terça-feira, 18 de março de 2025

Distrações disfarçadas

    Vivemos na era da hiperconectividade, onde a atenção se tornou um dos recursos mais valiosos e disputados. A cada instante, notificações piscam em nossas telas, e-mails exigem respostas imediatas, redes sociais nos arrastam para um fluxo infinito de informações. No meio desse turbilhão, nos sentimos ocupados, mas será que estamos realmente produtivos? Mais importante ainda: será que estamos dedicando tempo ao que realmente importa? 
 
    Muitas das urgências do dia a dia não passam de distrações disfarçadas. Atendemos a demandas externas sem questionar se elas nos aproximam de nossos objetivos e valores. É fácil cair na armadilha do “fazer por fazer”, sem refletir sobre o sentido por trás de cada ação. 
 
    Por isso, torna-se essencial cultivar a consciência sobre o que merece nossa atenção. Nem tudo que é urgente é importante. O verdadeiro desafio é filtrar o essencial e aprender a dizer “não” ao que apenas nos rouba tempo e energia. Afinal, no final do dia, o que vai contar não é a quantidade de tarefas que realizamos, mas a profundidade e a intenção com que vivemos cada momento. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

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