acima das estrelas existe alguém que olha para mim?
Essa pergunta que perpassa a longa trajetória da humanidade
Permanece em minhas indagações.
O que mais importa nesta vida?
O amor que sentimos pelas pessoas que amamos
Ou a esperança de deixarmos um legado para as gerações futuras?
Como alcançar a felicidade?
O sonho humano de viver dias felizes
Em meio ao caos que a própria humanidade criou
Não parece fácil de ser superada no pouco tempo
Que temos para caminhar pelo planeta.
E a solidão que insiste em nos acompanhar
Por mais que queiramos compartilhar nossos medos
Nascemos sozinhos e terminamos nossos dias da mesma forma.
Apenas um pequeno traço marca a nossa ínfima existência
Causando-nos o medo do infinito.
 
Pensar no que nos espera do outro lado
Causa um certo temor por não sabermos ao certo.
Tudo pode não passar de uma aposta
E não existir nada além do túmulo frio que nos protege no final.
Mas, pode ser que a eternidade nos espera de braços abertos
E a vida aqui seja só um ensaio da vida futura.
Por isso o amor é tão importante
O sentimento mais profundo que podemos sentir
E espalhar enquanto vivemos neste mundo.
Pensar essas coisas me dá uma confiança
De que Deus, o Criador deste imensurável universo,
Tem um zelo especial por cada um de seus filhos
Que peregrina aqui neste mundo.
 
A esperança que vejo no sorriso de uma criança
Ou na beleza das flores
Faz-me acreditar no poderoso criador de todas as coisas.
A fé nos possibilita dar um salto na eternidade
E vislumbrar a vida como uma dádiva de Deus para nós.
Viver é a coisa mais fabulosa que podemos desfrutar
E desejar ver os sonhos ser realizados todas as manhãs
Deve ser a motivação que nos ajuda a vencer os desafios
Desta jornada tão lindamente incrível.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense