A vida neste mundo é cheia de belezas visíveis — flores que desabrocham, paisagens deslumbrantes, corpos jovens e fortes, conquistas materiais. No entanto, a Bíblia nos convida a enxergar além da aparência, lembrando que tudo o que é material é passageiro. Como diz o salmista:
"O homem é como um sopro; seus dias são como a sombra que passa."
— Salmo 144:4
Essa transitoriedade é também refletida nas palavras do apóstolo Pedro:
"Toda carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. A erva seca, e a flor cai;
mas a palavra do Senhor permanece para sempre."
— 1 Pedro 1:24-25 (citando Isaías 40)
A beleza que hoje nos encanta, amanhã murcha. Roupas envelhecem, casas se deterioram, bens se desfazem. Mesmo o corpo, que hoje pode parecer perfeito, com o tempo se curva, perde o viço e se rende à fragilidade. Isso não significa que a beleza seja inútil — ela reflete, sim, a criatividade de Deus — mas é um lembrete para que não coloquemos nossa esperança no que é passageiro.
O verdadeiro valor está naquilo que não se corrompe:
"Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam.
Mas acumulem para vocês tesouros no céu..."
— Mateus 6:19-20
Essa perspectiva eterna nos liberta do apego excessivo à matéria. Podemos desfrutar das bênçãos que Deus nos dá — sim! — mas com o coração firmado na eternidade, onde a verdadeira beleza é aquela que vem de um coração puro, uma fé firme e um amor que não acaba.
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense