terça-feira, 26 de maio de 2015

A Mentira Agrada Mais do Que a Verdade



Um dos livros que mais influenciaram minha vida...destaco um pequeno texto para apreciação!  - Odair.

"O espírito do homem é feito de maneira que lhe agrada muito mais a mentira do que a verdade. Fazei a experiência: ide à igreja, quando aí estão a pregar. Se o pregador trata de assuntos sérios, o auditório dormita, boceja e enfada-se, mas se, de repente, o zurrador (perdão, o pregador), como aliás é frequente, começa a contar uma história de comadres, toda a gente desperta e presta a maior das atenções".

"Como é fácil essa felicidade! Os conhecimentos mais fúteis, como a gramática por exemplo, adquirem-se à custa de grande esforço, enquanto a opinião se forma com grande facilidade, contribuindo tanto ou talvez mais para a felicidade. Se um homem come toucinho rançoso, de que outro nem o cheiro pode suportar, com o mesmo prazer com que comeria ambrósia, que tem isso a ver com a felicidade? Se, pelo contrário, o esturjão causa náuseas a outro, que temos nós com isso? Se uma mulher, horrivelmente feia, parece aos olhos do marido semelhante a Vénus, para o marido é o mesmo do que se ela fosse bela. Se o dono de um mau quadro, besuntado de cinábrio e açafrão, o contempla e admira, convencido de que está a ver uma obra de Apeles ou de Zêuxis, não será mais feliz do que aquele que comprou por elevado preço uma obra destes pintores e que olhará para ela talvez com menos prazer?"

Erasmo de Roterdã, in "Elogio da Loucura" (fala a Loucura)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Um fim esperado




"Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus." (Filipenses 1:6)

Um de meus versículos preferidos é Jeremias 29:11: "'Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro'". Deus disse essas palavras ao povo judeu durante seu cativeiro na Babilônia. Eles estavam desencorajados e imaginando se algum dia voltariam ter liberdade de adorar a Deus como antes. Então Deus lhes falou, dizendo de fato: "Tenho um futuro para vocês". Essa palavra "futuro" poderia ser traduzida como "um fim esperado" ou "razões de esperança".

Certamente podemos aplicar esse versículo, em princípio, às nossas próprias vidas. Deus sabe pelo que estamos passando neste exato momento e pensa em nós. Ora, se esse versículo dissesse apenas: "Conheço o plano que tive uma vez para vocês", eu já estaria contente. Só de saber que o Deus Todo-Poderoso, o Criador do Universo, realmente pensou por um momento que fosse em mim, já seria o bastante.

Mas não é isso que o versículo diz. Em vez disso, Deus diz: "conheço os planos que tenho..." Então os planos de Deus são passados, presentes e futuros. Quantos planos serão? Bom, até que número você consegue contar? O Salmo 40:5 diz: "[...] Não se pode relatar os planos que preparaste para nós! Eu queria proclamá-los e anunciá-los, mas são por demais numerosos!" Os planos d'Ele para nós são inumeráveis e são bons.

Você é uma obra em andamento e Deus ainda não a terminou. Vai haver um resultado. Vai haver conclusão. E quando a vida estiver uma bagunça que você não consiga ordenar, Deus vai arrumar tudo. Vai organizar tudo definitivamente.

Link original: http://www.harvest.org/devotional/archive/devotion/2009-12-07.html

sábado, 23 de maio de 2015

Igualdade ou desigualdade?



Por Odair José da Silva

Outro dia cheguei na Faculdade onde trabalho e deparei-me com uma cena, no mínimo, intrigante. Um indivíduo estacionou em uma das vagas destinada aos deficientes físicos e foi abordado pelo segurança. Até ai tudo normal. O que não foi normal foi a reação do mesmo. Ficou furioso e começou a falar alto com o segurança e reclamar de que não havia vaga no estacionamento. Que ele era fulano de tal e etc. Eu creio que ele teve que encontrar outro lugar para estacionar.

Na verdade, esse tipo de coisa acontece cotidianamente em nossa cidade e, com certeza, no Brasil todo. Há uma falta de respeito pelo próximo como que o que se importa mesmo é o indivíduo. Esse fato me levou a uma reflexão que deparei-me lendo a lição de Escola Dominical dos Jovens. O tema é Jesus e as minorias. O que me chamou a atenção foi o fato de que Jesus valorizou os excluídos da sociedade. As mulheres, que naquele tempo, e ainda hoje, em muitos lugares, são consideradas inferiores, às crianças e os doentes, naquela época, um exemplo maior, os leprosos. Também tinha os samaritanos e os gentios. No entanto, Jesus teve o maior cuidado em tratar todos da melhor forma possível. Isso me levou a perguntar: enquanto cristão, seguidores de Cristo, fazemos o mesmo? E para ser sincero, acredito que não. Sem querer generalizar, mas boa parte dos assim chamados cristãos não respeitam o próximo. Estão mais preocupados consigo mesmo do que com os outros.

Os próprios discípulos fizeram isso. Eles tentaram impedir que as crianças se aproximassem de Jesus. Tentaram calar a voz do cego que clamava por misericórdia, tentaram afastar a mulher que clamava por socorro e reclamaram da mulher que derramou o vaso de alabastro em Jesus. Acontece o mesmo nos nossos dias. Sempre tem aqueles que se acham os certinhos e consideram os outros errados e não dignos da misericórdia do Senhor. Por que agem assim? Faz parte da natureza humana olhar para o próprio umbigo e esquecer dos outros. Em um mundo cada vez mais marcado pelas desigualdades sociais, como podemos considerar os outros iguais a nós mesmo? O mandamento de amar o próximo como a si mesmo é cada vez mais explicitamente violado.

Lembro-me de quando ainda adolescente estávamos um grupo de colegas brincando embaixo de uma enorme figueira e estava lá um senhor deitado todo maltrapilho. Pelo jeito estava ali a vários dias. Era próximo a igreja e ninguém ajudava aquele homem. Notamos, porém, que uma senhora que não era frequentadora da igreja sempre levava alimento para aquele homem. Ela estava sendo solidária com o seu semelhante. Quantos de nós, cristãos, estamos agindo como os sacerdotes e levitas da parábola do Bom Samaritano? Àquela mulher agiu como o Bom Samaritano.

A lição que podemos tirar de tudo isso é que vivemos uma época tão difícil da história da humanidade que os valores são invertidos. A desigualdade social assola milhares de pessoas e devemos tomar cuidado para não valorizarmos mais as aparências do que o fundamental que é a vida humana. Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós e que possamos seguir o exemplo de Jesus. Podemos fazer alguma coisa para ajudar amenizar o sofrimento de alguém. Vamos fazer.

Texto: Odair

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Sarah - 17 anos!



O que posso dizer? 
São tantas palavras que me vem a mente 
E não consigo defini-las direito 
Quero ordená-las para que possam expressar todo sentimento. 
Mas, serei breve. 
Só preciso dizer que são 17 anos 
Acompanhando sua vida desde o dia 
Em que soube da noticia de que teria uma filha. 
São 17 anos que nunca deixei de pensar em você um único dia. 
São 17 anos que não consigo agradar você, 
Mas continuarei tentando. 
São 17 anos de alegria em ver você crescendo 
E pedindo a Deus que a proteja 
E guie os seus passos no caminho certo. 
O que desejo de coração é que você seja feliz 
E possa realizar seus sonhos. 
Eu te amei desde o primeiro dia 
E vou te amar todos os dias da minha vida 
Com um amor incondicional. 
Muitas felicidades e muitos, 
Mais muitos anos de vida! 
Você é e sempre será a minha princesa!

Poema: Odair
Dedicado: Sarah

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Os medos e angústias da existência humana - Uma abordagem no filme O Homem Bicentenário



Por Odair José da Silva

Na verdade esses são os temas principais abordados no filme O Homem Bicentenário (EUA, 1999). O filme conta uma história interessante. Na casa de uma família vive um robô que faz as tarefas domésticas. A família começa a perceber que o robô é diferente, com características próprias e personalidade. Cada dia que passa ele apresenta mais traços humanos, têm sentimentos, dúvidas e conflitos que vão se afirmando com a convivência com as pessoas. É um filme de ficção científica baseado em história de Isaac Asimov.

Em toda história da humanidade podemos perceber a busca incessante do ser humano em livrar-se dos seus medos e angústias. Nessa busca pela paz interior e felicidade este ser humano perpassa todos os espaços ideológicos e imaginários para dar respostas às questões existenciais. No entanto, para muitos é como dar um salto no escuro sem saber qual a distância, ou mesmo, se há um fundo para descansar os pés. Uma busca quase sempre sem respostas objetivas para questões subjetivas. E, digo quase sempre, porque existem pessoas que sabem a respostas para esses medos e essas angústias da existência humana. E, são nesses personagens e ideologias expostas por eles que quero deter-me um pouco neste artigo.

O salmista Davi exclama: “O meu escudo está em Deus, que salva os retos de coração”. Salmos 7.10. Davi é um exemplo de pessoa que conhecia os desígnios de Deus e tinha plena convicção de que Ele tinha e tem o controle das coisas que acontecem no universo e na vida particular de cada ser humano. Ele tinha a percepção de um Deus grandioso que comandava dos altos céus as estruturas da terra e cada caminho trilhado pelo homem. Ele conhecia Deus não de ouvir falar, mas de experiência que ele mesmo tinha pessoalmente com Deus. Quando ele canta: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará” ele está afirmando sua confiança no Todo Poderoso.

Não que ele não tenha tido medo e angústia. Muito pelo contrário. Talvez seja um dos que mais tenha se angustiado nesta vida. Já imaginou sua angústia ao esconder-se de seu filho que conjurava o trono? Ou seu medo diante da ameaça do rei Saul em matá-lo? Davi passou por isso. No entanto, ele tinha plena confiança de que Deus estava no controle de tudo e que podia livrá-lo dessas ciladas. Ele deixava-se descansar na proteção de Deus. Com essa confiança ele enfrentava seus medos e suas angústias.

Paulo é outro exemplo de pessoa que confiava em Deus em meio às angústias e medos. Notamos isso quando lemos o que ele escreve aos coríntios: “como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias”. 2 Coríntios 6.4. Como podemos afirmar que ele não sentiu medo no meio da tormenta quando estava prisioneiro no navio que o levava a Roma? Ou que não sentiu angústia quando estava acorrentado na prisão juntamente com Silas? No entanto, ele demonstra confiança em Deus e sabe que Ele é o Criador do universo e tem o controle de todas as coisas. Em meio às angústias ele adora a Deus. Ele canta em meio aos desafios da vida. Ele faz isso porque tem convicção do Deus que serve.

O que falta aos seres humanos é a convicção do Deus verdadeiro Criador dos céus e da terra. Os medos e angústias que perpassam os personagens do filme retratam os mesmos medos e angústias que sufocam a maioria das pessoas espalhadas no globo terrestre. Isso acontece porque as pessoas não conhecem o Criador. No filme, conforme o robô vai adquirindo personalidade começa aumenta seus questionamentos sobre o propósito de sua criação. Ele não tem convicção de sua verdadeira natureza neste mundo. E isso é o que acontece com a maioria das pessoas. Elas não conhecem a sua identidade. Não sabem o seu propósito de vida. E, o medo e as angústias só aumentam com o avanço da tecnologia e ciência que não conseguem dar respostas para as indagações do coração humano.

Quando entendemos que o ser humano foi criado por Deus para sua adoração, então compreendemos o propósito da criação. Cada um de nós temos uma função nesta vida. Fomos feitos semelhante a Ele e com a função de O adorar na beleza da Sua santidade. Quando entendemos isso temos convicção do que somos. E, quando isso acontece, o medo e as angústias deste mundo já não nos deixam preocupados porque sabemos que Deus cuida de nós. Podemos exclamar como Paulo escrevendo aos Efésios: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. Efésios 2.10.

Texto: Odair

terça-feira, 19 de maio de 2015

Senhor, escuta a minha voz!



Por Odair José da Silva

Senhor Deus Todo Poderoso, venho em nome de Jesus, orar a Ti neste dia e agradecer pela grande bondade que tens tido para comigo.

Sou falho e pecador e mesmo assim Tu tens me cercado de bênçãos e paz. Só tenho que agradecer pela maravilhosa presença em minha vida.

Se o coração está apertado, as dificuldades são imensas, todas as portas parecem fechadas, mesmo assim eu vejo o seu propósito em tudo isso.

Estou aprendendo a confiar em Teu socorro mesmo sabendo que não mereço, porém, confiando, pois preciso mais do que mereço.

Quando, neste dia, veio o desânimo depois de tanta correria, pude ouvir a Tua meiga voz me dizendo para simplesmente confiar, pois não há dificuldade para Ti.

Obrigado Senhor, pelo Teu amor e misericórdia para comigo.

Te agradeço de coração.

Amém!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A tempestade do lado de fora



“E levantou-se grande temporal de vento, e, subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia e água”. Marcos 4.37.

Tudo vai bem quando o barco está na água, mas se a água está no barco, tudo vai mal. Muitas vezes sucumbimos diante das dificuldades, por permitimos às tormentas invadirem-nos o espírito.

Daniel foi lançado na cova dos leões, mas nunca deixou que a cova nele se instalasse. Lançados na prisão, Paulo e Silas lutaram para que seu espírito jamais fosse aprisionado; mesmo sobre os grilhões, cantavam louvores a Deus. João estava na ilha de Patmos, mas a ilha não lhe entrou no coração; em espírito achava-se no dia do Senhor.

A vitória não depende de circunstâncias externas, mas de nossa atitude intima. Não é a severidade do teste que conta; mas como o enfrentamos. Fortalecido pela graça de Deus, triunfaremos sobre todas as adversidades.

Marcos, o Evangelho do Servo de Jeová.