segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Controla o que podes, aceita o que não podes

    A frase "Controla o que podes, aceita o que não podes" ressoa profundamente com os princípios da sabedoria estoica e nos convida a refletir sobre a maneira como lidamos com os desafios e incertezas da vida. Em essência, ela nos ensina a discernir entre aquilo que está sob o nosso controle e o que foge da nossa capacidade de interferência. 
 
    Ao focarmos no que podemos controlar, como nossas ações, pensamentos, reações e escolhas, exercemos uma autonomia pessoal que nos fortalece. Isso nos ajuda a agir de maneira mais eficiente, tomando decisões que refletem nossos valores e objetivos. Esse foco no que está ao nosso alcance evita desperdício de energia com o que não podemos mudar e nos dá uma sensação de realização por estarmos ativamente moldando nossa própria vida. 
 
    Por outro lado, aceitar o que não podemos controlar exige humildade e uma dose de sabedoria. Muitas vezes, gastamos energia e nos angustiamos ao tentar mudar ou resistir a circunstâncias que estão além de nós: as ações de outras pessoas, o curso da natureza, o tempo, e mesmo aspectos da nossa própria vida que não podemos prever ou alterar. Essa aceitação não é sinônimo de passividade ou resignação, mas de compreender que há limites para o que podemos modificar. Ao acolher essa realidade, cultivamos a paz interior, pois deixamos de lutar contra o inevitável e aprendemos a nos adaptar a ele. 
 
    Controlar o que podemos e aceitar o que não podemos nos coloca em um estado de equilíbrio. É uma maneira de evitar frustrações desnecessárias, permitindo-nos concentrar nossa energia em melhorias reais enquanto praticamos a serenidade diante das adversidades. Essa atitude nos leva a uma vida mais leve, onde, ao invés de sermos consumidos por uma luta constante contra o imutável, encontramos espaço para o crescimento e o bem-estar, mesmo em meio às dificuldades. 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 28 de setembro de 2024

Como posso vencer a tentação?

    As Escrituras nos dizem que todos nós enfrentamos tentações. Primeiro Coríntios 10:13 diz: "Não vos sobreveio tentação que não fosse humana." Talvez isso proporcione um pouco de encorajamento porque muitas vezes nos sentimos como se sofrêssemos sozinhos, e que os outros são imunes às tentações. A Bíblia nos diz que Cristo também foi tentado: "Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado" (Hebreus 4:15). 

    De onde, então, essas tentações vêm? Primeiro de tudo, elas não vêm de Deus, embora Ele as permita. Tiago 1:13 diz: "Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta." No primeiro capítulo de Jó, vemos que Deus permitiu que Satanás tentasse Jó, mas com restrições. Satanás está vagueando pela terra como um leão, buscando pessoas para devorar (1 Pedro 5:8). O versículo 9 nos diz para resisti-lo, sabendo que outros cristãos também estão sendo atingindo por seus ataques. Por essas passagens podemos saber que tentações vêm de Satanás. Vemos em Tiago 1:14 que a tentação pode se originar em nós também. O versículo 14 diz que cada um é "tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz." Deixamo-nos pensar certos pensamentos, ir a lugares que não devemos ir e tomar decisões baseadas em nossos desejos que nos levam à tentação. 

    Como, então, podemos resistir às tentações? Primeiro de tudo, temos de voltar ao exemplo de Jesus sendo tentado no deserto por Satanás em Mateus 4:1-11. Cada uma das tentações de Satanás foi recebida com a mesma resposta: "Está escrito", seguida pela Escritura. Se o Filho de Deus usou a Palavra de Deus para, com eficácia, dar um fim às tentações – o que sabemos que funciona porque depois de três tentativas fracassadas, "o Diabo o deixou" (v. 11) -- quanto mais nós precisamos usá-la para resistir às nossas próprias tentações? Todos os nossos esforços para resistir serão fracos e ineficazes a menos que sejam movidos pelo Espírito Santo através da leitura constante, do estudo e da meditação na Palavra. Desta forma, seremos "transformados pela renovação da vossa mente" (Romanos 12:2). Não há nenhuma outra arma contra a tentação exceto a "espada do Espírito, que é a Palavra de Deus" (Efésios 6:17). Colossenses 3:2 diz: "Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra." Se as nossas mentes estiverem cheias com os mais recentes programas de TV, música e todo o resto que a cultura tem para oferecer, seremos bombardeados com mensagens e imagens que inevitavelmente levam a paixões pecaminosas. No entanto, se nossas mentes estiverem cheias com a majestade e santidade de Deus, o amor e a compaixão de Cristo e o brilho de ambos refletido em Sua Palavra perfeita, veremos que o nosso interesse pelas concupiscências do mundo diminuem e desaparecem. No entanto, sem a influência da Palavra em nossas mentes, estamos abertos a qualquer coisa que Satanás atirar em nós. 

    Aqui, então, é o único meio para guardar nossos corações e mentes, a fim de manter as fontes de tentação longe de nós. Lembre-se das palavras de Cristo a Seus discípulos no jardim, na noite em que foi traído: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca" (Mateus 26:41). A maioria dos cristãos não iria querer abertamente pular em pecado, mas não podemos resistir cair nele porque a nossa carne não é forte o suficiente para resistir. Nós nos colocamos em situações ou preenchemos nossas mentes com paixões sensuais, e isso nos leva a pecar. 

    Precisamos renovar o nosso pensamento como nos é dito em Romanos 12:1-2. Não devemos mais pensar como o mundo pensa, ou andar da mesma forma em que o mundo caminha. Provérbios 4:14-15 nos diz: "Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus. Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo." Precisamos evitar o caminho do mundo que nos conduz em tentação porque a nossa carne é fraca. Somos facilmente levados por nossas próprias concupiscências. 

    Mateus 5:29 tem alguns excelentes conselhos. "Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno." Isso soa grave! O pecado é grave! Jesus não está dizendo que nós literalmente precisamos remover partes do corpo. Cortar o olho é uma medida drástica, e Jesus está nos ensinando que, se necessário, uma medida drástica deve ser tomada para evitar o pecado. 

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Voe alto

    Voe alto. 
 
    Faça como as águias e esteja sempre voando alto. Acredite em seus sonhos. Não deixe que a tristeza tome conta do seu coração. Acredite no amanhecer e no brilho do sol. Mesmo que as nuvens o impeça de brilhar sabemos que o sol continua imponente em sua caminhada. 
 
    Seja assim também. 
 
    Mesmo que as nuvens da desconfiança e do desanimo queira impedir o seu progresso, continue em sua caminhada sabendo que o seu brilho não pode ser ofuscado pelas nuvens passageiras do tempo. Deus te escolheu e você é um projeto de suas mãos. Então siga em frente com animo e determinação. 
 
Mensagem: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Conselhos bíblicos sobre a perseverança

    Quando enfrentamos uma batalha espiritual intensa, é comum sentir-se cansado, desanimado e até pensar em desistir. No entanto, a Bíblia nos oferece diversas passagens que falam sobre a importância da esperança e de perseverar, mesmo nos momentos mais difíceis. 
 
    1. Lembrar-se das promessas de Deus 
 
    A Bíblia está repleta de promessas que nos asseguram que Deus está conosco, mesmo nos momentos mais sombrios. Em Isaías 41:10, Deus nos diz: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça." 
 
    Esse versículo nos lembra que, mesmo quando a batalha espiritual parece insuportável, não estamos sozinhos. Deus é o nosso sustento, e Ele prometeu nos fortalecer. Quando o desânimo vier, é essencial trazer à memória as promessas de Deus. 
 
    2. Esperança em Cristo
 
    Nossa esperança não está nas circunstâncias, mas em Jesus Cristo. Ele é a nossa rocha e salvação. Em Romanos 15:13, o apóstolo Paulo declara: "Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pelo poder do Espírito Santo." 
 
    Mesmo em meio à batalha, devemos buscar essa esperança que vem de Deus. Ela não é fruto das nossas forças, mas do Espírito Santo que habita em nós. Clamar ao Espírito Santo por força e esperança é uma maneira de continuar firmes. 
 
    3. Perseverar na tribulação
 
    O apóstolo Paulo, em Romanos 5:3-5, fala sobre como as tribulações produzem perseverança, caráter e esperança: "E não somente isso, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança, e a perseverança, o caráter aprovado, e o caráter aprovado, a esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado." 
 
    Deus utiliza as batalhas que enfrentamos para moldar nosso caráter e fortalecer nossa fé. A tribulação não é um sinal de que Deus nos abandonou, mas sim uma oportunidade para Ele nos aperfeiçoar. É importante olhar para os desafios com essa perspectiva, sabendo que, no fim, isso nos fortalecerá espiritualmente. 
 
    4. Confiar que Deus tem um propósito maior
 
    Em Jeremias 29:11, Deus lembra que Ele tem planos de esperança para o Seu povo: "Porque eu bem sei os planos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança." 
 
    Mesmo quando não entendemos o motivo das nossas batalhas, podemos confiar que Deus tem um propósito maior. Ele está no controle, e tudo o que enfrentamos, Ele pode usar para o nosso bem e para a Sua glória. 
 
    Conselhos para continuar firme.
 
    Busque a Deus em oração: Desabafe com Ele, peça força e sabedoria. A oração é um refúgio e uma arma poderosa contra as forças espirituais do mal. 
 
    Leia e medite na Palavra de Deus: A Bíblia é nossa fonte de alimento espiritual. Quanto mais conhecemos a Palavra, mais firmes ficamos nas promessas de Deus. 
 
    Fortaleça-se na comunhão: Não enfrente as batalhas sozinho. Compartilhe suas lutas com irmãos na fé, busque apoio e cobertura em oração. A comunhão com outros cristãos nos fortalece. 
 
    Lembre-se de que a vitória já é nossa em Cristo: Em 1 João 5:4 está escrito: "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé." 
 
    As batalhas espirituais são reais, mas a esperança em Cristo é maior. Não desista! Confie nas promessas de Deus, persevere na fé e busque o Senhor com toda a sua força. Ele é fiel e, no tempo certo, dará o livramento. A vitória já foi conquistada na cruz! 
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 15 de setembro de 2024

Do que você tem medo?

    "E, quanto aos que de vós ficarem, eu porei tal pavor nos seus corações, nas terras dos seus inimigos, que o ruído de uma folha movida os perseguirá; e fugirão como quem foge da espada; e cairão sem ninguém os perseguir". Levítico 26:36 

    "Ser perseguido pelo som de uma folha: isto é terror!" 

    Por que será que tem pessoas que sentem medo o tempo todo? O que acontece com pessoas assim? O medo é terrível quando não há uma proteção ou segurança. Àqueles que servem a Deus encontra nEle refúgio. Só o Senhor é nossa proteção e segurança. Não temas os espantos noturnos, nem pragas que voam ao meio dia. O Senhor é quem cuida de cada um de nós com amor eterno. 

    "Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou". Salmos 3:5 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

As escolhas de Sansão

    "E desceu Sansão a Timnate; e, vendo em Timnate uma mulher das filhas dos filisteus, Subiu, e declarou-o a seu pai e a sua mãe, e disse: Vi uma mulher em Timnate, das filhas dos filisteus; agora, pois, tomai-ma por mulher. Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque ela agrada aos meus olhos". Juízes 14.1-3. 

    A história de Sansão, encontrada no livro de Juízes (capítulos 13 a 16), oferece uma profunda reflexão sobre as escolhas e as consequências de seguir ou desviar-se do propósito de Deus. 

    Sansão foi escolhido por Deus desde o nascimento para ser um juiz de Israel, e seus pais receberam instruções claras sobre como ele deveria ser criado. Ele era um nazireu, consagrado a Deus, e seus votos incluíam não cortar o cabelo, não tocar em nada impuro e não beber vinho. Deus deu a Sansão uma força física extraordinária, e ele foi chamado para libertar o povo de Israel da opressão dos filisteus. No entanto, Sansão fez muitas escolhas que o desviaram do propósito divino: 

    1. Desobediência e Impulsividade 

    Sansão frequentemente agia por impulso, sem considerar as consequências. Ele se envolveu com mulheres estrangeiras, como Dalila, mesmo sabendo que isso estava em desacordo com as leis de Deus. Suas escolhas amorosas eram guiadas por seus desejos pessoais, e não pela sabedoria divina. Isso mostra que, quando tomamos decisões baseadas apenas em nossos impulsos ou desejos egoístas, podemos acabar nos afastando do plano de Deus para nós. 

    2. Desprezo pelos Votos a Deus 

    Sansão quebrou seus votos de nazireu, tocando em cadáveres (Juízes 14:8-9) e, finalmente, permitindo que seu cabelo fosse cortado por Dalila (Juízes 16:17). Esses votos eram símbolos de sua consagração a Deus, e sua violação levou à perda de sua força. Isso nos lembra que quebrar nossa aliança com Deus e viver de forma desobediente enfraquece nossa conexão espiritual e pode nos deixar vulneráveis ao inimigo. 

    3. Arrogância e Orgulho 

    Sansão parecia acreditar que sua força era algo inerente a ele, e não um dom de Deus. Ele continuou a brincar com o perigo, acreditando que sempre seria capaz de escapar. Essa confiança excessiva em si mesmo, sem reconhecer a fonte de sua força, o levou a uma grande queda. O orgulho pode nos cegar para nossa dependência de Deus, e o resultado é frequentemente a destruição. 

    4. Redenção e Arrependimento 

    Apesar de suas falhas, a história de Sansão termina com um ato de arrependimento. Ele ora a Deus pedindo força uma última vez, não para sua glória pessoal, mas para cumprir o propósito de Deus (Juízes 16:28). Mesmo em sua fraqueza, Deus ouve sua oração e lhe concede força para destruir o templo filisteu, cumprindo a missão de libertar Israel. Isso nos ensina que, mesmo após escolhas erradas, Deus está pronto a nos restaurar quando nos arrependemos e buscamos sua ajuda. 

    Sansão é um exemplo do poder das escolhas. Quando seguimos nossos próprios caminhos, ignorando a direção de Deus, as consequências podem ser dolorosas e devastadoras. No entanto, sua história também nos dá esperança: mesmo quando falhamos, ainda podemos nos voltar para Deus e encontrar redenção. 

    O desafio para nós, como cristãos, é aprender com as falhas de Sansão e fazer escolhas que reflitam nosso compromisso com Deus, lembrando que nossa força, sabedoria e direção vêm de nossa relação com Ele. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Existe uma certeza no universo: Deus está no controle da História

    "Eis que os trarei da terra do norte, e os congregarei das extremidades da terra; entre os quais haverá cegos e aleijados, grávidas e as de parto juntamente; em grande congregação voltarão para aqui". Jeremias 31:8 

    Se existe uma coisa que todos deveriam saber é que Deus sempre irá cumprir as suas promessas. Não podemos cair no erro de achar que tudo está perdido, que o mundo está um caos, sem controle. Não podemos cair nesse engodo. Existe uma certeza no universo: Deus está no controle da História. 

    Às vezes não atentamos para o fato de que Deus sabe de todas as coisas e nós não sabemos de nada. Nem o maior cientista de todos os tempos pode ser comparado a sabedoria infinita de Deus. A humanidade levou milhares de anos para descobrir pouca coisa dos infinitos mistérios do universo. Então, quem somos nós para questionar os desígnios de Deus? 

    Haverá uma restauração na Terra. Haverá um Reino de paz e prosperidade para os filhos de Deus. Haverá uma eternidade onde não haverá mais morte e nem dor porque as primeiras coisas já passaram e eis que tudo se fez novo. Pode acreditar. Tudo está dentro dos planos de um Deus todo poderoso que tudo sabe. "Porém, ele lhe disse: Um certo homem fez uma grande ceia, e convidou a muitos. E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado". Lucas 14:16,17 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 7 de setembro de 2024

Crescer na graça e no conhecimento

    Antes de iniciar o meu argumento sobre crescimento na graça gostaria de transcrever uma história que Plínio relata. De acordo com Plínio, Zeuxis pintou uma vez tão bem um menino segurando um prato de uvas, que as aves se enganaram e voaram para debicar as frutas. O artista, no entanto, estava desgostoso com o quadro, pois, disse ele: “houvesse eu pintado tão bem o menino como devia os pássaros não teriam ousado tocar nas uvas”

    Essa pequena história ilustra-nos uma grande lição de vida quando pensamos em crescimento espiritual. As pessoas estão cada dia mais presas ao mundo moderno cheio de suas tecnologias que esqueceram a principal razão pelo qual vivemos que é sermos frutos para a Glória de Deus. Crescer na graça requer amadurecimento. É necessário que tenhamos em mente que precisamos brilhar em meio à escuridão do mundo. Reluzirmos o brilho de Cristo em meio às densas trevas que sufocam a alma humana. Para que isso aconteça essencial é sermos cheios da Graça de Deus. 

    Na história citada acima conta-se a busca da perfeição com que o artista queria que sua obra estivesse. Isso acontece quando um escritor escreve um livro ou quando um pintor pinta sua obra máxima. Eles procuram se esforçar para que suas obras sejam as melhores possíveis. Isso nos orienta a sermos os melhores naquilo que fazemos na obra de Deus. 

    Para alcançarmos o conhecimento precisamos ser humildes o bastante para aprender com os outros. Precisamos escutar os demais e dar valor as lições que vemos diariamente acontecer a nossa volta para que possamos crescer. Quando a Bíblia nos orienta a crescer na graça e no conhecimento ela se refere a dois tipos de crescimento. Crescer na graça está relacionado a busca pela misericórdia de Deus através da oração e súplica. Afinal, é de Deus que alcançamos essa graça. Crescer no conhecimento está relacionado aos estudos e compreensão dos acontecimentos a nossa volta. 

    Outro passo necessário para esse crescimento espiritual na graça é não confiarmos em nós mesmo. Isso se faz necessário para não acharmos que somos alguma coisa. Na verdade, Paulo foi categórico em afirmar que, se não fosse à misericórdia de Deus nada seriamos. E, no momento de maior luta Deus assim falou para ele: a minha graça te basta. Esse procedimento nos leva a entender que tudo que somos é permissão de um Deus onisciente que conhece nossas limitações e, mesmo assim, nos permite fazermos grandes coisas. Que possamos cada dia mais buscar a presença de Deus para realizar a obra que Ele tem nos chamado a fazer. 

    Para finalizar esse texto quero aqui deixar um conselho de um dos homens mais sábios que já passou pela Terra e que foi usado por Deus para nos orientar. Um conselho maravilhoso. Salomão escreveu: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”. (Prov. 4.18). 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Os cristãos nas arenas romanas

    Ministrando aulas de História para a turma do 6º ano sobre Roma Antiga não pude deixar de fazer uma reflexão, mesmo que breve, sobre a perseguição aos cristãos nas arenas romanas. A perseguição e morte dos cristãos nas arenas romanas é um tema que suscita profunda reflexão, tanto histórica quanto espiritual. No contexto do Império Romano, as arenas eram palco de espetáculos brutais, nos quais os cristãos eram muitas vezes condenados a morrer por sua fé. Esses eventos, inicialmente vistos como punições para um grupo religioso dissidente, foram interpretados mais tarde como um símbolo da resistência da fé cristã. 

    Historicamente, os cristãos foram perseguidos sob diversos imperadores romanos, particularmente durante os períodos de crise, quando sua recusa em adorar os deuses romanos e o imperador era vista como uma ameaça à unidade e à estabilidade do império. Eles foram expostos a animais selvagens ou executados em meio à aclamação popular. No entanto, a brutalidade dessas mortes, em vez de enfraquecer a fé cristã, muitas vezes a fortaleceu. Os mártires, ao enfrentarem a morte com coragem e esperança na vida eterna, ofereciam um testemunho impressionante aos observadores. Muitos se converteram após presenciar a inabalável convicção dos cristãos diante da morte. 

    Do ponto de vista espiritual, o martírio dos cristãos nas arenas romanas pode ser visto como um símbolo da fé inquebrantável e da esperança em algo maior que o sofrimento terreno. Esses cristãos acreditavam na promessa de uma vida eterna com Cristo, e essa crença lhes dava força para suportar a dor, a humilhação e, finalmente, a morte. Para eles, a arena não era apenas um local de fim, mas também o início de uma nova vida, livre do sofrimento terreno. 

    Essa disposição de sacrificar tudo pela fé evoca uma profunda reflexão sobre os valores espirituais. O martírio torna-se uma expressão máxima do amor por Cristo e pela verdade, algo que ressoou ao longo dos séculos e moldou a visão cristã do sofrimento e da salvação. Ao recordar esses episódios, podemos refletir sobre a força do testemunho e a importância de permanecer firme nos princípios que consideramos fundamentais, mesmo diante de grandes adversidades. 

    Na modernidade, a imagem dos cristãos martirizados nas arenas romanas pode servir como uma metáfora para os desafios e perseguições que as pessoas enfrentam por suas convicções. Embora a perseguição física em grande escala seja menos comum em muitas partes do mundo, a resistência às crenças espirituais, éticas e morais continua presente em diversas formas. O exemplo dos mártires cristãos da Antiguidade nos chama a refletir sobre como respondemos às pressões e aos desafios da vida contemporânea, e nos inspira a ser corajosos em nossa busca por justiça, verdade e fé. 

    Esses eventos trágicos se tornaram, em última análise, sementes de renovação, exemplificando como o sofrimento, mesmo na morte, pode gerar vida e esperança. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Antes tem o seu prazer na lei do Senhor

    "Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite". Salmos 1.1-2. 

    A meditação na Palavra de Deus é um caminho profundo para o crescimento espiritual e pessoal. Ela permite não apenas uma compreensão intelectual, mas uma vivência daquilo que Deus fala ao coração. Ao meditar nas Escrituras, a pessoa se abre para ouvir e acolher a sabedoria divina, que transforma sua vida e renova sua mente. Esse processo não se limita à leitura superficial; exige tempo, atenção e disposição para ouvir o que o Espírito Santo revela. 

    O hábito da leitura, tanto das Escrituras quanto de outros textos, é uma prática que molda o intelecto e o coração. No contexto da vida cristã, o hábito de ler a Bíblia, juntamente com outros textos edificantes, serve como uma ferramenta de transformação. A leitura constante e disciplinada é como um alimento para a alma, ajudando a pessoa a crescer em sabedoria, discernimento e fé. Assim como o corpo precisa de alimento diário, a alma se nutre de palavras que trazem vida, sentido e propósito. 

    A prática regular da leitura também desenvolve o caráter e a paciência, pois, à medida que lemos, aprendemos a ouvir com atenção e refletir profundamente sobre as verdades reveladas. Isso nos leva a uma transformação interior, pois a Palavra de Deus tem o poder de penetrar no mais íntimo do ser, moldando nossos pensamentos, atitudes e ações. 

    Portanto, a meditação e o hábito de ler a Palavra de Deus são essenciais para quem deseja viver uma vida guiada pela verdade, cheia de propósito e alinhada com a vontade divina. Eles são meios pelos quais nos aproximamos de Deus e permitimos que Sua sabedoria nos guie em todos os aspectos da vida. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 3 de setembro de 2024

A vaidade do ser humano

    Vaidade de vaidade, diz o pregador, tudo é vaidade. 

    Isto é, “vanitas vanitatum, et omnia vanitas”. Eclesiastes 1.2. 

    A vaidade é uma das coisas que dura mais do que nós mesmos. Para vermos isso basta olharmos para os túmulos em um cemitério qualquer aonde as pessoas vai construindo magníficos mausoléus. As pirâmides do Egito e os bustos de mármore espalhados por todos os lugares do mundo podem atestar o que digo. Como já afirmava Mathias Aires “vivemos com vaidade, e com vaidade morremos”

    O caos instalado no mundo moderno revela o mal da vaidade do ser humano. Vestir-se bem, ostentar-se, usar as marcas, consumir. Ter. Eis a vaidade a aflorar nos mais recônditos da sociedade. As ações mais cruentas da sociedade nascem quase que exclusivamente, da vaidade do ser humano que quer de qualquer forma sustentar um status. 

    As opiniões são as bases da sociedade virtual. Nas redes sociais o status tem que valorizar a vaidade do ser humano. No face às melhores imagens, mas a pessoa quer morrer se você pedir para ver o seu RG. Qual a diferença? 

    A vaidade é um instrumento que tira dos nossos olhos os defeitos próprios, já dizia Aires, e faz com que apenas os vejamos em uma distância imensa. Na verdade, é a nossa vaidade que nos faz ser insuportável com a vaidade dos outros. Daí o que as pessoas chamam de inveja. 

    Como diz o sábio: vaidade de vaidade, tudo é vaidade. Tudo é correr atrás do vento. Se você combate, luta, vence e conquista você é um herói. Vaidade. Porque quem governa, de certa forma, são os sábios. Sábios aos seus próprios olhos. Exploradores. Aos heróis fica o trabalho e o perigo. Mas, quem colhe os frutos? Os sábios. Vaidade. 

    Aos reis e ilustres dão-se os louros das vitórias, mas foram os soldados quem as venceram. E é fato que os sábios da terra não são os melhores para a governarem. Por isso, tudo é vaidade e correr atrás do vento. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 1 de setembro de 2024

O poder transformador de um livro

    Nunca subestime o poder transformador de um livro. Ele pode abrir portas, desafiar nossas convicções e nos inspirar a alcançar grandes feitos. Então, vamos nos comprometer a fazer da leitura uma parte essencial de nossas vidas, pois é através dela que encontramos o verdadeiro enriquecimento e crescimento. Dedique tempo para ler regularmente, seja um romance cativante, um ensaio provocativo ou um livro de poesia inspiradora. Compartilhe suas descobertas com amigos e familiares, criando um ambiente onde a leitura seja valorizada e celebrada. Nada pode roubar o conhecimento adquirido através de bons livros. 

    Os livros e a leitura ocupam um papel central no desenvolvimento humano e na formação de uma sociedade mais consciente, crítica e empática. Ao longo da história, os livros têm sido veículos de conhecimento, cultura e sabedoria, preservando e transmitindo ideias, valores e experiências entre gerações. A leitura, por sua vez, é o ato que nos conecta a esses mundos, permitindo-nos explorar o passado, compreender o presente e imaginar o futuro. 

    A importância dos livros reside na sua capacidade de expandir horizontes. Eles nos permitem viajar para lugares desconhecidos, viver realidades diferentes e compreender perspectivas diversas, tudo sem sair do lugar. Essa capacidade de "viajar" por meio da leitura nos torna mais abertos, compreensivos e tolerantes, qualidades essenciais em um mundo cada vez mais globalizado e interconectado. 

    Além disso, a leitura desenvolve habilidades cognitivas fundamentais, como a concentração, a interpretação de textos e o pensamento crítico. Ela nos desafia a questionar, a refletir e a buscar significado, alimentando assim nossa capacidade de aprender e de crescer como indivíduos. Ler nos faz pensar, e pensar nos torna mais capazes de enfrentar os desafios da vida com criatividade e resiliência. 

    Outro aspecto essencial da leitura é seu poder de despertar emoções e cultivar a empatia. Ao nos identificarmos com personagens e histórias, experimentamos suas alegrias, tristezas, medos e esperanças. Esse envolvimento emocional nos torna mais sensíveis às experiências alheias, promovendo a solidariedade e a compreensão mútua. 

    Em uma era dominada pela tecnologia e pela informação rápida, os livros oferecem um espaço de reflexão e aprofundamento. Eles nos convidam a desacelerar, a nos concentrar e a mergulhar em ideias complexas que demandam tempo para serem compreendidas e apreciadas. A leitura é, portanto, um ato de resistência contra a superficialidade e a pressa, um momento de conexão profunda consigo mesmo e com o mundo ao redor. 

    Em suma, os livros e a leitura são pilares fundamentais na construção de uma sociedade mais justa, culta e humana. Eles nos educam, nos transformam e nos unem, oferecendo não apenas conhecimento, mas também a possibilidade de nos tornarmos versões melhores de nós mesmos. Preservar e incentivar a leitura é, portanto, um compromisso com o futuro, uma forma de garantir que continuemos a crescer como indivíduos e como coletividade. 

Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense